O passa palavra nas redes sociais

Infalível. O passa palavra, a opinião de uma amigo são sempre meios de comunicação que superam qualquer outro meio.

Nas redes sociais, a publicidade parece não ter grande efeito, diz um estudo da Knowledge Networks |Press Release|, citado pela notícia do Soitu, uma vez que o motivo da visita é a procura do contacto humano e não a pesquisa de marcas ou produtos.

Não me parece de todo estranho, uma vez que a origem das redes sociais on-line se relaciona exactamente com a necessidade de comunicar e interagir, transferindo para a rede o contacto com os amigos, ampliando, através da mesma, essa rede de contactos. Inegavelmente, há nestas redes um potencial comercial que não é de menosprezar, contudo, perante a catadupa de mensagens publicitárias e comerciais de que indivíduo é alvo ao longo de um dia, as mesmas, no seu formato mais comum (anúncio, seja sob que forma ou plataforma for), tende a perder a sua relevância. Donde, resta às marcas o poder de persuadir um, para que este persuada muitos mais. Seja na rede, ou fora dela.

Em que é que a notícia se relaciona com a rádio? Através do mais velho sistema de dar a conhecer uma nova rádio: o passa palavra. Durante anos, era assim que as rádios comunicavam. Um ouvinte que gostava, que entendia “aquela” como a “sua” rádio e a divulgava (promovia, mesmo) junto de amigos e conhecidos, qual adepto de futebol. Isso já lá vai e hoje a rádio comunica por imagens. Cria uma identidade, também ela visual, que promove com inserções de publicidade na televisão e nos jornais, outdoors e outras acções, como os eventos, permitindo que, à sintonia, o ouvinte associe o nome e a identidade visual da marca.

Se resulta? Talvez, desde que o ouvinte não se sinta defraudado em relação à imagem que construiu. Nas redes sociais, não há esse perigo, pois à imagem, o ouvinte pode sempre associar o som, escutando a rádio que o seu “amigo” escuta. E se, o aplicativo permitisse que a rádio que o indivíduo A tenha seleccionado para colocar na sua página fosse partilhável com todos os seus “amigos”, isso seria uma forma de potenciar o passa palavra sem que, efectivamente, houvesse troca directa de palavras. Ganhava o indivíduo A que teria, desta forma, parte da sua imagem social construída (ou não fosse a rádio essencialmente música e a música uma das melhores formas de construirmos a nossa identidade. Da mesma forma, escolher uma rádio de palavra também diz muito sobre nós). Ganhava a rádio que conseguiria que um indivíduo pudesse representar outros 20 ou 30 ou … E cada um destes, por sua vez outros 20 ou 30 ou … Ganhavam todos os que ouvem rádio e o próprio meio, em si por existir mais uma forma de concorrência entre estações. Resta apenas que, para que tal possa acontecer , as redes sociais permitam fazer o mesmo que os weblogues fazem, isto é, embeber aplicativos de som…

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