DiscoRádio

Fim-de-semana, saída nocturna a reboque de um jantar de aniversário.

Por cortesia (e vontade), fui até uma discoteca de que não sabia sequer o nome, mas pelo que conheço da companhia, lhe adivinhava o género, e a música.

E lá fui, nada contra, um sítio novo, gente nova. E apesar de haver quem pense o contrário, há dias em que a minha tolerância musical permite feitos espantosos.

Sítio POP selecto, nas colunas a música “da moda” e eu, sem conhecer praticamente nada. Mas a esmagadora maioria das pessoas saltava, ria, cantava; aliás, sabiam de cor quase todas as letras, os refrões orelhudos.

Até que lancei a pergunta, já adivinhando a resposta: “de onde é que vocês conhecem estas músicas”? – “é da Rádio” (X, Y e Z).

Musicalmente falando, aquela discoteca atrai um segmento estreitamente ligado ao correspondente estilo de rádio musical, e por sua vez a uma larga audiência. O Dj e/ou a gerência, no seu papel de decisor, associa uma coisa à outra: o que se ouve ali a um sábado à noite é a música que passa durante a semana na playlist daquelas rádios.

E pelo que vi ali, esta é uma parceria (indirecta, no sentido de não declarada) claramente vencedora. É a Indústria da Música em todo o seu esplendor, e um modelo de negócio ainda longe de se esgotar. E a prova de que a Rádio continua a ser ouvida com impacto e importância.

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