“Social networking craze”

18 11 2009

A corrida às redes sociais já começou há algum tempo, estando actualmente a atingir o auge. Tudo está nas redes, como antes tudo teve de migrar para a Internet. Porquê? Porque os “outros” também estão. Esta foi, há menos de dez anos, a principal resposta à pergunta: “porque razão têm um site na Internet”? Hoje, a pergunta será: “porque razão estão no Facebook/Twitter?”

Porque os “outros” também estão.

E quem são os outros?

Que estratégia têm para as redes?

Porque razão usam esta (seja ela qual for), e não outra?

Os outros, são, em regra, os concorrentes directos. No caso dos media, são as outras estações de rádio, os outros jornais ou revistas. Agora, são também os outros canais de televisão, os outros produtores de televisão (EUA).

A estratégia é manter os murais actualizados, passar informação. Acima de tudo, estar presente, usando as redes como mais um canal de disseminação de conteúdos. Numa época em que as audiências se fragmentam entre meios (online e offline), no online, a fragmentação também se opera, havendo uma competição pelo tempo e atenção dos consumidores de informação e comunicação. Entre os vídeos do YouTube, os conteúdos que chegam por RSS, o instant messaging, o e-mail, a música, as pesquisas, actualizar perfis ou blogs, descarregar conteúdos, fazer o upload de tantos outros, a atenção dispersa-se. Se anteriormente a competição era entre meios, a competição actual faz-se ao nível dos conteúdos e da sua disponibilização onde estiver o consumidor. Porque, essencialmente, os meios se transformaram em plataformas de conteúdos multimédia. Se o consumidor está muito tempo no Facebook ou no Twitter, então os media usam cada uma destas redes para o manter actualizado. Depende essencialmente de perfis sócio-demográficos e/ou de utilização da tecnologia. Acima de tudo, os media nas redes existem para manter viva a memória da marca, fazendo-o regressar à página web do meio sempre que o consumidor procure algo relevante oferecido pela marca. Importante nesta torre de babel absolutamente cacofónica que se tornou a web, em particular, as redes sociais, é manter a marca de cada meio viva na memória do consumidor que, entre tantas propostas se pode dispersar.

Já não chega estar na web. Questiono-me aliás, sobre a utilidade de algumas páginas, que nos redireccionam para as redes, onde competem com todas as amizades, grupos, actualizações, eventos ou subscrições do utilizador. Um exemplo recente é o da Super FM cujo site apresenta a possibilidade de escutar online, blog, bem como os links para as redes em que está presente, com conteúdos e seguidores diferentes em cada uma delas.

O site de cada órgão pode neste contexto ser entendido como um espaço aberto, reproduzindo, nas redes, os seus conteúdos que são comentados, partilhados e distribuídos entre os utilizadores de cada uma delas. Os media procuram seguir os comentários dos utilizadores das redes, como uma força de perceber, directamente e em tempo real, as ideias que estes trocam entre si sobre os media e/ou os seus conteúdos. Trata-se de uma forma de análise complementar aos índices de vendas ou audiências que revela percepções ou os conteúdos mais populares/controversos, servindo igualmente de ferramenta para o marketing, bem como o investimento publicitário.

Neste quadro de circulação de conteúdos em que cada utilizador contacta com o meio em localizações online diferentes, as redes sociais parecem ser, por enquanto, mais uma plataforma de distribuição, conectando os utilizadores que já visitavam o site para lhes garantir a máxima actualização. E tempo para estar atento a tudo o que circula, proveniente dos media que cada utilizador está a seguir?





A change in need, is a change indeed…(*)

17 11 2009

Great statements, from Telegraph

Radio “companies need to be innovating across the internet, mobile and TV. Launching an iPhone application and having a website is no longer enough”.

“There is no escaping the fact that the traditional spot advert is still the main source of revenue for commercial radio groups. But one company, Absolute Radio, is pushing hard now to change that – with up to 40pc of its revenue now coming from non-spot advertising”.

Radio will have to be “digital brand with audio at the centre”.

(*) From “A friend in need is a friend indeed”





ADN da rádio

16 11 2009

“Todas as marcas têm um ADN porque todas têm uma origem, nasceram de alguma coisa. Há três forças principais de ADN: as do passado – que vêm de quem cria as marcas -, as forças do presente – que condicionam os mercados e as marcas a uma actuação conjuntural – e as do futuro – que permitem inovar e antecipar tendências.” (Carlos Coelho, presidente da ivity Corp in Marketeer)

As estações de rádio são marcas. A sua gestão requer uma grande ligação à audiência para criar uma imagem de marca com a qual o seu público se identifique. As marcas de maior sucesso na rádio, medindo esse sucesso pela sua notoriedade e indíces de audiência, são as que correspondem à descrição do ADN da marca enunciado: O passado influencia a marca remetendo para a sua origem, num contexto de adaptação ao mercado e à conjuntura do presente, inovando para seguir as tendências. Infelizmente, não há, ainda, na rádio, a capacidade para antecipar as tendências, verificando-se, contudo, uma extraordinária capacidade de adaptação que faz com que a rádio esteja presente em todos os domínios das tendências de consumo dos media na era digital.





Aplica-se à rádio

8 10 2009

10 Branding and Marketing Trends for 2010

Robert Passikoff, President, Brand Keys IN Branding Strategy Insider

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