Quando a crise se instala…

Quando a crise económica se instala, os media falam dela.

Acima de tudo, são afectados por ela, do ponto de vista financeiro. Cortam-se margens, ignoram-se projectos e ideias mais arrojadas, joga-se pelo seguro. Instala-se a dúvida entre os recursos humanos e não se investe tanto em recursos técnicos. Nos departamentos comerciais, a criatividade anda ao rubro, procurando soluções ainda mais inovadoras: para além da feroz concorrência entre meios e entre estações, no caso da rádio, outro concorrente indirecto entrou no jogo: a instabilidade e os cortes nos orçamentos com o marketing e a publicidade. Nos gabinetes de produção, as solicitações até podem ser menores, mas são “triplamente” exigentes: satisfazer o cliente, surpreendê-lo e provar-lhe que, mesmo em tempo de recessão, vale a pena investir. Pelo menos naquele canal. Naquela estação. Fidelizá-lo é imperioso e neste contexto mais difícil.

E o que fazem as rádios? Estivam os seus orçamentos ao limite, reinventam fórmulas testadas, trabalham a duplicar para atingir objectivos cada vez mais ambiciosos e, neste quadro económico, difíceis de concretizar. Ganha quem? Apenas o ouvinte. Talvez o retrocesso no investimento não tenha grande expressão ao nível do número de spots que se ouvem, mas tem acima de tudo, influência na qualidade e originalidade do que se pode ouvir na rádio. Afinal, a crise até pode nem ser assim tão má…

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