Onde estão os consumidores?

Se as marcas devem estar onde está o consumidor, então as estações de rádio, enquanto marcas, deverão estar nos centros comerciais, essa meca do consumo e suposto novo reduto cultural.

De acordo com “os resultados de 2006 do estudo Consumidor da Marktest, mais de cinco milhões de residentes no Continente dizem frequentar centros comerciais nos seus tempos livres. (…) Os jovens dos 15 aos 17 anos e os estudantes são os que mais dizem ter o hábito de frequentar centros comerciais nos seus tempos livres, 83.9% e 76.3%, respectivamente. (…) Entre as regiões, observam-se diferenças pouco significativas, sendo contudo na Grande Lisboa que a probabilidade de encontrarmos frequentadores de centros comerciais é maior: 69.6%. O Grande Porto, com 66.1%, e o Litoral Centro, com 65.8%, também apresentam um valor acima da média do Continente”.

Sobre o consumo na sociedade contemporânea, o autor espenhol Raul Eguizábal (2003; 2006)  reflecte sobre a evolução do consumo e das suas funções na sociedade. Identifica o ócio com o consumo, num processo em que comprar se transformou numa actividade lúdica. Descreve a criação de centros comerciais, perfeitamente climatizados, sonorizados e iluminados como locais que procuram envolver o consumidor num ambiente lúdico e sedutor, para competir com a oferta das indústrias culturais. Da mesma forma, outro autor espanhol, i Prat (2005) analisou o centro comercial como representante máximo da satisfação do consumo. Uma ronda pelos seus corredores colocaria o indivíduo perante os estímulos da publicidade, despertando-lhe emoções e satisfazendo-o, mesmo quando não compra nada.

Porque o centro comercial está a assumir um papel central na cultura de consumo, ao mesmo tempo que tornam centros de serviços, aos quais o indivíduo recorre quotidianamente, sendo estimulado pela publicidade e pela oferta de produtos de consumo que estão disponíveis no centro comercial, talvez por isso, a rádio também deve lá estar. Nem se seja apenas com estímulos visuais para aumentar a notoriedade junto do público alvo e alargar o conhecimento da marca ao público em geral.

Fonte: Marktest [Ler]

1 comment
  1. vitoscano said:

    Ouvi nas tardes da comercial a Sofia Morais(é a senhora que era júri no Idolos da Sic não é?) já esta melhor,seria a minha segunda opção para as tardes.Pelo menos hoje quinta dia 5 de Junho a Ana Isabel Arroja(ainda bem que a retirarão da best Rock a qualidade merece mais público par ser ouvida). esta a substituir o Digo Beja assim já venho bons comunicadores na Comercial.Só uma pergunta que se passou com a Marta Santos?Nesta rádio só não curto muito ouvir o José Araujo,e A Sandra Ferreira(que parece que esta agora á noite) e as vezes como se costuma dizer tem dias o Miguel Chagas e o João Vaz.

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