O estranho caso do RCP

Sobre o RCP, dei sempre o benefício da dúvida.
Nunca questionei opções, desempenhos, equipa ou a programação.
Estranhei as audiências, face ao pontencial. Mas não estranhei que o público não se ligasse à frequência, menos ainda ao projecto.
Nunca fui ouvinte assídua, mas também nunca me cativou a esse ponto.
As mudanças e reformulações têm sido suficientes para gerar todo o tipo de comentários por essa blogosfera. As notícias vão dando conta das mudanças e do aparente desnorte.
Nunca duvidei de um facto: o interesse da Prisa em recuperar o investimento. Mas sempre duvidei se seria o momento de inroduzir um formato de palavra no mercado em Portugal.

Depois de mudarem as estrelas, cronistas e convidados, depois de reformulações na equipa e na programação, depois de mudar o director, eis que mais despedimentos acontecem.

Afinal, o que falhou no RCP? (não é uma pergunta de retórica…)

A entrevista ao novo director (M&P)

8 comments
  1. viriato said:

    Nada estranho! Bastava ir analisando o projecto com atenção e detalhe desde o início para ver no que ia a dar.

    • Paula Cordeiro said:

      E que tal elaborar um pouco, Viriato? Isso já todos percebemos…

  2. Faltou perceberemo que é o meio radiofónico português. O RCP começou por tentar recuperar o nome de Rádio Clube Português, mas estava estava a copiar o formato da RR e numa altura em que a Renascença começava a caír nas audiências. Esqueceram-se que o antigo RCP era uma estação inovadora e audaz. Deviam ter começado por aí
    Mudou o director, mudou o nome da estação. Passou a ser simplesmente “Rádio Clube”. Deixou de ser uma estação musical generalista, como a RR e a Antena 1 e passou a apontar na direcção da rádio informativa. Mais uma vez uma imitação, desta vez o formato era uma tentativa de copiar a TSF. Apostou-se forte, ams apostou-se mal. Até poderia dar frutos, se o Rádio Clube soubesse aproveitar, pois a TSF não estava no seu melhor. Já que estavam numa onda de investimentos, indo buscar profissionais à concorrência, podiam ter contratado os melhores jornalistas, mas também, animadores e operadores de som.
    quando as coisas correram mal – porque o director não percebia nada de rádio – foram despedindo pessoal. A espiral viciosa estava montada. Até a Rádio Clube bater no fundo – já com quase todos os profissionais contratados despedidos – altura do director abandonar o barco.
    Claro que é uma análise feita por quem apenas acompanah o que se passa pelos jornais. Se falarem com os que lá trabalharam a história tam mais que se lhe diga.

  3. Paula Cordeiro said:

    Certamente que sim, Jorge… Certamente que sim…

  4. Carlos L said:

    Falharam várias coisas. A grelha da rádio nunca foi coerente nem constante. De manhã pretendiam ser uma referência informativa. à tarde uma radio de companhia. E ao inicio da noite uma rádio de desporto. Aliás acho que há horas a mais de debate aberto ao Futebol. Depois apareceram vários programas de autor que em poucas semanas saiam de antena, lembro-me da Intima Fracção e dos Quase Famosos. Nunca percebi os desdobramentos locais, quando na maioria dos casos, não existe mais do que uma sequência musical sem qualquer intervenção humana. Chegaram a acontecer simultaneos com a TVI24. Afinal o RCP é uma rádio ou uma TV? Quanto ao futuro, antevejo o fim do RCP e a sua substituição por uma estação musical, talvez a M80.

  5. Paula Cordeiro said:

    Carlos, essa conclusão contraria a entrevista de 16.10.09 ao novo director do RCP. Mas entendo-a na perfeição, numa abordagem financeira à questão…

  6. viriato said:

    Elaborar um pouco, Paula? Basta ir reler os posts que o meu amigo Vítor Soares escreveu sobre o RCP, ao longo dos últimos dois anos e meio, no blogue Infoinclusoes – era isso a que eu aludia quando referi uma análise com atenção e detalhe. Estão lá dissecados os gérmenes que levaram ao colapso do projecto desde o início, mesmo quando a generalidade dos comentadores da blogosfera iam sucessivamente dando o benefício da dúvida, à pala do argumento de que a audiência demorava a familiarizar-se com o formato da rádio de palavra. A questão essencial nunca foi de formato, foi sim de concepção e execução do projecto.

  7. Paula Cordeiro said:

    Viriato, está a ver como foi fácil desenvolver um pouco?… Certamente em todos os leitores aqui do NetFM conhecem o Infoinclusões.

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