Afinal, os ouvintes também querem imagem

“Audiences come to expect to see as well as hear their favourite audio and radio brands to the extent that if you’re using the device and there’s nothing on the screen, it can feel and look like it’s broken”. Spencer Kelly, BBC News

De acordo com a notícia da BBC News, “Radio has picture perfect future“, os ouvintes, especialmente os mais novos e os mais “tech friendly” desejam imagem para a rádio. A diferença em relação aos primeiros tempos da rádio na Internet, é a diversificação das imagens utilizadas e dos aparelhos receptores. Da fotografia dos animadores e do vídeo em tempo real dos estúdios de emissão, a rádio começa a oferecer outro tipo de relação para o ouvinte que envereda por uma experiência multimédia ao ouvir rádio. por exemplo, “as a station for the UK’s fashion conscious, up-to-the-minute, MySpace-ing youth, Radio 1 is already trying to fulfil its audience’s visual expectations by providing pictures for the digital TV screen, even filming the concerts they broadcast“. De facto,  os novos gadgets e a recepção de rádio online permitem que este meio amplie a experiência par o ouvinte, transformando inclusivamente a página da rádio numa página de entrada para o universo da rede. Assim, parece-me sensato que a rádio comece a experimentar novos modelos de comunicação na Internet, juntando à sua emissão em FM um conjunto variado de elementos escritos, visuais e gráficos que relacionam a informação com o entretenimento, e o entrenimento com o branding. Da estação e das marcas a ela associadas. Segredo do sucesso? Uma correcta gestão entre as expectativas dos ouvintes de cada estação, os anunciantes e a equipa reduzida que poderá está por detrás… do ecrã.

Não entrar em grande detalhes sobre modelos possíveis que estão, efectivamente a ser estudados pelas equipas comerciais, multimédia, de produção e gestão das estações de rádio em todo o mundo, incluindo Portugal. pelo menos assim espero… Contudo, a ligação entre o anúncio e a página online do anunciante está já ultrapassada, mesmo antes de se ter tornado um clássico da publicidade online. Da mesma forma, a informação da música que está a tocar pode ser acompanhada de imagens de vários tipos, como vídeo do artista, fotos do artista que, juntamente com hiperligações para a sua página, fórum de discussão, myspace ou elementos de outra natureza (que dependem do artista em questão) criam uma estrutura paralela, embora integrada na estação e que, tecnicamente, só depende da capacidade de alojamento e da largura de banda da rede.

Inútil? Talvez, se continuarmos a pensar que a rádio é apenas o som que sai pelas colunas. Uma tendência? É mais provável, se atendermos ao crescimento e sucesso da web social e das páginas que multimédia que permitem ao visitante interagir em diferentes contextos. Como se explica na notícia, “the content we’re looking at streaming alongside the radio broadcast are these glanceable nuggets of visual information that enhance your enjoyment of the radio station and give you information that is perhaps too inefficient to be delivered by the radio station, like the 10 tracks that are on the album. You couldn’t do that easily, it would be boring for most listeners“. Sem dúvida que, no presente, o sucesso de qualquer projecto mediático depende da satisfação do público e, se o público procura enriquecer a sua experiência mediática, então a rádio não pode afastar-se desse caminho.

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