Audiências

Informação sobre as audiências do 4º trimestre está disponível através da Marktest [ler].

Poucas ou nenhumas novidades. O ranking do último trimestre de 2007 manteve-se inalterado:

A RFM mantém a liderança, seguida da Renascença, Comercial, Antena 1 e, muito perto, a Cidade FM, seguida da Antena 3. Segue-se a TSF e, com valores inferiores, a Mega FM, RC – Rádio Clube e M80 (equivalentes). Finalmente, a Antena2.

Embora nesta ordenação estejam misturadas rádios públicas e privadas, formatos e targets diferentes, para o público em geral, estas definições são irrelevantes, pelo que verificamos que a rádio de palavra tem alguma dificuldade em impôr-se no nosso país, com a maior parte dos ouvintes a fixar-se nas rádios musicais. Podemos inclusivamente pensar que a reformulação do modelo da RR, embora não lhe tenha trazido uma efectiva mais-valia em termos de um aumento exponencial do número de ouvintes, permitiu, pelo contrário, não os perder. A mudança na estação deu-se em Setembro de 2006 [ler] , com 13,9% de share e, cerca de um ano depois, a terceira vaga do Bareme 2007, apresentava 14,5% de share, finalizando 2007 com 14,7%, o que poderá indicar, novamente, a preferência dos ouvintes pela rádio musical.

Considerando o panorama e a preponderância destas estações, não seria de esperar que um projecto como o do Rádio Clube se impusesse no seu primeiro ano. Em Janeiro de 2007, o Rádio Clube apresentou 3,0% de share, terminando o ano com um share bastante inferior, de 1,8%. Tal poderá dever-se a inúmeros factores, inerentes ao próprio formato e à forma como é desenvolvido, bem como ao público de rádio em Portugal. Se atentarmos à quebra semelhante da TSF e, menos notória, da Antena 1, verificamos que, de facto, poderá ser mais um problema de formato de rádio do que propriamente da sua execução. Conteúdos, temas e programações à parte, a forma como as rádios de maior audiência conduzem as suas emissões em torno da música e do entretenimento, com menor preponderância de outros géneros e do jornalismo também contribui para afastar os ouvintes das estações que apostam na palavra e na informação, fazendo retomar a discussão em torno do papel e das funções dos media, em geral, e da rádio em particular.

Deverá a rádio dar ao público aquilo que este gosta, entretendo-o, ou deverá contribuir activamente para informar e educar, mantendo-o igualmente entretido?

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