SP de rádio: novas regras?

De acordo com o jornal Expresso, “Francisco Pinto Balsemão, defendeu ontem em Helsínquia, Finlândia, uma “mudança radical” do serviço público de radiodifusão, numa altura em que todos os meios convergem para a Internet. (…) O presidente do Grupo Impresa disse ainda que “as estações públicas e privadas têm de competir com todo o tipo plataformas de distribuição de conteúdos, à medida que os consumidores podem, por exemplo, ver ou fazer ‘download’ de filmes e programas de televisão através da Internet e de telemóveis.” (…) Sobre o futuro do modelo de financiamento do serviço público, Balsemão lançou o alerta: “Serão os consumidores europeus e não os políticos que colocarão um ponto final no financiamento estatal do serviço público nos próximos 10 a 20 anos… Como é possível obrigar legalmente qualquer espectador a pagar por aquilo que poderá não querer ver?”. [Ler]

No contexto de mercado actual e de acordo com as tendências de utilização da Internet, modelos de consumo enavegação, começa a perder o sentido o modelo vertical de comunicação queos media estabeleceram. Embora a função de gatekeer ainda não se tenha perdido e os consumidores de comunicação e informação continuem a fazer dos media tradicionais mediadores responsáveis pela organização e distribuição, estes passaram a ser encaradas numa perspectiva diferente, na qual cabe aos consumidores parte da decisão, contribuindo activamente para a produção de conteúdos ou, pelo menos, pela agregação de conteúdos de carácter “não profissional” aos que são produzidos pelos profissionais dos media, juntando cada vez mais à informação jornalística outro tipo de conteúdos e distorcendo a noção de entretenimentto que passa muito por um resultado do netsurfing e daquilo que os consumidores encontram na web.

Ignorar que os próprios modelos de financiamento necessitam de se re-adequados a este contexto emergente é tomar a atitude habitual de “enterrar a cabeça na areia” e esperar que tudo se resolva por si. E resolve. Com uma transferência cada vez maior da audiência dos meios tradicionais para outras fontes de informação e entretenimento e com a adopção cada vez mais rápida de outras plataformas de comunicação, informação e entretenimento.

2 comments
  1. Atento said:

    Fui um defensor das rádios do Grupo RTP. Porém, a estagnação, o amiguismo, que voltou em força recentemente, fazem-me estar na linha da frente daqueles que defendem a sua privatização. Por mim, essa privatização deve ser feita o mais rapidamente possível.

    1-Para que serve uma rádio sem audiência, com uma arrogância gritante instalada?
    2- Será expectável dar voz às minorias, nas rádios da RTP, e renegar a maioria?

    Continuaremos atentos, mais do que nunca, pois a pressão aparecerá em força com pézinhos de veludo democrático…

  2. Atento said:

    Não quero as rádios da RTP com um perfil semelhante áquele que tiveram entre os tenebrosos anos de 1995-2002. Prefiro a renovação, o arriscar e o modernismo que vigorou entre 2002-2005 e que volta a estar em causa.

    Sou frontalmente contra os Provedores, pois são meras correias de transmissão do “chefe” – leia-se Santos Silva.

    A ideia do Provedor era boa, mas em Portugal é impossível, devido a certas circunstâncias, onde reina a cunha, o amiguismo e a política. Após mais de 30 anos é inacreditável que tal situação aonda se mantanha.

    Por tudo isto e muito mais defendo a privatização ou a concessão, por um certo período temporal.

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