Os jovens, as gerações, a web, as aplicações, os sites, what’s in, what’s out, the does and dont’s and whatsoever…

27 10 2009

Escrever sobre o futuro dos media sem parecer futurista e, ainda assim, ser inovador, é cada vez mais difícil. A fragmentação do consumo e dos consumidores (note-se que já nem consigo escrever audiência. Já lá iremos) é tal que, os pontos em comum são difíceis de detectar. Se, por um lado, as comunidades online em torno de sites, aplicações ou redes tendem a crescer, por outro, as contradições seguem-lhe a tendência. Porque entre estes milhares de utilizadores da web há em comum o facto de utilizarem as mesmas redes sociais, embora com finalidades ou expectativas muito diferentes. Há conjuntos crescentes em torno da estrutura da web, ao mesmo tempo que há também uma grande dispersão nas actividades. O registo e o perfil não querem dizer mais do que isso mesmo, uma vez que não comprovam a utilização ou o sentimento de pertença. O rasto que deixamos hoje na web, com registos em sites diferentes, com registos para acesso a conteúdos ou com perfis em diferentes redes faz com que possamos ser rastreados, identificados com um determinado perfil de utilização, sem que, na realidade, asim seja. O que está a dar hoje não estará amanhã e a notoriedade das redes sociais é tão volátil quanto a personalidade dos próprios jovens que a compõem. Ou não tão jovens, mas esses tendem a fixar-se em função de critérios que ultrapassam o que é mais ou menos hype, relevando uma utilização mais funcional. São os mais novos, adolescentes, que tendem a ditar a tendências na web, contudo, são estes que, por estarem a crescer, numa fase de descoberta, mudam rapidamente os seus gostos, rotinas, modos de utilização, perfil. Basta olhar para os endereços de e-mail para avaliar a forma como este tende a corresponder a um determinado momento no tempo que, gradualmente, vai perdendo o seu sentido para ser substituído pelo nome, ou no mínino, algo mais convencional do que  a alcunha-de-infância1989, o nome-próprio-associado-ao-da-banda-favorita1990, ou qualquer outra ideia do género.

E o que fazem os media? Seguem. Procuram inverter o processo, sem qualquer sucesso, uma vez que a web foi tomada por jovens que criam e estruturam as plataformas que seduzem todos os utilizadores, independentemente da sua idade. É curioso notar que eram os imigrantes digitais, portanto, os mais velhos, trintões e quarentões (ou mais ainda), que criavam as plataformas nas quais os mais jovens, os miúdos entre os 12 (e cada vez mais novos) e os vinte e poucos navegavam. Talvez por isso tenham estes miúdos começado a controlar a situação, produzindo cada vez mais conteúdos, partilhando-o, disseminando-o na rede, dando espaço para um mundo partilhado e colaborativo no qual tanto a criação como a criatividade permitem que a integração multimédia, a par com convervência de meios na web torne esta numa plataforma que nos ocupa cada vez mais tempo, mas na qual podemos efectivamente realizar todas as nossas actividades quotidianas ou profissionais.

E o que fazem muitos de nós? Seguem os media. O seu conteúdo publicado na web, retwitando-o, comentando-o, postando-o em blogs. Afinal, se o fazemos, isso quer dizer que os media ainda são relevantes. Credíveis. Mas estaremos todos nós dispostos a pagar por isso? Quando foi a última vez que comprámos um jornal? Talvez não há muitos dias, porque há ainda muitos os que não abandonaram as rotinas do passado e continuam a consumir os media no seu formato tradicional. Mais por uma questão de hábito do que necessidade/ utilidade…

E o que fazem os jovens? Consultam as notícias através dos sites dos jornais. Ou lêem gratuitos. Ouvem as suas descargas de música, serviços de música online, podcasts, talvez rádio FM online. No carro, ainda escutam rádio FM. Não há outra alternativa… Continuam a ver televisão. Ou melhor, têm-na ligada enquanto navegam, pesquisam, comunicam, interagem. Facebook, e-mail, wikis, blog, jogos. Simultaneamente.

Com a frontalidade necessária, as associações e descrições que os mais jovens fazem deste universo revelam muito sobre o seu perfil de utilização, intenso, intensivo, multimedia, acima de tudo, multitarefa. Sobre a audiência, a noção tem diferentes abordagens. No que respeita aos media, destaca-se a necessidade da sua quantificação e medida para justificar a existência ou continuidade dos próprios meios. Associada à noção de receptor, a audiência representa a composição dos que ouvem rádio, vêem televisão ou lêem jornais. A sua concepção, associada a diferentes perspectivas teóricas é tão vasta quanto é actualmente a sua inadequação. Continuaremos a ter a audiência, ou teremos audiências, uma vez que, tomemos como exemplo a rádio, é tanto minha audiência aquele que me escuta em FM e que depois segue a emissão online, da mesma forma que é minha audiência o que retwita os meus tweets sem escutar a emissão, ou acompanha o blog de um dos meus locutores sem escutar a emissão, porque ouve o podcast do seu programa. And so on, and so on… O que é, hoje, a audiência, quando os meios estão eles próprios fragmentados, presentes nas mais variadas plataformas, misturados uns com os outros. Poderemos falar numa audiência de rádio quando nos referimos aos que descarregam os podcasts de alguns programas (mas não acompanham a restante programação), ou que seguem a estação no Facebook apenas porque lhes dá indicações de concertos, ou que acompanham os tweets por interesse nos mesmos, paralelo às suas emissões, ou que têm uma aplicação para gerir estes conteúdos no telemóvel?

Que necessidade tem a rádio de ter uma página, quando ela própria está disseminada em todas estas redes? O que leva o “ouvinte” à rádio? A emissão ou todos os outros elementos e conteúdos?





RADIO FUTURA

29 06 2009

FuturePlaces 2009 presents

RADIO FUTURA, The official FuturePlaces radio station broadcasting live during FuturePlaces 2009 digital media festival.

October 14-17, 2009 Porto, Portugal

A joint venture between Future Places and Rádio Zero.

CALL 

We are now accepting submissions for Radio Futura, a special one-week radio broadcast during FuturePlaces 2009. FuturePlaces 2009 is an international digital media festival focusing on the potential of digital media to change local cultures and societies. It does so by exploring digital culture in its many forms: from concerts to exhibitions and competitions, from workshops to parties, from conferences  to film screenings.

During the festival, Radio Futura will be broadcasting a mix of live  event coverage and studio programs. We want your participation by  submitting proposals for programs to be broadcast during the festival.

You can submit any kind of program,  as long as it is connected to radio digital culture and/or local cultures in any way.

SONGS. RANTS. FIELD RECORDINGS. SOUND POETRY. MUSIC. EXPERIMENTAL. HOT TOPICS. PURE WEIRDNESS.

Preference is given to proposals of live programs, using webstream or at (if you’re around at the time) Radio Futura studio, but pre-recorder programs are also welcomed.

SUBMIT YOUR PROPOSALS TO: radiofutura2009 @ gmail.com

Deadline for submitting your proposals is : August 15, 2009

Proposals should be either a short statement of the idea to be developed  in the radio program, or an audio file of a draft program. (MP3 or OGG is preferred at this stage, because it is light!).

You can find out more on the Future Places digital media festival

 





Nielsen: jovens ainda escutam rádio

29 06 2009

 

A notícia do Inside Radio revela as conclusões de um estudo recente da Nielsen, indicando que os jovens não estão “totally lost”:

 

“Nearly four-in-ten teenagers say an iPod or MP3 player is their primary method of consuming music. But Nielsen’s report says radio is still the first choice for a sizable number. According to the study, radio is still the “primary source” of music consumption for 16% of teens and a secondary source for another 21%”.

Fonte: Inside Radio





Podcast, gravidez e maternidade

12 01 2009

Embora empiricamente me pareça que a maior parte dos leitores do NetFM são do sexo masculino, não resisto partilhar. A propósito do comentário aqui deixado pelo Ricardo Reis da Rádio Zero [ler], decidi procurar, na web, outros programas e, especialmente, podcasts relacionados com o tema da gravidez e maternidade.

Confesso que foi algo que não me ocorreu no período pré-parto e surpreendentemente, encontrei uma grande variedade de podcasts sobre maternidade, pré e pós parto, bem como sobre o nascimento e o bébé.

Eis alguns exemplos:

Podbean

Podfeed

Podcast Directory

Baby Talk Radio





The Future of Location-Based Advertising

26 02 2008

Para ouvir, aqui