“A rádio tem de mudar se quiser sobreviver”

Leitura: “A rádio tem futuro na era da internet e do iPod?” Meios e Publicidade, 18/06/07  (VIA O Segundo Choque)

Da leitura do artigo, baseado na conferência de Mark Story, no Festival de Cannes, destaco os seguintes aspectos:

“A mudança na forma como a rádio é ouvida aponta para os caminhos que o meio deve trilhar”. 

“Os dados mais recentes dizem que um quatro dos britânicos ouve rádio através da internet. Este números indicam também que a forma como se ouve rádio no local de trabalho está a mudar”.

“Vamos entrar numa era em que os conteúdos publicitários diluídos na programação terão um peso superior ao dos spots”.

Efectivamente, plataformas digitais permitem que a rádio tenha cada vez mais propostas de canais musicais de nicho que vão ao encontro de gostos específicos e que outra forma não teriam rentabilidade. No que respeita  às mudanças, estasverificam-se não apenas no comportamento de escuta, como nos meios usados para consumir rádio: no período laboral, a escuta de rádios em FM pela Internet cresce gradualmente atingindo já valores consideraveis e assumindo-se como uma plataforma de difusão relevante para as estações de maior audiência em Portugal. Paralelamente, estações limitadas geograficamente, encontram na Internet uma forma de chegar a novos públicos, competindo directamente com estações de grandes audiências e canais web especializados. No que respeita ao consumo de Internet, note-se que este vai também crescendo, sendo que os números mais recentes do Netpanel indicavam que, da população que possui um computador e desta, dos que têm acesso à Internet, 13.9% situam-se na faixa etária entre os 4 e os 14 anos, 28.6% entre os 15 e os 24, 23.9% nos 35-44 anos, 17% entre os 35 e os 44 anos e, 16.6%, com idades acima dos 44 anos. A dispersão no território começa também a ser mais equilibrada, com uma percentagem de 26.7% na Grande Lisboa, contra 11% no sul do país ou Grande Porto e 13,4% no Interior Norte.

Desta forma, é inevitável uma viragem no financiamento dos media em geral e da rádio em particular, quando distribuídos pelas plataformas digitais, especialmente a Internet. Uma das mais recentes iniciativas da BBC comprova-o: um spot publicitário de 5 segundos, quando o utilizador clica no título de uma notícia. A lietura do título, lead e início do texto é imediata, contudo, para ler o texto restante, terá de visionar um pequeno anúncio. É uma fórmula que poderá ter sucesso e que poderá também ser aplicada à rádio. Contudo, como o próprio Story revelou, a tendência é para cruzar cada vez mais conteúdos editoriais e não editoriais, mantendo os tradicionais blocos de publicidade e criando conteúdos de carácter comercial que integram a programação da rádio, numa estratégia que mistura conteúdos de entretenimento com conteúdos comerciais…

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