To read and learn

6 10 2009




Chaos in the Academy?

1 10 2009




Novos conteúdos, novas sonoridades, uma nova exploração da rede

25 09 2009

Nasceu uum novo operador de media digital, promovido por antigos profissionais da Media Capital, que irá operar em plataformas digitais e móveis. Com uma oferta gobal, irá produzir e difundir conteúdos, especialmente streaming áudio e vídeo. Assente numa lógica de partilha e interactividade, propõe webradio, webtv e canal vídeo online. O projecto está ainda em desenvolvimento, mas já está online:  http://www.waymedia.pt/

Mais notícias no M&P

Declaração de intenções: fui convidada para consultora do projecto





Cotonete (15.07.09) – nova versão

24 07 2009

Nova imagem. Novo perfil. Nova interacção. O Cotonete renovou-se para seguir as tendências, aproximando-se mais do posicionamento de outros sites de com serviços semelhantes.

O novo layout permite a personalização ao nível da imagem, de acordo com os gostos ou o estado de espírito. “É giro”. Foi a expressão à qual vários recorreram quando questionados sobre esta funcionalidade. Utilidade? Nenhuma. Interesse? Pouco. Mas marca a diferença para a grande maioria dos sites e pode aproximar do Cotonete os utilizadores que têm, desta forma, um visual adequado ao estilo de música que mais gostam. 

O Cotonete tem novas secções e aposta na interactividade. Ao nível das rádios, não sendo novidade, analisamos um dos canais com um funcionamento semelhante ao de outros sites de música: em “Artistas & CO”, escolhe-se um artista e escutamos música deste e de artistas relacionados (Exemplo). Depois de ouvirmos a primeira música do artista escolhido, surgem então os relacionados (como em qualquer outro serviço desta natureza), sendo possível ir passando cada um deles (ao contrário do que acontece em outros sites, que nos “obrigam” a escutar algumas músicas, só permitindo o skip de X em X temas). A relação entre artista escolhido e outros é razoável. Como fazem também outros serviços, depois da primeira música do artista escolhido, só relacionados. A não ser que façamos stop e reiniciemos a escuta. O que está errado neste tipo de algoritmo, uma vez que se presume que, tendo escolhido o artista X é porque temos vontade de O escutar, intercalado com outros, com proximidade de estilo ou melodia. E não apenas, os outros… O que acontece na maioria dos casos, prende-se não tanto com um mau funcionamento do sistema de selecção dos artistas, mas antes com questões legais que impossibilitam a apresentação de rádios  de um só artista, ou rádios em que a música de um só artista passe de forma consecutiva.  Considerando a Lei, o critério variedade e a relação entre géneros e estilos, canais como “Artistas & CO” tendem a ser canais de artistas relacionados, com maior proximidade nos artistas que tocam do que quando se escolhe apenas uma rádio de um determinado género musical.

É algo novo no site, que não existia anteriormente, aumentando a variedade da oferta, numa altura em que sites desta natureza já permitem partilhar as escutas que os utilizadores fazem no computador, criando listas partilháveis, paralelamente à oferta do site (Tune In – Finetune). por outro lado, a selecção de blogues é igualmente interessante, contudo, permite apenas a leitura, contrariamente ao que outros serviços fazem, que recolhem e listam a música que passa em blogs (The Hype Machine). Não será certamente esse o objectivo do Cotonete. Contudo, estando na web, não está apenas a concorrer com a oferta nacional, ou seja, nenhuma, estando num contexto global em que a língua é também importante. Neste sentido, um serviço de tradução automática associado também poderia ser uma mais valia, ampliando a abrangência do Cotonete para além da comunidade que fala português. 

Para utilizadores não registados, as rádios VIP podem ser partilhadas (share this), contudo as pessoais (dos utilizadores), apenas podem ser enviadas por e-mail aos amigos (e-mail com sugestão e hiperligação para escutar). Os DJ sets são também partilháveis (share this, Exemplo), apresentando igualmente ícones do Twitter e RSS Feed, não para postar o que estamos a escutar, mas para subscrever os tweets ou feeds do Cotonete.

No que respeita à comunidade, continua a falha no envio do e-mail para confirmar o registo. Já várias vezes o NetFM se tentou registar, mas sem sucesso. Este relaciona-se quer com aspectos relacionados com o utilizador, a rede e os próprios servidores. Invariavelmente, a mensagem de confirmação é barrada pelos filtros de spam, facto para o qual o próprio serviço chama a atenção durante o registo. Por outro lado,  a disponibilidade das redes ou dos servidores externos ao Cotonete também contribuem para a demora no envio deste e-mail de confirmação que, no caso do NetFM, chegou um dia depois do registo, ao contrário das mensagens desta natureza que na maiora das vezes entram na caixa de correio poucos minutos depois do registo.

Post in progress, decorrente da utilização do Cotonete e aberto a comentários/ideias/sugestões.





Self media

26 06 2009

No Indústrias Culturais, Rogério Santos destacou ontem o futuro dos jornais:

Com tecnologias ligadas à internet, os consumidores podem fazer um jornal próprio com notícias escolhidas por si, chegando este jornal através de computador, impressora ou palmtop e com publicidade de lojas locais oferecendo promoções e descontos. É o futuro dos jornais, garante Peter Vandevanter, vice-presidente de um grupo de media com sede em Denver, nos Estados Unidos e que detém a propriedade de 54 jornais diários em 11 estados, lê-se na versão digital do Washington Times de hoje (texto de Jennifer Harper)”.

É o futuro dos jornais, dos media em geral e da rádio em particular (informativa ou musical).

Uma rádio na qual os utilizadores/ ouvintes personalizam a página de entrada, escolhem os conteúdos (notícias ou outros), que nos chega através de computador, telemóvel ou outra plataforma móvel com acesso à Internet. No que respeita à publicidade, à oferta de anunciantes locais poderão juntar-se anúncios globais, isto é, de empresas, produtos ou serviços para compra online. De que estão as estações à espera?

A este propósito, junto outro post do Indústrias Culturais, sobre uma nova rádio, a funcionar nas frequências DAB (Inglaterra) e online, “com uma playlist de artistas que não têm contrato com produtoras musicais (…) uma rádio interactiva e produzida pelos utilizadores. A selecção musical resulta de um algoritmo retirado de descargas de MP3 do Amazingtunes.com, sítio lançado em 2006 e com 15 mil registos, de onde os músicos retiram 70% de vendas”.

Uma nova proposta que reflecte as tendências de consumo dos media e, especialmente, da música, cada vez mais, seleccionada pelo indivíduo. O projecto é interessante, pela forma como contribui para a divulgação musical, contrariando as tendências de homogeneização das estações mais populares. Da mesma forma, pode aumentar a diversidade nos media, pela introdução de novos artistas no quotidiano musical dos indivíduos. E, uma vez mais, a rádio depende em exclusivo das tendências de gosto e da selecção dos ouvintes. Muito embora as escolhas estejam limitadas à lista de músicas disponíveis no site Amazingtunes, será certamente uma base musical mais extensa do que a que é colocada à avaliação dos ouvintes das estações tradicionais, nos estudos de gosto levados regularmente a cabo pelas mesmas, para a composição das suas playlists.

Amazing Radio





Beyond Broadcast Conference 2009 (wrap up)

25 06 2009

Since 2004, the conference Beyond Broadcast explores the evolution of participatory digital public media. This year’s theme was Mapping Public Media: How are media makers using online mapping and visualization tools to tell stories and engage communities? What can those same tools tell us about changes in the public media landscape?

It was all about Local/Global: Public Service Media in the Global Context and Community Media.

Resumos e sessões, aqui

 





iPhone, não é iRadio

9 06 2009

A notícia de ontem da Inside Radio explica que, afinal, o novo iPhone não terá rádio.

“Apple unveiled the new iPhone 3GS this afternoon in San Francisco. While developers say it is “faster and more powerful” it does not include a built-in FM receiver as some had speculated it might. But users can listen to streamed radio stations via a downloaded application”.

E?…

Isto significa que a Apple não encontra grande utilidade na presença da rádio nos seus aparelhos. Talvez porque o seu público-lavo não queira fazer do telemóvel um transístor e tenha um iPod para gerir a sua música, ouvi-la em qualquer parte. Ou talvez porque a rádio não está adaptada à tecnologia, oferecendo, nesta plataforma, o mesmo que está disponível para a rádio terrestre e para a web. O que está errado, uma vez que a utilização é diferente.

Já repararam no que fazem as pessoas (independentemente da idade) quando têm um telefone na mão? E já repararam no que acontece quando o têm na mão e estão sozinhas? Mexem. Interagem com o aparelho. Alteram as suas definições. Procuram novas mensagens. Escutam música. E certamente não ficam paradas a escutar passivamente uma estação de rádio. Consome demasiada bateria. E não oferece nada para fazer com os dedos, donde, o telemóvel não é útil porque não está a manter o indivíduo com a atenção ocupada, distante da solidão que representa a espera de qualquer coisa (transporte ou amigo) no meio da multidão.

Se pensarmos que ao fim de algum tempo de utilização o telemóvel por si só não tem nada de novo a oferecer, ou que a surpresa inicial do leitor áudio digital se vai perdendo, fazendo os indivíduos regressar à rádio, então, será necessário oferecer, nos telemóveis, a rádio embrulhada em conteúdos com os quais o indivíduo possa interagir. Pesquisar. Seleccionar. Copiar. Enviar. Guardar. Como faz quando navega na web. ocupa os dedos e a mente quando está em espera, quando está desocupado. E a quem acontece isto com maior frequência? Aos digital natives, a geração que tem, também maior proximidade com a tecnologia e com dispositivos como o telemóvel, sendo também a que tem menor proximidade à rádio. Como a conhecemos…

Rádio no telemóvel poderá ser uma recuperação e desenvolvimento do projecto Visual Radio da Nokia [Ler] ou, como já antes foi abordado no NetFM [Ler], uma preocupação adicional, com o desenvolvimento de conteúdos específicos para cada plataforma de difusão, oferecidos paralelamente à emissão terrestre, um dos vários elementos no menu de opções da rádio em cada uma destas plataformas (web, telemóveis)…





Marcas em contexto digital

23 10 2008

Na AdAge, um excerto do livro “Brand Digital” (Allen Adamson), sobre “How to Build Brands in Digital Age

“The marketing paradigm has shifted from linear to very nonlinear, and digital technology has done the shifting. While traditional advertising still plays an important part in the branding equation, it no longer drives everything else. That’s because modern consumers aren’t sitting en masse in front of their TV sets being told why one brand of cereal is better than another”.





Lusitânia online

3 04 2008

Foi ontem apresentada a nova estação de rádio online do grupo RTP. Trata-se da primeira iniciativa de uma estratégia multimédia definida no grupo e cuja implementação está sujeita às condicionantes e aos condicionalismos que naturalmente existem num grupo desta dimensão e características.

 

Muito embora a reestruturação do sector tenha definido como missão do serviço público de radiodifusão, o acompanhamento das inovações tecnológicas que pudessem melhorar o serviço de radiodifusão, tal não tem tido grandes repercussões ao nível das regras estabelecidas no Contrato de Concessão. Tem-se verificado essencialmente pela decisão política de reconversão digital do operador, e menos no que respeita à adopção de novas técnicas que reconvertam metodologias de trabalho, ou na diversificação de plataformas de difusão e extensão da rádio pública para a Internet.

As limitações para o desenvolvimento da relação entre os vários canais do operador público e a Internet derivam da ausência de uma decisão estrategicamente definida de desenvolvimento da rádio online que avança lentamente, na dependência de decisões administrativas para a sua implementação. Contudo, parece que, actualmente, revela uma nova dinâmica. Apesar da fusão entre os websites da rádio e da televisão – com a natural perda de identidade no URL das estações de rádio -, a presença online do operador público conheceu melhoramentos a partir de 2006, momento em que, para cumprir os objectivos a que se propôs, a rádio pública começou a desenvolver conteúdos multimédia exclusivos para a Internet.  Nesta altura os canais estão todos disponíveis para escuta através da Internet, e os canais com emissão nacional têm igualmente podcasts disponíveis, pelo que o próximo passo será a disponibilização de podcasts de programas dos canais RDP África, RDP Internacional, RDP Madeira e RDP Açores, ao mesmo tempo que a oferta on demand para os canais nacionais vai sendo ampliada.

Assim, no quadro da estratégia do serviço público para o digital, desde 1997 que a RDP vem investindo no processo de digitalização da rádio, ao nível da produção, emissão e difusão. Contudo, tem-se notado que o processo vai sofrendo impasses, avanços e retrocessos, sendo que, finalmente, parece existir uma estratégia definida que se pretende cumprir. As mais recentes novidades dizem respeito à introdução do sistema de gestão de emissão – Dallet – que já existia nas rádios privadas à tempo suficiente para provocar dificuldades ao nível da concorrência, e à criação de um novo canal inteiramente dedicado à música portuguesa com emissão exclusivamente online.

Lusitânia é o nome deste canal, com emissão 24 horas por dia, atendendo à memória e ao património musical português, representando a primeira iniciativa dos canais temáticos da rádio pública na web. Paralelamente a este canal, outros irão surgir, bem como canais específicos para determinados acontecimentos, como será o Euro 2008.

Para ouvir em: radiolusitania.rtp.pt/





HD na Europa

2 04 2008

De acordo com a Association for International Broadcasting, o mercado HD na Europa assume grandes contradições, revelando constantes avanços e recuos. As informações são relativas essencialmente ao Norte da Europa e percebe-se que, no geral, há pouca procura por parte dos ouvintes, factor que impde o desenvolvimento desta plataforma de difusão.

Assim, na Alemanha, os operadores privados Sat1 e ProSieben cancelaram os seus canais HD por falta de procura dos consumidores. por seu turno, os operadores públicos estão a aguardar novos desenvolvimentos neste campo e prevê-se que apenas em 2010 comecem as emissões regulares em HD. Na Holanda, o operador público está a rever os conteúdos para lançar novos serviços no próximo ano, pelo que Nederland 1,2 e 3 estará a funcionar em 2009 e, os Jogos Olímpicos e o Euro 2008 são já transmitidos este Verão, num canal especial em HD, para a Holanda e países adjacentes.