Conferência Media do futuro IV

O problema dos media não é o futuro, mas sim o presente, afirma José Pacheco Pereira.
Os media reflectem o mundo vivido dos jornalistas e, por isso, não há um reflexo real da sociedade no jornalismo. Finalmente, alguém coloca o dedo na ferida…
Situando-se no contexto de crise, propõe a mudança nas redacções. Com experiências, com trabalho em regime de voluntariado, adoptando uma lógica de laboratório. E defende o jornalismo de investigação, usando ferramentas tecnológicas, bases de dados para criar valor acrescentado. Porque esse valor acrescentado é vendável.
Analisar os casos de sucesso. Mesmo se o sucesso for em casos de jornalismo tablóide. Porque o importante é chegar às pessoas, com os temas que são relevantes para elas.
A relação entre o papel e o digital, na imprensa é fundamental. O tempo, na web tem um contexto diferente, o tratamento que se dá deve ser diferente. O hipertexto dá riqueza e constrói uma narrativa diferente. Mas a mediação jornalística está presente, da mesma forma que no papel o desenvolvimento e contextualização é um valor acrescentado.
A preversão existe. Há uma geração que se formou com jornais e blogs. E isso, nota-se.
Para finalizar, afirma ironicamente que cabe aos grupos de comunicação social com órgãos jornalísticos reportar as situações mais opacas na nossa sociedade e os abusos de poder.

Também isto contribui para o desinteresse de muitas pessoas pelos conteúdos. Os conteúdos pouco ou nada dizem às pessoas…. Esta desadequação não se resolverá com as métricas….

Pedro Norton foca as quebras na publicidade, falando sobre a degradação do mercado, vivendo com menos 60% das receitas publicitárias.

Se há menos dinheiro para comprar conteúdos, se há menor investimento publicitário, qual será a solução? Se parte do consumo se situa em contexto digital, o que fazer? Alterar o modelo de negócio? Cobrar pelos conteúdos digitais, a um público que habitualmente os encontra gratuitamente?

Criatividade e experiências, avança Pedro Norton, num contexto de tempestade financeira será o caminho exigido aos media. Do ponto de vista do negócio, há muitas perguntas por responder: A migração da publicidade. O pagamento dos conteúdos.
A pirataria como comportamento socialmente aceitável.
A transparência da propriedade dos media e a liberdade de imprensa são muito relevantes, mas aquilo que estamos a assistir é ao potencial colapso sistémico de todo um sector.

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