2009 em revista

22 12 2009

Foi um ano atribulado. De grande mudança. Em semi-hibernação durante uma boa parte. Por uma boa causa.

Uma causa, única!

Foi difícil recuperar o ritmo e o NetFM passou a apresentar uma selecção mais rigorosa dos temas e notícias.

Acima de tudo, o ritmo da publicação assume o ritmo daquilo que se considera efectivamente interessante, ou do que se tem para dizer. Revemos agora as notícias e os textos publicados. Destacamos os principais e fazemos o balanço.

Para 2010, várias actividades e propostas:

Uma linha de investigação em Radio Research no âmbito de um Centro de Estudos creditado pela FCT

Um congresso internacional dedicado à rádio.

Um livro.

Sobre 2009:

- As notícias

Redes sociais = e-mail?

O meio é o vencedor

Novos conteúdos, novas sonoridades, uma nova exploração da rede

Back again (Super FM)

Rentabilizar a rádio online

ZERO LABS

- Os Posts

Afinal, o que é a rádio?

O passa palavra nas redes sociais

E agora… a web!

Muita parra e pouca uva…

To be or not to be… R@dio?

How teenagers consume media…

Os jovens, as gerações, a web, as aplicações, os sites, what’s in, what’s out, the does and dont’s and whatsoever…

“Social networking craze”





O valor da marca

18 12 2009

From Kurt Hanson’s blog:

In other words, if Bonneville or Entercom or Greater Media or Cox Radio or their ilk are worth a billion dollars in, say, 2019, their value may be primarily due to their ownership of national (or global) personalizable brands of Internet radio like Pandora and its competitors that they launched in 2010 or 2011 (or acquired subsequently)”.





Tecnologia como aliada da rádio

15 12 2009

From Inside Radio:

Technology fatigue helps radio.

As the calendar counts down the final days of the decade, a newly-released survey suggests radio may be finding its place in the current media landscape. Bridge Ratings has been tracking consumer behavior since 1998 and its latest report shows that like satellite radio, streaming media isn’t likely to be a radio-killer.

From NY Times:

Digital Habits Shift Across Age Groups

Children aren’t the only ones whiling away hours on the Internet; people of retirement age now spend even more time online than youngsters.





Lala, where the music plays

11 12 2009

Uma promessa ainda não disponível. Apresentam-se assim:

  • Play over 7 million songs for free – no ads or clutter.
  • Play your music, anywhere on the web. Instantly upload the tracks on your computer to your Lala collection.
  • Get a feed of music picks from friends and experts.
  • Buy new music, easily and affordably.

http://www.lala.com/

De acordo com a RAIN (07.DEZ.09) foram comprados pela Apple, numa lógica de conglomeração da música online: “Late last week, Apple struck a deal to acquire Lala, a California music company that provides cloud-based streaming music services — that is, allowing users to stream purchased music from the web rather than offering a direct download. The four-year-old start-up initially began as a CD-swapping service and was owner of webcaster WOXY from 2006 until this past February. Lala provides song streams to the recently-announced Google “OneBox” music service, which also involves Pandora, Rhapsody and Imeem”. As consequências para a rádio também são analisadas (Marc Ramsey/ Jerry del Coliano), no que respeita ao modelo de negócio que terá de ser desenvolvido face à emergência destes serviços de streaming que competem com a rádio. No futuro, com publicidade ou subscrição, este modelo de acesso à música afectará (ainda mais) a rádio. Muito provavelmente irá ser recuperado o modelo de programação baseado em personalidades da rádio o que, se ouvirmos com atenção algumas estações, começa já a desenhar-se…

http://textpattern.kurthanson.com/articles/835/rain-127-apple-buys-cloud-based-music-streaming-service-lala





Afinal, o que é a rádio?

10 12 2009

Depois da televisão, a Internet pode ser o maior rival da rádio. Mas pode também ser entendido com o seu maior aliado, dando-lhe a oportunidade de competir com outras formas de aceder à música, notícias e entretenimento. Para já, a rádio pode continuar a utilizar o FM como principal plataforma de difusão, mantendo a “velha escola” de programação que ainda satisfaz muitos condutores (individuais, transportes públicos, pesados), taxistas, recepcionistas, lojistas e cafés. Mas não vai ao encontro dos utilizadores mais avançados ou dos jovens que cresceram na rede, pelo que em breve terá de se reconceptualizar. Talvez no momento em que o switch off seja determinado.

A rádio já mudou, havendo ainda quem não o tenha percebido. Esta mudança aconteceu paralelamente ao crescimento da popularidade dos serviços de música online. Estes permitem escutar música diferente durante horas a fio, relacionando os utilizadores do serviço numa comunidade virtual cujo interesse em comum é a paixão pela música ou, simplesmente, a vontade de ter música para acompanhar o trabalho, a actividade nas redes sociais ou a navegação online aleatória. Neste sentido, não é possível pensar o futuro da rádio sem pensarmos na rádio online.

O primeiro passo para entender a rádio contemporânea é definir a rádio online em relação às restantes plataformas áudio digitais. É também importante compreender quais são os conteúdos adequados a este novo formato, interpretando as relações online entre a rádio, o conteúdo produzido pelos utilizadores e as redes sociais. Deste conjunto irá emergir um novo modelo de negócio para a rádio. Da mesma forma, a mudança no comportamento de consumo dos media obriga à re-avaliação das necessidades dos ouvintes de rádio, analisando igualmente o futuro dos aparelhos receptores: a Internet já está disponível nos telemóveis, mas é necessário chegar ao auto-rádio para expandir o acesso móvel e a audiência da rádio online. Como será a próxima geração de auto-rádios? Um destes dias vamos deixar de ter rádio analógica. Nessa altura, para além do telemóvel, do leitor de MP3 e do computador, onde mais iremos escutar rádio online?

Assumidamente integrada nesta economia em rede, a rádio pode receber colaborações de qualquer parte, desenvolvendo uma plataforma que facilita e promove a co-existência de trabalho profissional e user generated content. Estamos a consolidar  uma cultura colaborativa na qual a rádio pode usar a maior parte das formas de participação e social media (mailing lists, forums, weblogs, e-mail, chat), envolvendo as pessoas numa espécie de rede social radiofónica, usando também o RSS ou aplicações peer-to-peer para comunicar e partilhar ficheiros, estabelecendo um novo modelo, open source e peer reviewed, que atrairá outro tipo de ouvintes pelo seu conteúdo alternativo.

A rádio online ainda não está consolidada, mas já está a mudar, criando um novo conceito de media online para a rádio. Se pensarmos nas determinações sociais de utilização da tecnologia e dos media, na fragmentação das audiências e na natureza altamente personalizável dos media online, então a rádio online será no futuro um social media, acompanhando as mudanças do consumidor, fazendo convergir diferentes plataformas de difusão para diminuir a linha entre produtores e consumidores de informação, alargando também o conceito de comunidade que sempre esteve associado à rádio.





Sobre as rádios semi-nacionais

7 12 2009

Coloquei, há dias, um post que perguntava exactamente se alguém conhecia a expressão “rádios semi-nacionais”. O único que respondeu foi Jorge Guimarães Silva  (obrigada!!) referiu que é um termo usado na América do Sul, não sabendo exactamente se o mesmo diria respeito a estações com uma cobertura parcial do território.

Pois bem, sabemos que em Portugal, tal designação não existe. Muito menos faz sentido, a não ser que desconheçamos profundamente o panorama radiofónico ou a Lei da rádio. Existem, por definição, rádios locais, regionais e nacionais. E, por indefinição, muitas locais e regionais serão pois, “semi-nacionais”, uma vez que, argumenta quem desconhece “se podem ouvir em quase todo o país”. São várias as formas de um operador conseguir que a sua estação, local ou regional, se transforme, sem mudar o alvará ou a potência de sinal, numa outra coisa, que não sendo nacional, também não é local ou regional. Ouve-se em mais cidades do que Lisboa. Ouve-se onde há mercado para o formato. Acima de tudo, onde há estações locais à venda, ou dispostas a alugar o seu emissor, ou disponíveis para alimentar as suas emissões com a programação de outra estação, ou… Enfim, mudam as estratégias mas, na verdade, o que mais há neste país são emissões em cadeia. E não estações semi nacionais, como definiu o Media Facts 2009 (OMD)…





Leituras

20 11 2009

From PERIODISTAS 21

“Si esta mañana comentaba el poder de la radio online para cautivar a los usuarios y aumentar su tiempo de uso de las webs con streaming, ahora nuevas proyecciones publicitarias anuncian que la publicidad en la radio online crecerá un 12% en Estados Unidos”.

http://periodistas21.blogspot.com/2009/11/esperanzas-para-la-radio-online.html





“Social networking craze”

18 11 2009

A corrida às redes sociais já começou há algum tempo, estando actualmente a atingir o auge. Tudo está nas redes, como antes tudo teve de migrar para a Internet. Porquê? Porque os “outros” também estão. Esta foi, há menos de dez anos, a principal resposta à pergunta: “porque razão têm um site na Internet”? Hoje, a pergunta será: “porque razão estão no Facebook/Twitter?”

Porque os “outros” também estão.

E quem são os outros?

Que estratégia têm para as redes?

Porque razão usam esta (seja ela qual for), e não outra?

Os outros, são, em regra, os concorrentes directos. No caso dos media, são as outras estações de rádio, os outros jornais ou revistas. Agora, são também os outros canais de televisão, os outros produtores de televisão (EUA).

A estratégia é manter os murais actualizados, passar informação. Acima de tudo, estar presente, usando as redes como mais um canal de disseminação de conteúdos. Numa época em que as audiências se fragmentam entre meios (online e offline), no online, a fragmentação também se opera, havendo uma competição pelo tempo e atenção dos consumidores de informação e comunicação. Entre os vídeos do YouTube, os conteúdos que chegam por RSS, o instant messaging, o e-mail, a música, as pesquisas, actualizar perfis ou blogs, descarregar conteúdos, fazer o upload de tantos outros, a atenção dispersa-se. Se anteriormente a competição era entre meios, a competição actual faz-se ao nível dos conteúdos e da sua disponibilização onde estiver o consumidor. Porque, essencialmente, os meios se transformaram em plataformas de conteúdos multimédia. Se o consumidor está muito tempo no Facebook ou no Twitter, então os media usam cada uma destas redes para o manter actualizado. Depende essencialmente de perfis sócio-demográficos e/ou de utilização da tecnologia. Acima de tudo, os media nas redes existem para manter viva a memória da marca, fazendo-o regressar à página web do meio sempre que o consumidor procure algo relevante oferecido pela marca. Importante nesta torre de babel absolutamente cacofónica que se tornou a web, em particular, as redes sociais, é manter a marca de cada meio viva na memória do consumidor que, entre tantas propostas se pode dispersar.

Já não chega estar na web. Questiono-me aliás, sobre a utilidade de algumas páginas, que nos redireccionam para as redes, onde competem com todas as amizades, grupos, actualizações, eventos ou subscrições do utilizador. Um exemplo recente é o da Super FM cujo site apresenta a possibilidade de escutar online, blog, bem como os links para as redes em que está presente, com conteúdos e seguidores diferentes em cada uma delas.

O site de cada órgão pode neste contexto ser entendido como um espaço aberto, reproduzindo, nas redes, os seus conteúdos que são comentados, partilhados e distribuídos entre os utilizadores de cada uma delas. Os media procuram seguir os comentários dos utilizadores das redes, como uma força de perceber, directamente e em tempo real, as ideias que estes trocam entre si sobre os media e/ou os seus conteúdos. Trata-se de uma forma de análise complementar aos índices de vendas ou audiências que revela percepções ou os conteúdos mais populares/controversos, servindo igualmente de ferramenta para o marketing, bem como o investimento publicitário.

Neste quadro de circulação de conteúdos em que cada utilizador contacta com o meio em localizações online diferentes, as redes sociais parecem ser, por enquanto, mais uma plataforma de distribuição, conectando os utilizadores que já visitavam o site para lhes garantir a máxima actualização. E tempo para estar atento a tudo o que circula, proveniente dos media que cada utilizador está a seguir?





A change in need, is a change indeed…(*)

17 11 2009

Great statements, from Telegraph

Radio “companies need to be innovating across the internet, mobile and TV. Launching an iPhone application and having a website is no longer enough”.

“There is no escaping the fact that the traditional spot advert is still the main source of revenue for commercial radio groups. But one company, Absolute Radio, is pushing hard now to change that – with up to 40pc of its revenue now coming from non-spot advertising”.

Radio will have to be “digital brand with audio at the centre”.

(*) From “A friend in need is a friend indeed”





ADN da rádio

16 11 2009

“Todas as marcas têm um ADN porque todas têm uma origem, nasceram de alguma coisa. Há três forças principais de ADN: as do passado – que vêm de quem cria as marcas -, as forças do presente – que condicionam os mercados e as marcas a uma actuação conjuntural – e as do futuro – que permitem inovar e antecipar tendências.” (Carlos Coelho, presidente da ivity Corp in Marketeer)

As estações de rádio são marcas. A sua gestão requer uma grande ligação à audiência para criar uma imagem de marca com a qual o seu público se identifique. As marcas de maior sucesso na rádio, medindo esse sucesso pela sua notoriedade e indíces de audiência, são as que correspondem à descrição do ADN da marca enunciado: O passado influencia a marca remetendo para a sua origem, num contexto de adaptação ao mercado e à conjuntura do presente, inovando para seguir as tendências. Infelizmente, não há, ainda, na rádio, a capacidade para antecipar as tendências, verificando-se, contudo, uma extraordinária capacidade de adaptação que faz com que a rádio esteja presente em todos os domínios das tendências de consumo dos media na era digital.