Arquivo

Radio

Analysis by Bloomberg, here.

Anúncios

In April 2012 Copenhagen Phil (Sjællands Symfoniorkester) surprised the passengers in the Copenhagen Metro by playing Griegs Peer Gynt. The flash mob was created in collaboration with Radio Klassisk http://radioklassisk.dk/
All music was performed and recorded in the metro.

link: http://youtu.be/gww9_S4PNV0

Apesar do aumento inquestionável dos novos sistemas de partilha e, consequentemente, de decisão (leia-se, redes sociais e serviços de streaming/download), a Rádio continua a marcar pontos quando se fala em descobrir “música nova”.

aqui: Broadcast Radio Is Growing In The U.S., Especially Non-Commercial FM.

E quem sabe se, por este caminho, é possível redescobrir a Rádio.

A Rádio, enquanto meio, É som. Hoje ouvimos rádio em diferentes plataformas, observamo-la carregada de fotos e vídeos (online), mas na sua base, a Rádio faz-se de som.

Muitas foram as transformações sonoras (a forma como a rádio se apresenta) ao longo da nossa história, condicionadas pela tecnologia, pelas derivas da imaginação e pelo pulsar da sociedade. As diferenças são evidentes, e hoje dão-nos vontade de rir; compare-se o estilo da antiga Emissora Nacional com o da actual rádio generalista (ex: Rádio Comercial); ou até a rádio norte-americana ou inglesa, que durante anos e anos estiveram muito à nossa frente (hoje o estilo continua a ser diferente, mas a globalização tende a alisar tudo, os média inclusive).
Mas não precisamos de ser tão radicais na comparação temporal e de estilo. As rádios sempre construiram a sua “imagem sonora” adaptando-a a tendências e estratégias, com alterações mais ou menos profundas.

Alterar a imagem sonora de uma estação é um processo delicado, já que modificações importantes têm consequência nos níveis de percepção do auditório, com a identificação empírica que construiram, sons e vozes que se associam automaticamente a uma rádio, ou seja, a uma “marca”.

E porque a rádio é som, um dos seus elementos mais distintivos é, na minha opinião, o “jingle de estação”. Podem mudar as vozes, as músicas (cada vez menos factores de afirmação – não confundir com “estratégia”), mas se mudarem radicalmente o “desenho sonoro” (separadores, trilhas, jingles promocionais), alteram-se profundamente as ligações perceptivas com o auditório.

Isto para dizer que, em Portugal, uma das rádios (se não mesmo “a” rádio) que melhor soube manter a coerência estética (considerando o no nosso passado recente, talvez desde a “lei da rádio” em 1989), foi a TSF. Com altos e baixos, evidentemente, a TSF sempre foi construída com sons fortes e distintos, cheios, que nos entram pela cabeça adentro.

Qualquer ouvinte minimamente atento consegue identificar a TSF apenas pelo som (nomeadamente as trilhas – ou “tapetes”, como também lhes chamamos), e entre eles, os jingles de estação e promocionais. São uma das “imagens” mais fortes da TSF, e que têm agora um lugar de destaque: a “Pasta dos Jingles”.

Tenho o privilégio de ser colaborador da TSF desde 2004. Sim, é um privilégio estar ali, naquele meio, com aqueles profissionais, todos os dias a aprender com toda a gente, jornalistas e técnicos e locutores.
Para nós que ali fazemos locução de continuidade, a sonoplastia tem um papel de guia, é ela que nos impulsiona a voz e o ritmo, que nos altera a disposição, que nos lança e faz lançar outras vozes, outros sons. O trabalho da sonoplastia é o elemento unificador entre jornalista e locutor, entre estes e os programas/rubricas, é o contínuo que liga a rádio ao ouvinte; é uma das maiores forças da marca TSF.

A sua energia é tão grande que tudo o que escrevi pode ser resumido assim:

(texto e voz de Fernando Alves, sonoplastia de Alexandrina Guerreiro)

Oiçam a “Pasta dos Jingles” AQUI.