Cultural Studies

28 04 2008

Um texto interessante, sobre os Cultural Studies, a partir do livro de John Hartley (Comunicação, Estudos Culturais e Media, 2004), disponível no weblog do Prof. Rogério Santos, Indústrias Culturais

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Pensar a rádio…

28 04 2008

Pensar a rádio em contexto digital, implica necessariamente adaptar o meio ao contexto, ao seu desenvolvimento permanente e aos usos e exigências do público.

Do ponto de vista comunicacional, a Internet está a atingir uma segunda fase da sua curta existência, não se prevendo ainda quando será a sua maturidade enquanto plataforma de comunicação. Neste sentido, surgem constantemente inovações na forma da sua utilização, que derivam da evolução da oferta de conteúdos, da forma da sua apresentação e do suporte que é utilizado, pelo que a adaptação tem também de fazer-se, por exemplo, em função do ecrã do telemóvel, em detrimento do computador.

Não restam dúvidas de que há muitas ideias a surgir, especialmente no que respeita à relação que se estabelece entre a pesquisa e navegação aleatória e a especificidade da informação personalizada, relevante e pertinente para cada indivíduo, que deverá estar disponível onde quer que o mesmo se encontre, pelo que, o telemóvel se assume cada vez mais como o suporte que no futuro será o principal, para navegação na web, permitindo ao indivíduo consultar o e-mail, resolver questões gerais do seu quotidiano, enquanto circula ou está afastado do seu computador.

Na realidade, as plataformas móveis de comunicação estão a tornar-se ubíquas e apresentam cada vez mais possibilidades de comunicação, com o desenvolvimento de novos aparelhos com maior capacidade (memória e procesamento de dados) que permitem a introdução de novas aplicações para uma melhor gestão da sua utilização, adaptando a web a estes aparelhos.

No quadro deste desenvolvimento, considerando que a maior parte dos telemóveis hoje tem rádio, captando as estações em FM, fará sentido pensarmos na escuta de rádio online em plataformas móveis?

Sim, desde que os operadores de rádio alterem a sua perspectiva relativa ao meio…

Desde que reconceptualizem a presença da rádio na web e, embora mantenham a identidade do meio, essencialmente sonoro, reconfigurem a rádio em torno dos parâmetros do digital, abordando o ouvinte mais como um utilizador. Enquanto utilizador, o indivíduo assume uma postura que é também a de ouvinte, mas que se centra numa lógica diferente, manipulando os conteúdos e a navegação na página de forma individual e personalizada. Por esta razão, venho defendendo que as páginas web da rádio se podem assumir como a página de entrada no utilizador na web, o local onde começa e termina sempre a sua navegação.

Uma espécie de iGoogle radiofónico, que permite ao utilizador personalizar os conteúdos que deseja visualizar, abrindo-lhe as portas da web. Mais do que referenciar uma dada estação como página inicial, importa transformar essa página numa paragem relevante que não se abandona ao longo do dia, deixando a marca da estação sempre presente na barra de navegação do web browser. Paralelamente, cada estação deverá cuidadosamente analisar o perfil, o tipo de navegação e os conteúdos que os seus ouvintes consultam enquanto assumem a sua postura de utilizadores, oferecendo-lhe esses mesmos conteúdos – ou a possibilidade de os referenciar na página da estação – juntamente com conteúdos próprios, produzidos pela estação em função da sua identidade que, neste contexto digital, não pode perder-se ou confundir-se com qualquer outra identidade, misturando a lógica FM com a lógica WEB. Em termos de marca, a identidade mantem-se, embora na web, esta possa ser ampliada pela oferta multimedia.

Esta identidade multimedia tem a ganhar se recorrer a conteúdos áudio em detrimento de outros conteúdos visuais, por forma a que, mesmo que se afaste, por via das hiperligações, da página inicial, o utilizador não abandone a sua condição de ouvinte e possa, ao contrário do que acontece com outros meios na web, manter a grande vantagem da rádio: a de efectuar outras actividades, enquanto escuta a emissão.

E, neste caso, não quer dizer que esteja a ouvir a emissão FM em streaming na web. Poderá, sim, estar a escutar conteúdos como podcast de programas, noticiários, rubricas, trânsito ou qualquer outro conteúdo visual ou escrito, disponível no website e disponibilizado paralelamente à emissão FM. Ou seja, sempre que clicar em qualquer conteúdo, a emissão FM será interrompida para ser retomada mal acabe a reprodução do ficheiro escolhido.

Caberá ao ouvinte transformar-se num utilizador e decidir que utilização quer fazer da sua estação de eleição. Note-se que, entre os que se mantêm como ouvintes, escutando apenas rádio em FM – por força de circunstâncias várias (exemplo dos taxistas ou de outras profissões sem acesso à web em permanência) -, e os que são assumidamente utilizadores, recorrendo às páginas web de cada estação para poderem continuar a escutar a “sua” estação de rádio ou para terem um ruído de fundo enquanto trabalham, vai uma grande diferença.

Quer isto dizer que temos, nesta altura, três contextos de utilização da rádio: um que se mantém analógico (FM); um eminentemente digital (que oscila entre o FM e a WEB, consoante se trata de driving time ou working hours) e outro, assumidamente digital, composto por indivíduos que escutam rádio na web e que dividem essa escuta entre rádio online (as que são também FM), web radio, serviços de música e os leitores áudio digitais, compondo assim, a sua banda sonora. Neste sentido, considerando que há já duas tendências de escuta de rádio/música online/digital, caberá à rádio encontrar o seu espaço neste domínio, servindo estes ouvintes que são, acima de tudo, grande consumidores de informação e conteúdos, ou seja, os utilizadores que podem garantir o futuro da rádio.





NetFM em hibernação

23 04 2008

Caros leitores,

Nos próximos dias, o NetFM estará a publicar a um ritmo mais lento, por via de mudança de operador de telecomunicações, estando, consequentemente… Dependente da rapidez de instalação e prontidão na activação do mesmo…

Até muito breve (espera-se)!





Weblogue interessante

23 04 2008

Um weblogue interessante, ao qual cheguei via Indústrias Culturais:

New Music Strategies





Forever Young… I want to be…

23 04 2008

De acordo com a Reuters, que cita o Hollywood Reporter, há a partir de hoje uma nova rede social, para o público acima dos trinta…

“GetBack Media, a social network targeted at people over age 35, is set to launch Wednesday stocked with music and TV content.

The site (http://www.getback.com) focuses on pop culture from 1968-90, and includes a timeline loaded with news and trivia for each year.

GetBack president Chris Dominguez, a former executive at MTV Networks and iFilm, said there’s an opportunity to create a destination for people over 35 who might not be enamored of the younger-skewing MySpace and Facebook”. [Ler]





Novo Provedor da Rádio Pública

23 04 2008

Escreve o M&P que “O provedor do ouvinte escolhido pela administração da RTP foi chumbado pelo conselho de opinião. O organismo rejeitou o nome de Francisco José Oliveira por considerar que este não tem uma ligação à rádio pública nem formação académica relacionada com o sector”. [Ler]

Quem será o senhor que se segue?





Mudança: afinal até se implementa

23 04 2008

Embora a implementação da mudança na rádio e na relação entre os media e as plataformas digitais denote um ritmo lento, há contudo, iniciativas interessantes a acontecer, como esta, noticiada pelo M&P, sobre os concertos da Antena 3, para celebrar mais um aniversário da estação: “Os concertos de bandas como Rádio Macau, Rita Redshoes ou Mesa, serão transmitidos até o dia 24 em directo na Antena 3, no mobile TV da Zone e no site musica.optimus.pt”. [Ler]





Mudança: o difícil é implementar

23 04 2008

De acordo com o artigo do El País [ler], embora a publicidade online tenha crescido mais do que em outros meios em 2007, o investimento está ainda a registar um lento crescimento, com as grandes marcas a revelar os maiores receios em avançar para este suporte.

“Una campaña en televisión genera un impacto directo en las ventas, algo que no está tan claro en los medios on line”.

Embora o investimento publicitário na Internet esteja continuamente a aumentar, os anunciantes ainda duvidam da sua eficácia, reconhecendo o seu potencial e afirmando tratar-se de uma tendência, mas cuja eficácia é ainda difícil de medir. “(…) as empresas de gran consumo, que a la postre son las que generan más publicidad, decidan esperar a que sean otros los que innoven, prueben, se estrellen y gasten el dinero antes de decidirse a entrar del todo en ese mercado”.

Tal como em no sector dos media, também são as marcas mais pequenas, com menor notoriedade e, embora com recursos financeiramente mais pequenos, que mais investem neste meio, assumindo a sua posição de charneira, geradora de novas tendências. A televisão mantem-se como elemento central para o consumo mediático dos indivíduos, contudo, a Internet vai ganhando terreno e, embora cada indivíduo consulte menos páginas, passa mais tempo em cada uma delas, especialmente as páginas de informação noticiosa.

O artigo do El País enuncia o caso do El Corte Inglés como uma das grandes marcas que optou por investir em publicidade online, desenvolvendo uma estratégia concertada entre a angariação/manutenção de clientes, especialmente entre as camadas mais jovens, tendo criado, para o efeito, uma rede social “Doblecero.com, una red social dirigida al público más joven y que según su director de Marketing, Javier Barrio, cuenta con unos 800.000 usuarios: «Buscamos que la gente se conecte y venga a las tiendas».

Por outro lado, o resultado do seminário que serviu de base à elaboração deste artigo não é animador num futuro próximo, referindo-se que será necessário reeducar o consumidor por forma a retirar do seu comportamento de navegação a informação necessária para produzir anúncios inteligentes e, dessa forma, apresentar-lhe a publicidade relevante, antecipando as suas necessidades.

Da mesma forma, cabe à rádio antecipar tendências e lucrar com as alterações de comportamento de consumo dos media, especialmente no que respeita à televisão no horário nocturno, capitalizando esse horário em FM e na Internet, produzindo conteúdos relevantes para o público que se afasta da TV e procura, na web, companhia para a realização de tarefas quotidianas (gestão financeira e de lazer, consulta de e-mails, conversação, publicação em weblogues pessoais ou consulta de notícias), usando a rádio como um selector musical que, aleatoriamente produz uma listagem de temas em constante mudança ou uma fonte de entretenimento, pelo que, neste horário, a comunicação poderá passar a centrar-se cada vez mais numa interligação entre o on e off line, ligando em rede e através do som, os ouvintes.

E, afinal, o que fazem os indivíduos que navegam na rede para escapar á TV e procurar alternativas?





Perguntas e respostas: Leituras

22 04 2008

Rádio na web: uma radio 2.0?

Web 2.0 is set for spending boom

“The news comes as San Francisco plays host to the Web 2.0 conference on next generation of the web. (…) Forrester, the research company which carried out the Web 2.0 survey, believes the technologies being developed and unveiled over the coming days represent “a fundamentally new way” for businesses to communicate with employees and customers”. BBC News [ler]

Empresas Sexy produzem uma Rádio mais atractiva?

Se a empresa não for sexy, morre

Durante uma visita a Portugal, Jonas Ridderstrale, um guru sueco, fez uma palestra sobre a importância de surpreender nos negócios, ao invés de ser surpreendido, numa sociedade onde os gestores têm cada vez mais poder e os mercados são também muito mais eficientes. (…) As empresas bem sucedidas devem procurar a inovação para se ajustarem ao mercado e se tornarem mais ‘sexy’.  (…) O futuro exige negócios fora do comum, pelo que as empresas devem reinventar a inovação, a gestão e a liderança. E é aqui que reside a importância dos talentos. MSN Notícias [ler]

A rádio seduz os seus ouvintes, ou deixa-se ultrapassar por outras ofertas de conteúdo?

A lesson to Radio from the Movie Theaters

“Put another way, most folks come to us because of what we play not who we are. In radio, the package – the “brand” – is not as important as its components (unless, of course, those components are unique to that brand and owned by it) and the fact of our ubiquitous distribution. (…) So what can radio do that can’t be matched by other channels of distribution for our content?” . Hear 2.0 [ler]

Uso regular da Internet cresce na Europa. E as rádios online, aumentam, expandem os seus serviços e ampliam a oferta?

Uso regular da Internet na Europa: Portugal em 14º Lugar (43%), Islândia em 1º lugar (88%)

Jornalismo e Comunicação [ler]

Parcerias de rádio: uma rádio que se escuta em todo o país é uma rádio nacional, ou uma rádio de proximidade?

Rádio Clube expande para Leiria

“O Rádio Clube Português vai passar a ser transmitido em Leiria a partir do próximo dia 28. A expansão da estação da Media Capital decorre de uma parceria estabelecida com a Central FM, uma rádio local com 24 anos de existência, a transmitir na frequência 93.0 FM. (…) o Rádio Clube “reforça assim a sua estratégia de proximidade” com a realidade local”. M&P [ler]





1925-1975: CINQUANTE ANS DE MUSIQUE CLASSIQUE A LA RADIO

22 04 2008

Comité d’Histoire de la Radiodiffusion

Dossier temático sobre a história da música clássina na rádio Francesa

Cahier Numéro 95 de Fêvrier 2008
Période de 1925 à 1975

dossier établi par Christophe BENNET

Bernard Lauzanne : Radio Euterpe

Musique classique, sérieuse ou savante ?

I – CINQ DECENNIES DE PROGRAMMES MUSICAUX

Programmation musicale entre 1925 et 1939 : l’hégémonie de la musique classique

La radiophonie musicale dans la tourmente des années de guerre

Les programmes musicaux autour de la « décennie Porché »

Les programmes de 1955 à 1964 : de nouvelles voies pour la diffusion de la musique

La musique classique de 1965 à 1974 : une multiplication des productions mais une réduction des antennes de diffusion

II – QUELQUES ASPECTS DE LA RADIOPHONIE MUSICALE

Enregistrer et diffuser la musique : de la technique avant toute chose !

Musique et radio : deux pôles de recherches

Mesurer la musique et mesurer l’audience

Jean-Jacques Ledos : Musique et radio : un accord parfait

Guy Bernède : La musique à Radio-Luxembourg

Catherine Heyden : La radio : élément moteur pour l’expression d’un nouveau genre, le « Théâtre Musical »

Administrateurs et assistants de productions : dans les coulisses des concerts et des émissions

III – LES INSTITUTIONS ET LES HOMMES

L’Orchestre National, fleuron de la radio et de la musique françaises

Ensembles vocaux et orchestraux : des formations permanentes ou éphémères

Henry Barraud et les directeurs de la musique

Des chefs d’orchestre et des solistes à la radio

Ils ont fait des émissions musicales