MySpace está oficialmente em português…
os artistas, as bandas, os promotores e as marcas estão a associar-se ao espaço. E os media? E a rádio?…
MySpace está oficialmente em português…
os artistas, as bandas, os promotores e as marcas estão a associar-se ao espaço. E os media? E a rádio?…
Radio + Social Networks = Perfect Together (Billy Sabatini, New Radio Strategies)
“Terrestrial radio has done a lot of things wrong in recent years but a way for them to get back in the game and re-establish their relevance is to make sure this is not an opportunity lost. Radio ain’t dead, but it’s broken. It’s critical for radio to re-engage listeners in new (and old!) ways (…) why are they perfect together? The fact is, at their core radio stations are and have always been social networks. In fact, they are the oldest mass-media social networks. (…) Listeners to a great radio station feel like they are part of something – something bigger than themselves. They feel like they are part of a larger community of people who like what they like, who feel what they feel and who have similar experiences as they do. They feel connected”.
Categorias de Media Sociais (Jornalismo e Comunicação)
A teoria do Agenda-Setting foi introduzida na década de 1970, pelos americanos Malcom McCombs e Donald Shaw e fundamenta-se na ideia de que são os meios de comunicação que definem quais os temas realmente importantes da actualidade, pelo facto de atribuírem um maior destaque a certos acontecimentos e esquecerem outros.
No fundo, o papel dos media não é influenciar as opiniões do público, mas sim determinar as questões da actualidade que devem ser reflectidas e discutidas na esfera pública. Ou seja, os meios de comunicação não pretendem dizer às pessoas como pensar, mas sim quais os assuntos a serem incluídos no seu conhecimento.
Este agendamento ocorre porque a imprensa é selectiva ao noticiar os factos ocorridos. A informação a que o grande público acede é em grande parte um produto do gatekeeping (controlo sobre a selecção do conteúdo exercido pelos media) e a importância que este dá à realidade vivida é cada vez mais dependente da dimensão mediática que lhe é atribuída. Assim, a realidade social torna-se num “cenário” pintado pelos meios de comunicação de massas.
Esta capacidade de agendamento estende-se também à esfera política; por sua vez, os políticos, tomando consciência do poder dos media, tentam influenciar não só a construção noticiosa como também a sua perspectiva. Esta é uma das mensagens que o cartoon “Victims of War” pretende transmitir.
A imagem retrata a forma entusiástica como é feito o “enterro” da integridade, distância e independência jornalística, características estas que “morreram em acção” durante a Guerra do Iraque. As figuras representadas no cartoon personificam as cadeias americanas de informação FOX, CNN e CBS.
Neste caso, o que os media transmitiam era a legitimidade que os americanos tinham para atacar, enquanto que as imagens do povo iraquiano eram construídas a partir de uma visão etnocêntrica, que associava toda uma população ao extremismo e ao fanatismo religioso. Foi, então, a agenda política que deu voz aos meios de comunicação, de forma a utilizar as imagens da guerra para fazer valer os seus propósitos de direccionar a opinião pública a aceitar a invasão do Iraque.
O cartoon ironiza, assim, a leveza com que os jornalistas encaram a perda de três grandes pilares da ética jornalística em função da visibilidade e do sensacionalismo.
Catarina Oliveira
Vanessa Domingos
Na newsletter da Marktest, diz-se que a “maioria dos portugueses utiliza computador” ou seja, “Em 2007, cerca de 4,5 milhões de residentes no Continente com 15 e mais anos utiliza computador, um número que representa 54.1% do universo. São agora maioritários entre nós os indivíduos que usam este equipamento”.
E o que fazem, quando estão a utilizar o computador?
Escutarão rádio online?
É que, “segundo os resultados recentemente divulgados pela Marktest relativos ao ano de 2007, a audiência acumulada de véspera de rádio foi de 54.6%, percentagem de residentes no Continente com 15 e mais anos que contactaram com o meio na véspera”.
As percentagens são muito próximas. Poderá haver coincidência entre os que ouvem rádio e os que utilizam o computador? Ou será que os que ouvem rádio não utilizam o computador e vice-versa?
Adiante…
A newsletter do Obercom avança com informação sobre a web 2.0 ou web social, da qual destaco o investimento publicitário e o crescimento da utilização das redes peer-to-peer para comunicar as marcas.
Não é avançada muita informação, mas “o relatório estabelece comparações entre a evolução da performance das empresas que integram estas novas ferramentas de comunicação instantânea, com as que não o fazem, tendo seguido o trajecto de cerca de 250 empresas de diversas áreas”.
Assim, verificou-se que estas empresas melhoraram o tempo de resposta entre a actividade de marketing e a apresentação de resultados, aumentaram a satisfação dos consumidores, a capacidade de gestão do risco e a utilização da informação resultante da monitorização e análise das redes sociais.
Paralelamente, “de acordo com o novo estudo publicado pela emarketer relativo ao ano de 2007, cerca de 37% dos adultos norte americanos que utilizam a Internet costuma visitar sites de redes sociais, crescendo esta percentagem para 70%, se considerarmos o grupo dos jovens”.
A informação disponível avançada indica que “marketers are continuing to experiment with social network advertising, with $920 million being spent on social networking sites in the US this year and a projected $1.6 billion in 2008. Worldwide, online social network ad spending is expected to grow by 81%, to $2.2 billion in 2008 from $1.2 billion this year”, pelo que, não será este um novo universo a explorar pela rádio?
No regresso do NetFM, uma excelente notícia:
Adelino Gomes foi escolhido para ser o provedor da rádio pública.
A notícia já está disponível em diferentes fontes e weblogues, pelo que aqui, nada acrescento à informação e reitero a expressão de contentamento da maior parte dos textos que li. Parece-me efectivamente uma excelente escolha, de um profissional respeitado em Portugal, pelos seus pares e pelo público em geral e que me concedeu uma entrevista que sempre recordarei, na qual o passado e o presente da rádio se cruzaram de forma brilhante.
E outra, importante e interessante: a TSF tem um novo website
Simples, agradável, intuitivo e interactivo, o novo website da TSF representa em boa medida a capacidade de evolução e adaptação da própria estação. A notícia do Diário de Notícias indica que “Na prática, o novo site apresenta diversas alterações, entre as quais: a classificação dos artigos por tags (etiquetas), que permitem ao utilizador navegar por temas relacionados, independentemente da secção a que pertence cada notícia; um motor de pesquisa mais eficaz, em que os resultados devolvidos podem ser filtrados por datas, relacionados com pessoas, organizações, lugares e secções; a criação da versão vídeo de alguns programas, aposta já concretizada com Discurso Directo, de Paulo Baldaia e João Marcelino, fruto de uma parceria entre a TSF e o DN; vídeos de desporto, em que se incluem os golos e principais jogadas da Liga; reforço da informação económica, com informação em permanente actualização das cotações dos títulos nacionais e índices das principais praças financeiras internacionais; feeds por rss; podcasts; e novos conteúdos como meteorologia, agenda de eventos culturais, farmácias, marés, totojogos e dados de trânsito, incluindo a visualização de imagens das principais artérias do País. Funcionalidades às quais é possível aceder de qualquer lugar, já que uma das novas possibilidades é a de aceder ao conteúdo informativo através do telemóvel (mobile), ou mesmo a partir de uma consola de jogos PlayStation Portable”. [ler]
Até ao final desta semana, o NetFM estará a ouvir rádios de outras paragens…
Os finalistas dos Prémios Sinos foram divulgados. Há 30 trabalhos na categoria de rádio, sendo Portugal, no geral, o país com mais inscrições.
Os anúncios, “Homem Melga”, da marca Vodafone e produto Yorn, da responsabilidade da Brandia Central, bem como “Logo”, campanha da seguradora Logo e da responsabilidade da mesma agência são dois dos finalistas, que é dominado por anúncios do Brasil.
Mais informação aqui
Fonte: M&P
Leitura muito interessante:
“Music Radio stations are, at least potentially, pre-existing music communities. People have self-selected into groups organised around a brand. The role of that brand, looked at from a social perspective, is to reinforce certain cultural values, reflect musical taste, and (most importantly) act as an source of opinion leadership.” [ler]
Andrew Dubber, New Radio Strategies
Diz o M&P, sobre o estudo (Os Portugueses e os Media) desenvolvido pela Synovate, a pedido da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) que a “população mais nova é menos dependente dos meios tradicionais, como televisão, rádio ou imprensa, enquanto a mais velha é indiferente às novas tecnologias”.
O estudo em questão avaliou televisão, rádio, imprensa paga e gratuita, telemóvel, outdoor e internet. Não duvidando dos critérios científicos subjacentes ao desenvolvimento do mesmo, ou das respostas dadas pelos entrevistados, parece-me curioso verificar que este contraria em boa medida aquilo que tem vindo a ser apresentado sobre o tema. Se é certo que, numa análise superficial a frase não poderia estar mais correcta, a taxa de penetração dos telemóveis e os dados relativos à navegação na Internet demonstram que os mais velhos não são assim tão indiferentes às novas tecnologias e, da mesma forma, os mais novos não subtraem completamente os meios mais tradicionais em função dos novos media. O que talvez aconteça é uma utilização radicalmente diferente de cada um deles e uma percepção da sua importância igualmente diferenciada, a que a notícia do M&P não faz referência. E se, como avança a mesma notícia “os mais novos não vivem sem internet e telemóvel. Os mais velhos consideram a internet elitista”, continuamos sem saber que tipo de utilização cada um dos segmentos lhe dá, verificando-se apenas, a partir da leitura desta notícia que se confirma o senso comum e a informação que circula nos media, de que a Internet é o melhor veículo de comunicação para o segmento mais jovem.
E, neste capítulo, surgem conclusões que não sendo inovadoras, são interessantes, ou seja, há “maior fidelidade aos conteúdos, do que às plataformas“, pelo que, como algumas marcas já estão a fazer, o importante é que o consumidor salte de plataforma em plataforma ao longo do dia sem contudo, nunca se afastar da marca. Acresce ainda outro factor muito relevante, que confirma a tendência das estratégias de marketing e da comunicação publicitária, visto registar-se a necessidade por parte dos consumidores de uma “ruptura com as campanhas tradicionais [estes] querem ser surpreendidos, esperam que as marcas sejam diferentes e que comuniquem directamente para eles”.
No que à rádio diz respeito, afirma-se que a “publicidade na rádio ‘tem menos impacto que nos outros meios, porque não pode recorrer a imagens, tendo apenas como aspectos valorizadores a voz do locutor e a música associada à campanha’. É curioso notar que aquilo que sempre foi considerado uma mais valia da comunicação radiofónica assume para a amostra deste estudo como a deficiência de comunicação do meio, contrariando toda a aposta comunicativa e o investimento financeiro das marcas na rádio, o meio que muitas marcas preferem pela capacidade de repetição e, acima de tudo, pela forma rápida, simples e barata com que se pode substituir/reformular uma campanha e tocar o ouvinte pela força de uma palavra ou de uma voz…
Terá a televisão anulado a capacidade de imaginação dos ouvintes?…