12 meses, 12 estações

30 06 2009

Para finalizar a ronda de 12 estações escolhidas para os 12 meses de 2008, uma análise do que é, afinal, a rádio.

Uma tentativa de catalogar e compreender o conceito, traçando algumas linhas para o seu futuro.

DEZEMBRO

To be or not to be… R@dio?

Just call it radio“, Pandora says. É assim que começa o post de Mark Ramsey sobre a questão da designação a dar a um projecto como o Pandora e outros, semelhantes, na Internet.

Em termos estratégicos, chamar “rádio” a projectos online de transmissão de música, com selecção construída pelo utilizador e/ou selecção programada pelo site, com diferentes canais temáticos é interessante. Para o utilizador, por lhe ser familiar, para os anunciantes, não só pela familiariedade, mas acima de tudo, por representar a nova versão daquilo que sempre conhecemos como rádio. Para a concorrência, pode ser tanto mais, como muito menos do que rádio, especialmente se pensarmos no (ainda) actual conceito de rádio como a temos conhecido.

Assumindamente, o projecto Pandora (que consegue analisar e catalogar a música de acordo com as preferências), é um serviço online de canais de música personalizados que adquirem o nome de “estações” (curiosamente, as aspas são da apresentação do próprio projecto). Esta aproximação à lógica da rádio não chega para o transformar numa rádio. É definitivamente um dos muitos projectos que contribui para redefinir o conceito, contudo, não será (apenas) este o caminho da rádio enquanto meio. 

Mais do que música, a rádio é comporta por pessoas, escreveu também Mark Ramsey por outras palavras. E, embora a presença humana exista em projectos como o Pandora, esta é residual. Podemos argumentar que a marca é inegável pela forma como cada “estação” pode dizer muito sobre quem a criou, associada a um perfil. Contudo, estes estão invariavelmente ligados a uma identidade que se pode construir e um avatar que nos pode identificar. As pessoas continuam a estar lá atrás, como na rádio, mas não transportam a sua presença para aquilo que se ouve, simplesmente porque, nesse momento, não estão lá. Pode parecer antiquado associar a voz humana à definição actual do conceito de rádio, contudo, “se matarmos a palavra, estamos a matar o que nos levou à rádio”, disse-me Fernando Alves em 2002, afirmação corroborada por cerca de outros 30 profissionais de rádio, entrevistados na mesma altura. 

E  o que muda, vai mudar, ou já mudou na rádio? O fluxo e a diversidade da oferta. Não a sua génese. Não o som. Ou seja, tenhamos rádio em directo ou diferido, personalizável ou não, num modelo unilateral ou bilateral, com ou sem conteúdos multimédia, numa plataforma exclusivamente sonora ou também visual, em dispositivos móveis ou não, na verdade, o meio continua a ser essencialmente sonoro. Mesmo que seja musical, a sua génese mantém-se: difusão sonora a longa distância.

Contudo, o que é hoje a rádio?

Correndo o risco de poder esquecer-me de algo (e assumo este como um post-in-progress), a rádio hoje é acima de tudo um meio multiplataforma. Mais do que qualquer outro meio de comunicação, a rádio pode escutar-se através de diferentes plataformas sem nunca deixar de ser rádio. Para além do FM, em Portugal, várias estações estão disponíveis por cabo, quase todas têm página e escutam-se através da Internet e, através desta plataforma, as rádios do mundo e as rádios criadas exclusivamente para a Internet estão também disponíveis. Receptores e plataforma de difusão à parte, o conceito de rádio está em transformação pela inegável influência da Internet no enriquecimento dos seus conteúdos na web que juntam, ao som, vídeo, texto, gráficos e animações impossíveis de associar anteriormente. O consumo também se transfere para a rede, especialmente durante o período laboral e a rádio, enquanto meio, neste momento, sofre com a indefinição do seu próprio futuro, dependente da plataforma que se afirme como a que poderá substituir o contexto analógico de transmissão das suas emissões. Será a Internet? Nesse caso, fenómenos como o Pandora poderão assumir-se como uma vertente da rádio musical do futuro….

Estamos numa fase de transição e apanágios como o de que “a rádio morreu” servem tanto à rádio como servem à música, quando se afirma que “o rock morreu” e está, permanentemente, a reinventar-se. Esta fase comporta alterações ao meio de comunicação e plataforma de difusão, com a Internet a assumir cada vez maior preponderância. A rádio, ou R@DIO, é multimédia, multiplataforma e convergente. Diferencia-se da “Era FM” por ser sonora e também visual, (mais) interactiva, (mais) participativa, partilhável, assíncrona, repetível, reproduzível, pesquisável, personalizável, descontínual, hipertextual, não linear, convergente, on demand, apesar de manter o efeito de acumulação e continuar a ser comunitária, adaptando (ainda não na perfeição) essa lógica ao contexto digital. Na realidade, isto é diferente do modelo sonoro e linear de comunicação de massas, com programação definida, ou seja, som para um receptor, com carácter único e irrepetível. 

Os conteúdos mantêm-se, especialmente porque há, para já, apenas duas soluções: streaming das emissões FM ou criação de estações musicais para a web. Destas, uma pequena percentagem inclui animação, donde se exclui, exclusivamente para a web, a rádio de palavra e a rádio-notícias (pelo menos, do que consegui, até agora, encontrar). No capítulo musical, mais do que formatos, os canais especializam-se procurando chegar ao “novo” ouvinte , que corresponde tanto ao digital immigrant como ao digital native. Neste campo,  será o “hommo digital” (composto por membros de todas as gerações, dos baby boomers à geração Y) aqueles para quem a r@dio irá trabalhar, que prezam a novidade, a posse e mudam rapidamente, estando a navegar quase sempre na crista da onda, descobrindo novos sites, aplicações e funcionalidades online. Este comportamento da audiência é activo, embora também se caracterize por uma certa passividade, pela forma como admite que algoritmos informáticos decidam a ordem e selecção musical do que vai ouvir durante um determinado período de tempo (exemplos: Pandora, Last FM…).

Assim, este processo de transição é também um processo de redefinição. O contexto agrega ao som outros elementos e poderá permitir ao conceito de rádio assumir uma nova forma. Se ao substantivo temos vindo a acrescentar prefixos e sufixos (online radio; e-radio, webradio, ciber radio, rádio na Internet), poderemos também alterar a palavra em si mesma incorporando-lhe um dos símbolos deste contexto digital: @, um dos caracteres fundamentais para a transmissão de mensagens de correio electrónico (ferramenta fundamental para a criação da rede mundial de computadores) e que se tornou um padrão nos teclados de computador (ícone e principal ferramenta da sociedade de informação).

No futuro, muito poderá vir a mudar na rádio, enquanto meio de comunicação, mantendo durante algum tempo a coabitação entre o sistema analógico e digital. Novos receptores irão certamente surgir, com maior ou menor afirmação no mercado: aparelhos que recebem FM e permitem navegar na Internet ou que liguem o FM às características da web, integrando a comunicação radiofónica. A participação do ouvinte/ utilizador poderá ser ampliada, transformando-o, em alguns casos, num co-autor: personaliza a página da emissora; contribui para a construção da programação sugerindo, opinando e implementando ideias; participa nos programas construídos pela emissora, interferindo ou reconstruíndo-os, remisturando-os ou adicionando informação; cria programas, enviando-os para a estação que os disponibiliza no site ou integra na sua programação; divulga a estação, através de sistemas de partilha (e-mail, favoritos, …).

No contexto da era digital, pensar o meio apenas em função da rádio em si mesma é inútil. Esta deve ser observada do ponto de vista do potencial utilizador e das potencialidades que a rede oferece, alterando não tanto o conteúdo (sonoro + multimédia), mas a forma da sua apresentação. A rádio pode já ter programação contínua e descontínua. Pode já ter página personalizáveis. 

Ao nível da informação noticiosa, o papel do jornalista pode ser repensado, entregando ao utilizador/ ouvinte um conjunto de opções. Perde-se parte da sua função de gatekeeper e o meio também miniza o poder da sua agenda. Contudo, esta mantém-se, na realidade, transformando-se essencialmente o seu papel de construção e reconstrução da realidade, entregando ao utilizador/ ouvinte não as notícias que produziu, mas as ligações para as fontes dessas mesmas notícias, reservando-se a produção noticiosa apenas para os factos da agenda própria da estação. 

No que respeita à música, esta poderia ser organizada não tanto em função de géneros e estilos, mas antes em função de gostos pessoais, atribuíndo ao locutor o papel de contextualizador. Como gatekeeper, perde também parte da sua função, mas o meio ganha por apresentar uma base infindável de música: própria e aquela que pode ser partilhada entre ouvintes, através de upload e download de listas pessoais. À semelhança do que fazem os sites de música, a rádio poderia atribuir maior poder ao ouvinte e deixar para o locutor o papel que nenhum iPod, Pandora ou Last FM consegue ter: a surpresa, a intimidade, a informação, o “estar lá” que nenhum programa informático consegue ainda superar.

Paralelamente, as plataformas estão disponíveis e a rádio pode começar a apresentar um produto resultado da convergência, possível de acompanhar no computador, no telemóvel, no PC e leitores digitais. Quem sabe, dentro de algum tempo, nos auto-rádios também. O grande desafio que se coloca, para quem gere e quem faz a rádio é aceitar esta espécie de gestão comum que transforma, por completo, o paradigma da rádio. Ouvinte e profissionais criam um novo modelo, organizando o contexto comunicativo da r@dio.

 






Técnicas vocais

29 06 2009

O RadioLab (UAL) apresenta um curso de especialização em técnicas vocais, aos sábados (Julho).

As inscrições estão abertas (10 vagas).

Mais detalhes





RADIO FUTURA

29 06 2009

FuturePlaces 2009 presents

RADIO FUTURA, The official FuturePlaces radio station broadcasting live during FuturePlaces 2009 digital media festival.

October 14-17, 2009 Porto, Portugal

A joint venture between Future Places and Rádio Zero.

CALL 

We are now accepting submissions for Radio Futura, a special one-week radio broadcast during FuturePlaces 2009. FuturePlaces 2009 is an international digital media festival focusing on the potential of digital media to change local cultures and societies. It does so by exploring digital culture in its many forms: from concerts to exhibitions and competitions, from workshops to parties, from conferences  to film screenings.

During the festival, Radio Futura will be broadcasting a mix of live  event coverage and studio programs. We want your participation by  submitting proposals for programs to be broadcast during the festival.

You can submit any kind of program,  as long as it is connected to radio digital culture and/or local cultures in any way.

SONGS. RANTS. FIELD RECORDINGS. SOUND POETRY. MUSIC. EXPERIMENTAL. HOT TOPICS. PURE WEIRDNESS.

Preference is given to proposals of live programs, using webstream or at (if you’re around at the time) Radio Futura studio, but pre-recorder programs are also welcomed.

SUBMIT YOUR PROPOSALS TO: radiofutura2009 @ gmail.com

Deadline for submitting your proposals is : August 15, 2009

Proposals should be either a short statement of the idea to be developed  in the radio program, or an audio file of a draft program. (MP3 or OGG is preferred at this stage, because it is light!).

You can find out more on the Future Places digital media festival

 





Napster: 10 anos depois

29 06 2009

O arrependimento. O reconhecimento da incapacidade para analisar o seu potencial.

Geoff Taylor (chief executive of the BPI) apresenta a sua reflexão na BBC News

“Mr Taylor expressed “regret” that the music industry did not move faster to work out how to use the net to promote and sell records”. |Ler|

 

“But until Napster, hardly anyone understood the tsunami that would be unleashed by combining the ability to copy digitally with the power of the internet to connect all the computers on the planet. Napster understood the internet’s potential for decentralised music distribution, and offered it to consumers in a way that was simple to understand and use”. |Ler|





Nielsen: jovens ainda escutam rádio

29 06 2009

 

A notícia do Inside Radio revela as conclusões de um estudo recente da Nielsen, indicando que os jovens não estão “totally lost”:

 

“Nearly four-in-ten teenagers say an iPod or MP3 player is their primary method of consuming music. But Nielsen’s report says radio is still the first choice for a sizable number. According to the study, radio is still the “primary source” of music consumption for 16% of teens and a secondary source for another 21%”.

Fonte: Inside Radio





Beat it II (actualização)

26 06 2009

O dia continuou e a rádio seguiu o seu curso, continuando a destacar Michael Jackson. Da música às reacções dos artistas nacionais, do comentário à história da vida e da música de Jackson, TSF, Antena 1 e RCP mantiveram ao longo do dia as atenções voltadas para a morte do artista. Na Antena 3, um especial ocupou a tarde da estação.

Não menosprezando o valor da sua música, na verdade, o rei da pop é também um ícone da cultura popular. A sua música e representações simbólicas associadas marcaram mais do que uma geração, contribuindo de forma inegável para a evolução da música, a mistura de géneros e o desenvolvimento de novos estilos. Da mesma forma, a inovação ao nível visual, através da postura, da roupa e, acima de tudo, dos vídeoclips deixaram a sua marca nos idos anos de 1980, perdurando ao longo do tempo e das gerações de músicos que ainda hoje recorrem ao seu estilo como fonte de inspiração musical. No que respeita à composição musical, as melodias, os arranjos e vocalizações foram sofrendo evoluções ao longo do tempo e primaram pela introdução da novidade, resultado também, da reunião de músicos e produtores conceituados. Os prémios, vendas de discos e presença de singles nas tabelas de vendas (com vários singles do mesmo álbum semanas seguidas no primeiro lugar), comprovam o título de rei da pop e o seu papel para a cultura popular nas últimas décadas, especialmente no final do século XX.

Algumas estações de rádio em Portugal seguiram a tendência e dedicaram boa parte da sua emissão ao artista, alterando a agenda e criando espaços próprios de emissão. Parece claramente uma questão de actualidade informativa, tema de conversa ou público-alvo, nomeadamente no que respeita a TSF, Antena 1, RCP e Antena 3, estações que pude comprovar terem produzido reportagens, recolhido opiniões/ reacções, produzido jingles especiais, programas ou dedicado espaços de emissão ao tema e ao artista, indo muito além do seu falecimento, prestando uma quase homenagem ao mesmo pela retrospectiva da sua vida artística e pessoal.

Na web, a sua morte gerou muito tráfego, conforme atesta o Globo, sendo esta a plataforma mais célere na actualização das notícias e a que, numa primeira análise, conseguiu uma compilação de dados mais completa, como será exemplo do site do Público, com notícias, comentários, fotogaleria do artista, galeria das páginas de jornais mundiais e destaque de primeira página na edição em papel.





Leituras

26 06 2009

NPD: “Tweeters” almost twice as likely to listen to Net radio as others online

According to NPD’s consumer tracking, 33 percent of Twitter users reported buying a CD in the prior three months, and 34 percent claimed to have purchased a digital download, which compares positively to overall Web users (at 23 percent and 16 percent, respectively). When Twitter users purchased music, they also spent more money than did their non-Twitter counterparts. In fact people on Twitter purchased 77 percent more digital downloads, on average, than those who were not using Twitter.

FONTE: NPD, via RAIN

Para Geeks e Nerds, ou simplesmente os que estão na linha da frente: FriendFeed bate o Twitter aos pontos

Fonte: Remixtures

 

 





Self media

26 06 2009

No Indústrias Culturais, Rogério Santos destacou ontem o futuro dos jornais:

Com tecnologias ligadas à internet, os consumidores podem fazer um jornal próprio com notícias escolhidas por si, chegando este jornal através de computador, impressora ou palmtop e com publicidade de lojas locais oferecendo promoções e descontos. É o futuro dos jornais, garante Peter Vandevanter, vice-presidente de um grupo de media com sede em Denver, nos Estados Unidos e que detém a propriedade de 54 jornais diários em 11 estados, lê-se na versão digital do Washington Times de hoje (texto de Jennifer Harper)”.

É o futuro dos jornais, dos media em geral e da rádio em particular (informativa ou musical).

Uma rádio na qual os utilizadores/ ouvintes personalizam a página de entrada, escolhem os conteúdos (notícias ou outros), que nos chega através de computador, telemóvel ou outra plataforma móvel com acesso à Internet. No que respeita à publicidade, à oferta de anunciantes locais poderão juntar-se anúncios globais, isto é, de empresas, produtos ou serviços para compra online. De que estão as estações à espera?

A este propósito, junto outro post do Indústrias Culturais, sobre uma nova rádio, a funcionar nas frequências DAB (Inglaterra) e online, “com uma playlist de artistas que não têm contrato com produtoras musicais (…) uma rádio interactiva e produzida pelos utilizadores. A selecção musical resulta de um algoritmo retirado de descargas de MP3 do Amazingtunes.com, sítio lançado em 2006 e com 15 mil registos, de onde os músicos retiram 70% de vendas”.

Uma nova proposta que reflecte as tendências de consumo dos media e, especialmente, da música, cada vez mais, seleccionada pelo indivíduo. O projecto é interessante, pela forma como contribui para a divulgação musical, contrariando as tendências de homogeneização das estações mais populares. Da mesma forma, pode aumentar a diversidade nos media, pela introdução de novos artistas no quotidiano musical dos indivíduos. E, uma vez mais, a rádio depende em exclusivo das tendências de gosto e da selecção dos ouvintes. Muito embora as escolhas estejam limitadas à lista de músicas disponíveis no site Amazingtunes, será certamente uma base musical mais extensa do que a que é colocada à avaliação dos ouvintes das estações tradicionais, nos estudos de gosto levados regularmente a cabo pelas mesmas, para a composição das suas playlists.

Amazing Radio





Beat it…

26 06 2009

É impossível escapar-lhe. Ocorreu-me escrever sobre a morte de Michael Jackson, mas não me pareceu relevante no contexto do blog. Contudo, por coincidência, adormeci e acordei ao som da mesma estação. Do mesmo álbum. Do mesmo artista. Adormeci sabendo da morte de Michael Jackson e das intenções da PT relativamente à TVI. Acordei, com as mesmas notícias em destaque. Com os mesmos sons. A reportagem entretanto preparada que cruza alguns dos temas mais conhecidos do artista e que roda a cada meia hora na rádio. Que se introduz no slogan da estação. Não me parece mal. Mas é cansativo. Era o rei da pop, é certo, contudo, em decadência e talvez mesmo em decadência financeira, uma possível razão para o regresso aos palcos ao fim de tanto tempo. Morreu de paragem cardíaca. A rádio incluiu-o imediatamente na sua agenda. Abriu noticiários. Na Internet, os álbuns voltaram aos tops e as estrelas da música, cinema e representação unem as suas vozes para prestar homenagem ou simplesmente demonstrar a sua surpresa e tristeza. 

A rádio acompanha a evolução dos acontecimentos, reúne os sons que marcam o acontecimento. Abre noticiários, provando a força da cultura popular, que sobrepõe à política nacional. O que acontecerá quando morrer Madonna, se nessa altura mantiver os níveis de popularidade que tem actualmente?…

Não posso escutar várias estações em simultâneo. Posso apenas saltar entre estações, no caso, TSF, RCP e Antena 1.

Alguém quer partilhar as escutas desta manhã?

Quem ouviu o quê?





Radio festival, 2009

25 06 2009

Nottingham Playhouse (UK)

| Monday June 29th – Wednesday July 1st |

 Program

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