2008 em revista

Tarda, mas não falha. Como já vem sendo habitual no NetFM, o ano que termina é passado em revista e o weblogue ganha um novo design. Por razões aqui expostas, o final de 2008 foi atípico, bem como o primeiro semestre de 2009, razão pela qual não houve ainda alteração de imagem ou revista do ano.

Assim, os destaques relativos a 2008 prendem-se essencialmente com a estreita relação que a rádio poderia passar a estabelecer com as redes sociais. Estas estiveram em destaque neste e outros weblogues ao longo de todo o ano, procurando desenvolver a ideia de que a rádio só teria a ganhar associando-se ao movimento social. A prova disso mesmo é a “Cena da Cidade”, uma rede social criada pela estação que tem tido bastante sucesso. Muito mais haverá a fazer, com a aproximação da rádio aos ouvintes através destas redes (já existentes ou a criar pelas próprias estações).

E porque o futuro parece estar, de facto, na rede, as estações passaram a apostar de forma clara nesta plataforma, fazendo aquilo que em 2003 era considerado errado: as estações arriscaram canibalizar a marca e passaram a criar canais temáticos, próximos ao conceito da marca que os sustenta (note-se os exemplos da RFM, da Comercial ou da RDP). O objectivo é reter ouvintes e oferecer uma maior variedade musical sem, contudo, os afastar do conceito da marca que dá origem a estes canais.

Paralelamente, verificou-se, através de uma contagem de votos levada a cabo pelo próprio NetFM (cujas conclusões se aproximaram às da maior parte dos estudos e artigos consultados) que a concorrência continua a estabelecer-se entre estações de rádio e entre a rádio e outros media, não se registando uma relação directa de transferência de ouvintes da rádio para sites de música. Embora os números não sejam definitivos, a maior votação recaiu sobre a rádio para a escuta de música. Resta apenas saber o que falta à rádio para conquistar – ou reconquistar – aqueles que se deixaram seduzir pela oferta destes sites e concluir se o caminho será o da construção de playlists, transformando a rádio num serviço musical exclusivamente dedicado ao gosto do ouvinte.

Destacou-se ainda a publicidade na rádio, que continua a ser considerada um suporte de comunicação inovador, adoptando cada vez mais novos formatos de apresentação da mesma, desenvolvendo também novas estratégias de comunicação comercial, cujo único pecado é aproximarem cada vez mais a linha editorial da promoção e publicidade de produtos e serviços…

Por cá, destacou-se o Grupo Renascença, com a reabilitação do canal AM e a criação de uma rádio que recupera os anos dourados da música e artistas que o público sénior aprecia. Na web, a “irmandade do éter” passou a reunir radialistas e os seus blogues, colaborando para fazer regressar a pureza e honestidade da arte radiofónica, bem como a individualidade do autor. Uma espécie de reunião de programas e dos seus autores, remando contra a maré das playlists e da formatação da rádio. Neste capítulo, a tecnologia prova ser uma aliada dos programas de autor, especialmente pela forma como permite a convergência multimédia e integração de diferentes linguagens numa só plataforma de comunicação e distribuição. A este propósito, noticiámos a passagem do programa Íntima Fracção da rádio para a página online do jornal Expresso.

Importante reter ainda o aniversário da TSF, marcando 20 anos de rádio e notícias em Portugal, bem como a nomeação de Adelino Gomes para provedor da rádio pública.

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