Rádio Renascença

As reformulações e remodelações nos sites das estações de rádio acontecem cada vez com maior frequência, adaptando às necessidades dos utilizadores a oferta e concorrendo com as restantes estações, inovando ao nível da apresentação e ferramentas disponíveis.

O novo site da Renascença não é apenas uma renovação da sua presença na web. Marca um novo capítulo na história da estação, cujos primeiros passos começaram a ser dados com a criação do página 1, introdução de vídeo nas notícias e, mais recentemente, com a transmissão simultânea em vídeo da emissão das últimas eleições do dia 7 de Junho.

Com o objectivo de actuar em todas as frentes, o Director Adjunto de Informação admite que a RR pretende dar notícias, explicá-las e mostrá-las, donde, o vídeo será cada vez mais uma presença no site da Renascença, alterando o paradigma da comunicação radiofónica e adoptando uma postura pró-activa neste domínio. Na web, RR passa a ser mais do que uma estação de rádio, transformando-se num órgão de informação que também tem  a possibilidade de escutar as emissões terrestres da rádio.

Por outro lado, o Director de Programas procura, através desta plataforma, estreitar a relação entre os ouvintes e os profissionais da estação.

Numa primeira abordagem, a mudança é mais estética e visual do que conceptual, uma vez que o site anterior já contemplava o vídeo. Contudo, embora o multimédia seja uma realidade – vídeo, som, imagem, texto -, o grafismo contemple aplicações flash e respeite as últimas tendências, as aplicações úteis estejam presentes – RSS, pesquisa, mobile, podcast, as ferramentas interactivas estejam disponíveis – comentários, e-mails, o site da RR ainda não deu o salto para um novo patamar da web em que a estratégia push se consagra cada vez mais.

Esta poderia ampliar a presença na web da RR, apresentando novos serviços, com valor adicional para o consumidor de informação. Não há, neste site, uma estratégia clara que nos faça voltar para informação aprofundada, ou seja, somos obrigados a voltar, a procurar, a aceder por nossa vontade. A RR mantém uma estratégia baseada na notoriedade de marca e na chamada de utilizadores entre os que são ouvintes da emissão terrestre. Um site rico em informação e com conteúdos multimédia como este, que pretende ser um “órgão total”, poderia abraçar a tecnologia que leva ao utilizador os conteúdos (para além do RSS). Isto é, entrando no site, seria interessante não ter de procurar os conteúdos. Mais do que a personalização, os que a RR considere mais relevantes poderiam, de imediato, surgir em pop up para selecção de escuta/visualização. É agressivo. Sim. Mas quando se entra num site sem um objectivo específico, convém que a oferta surja sem esforço para o utilizador.

Menu de conteúdos está visível, conteúdos mais importantes estão em destaque. Mas continuo a ser eu que tenho de clicar. De escolher. Poder ao utilizador, tão apregoado, que irá lentamente ser substituído por uma análise inteligente e imediata das suas preferências. Porque no fundo, entre a cacofonia da web, entre a multiplicidade da oferta, com mais informação e entretimento, com uma variedade tão grande, o utilizador perde-se. E perde também a paciência para procurar. Regressa a passividade da recepção. Mas desta vez, recebendo exactamente o que deseja. Sem contemplações.

 

Apresentação do novo site

Vídeo de apresentação

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