Rádio e Social Media

From Marc Ramsey Media (via SG): “Your radio station is to a radio network as any one of your listeners is to her network of friends, her “social network.”  And “social media” describes the content and the pipeline for that content people choose to share with their friends.  Where there’s no sharing, there’s no “social” and no “media. (…) Radio as an industry is at risk of being largely deaf to the social interaction of the very audience upon which its future depends.  We are on the verge of being left out of the conversation entirely and being left behind by the advertisers who want in on that conversation”.

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Dirigindo-se fundamentalmente às estações comerciais e partindo do pressuposto que estão nisto para ganhar dinheiro,no blog da Marc Ramsey Media escreve-se que a performance da rádio em relação ao contexto “social” da comunicação e dos media é patético, uma vez que a maioria entende por social media ter uma página no Facebook ou no Twitter, colocando informação e medindo o número de pessoas que “gostam” ou os seguidores. A partir deste pressuposto, segue-se uma explicação do que a rádio deveria estar a fazer para “social” e ser “media”. O que, estando absolutamente correcto, foge à realidade do que é hoje, a rádio comercial, uma vez que existem já bons exemplos desta relação entre a rádio e o contexto “social” dos media e da comunicação. Não quer isto dizer que a rádio esteja a aproveitar da melhor forma o potencial da web e do “social”, seguindo muitas vezes as tendências ditadas por empresas de consultoria que produzem relatórios sobre a matéria, fazendo porque o concorrente também faz, estando porque os ouvintes também estão. Faltam em alguns casos, objectivos concretamente definidos e uma estratégia concertada que aproveite todas as sinergias possíveis neste meio.

Assim, mais do que produzir conteúdos e disponibilizá-los em diferentes plataformas, é importante que a rádio se relacione com os seus ouvintes, como estes se relacionam com a rua rede de amigos. Não adianta colocar informação não relevante ou que não provoque interacção. O segredo é a interacção em tempo real, dando resposta às suas questões, provando que afinal, está alguém do outro lado, gerar conversas e discussões a partir de um tópico geral, substituindo também, as cartas dos ouvintes e mesmo o telefone, tantas vezes usado na rádio para colocar questões ou reclamações, por parte dos ouvintes. Hoje, é o utilizador que decide o que e como consumir, tendo à sua disposição o que necessita para encontrar, pelo que o ideal é permitir-lhe decidir em função das suas necessidades, gostos e interesses, numa lógica de experiência e não tanto de consumo. Quando este pressuposto corre bem, o ouvinte até aceita e facilmente se deixa levar numa proposta comunicativa recheada de outros interesses (comerciais, note-se), tendo como cenário o Facebook (note-se que um dos seus grandes objectivos é servir também, os interesses da empresas). Ou seja, admite que a rádio lhe apresente produtos, marcas e serviços, tal como fazem os seus amigos, porque a encara como um elemento do seu grupo e a rádio, recupera desta forma, algo que havia perdido, que se resume a uma frase “esta é a minha rádio”: a identificação.

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