Olinda: o rádio

A morte e o futuro da rádio (continuação)

No final do post sobre a conferência da ERC – a II conferência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social – no painel dedicado à Rádio – “Impacto Regulatório das Novas Lógicas de Produção Radiofónica” -, James Cridland, da BBC contextualizou a rádio na Grã-Bretanha e apresentou as inovações em curso.

olinda-broken-in-three-orange-first O protótipo Olinda, como a BBC o apresenta é um “prototype digital radio that has your social network built in, showing you the stations your friends are listening to. It’s customisable with modular hardware, and aims to provoke discussion on the future and design of radios for the home”. O modelo está a ser desenvolvido pela BBC em parceria com a Schulze & Webb, resultando “from the meeting of deep knowledge of the Web and social software, and experience in the design and development of physical products”.

O rádio Olinda é claramente um produto (físico) resultante da lógica da web 2.0 e do contexto de desenvolvimento das redes sociais, dos media personalizados e da comunicação on demand. Não se destina ao consumidor comum, mas a uma nova geração que socializada num ambiente informático e digital, uma espécie de “geração digital” que, mais do que navegar, assume a importância do conteúdo, da sua criação e partilha. Este novo contexto geracional implica a adptação dos media e da sua oferta, bem como levanta oportunidades para a criação de novos produtos que, no seio das indústrias mediáticas e culturais, assentam os seus pressupostos na ligação entre o multimédia e as ferramentas sociais.

Este aparelho liga-se à Internet e mostra quando os amigos estão conectados, permitindo escutar a estação que cada um deles escolhe para ouvir. Facilita a sintonia e mudança entre canais, pela monitorização das estações escutadas. Trata-se de um processo de costumização que se adapta à experiência do utilizador, numa lógica que integra o formato analógico do aparelho de rádio com as ferramentas e a plataforma digital da Internet.

(continua)

1 comment
  1. Uma rádio que “garante” que as pessoas só tem coisas que gostam, dentro do espectro de varrimento da heuristica e amostragem dadas… Sim, sim, belo futuro… uma concretização fisica do last.fm?

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