Notícias de lá…

3 07 2009

Notícia da Inside Radio: Diary markets get cell sample.

Arbitron has begun integrating cell phone-only households into 151 diary markets and after just one month it reports sample quality improvements among 18-34 and 18-54 demos.  The company says there were also “solid gains” among Black and Hispanic demos. SVP Bill Rose calls it a “major step forward” for diary markets.

The process began in April when the company placed nearly 6,000 diaries in cell phone-only (CPO) households.  Arbitron VP Dr. Ed Cohen says markets with the worst 18-34 performance got CPOs first, telling a client call yesterday, “We didn’t play favorites.”  The rest of the diary markets get CPO sampling in the fall.





Ao fim de uma semana, Jackson vai morrendo na rádio

3 07 2009

Notícia da Inside Radio: Jackson airplay slows.

A week after his death, radio stations have begun to play fewer Michael Jackson songs. Mediabase says after a peak of 34,371 spins Friday, June 26 his music is now getting about 2,000 spins a day. The most played Jackson song remains “Billie Jean,” the #1 hit from his 1983 album “Thriller.”





Jovens. Eles e Elas: por onde andam?

2 07 2009

O El País deu conta de um estudo levado a cabo em Espanha, revelando que as redes sociais fazem parte da rotina diária dos jovens, aumentando o tempo que passam neste sites ao fim de semana.

O estudo  ”Los adolescentes en la Red”, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Camilo José Cela, usou uma amostra de 1095 alunos dos quatro cursos de Educação Secundária Obrigatória de seis centros educativos da Comunidade de Madrid.

Elas preferem conectar-se e comunicar, enquanto eles preferem jogar online.

Têm entre 12 e 16 anos  e as redes sociais são, para eles, uma referência, para diversão e relacionamento social. Ultrapassam os blogues, chats e web perdem terreno face às redes sociais. O messenger perde popularidade em relação às redes “un 42% dice usar mucho el ya tradicional Messenger frente al 45% que dice emplear mucho las redes. Los que salen perdiendo son los blogs, los chats y las webs para buscar información escolar”. |Ler|





Indie Music

2 07 2009

Mais díficil para artistas indie a promoção e venda através do Pandora…

Estará o Pandora a tornar-se uma plataforma corporativista?

A notícia diz que:

“Until recently, Pandora accepted music from indie artists at no cost in almost any form including home burned CD-R’s. But now, in part because of a deal to display album cover art via Amazon’s servers,  submissions must be available as a physical CD for sale on Amazon and include cover art and a UPC code to even be considered for airplay”. |Ler|

Não será impossível para novos artistas, simplesmente mais difícil, ao mesmo tempo que no futuro a consequência poderá ser a diminuição da diversidade, mesmo no online, aquela que tomámos como plataforma que permitia aos artistas a exposição do seu trabalho e o retorno do público, sem necessidade de uma editora ou formato físico. Será este um primeiro passo em direcção ao retorno do disco, sem que o tenhamos, ainda, abandonado de forma definitiva?

Fonte: Hypeboot, via RAIN





O futuro?…

2 07 2009

… Promete. Computadores mais pequenos, hiper conectividade, ligações rápidas e maior integração entre seres humanos e o computador…

Conta James Cridland, a propósito da reunião da RSA, sobre “The Future of Connectivity” |Ler|

 





Melhor do que as notícias… Os comentários

2 07 2009

A newsletter TEK apresentou uma notícia sobre sites que permitem ouvir música (em alguns casos, descarregar) de forma legal.

Melhor do que a notícia, são os comentários no final desta. |LER|





Walkman… 30 anos depois…

1 07 2009

30 anos depois, a experiência de um jovem de 13 anos, contada na primeira pessoa (Magazine, BBC News).

Durante uma semana, abandonou o seu leitor áudio digital e fez-se acompanhar do walkman que era do seu pai… A surpresa daqueles com quem interagiu não o demoveu e, ao fim de três dias, descobriu que a cassete tinha dois lados. Depois, percebeu que o selector “metal” não dizia respeito a um género, mas ao tipo de cassete. Finalmente, fez uso do fast-forward para imitar o random do leitor áudio digital e percebeu que… a cassete ficou inutilizada ao fim de pouco tempo!

Scott Campbell, conta a experiência e avalia os dois aparelhos:

When I wore it walking down the street or going into shops, I got strange looks, a mixture of surprise and curiosity, that made me a little embarrassed. (…) I mistook the metal/normal switch on the Walkman for a genre-specific equaliser, but later I discovered that it was in fact used to switch between two different types of cassette. (…) I told my dad about my clever idea. His words of warning brought home the difference between the portable music players of today, which don’t have moving parts, and the mechanical playback of old. In his words, “Walkmans eat tapes”. So my clumsy clicking could have ended up ruining my favourite tape, leaving me music-less for the rest of the day”.

Prós e Contras

“When playing, it is clearly evident that the music sounds significantly different than when played on an MP3 player, mainly because of the hissy backtrack and odd warbly noises on the Walkman. (…)

The warbling is probably because of the horrifically short battery life; it is nearly completely dead within three hours of firing it up. Not long after the music warbled into life, it abruptly ended. (…)

The Walkman actually has two headphone sockets, labelled A and B, meaning the little music that I have, I can share with friends”. 

 

No Público de hoje, a referência aos 3o anos do walkman desvenda um pouco da sua história e do marketing de que foi alvo para atingir a popularidade que durante anos lhe reconheecemos. A sua implementação não foi tão fácil quanto a Sony previra e, por essa razão,  ”Como forma de campanha, a Sony ofereceu Walkmans a celebridades para que estas o usassem. Os funcionários das lojas também tinham Walkmans e incentivavam os clientes a experimentá-los. E os próprios funcionários da Sony passeavam-se pelas ruas japonesas com um Walkman. A empresa teve ainda de combater a má imagem associada aos grandes auscultadores (que, mais tarde, chegaram a ser moda)”.  Na verdade, o aforismo “primeiro estranha-se. Depois entranha-se” (Fernando Pessoa) aplica-se também ao caso do walkman, aparelho de grande sucesso e popularidade ao longo das décadas de 1980 e mesmo, 1990, abrindo espaço para a fácil apropriação  dos pequenos, ágeis e multi-funcionais leitores áudio digitais.





12 meses, 12 estações

30 06 2009

Para finalizar a ronda de 12 estações escolhidas para os 12 meses de 2008, uma análise do que é, afinal, a rádio.

Uma tentativa de catalogar e compreender o conceito, traçando algumas linhas para o seu futuro.

DEZEMBRO

To be or not to be… R@dio?

Just call it radio“, Pandora says. É assim que começa o post de Mark Ramsey sobre a questão da designação a dar a um projecto como o Pandora e outros, semelhantes, na Internet.

Em termos estratégicos, chamar “rádio” a projectos online de transmissão de música, com selecção construída pelo utilizador e/ou selecção programada pelo site, com diferentes canais temáticos é interessante. Para o utilizador, por lhe ser familiar, para os anunciantes, não só pela familiariedade, mas acima de tudo, por representar a nova versão daquilo que sempre conhecemos como rádio. Para a concorrência, pode ser tanto mais, como muito menos do que rádio, especialmente se pensarmos no (ainda) actual conceito de rádio como a temos conhecido.

Assumindamente, o projecto Pandora (que consegue analisar e catalogar a música de acordo com as preferências), é um serviço online de canais de música personalizados que adquirem o nome de “estações” (curiosamente, as aspas são da apresentação do próprio projecto). Esta aproximação à lógica da rádio não chega para o transformar numa rádio. É definitivamente um dos muitos projectos que contribui para redefinir o conceito, contudo, não será (apenas) este o caminho da rádio enquanto meio. 

Mais do que música, a rádio é comporta por pessoas, escreveu também Mark Ramsey por outras palavras. E, embora a presença humana exista em projectos como o Pandora, esta é residual. Podemos argumentar que a marca é inegável pela forma como cada “estação” pode dizer muito sobre quem a criou, associada a um perfil. Contudo, estes estão invariavelmente ligados a uma identidade que se pode construir e um avatar que nos pode identificar. As pessoas continuam a estar lá atrás, como na rádio, mas não transportam a sua presença para aquilo que se ouve, simplesmente porque, nesse momento, não estão lá. Pode parecer antiquado associar a voz humana à definição actual do conceito de rádio, contudo, “se matarmos a palavra, estamos a matar o que nos levou à rádio”, disse-me Fernando Alves em 2002, afirmação corroborada por cerca de outros 30 profissionais de rádio, entrevistados na mesma altura. 

E  o que muda, vai mudar, ou já mudou na rádio? O fluxo e a diversidade da oferta. Não a sua génese. Não o som. Ou seja, tenhamos rádio em directo ou diferido, personalizável ou não, num modelo unilateral ou bilateral, com ou sem conteúdos multimédia, numa plataforma exclusivamente sonora ou também visual, em dispositivos móveis ou não, na verdade, o meio continua a ser essencialmente sonoro. Mesmo que seja musical, a sua génese mantém-se: difusão sonora a longa distância.

Contudo, o que é hoje a rádio?

Correndo o risco de poder esquecer-me de algo (e assumo este como um post-in-progress), a rádio hoje é acima de tudo um meio multiplataforma. Mais do que qualquer outro meio de comunicação, a rádio pode escutar-se através de diferentes plataformas sem nunca deixar de ser rádio. Para além do FM, em Portugal, várias estações estão disponíveis por cabo, quase todas têm página e escutam-se através da Internet e, através desta plataforma, as rádios do mundo e as rádios criadas exclusivamente para a Internet estão também disponíveis. Receptores e plataforma de difusão à parte, o conceito de rádio está em transformação pela inegável influência da Internet no enriquecimento dos seus conteúdos na web que juntam, ao som, vídeo, texto, gráficos e animações impossíveis de associar anteriormente. O consumo também se transfere para a rede, especialmente durante o período laboral e a rádio, enquanto meio, neste momento, sofre com a indefinição do seu próprio futuro, dependente da plataforma que se afirme como a que poderá substituir o contexto analógico de transmissão das suas emissões. Será a Internet? Nesse caso, fenómenos como o Pandora poderão assumir-se como uma vertente da rádio musical do futuro….

Estamos numa fase de transição e apanágios como o de que “a rádio morreu” servem tanto à rádio como servem à música, quando se afirma que “o rock morreu” e está, permanentemente, a reinventar-se. Esta fase comporta alterações ao meio de comunicação e plataforma de difusão, com a Internet a assumir cada vez maior preponderância. A rádio, ou R@DIO, é multimédia, multiplataforma e convergente. Diferencia-se da “Era FM” por ser sonora e também visual, (mais) interactiva, (mais) participativa, partilhável, assíncrona, repetível, reproduzível, pesquisável, personalizável, descontínual, hipertextual, não linear, convergente, on demand, apesar de manter o efeito de acumulação e continuar a ser comunitária, adaptando (ainda não na perfeição) essa lógica ao contexto digital. Na realidade, isto é diferente do modelo sonoro e linear de comunicação de massas, com programação definida, ou seja, som para um receptor, com carácter único e irrepetível. 

Os conteúdos mantêm-se, especialmente porque há, para já, apenas duas soluções: streaming das emissões FM ou criação de estações musicais para a web. Destas, uma pequena percentagem inclui animação, donde se exclui, exclusivamente para a web, a rádio de palavra e a rádio-notícias (pelo menos, do que consegui, até agora, encontrar). No capítulo musical, mais do que formatos, os canais especializam-se procurando chegar ao “novo” ouvinte , que corresponde tanto ao digital immigrant como ao digital native. Neste campo,  será o “hommo digital” (composto por membros de todas as gerações, dos baby boomers à geração Y) aqueles para quem a r@dio irá trabalhar, que prezam a novidade, a posse e mudam rapidamente, estando a navegar quase sempre na crista da onda, descobrindo novos sites, aplicações e funcionalidades online. Este comportamento da audiência é activo, embora também se caracterize por uma certa passividade, pela forma como admite que algoritmos informáticos decidam a ordem e selecção musical do que vai ouvir durante um determinado período de tempo (exemplos: Pandora, Last FM…).

Assim, este processo de transição é também um processo de redefinição. O contexto agrega ao som outros elementos e poderá permitir ao conceito de rádio assumir uma nova forma. Se ao substantivo temos vindo a acrescentar prefixos e sufixos (online radio; e-radio, webradio, ciber radio, rádio na Internet), poderemos também alterar a palavra em si mesma incorporando-lhe um dos símbolos deste contexto digital: @, um dos caracteres fundamentais para a transmissão de mensagens de correio electrónico (ferramenta fundamental para a criação da rede mundial de computadores) e que se tornou um padrão nos teclados de computador (ícone e principal ferramenta da sociedade de informação).

No futuro, muito poderá vir a mudar na rádio, enquanto meio de comunicação, mantendo durante algum tempo a coabitação entre o sistema analógico e digital. Novos receptores irão certamente surgir, com maior ou menor afirmação no mercado: aparelhos que recebem FM e permitem navegar na Internet ou que liguem o FM às características da web, integrando a comunicação radiofónica. A participação do ouvinte/ utilizador poderá ser ampliada, transformando-o, em alguns casos, num co-autor: personaliza a página da emissora; contribui para a construção da programação sugerindo, opinando e implementando ideias; participa nos programas construídos pela emissora, interferindo ou reconstruíndo-os, remisturando-os ou adicionando informação; cria programas, enviando-os para a estação que os disponibiliza no site ou integra na sua programação; divulga a estação, através de sistemas de partilha (e-mail, favoritos, …).

No contexto da era digital, pensar o meio apenas em função da rádio em si mesma é inútil. Esta deve ser observada do ponto de vista do potencial utilizador e das potencialidades que a rede oferece, alterando não tanto o conteúdo (sonoro + multimédia), mas a forma da sua apresentação. A rádio pode já ter programação contínua e descontínua. Pode já ter página personalizáveis. 

Ao nível da informação noticiosa, o papel do jornalista pode ser repensado, entregando ao utilizador/ ouvinte um conjunto de opções. Perde-se parte da sua função de gatekeeper e o meio também miniza o poder da sua agenda. Contudo, esta mantém-se, na realidade, transformando-se essencialmente o seu papel de construção e reconstrução da realidade, entregando ao utilizador/ ouvinte não as notícias que produziu, mas as ligações para as fontes dessas mesmas notícias, reservando-se a produção noticiosa apenas para os factos da agenda própria da estação. 

No que respeita à música, esta poderia ser organizada não tanto em função de géneros e estilos, mas antes em função de gostos pessoais, atribuíndo ao locutor o papel de contextualizador. Como gatekeeper, perde também parte da sua função, mas o meio ganha por apresentar uma base infindável de música: própria e aquela que pode ser partilhada entre ouvintes, através de upload e download de listas pessoais. À semelhança do que fazem os sites de música, a rádio poderia atribuir maior poder ao ouvinte e deixar para o locutor o papel que nenhum iPod, Pandora ou Last FM consegue ter: a surpresa, a intimidade, a informação, o “estar lá” que nenhum programa informático consegue ainda superar.

Paralelamente, as plataformas estão disponíveis e a rádio pode começar a apresentar um produto resultado da convergência, possível de acompanhar no computador, no telemóvel, no PC e leitores digitais. Quem sabe, dentro de algum tempo, nos auto-rádios também. O grande desafio que se coloca, para quem gere e quem faz a rádio é aceitar esta espécie de gestão comum que transforma, por completo, o paradigma da rádio. Ouvinte e profissionais criam um novo modelo, organizando o contexto comunicativo da r@dio.

 






Técnicas vocais

29 06 2009

O RadioLab (UAL) apresenta um curso de especialização em técnicas vocais, aos sábados (Julho).

As inscrições estão abertas (10 vagas).

Mais detalhes





RADIO FUTURA

29 06 2009

FuturePlaces 2009 presents

RADIO FUTURA, The official FuturePlaces radio station broadcasting live during FuturePlaces 2009 digital media festival.

October 14-17, 2009 Porto, Portugal

A joint venture between Future Places and Rádio Zero.

CALL 

We are now accepting submissions for Radio Futura, a special one-week radio broadcast during FuturePlaces 2009. FuturePlaces 2009 is an international digital media festival focusing on the potential of digital media to change local cultures and societies. It does so by exploring digital culture in its many forms: from concerts to exhibitions and competitions, from workshops to parties, from conferences  to film screenings.

During the festival, Radio Futura will be broadcasting a mix of live  event coverage and studio programs. We want your participation by  submitting proposals for programs to be broadcast during the festival.

You can submit any kind of program,  as long as it is connected to radio digital culture and/or local cultures in any way.

SONGS. RANTS. FIELD RECORDINGS. SOUND POETRY. MUSIC. EXPERIMENTAL. HOT TOPICS. PURE WEIRDNESS.

Preference is given to proposals of live programs, using webstream or at (if you’re around at the time) Radio Futura studio, but pre-recorder programs are also welcomed.

SUBMIT YOUR PROPOSALS TO: radiofutura2009 @ gmail.com

Deadline for submitting your proposals is : August 15, 2009

Proposals should be either a short statement of the idea to be developed  in the radio program, or an audio file of a draft program. (MP3 or OGG is preferred at this stage, because it is light!).

You can find out more on the Future Places digital media festival