A paixão da rádio II

A propósito do texto anterior, sobre o estado actual da rádio, deixaram aqui um comentário interessante, quase uma espécie que complemento à minha ideia, referindo a vitalidade da rádio na Internet, no que respeita a projectos de webradio. Efectivamente, a rádio a que me referia é a rádio terrestre, com transmissão em Frequência Modulada, aquela que congrega maior número de ouvintes e que mantém a sua portabilidade. Embora existam já formas tecnologicamente acessíveis e baratas para escutar uma webradio sem estarmos a usar um computador, a realidade da rádio, do ponto de vista comercial, é ainda o FM, pelo que centrei a minha atenção nesse aspecto.

De facto, na Internet a rádio segue dois movimentos que, não sendo complementares, não são também antagónicos. Assim, se por um lado a Net se assume como um complemento para as rádios FM, por outro, é palco de novos projectos, a maior parte de cariz musical. Neste campo, embora exista criatividade, a rádio também não está ainda ser explorada na sua plenitude e, acima de tudo, a maior parte das inciativas não desenvolve ainda o conceito de webradio, integrando o multimedia e a interactividade na sua comunicação. Trata-se de um longo processo que dará a conhecer uma nova realidade mediática e na qual, a rádio assumirá grande protagonismo. Espera-se…

3 comments
  1. Presumo (espero não estar a ser arrogante) que o dito comentário era o meu. E assim chamo a atenção que se, em Portugal, em FM pouco se faz, a maior parte das rádios da Radia emitem em FM nos seus países. É uma forma de fazer rádio que lutamos (na Zero) para fazer chegar ao FM. E isto da rádio tem que se lhe diga. Por exemplo, o grupo de teatro O Bando, sediado em Palmela, tem levado a efeito várias peças de teatro em que através da distribuição de pequenos receptores de rádio os espectadores são emersos dentro da própria peça, ligados pelo fio invisivel electromagnético…

  2. Paula Cordeiro said:

    Sim Ricardo… Era o seu! Aqui entre nós… Eu TAMBÉM acredito na rádio… Custa-me que tantas vezes me dê conta que, através dos olhos de um ouvinte comum, a rádio esteja tão… Não sei como descrever. Mas talvez que lhe falte qualquer coisa. Emoção?… Experimentalismo?… Espontaneidade?…

  3. É inegável que a Internet transportará a Rádio para uma nova realidade que se traduzirá em novas formas de concepção, produção e realização dos seus conteúdos. Obrigá-la-á a adoptar-se e a surpreender sucessivamente o “ouvinte” que procura, na web, uma dinâmica que não encontra nas emissões em FM.
    Na Internet, a Rádio não poderá oferecer “mais do mesmo”!
    Por onde passará o futuro dessas emissões online?
    Por juntar à voz o seu “dono”, transmitindo em directo as emissões como se de um programa de televisão se tratasse?
    Fazer de um programa de rádio uma espécie de “Big Brother”? Mediatizar mais as “vozes” da estação e procurar vencer através da imagem?
    Na minha opinião, quando as potencialidades da internet aplicadas à rádio forem bem exploradas, o conceito de “rádio tradicional” ver-se-á perante mais um dilema no “meio dos media” que não a derrubará, mas que irá estimulá-la a surpreender-nos.
    É certo que a “rádio” não morreu com a Televisão… Com a internet transformou-se… mas a verdade é que tem vindo a perder a magia que suscitava a quem a ouvia e criava, através dos sons, uma realidade que nenhum outro meio despertava.
    À semelhança de tantas outras coisas, Somos hipócritas em não respeitar quem Nos fez bem no passado!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s