Self media

No Indústrias Culturais, Rogério Santos destacou ontem o futuro dos jornais:

Com tecnologias ligadas à internet, os consumidores podem fazer um jornal próprio com notícias escolhidas por si, chegando este jornal através de computador, impressora ou palmtop e com publicidade de lojas locais oferecendo promoções e descontos. É o futuro dos jornais, garante Peter Vandevanter, vice-presidente de um grupo de media com sede em Denver, nos Estados Unidos e que detém a propriedade de 54 jornais diários em 11 estados, lê-se na versão digital do Washington Times de hoje (texto de Jennifer Harper)”.

É o futuro dos jornais, dos media em geral e da rádio em particular (informativa ou musical).

Uma rádio na qual os utilizadores/ ouvintes personalizam a página de entrada, escolhem os conteúdos (notícias ou outros), que nos chega através de computador, telemóvel ou outra plataforma móvel com acesso à Internet. No que respeita à publicidade, à oferta de anunciantes locais poderão juntar-se anúncios globais, isto é, de empresas, produtos ou serviços para compra online. De que estão as estações à espera?

A este propósito, junto outro post do Indústrias Culturais, sobre uma nova rádio, a funcionar nas frequências DAB (Inglaterra) e online, “com uma playlist de artistas que não têm contrato com produtoras musicais (…) uma rádio interactiva e produzida pelos utilizadores. A selecção musical resulta de um algoritmo retirado de descargas de MP3 do Amazingtunes.com, sítio lançado em 2006 e com 15 mil registos, de onde os músicos retiram 70% de vendas”.

Uma nova proposta que reflecte as tendências de consumo dos media e, especialmente, da música, cada vez mais, seleccionada pelo indivíduo. O projecto é interessante, pela forma como contribui para a divulgação musical, contrariando as tendências de homogeneização das estações mais populares. Da mesma forma, pode aumentar a diversidade nos media, pela introdução de novos artistas no quotidiano musical dos indivíduos. E, uma vez mais, a rádio depende em exclusivo das tendências de gosto e da selecção dos ouvintes. Muito embora as escolhas estejam limitadas à lista de músicas disponíveis no site Amazingtunes, será certamente uma base musical mais extensa do que a que é colocada à avaliação dos ouvintes das estações tradicionais, nos estudos de gosto levados regularmente a cabo pelas mesmas, para a composição das suas playlists.

Amazing Radio

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