TSF online lidera

21 02 2008

A notícia é do Briefing e revela que “a TSF online foi o site de rádio que registou mais visitantes durante o ano de 2007, (…) segundo o estudo Netpanel divulgado (…) pela Marktest. A edição da rádio TSF na Internet liderou a tabela de utilizadores únicos com 611 mil visitantes, tendo a RFM ficado em segundo lugar, com 489 mil utilizadores, e a Cotonete em terceiro lugar, com 429 mil utilizadores. Em termos de número de páginas visitadas, a RFM lidera a lista com cerca de 14 milhões de páginas visualizadas durante 2007. Em segundo lugar na lista de páginas visitadas aparece a Cidade FM com cerca de 13 milhões de páginas e, em terceiro, a Rádio Comercial com cerca de 9 milhões de páginas visitadas.

(…) O mesmo estudo adianta que cerca de 1,6 milhões de internautas portugueses navegaram em sites de rádio o que significa que mais de metade dos utilizadores de Internet acedeu a sites de rádio. O estudo da Marktest refere que, durante o ano passado, 1592 mil com mais de 4 anos e residentes em Portugal continental acederam a sites de rádio a partir de casa, o que corresponde a 52,7 por cento dos cibernautas nacionais”. [ler]





O Futuro da Rádio

20 02 2008

A partir do artigo “The Future of Radio”, publicado na Radio and Records, January 11, 2008

Audiências

No campo da medição de audiências, o futuro, do ponto de vista tecnológico poderá apresentar novidades que trarão grandes implicações para a rádio, a programação e o investimento publicitário.

Verifica-se  uma mudança de paradigma relativo à medição de audências. De uma metodologia que usa a recordação dos ouvintes para medir as audiências, os novos métodos tendem a obter informação sobre as sensações, opiniões, e valores dos consumidores. Da recordação do que o ouvinte escutou na rádio, passamos para um novo estádio que analisa comportamentos e procura demonstrar a forma como os ouvintes reagem ao produto. Muda igualmente a regularidade de apresentação de resultados, pois com base nos sistemas que estão a ser desenvolvidos, a informação passa a estar disponível semanal e mensalmente.

“Lifestyle and daily routine play huge roles in radio listening”.

Há contudo, um problema que se mantém e que respeita ao desafio de encontrar respondentes qualificados e ultrapassar atendedores  de chamadas, listagens dos que não aceitam fazer parte deste tipo de amostra, casas sem telefone fixo, protecções várias contra a publicidade e a proliferação de junk mail. E, embora o artigo reporte ao contexto norte-americano, é óbvio que também entre nós, é cada vez maior o número de lares indisponíveis, pelo que se começaram já a desenvolver experiências que incluem lares só com telemóveis, mesmo que estes representem segmentos da população mais jovens e etnicamente variados.

Um dos grandes desafios quer para quem investiga audiências, quer para os operadores, é relacionar os consumidores, neste caso, os ouvintes, e o produto. E como bem fez a RFM com a iniciativa “ouvinte Mais”, é importante conseguir que os consumidores entendam que a sua participação na pesquisa de mercado melhora aquilo que podem ouvir na sua rádio, explorando métodos de pesquisa baseados na web, que diminuem drasticamente os custos  e fomentam a participação, visto que o ouvinte pode responder no momento em que lhe for mais conveniente.

 ”Tune-outmay not have been the result of a bad song”.

Consumidores de conteúdo

É inegável que o consumidor se está a orientar para a Internet em todos os domínios do seu quotidiano, particularmente no que respeita ao consumo de informação e entretenimento.

Para a rádio, a principal plataforma é a Internet, uma vez que é a fonte de informação e entretenimento para os consumidores e, como se avança no artigo, é necessário perceber qual a forma através da qual os consumidores querem receber esses dados e encontrar fórmulas para os distribuir e, sem dúvida que é o consumidor que lidera o processo. Comparando a rádio com outras indústrias e, particularmente com outros meios de comunicação, a rádio tem ainda um longo caminho a percorrer….

“A growing number of people are taking advantage of listening to us on their PC’s at work, consuming some of the interviews and other on-demand and time-shifted offerings we have on our websites”.

(Continua)





25 anos da AMARC: 2008, ano das rádios comunitárias

19 02 2008
A AMARC é uma organização internacional, não governamental que procura apoiar o movimento das rádios comunitárias. Mantém uma rede de 3500 rádios comunitárias com membros de 118 países, coordenando, apoiando, cooperando e promovendo as rádios comunitárias.
A AMARC foi criada em Agosto de 1983, altura em que um grupo de apaixonados pela ideia das rádios comunitárias se reuniu em Monreal, para a primeira conferência mundial de operadores de rádios comunitárias. Esta reunião representou o embrião de um movimento mundial que actua no sentido de defesa das rádios comunitárias. Este veio, anos mais tarde, a tornar-se um sector global de comunicação reconhecido mundialmente pelo seu impacto social.

Em Portugal, não existem rádios comunitárias, pelo que a análise do panorama radiofónico nacional revela muitas vezes algumas lacunas ao nível da abordagem a questões sociais, políticas e cívicas que são, invariavelmente remetidas para o serviço público de rádio. Este, independentemente de cumprir ou não a missão que lhe está consagrada, é acusado de não cumprir outras funções que poderiam muito bem ser colmatadas caso existissem rádios comunitárias entre nós…





Novos livros

19 02 2008

From Public Service Broadcasting to Public Service Media.

Editors: Gregory Ferrell Lowe, Jo Bardoel
Nordicom, 2008

The core challenge facing public service broadcasting today is the transition to public service media.

The contributors in this volume focus attention on issues of strategic concern and tactical importance in addressing the core challenge. A defining theme is the need for moving beyond the transmission model of broadcasting to mature both professional and theoretical thinking necessary in public service communication. Audiences must be understood as partners rather than targets and content that is cross-media and cross-genre must be popular but remain distinctive.

What is the mission of public service media in a multimedia environment characterised by globalization, convergence, digitization, and fragmentation? What is important for strategy development that renews the public service enterprise while keeping faith with the ethos that legitimates the endeavour? How might policy makers variously understand the fuller possibilities entailed in the development of a uniquely European dual media system?

Detalhes

http://www.nordicom.gu.se/eng.php?portal=mr&main=info_publ2.php&ex=257





5th INTERNATIONAL MOBILE MUSIC WORKSHOP 2008

19 02 2008

The Mobile Music Workshop 2008 is the 5th in a series of annual international gatherings that explore the creative, critical and commercial potential of mobile music.  They are inspired by the ever-changing social, geographic, ecological, emotional context of using mobile technology for creative ends. We are looking for new ideas and ground-breaking projects on sound in mobile contexts. What new forms of interaction with music and audio lie ahead as locative media, ubiquitous networks, and music access merge into new forms of experiences that shape the everyday? Can they change the way we think about our mobile devices and about walking through the city?

13-15 May 2008, Vienna, Austria





Retrocesso no DAB, na Grã Bretanha

12 02 2008

De acordo com o The Guardian, “Key figures from the BBC and commercial radio share their thoughts on whether DAB has a future, after GCap’s announcement that it is scaling back its digital operation” [ler]. Richard Berry, no weblogue Me, my Radio and I, escreve que “For DAB to really take hold we all need DAB everywhere and that will take a long time. And that’s a problem for radio even before we start the argument about how crap the actual DAB technology is! (…) DAB also faces unexpected challenges, with almost 2% is listening online. In Q4 RAJAR also report that 8.1 million people listen to radio online (live and listen again) EVERY week. Radio is in more places and whilst RAJAR says that this has a positive impact on radio generally it doesn’t do much for poor old DAB… and could still be replaced by the better DAB+ being use elsewhere in Europe or the much lauded DRM. So getting out now and focusing on the tried and tested and new, cheaper online platforms make economic sense” [ler], não culpando necessariamente a CGap pela decisão de desinvestir na tecnologia DAB, atendendo à necessidade de ir ao encontro dos ouvintes, seja no que respeita à programação ou mesmo às plataformas ques stes efectivamente utilizam, reconhecendo o (ainda) potencial do FM e o crescente potencial da Internet para a rádio, bem como as plataformas móveis.

Efectivamente, a empresa optou por fechar as suas estações de rádio digital, TheJazz and Planet Rock “and sell its stake in national digital radio operator Digital One as part of a £9m cost-cutting package” procurando, desta forma, manter a sustentabilidade da empresa, “maximising the revenue and profit potential of five key brands on FM and broadband, the platforms that we believe consumers want and which offer the greatest growth opportunities”. [ler]





Os últimos… Serão os primeiros

12 02 2008

A propósito do estudo da Nielsen recentemente apresentado sobre tendências de compra online e que a Briefing refere numa notícia [ler], parece-me que, uma vez mais, há aspectos da vida online que a rádio está a menosprezar, nomeadamente o pontencial que existe numa ligação entre a indústria musical e a rádio. Em comparação com os europeus, os portugueses são mais influenciados pela publicidade online, influenciando a escolha do site onde efectuam as compras. O estudo revela ainda, de acordo com a Briefing que, apesar de sermos dos países com menor taxa de compras online (muito atrás da Alemanha e Reino Unido, com 97% e Áustria, com 96%), temos o hábito de fazer consultas de mercado online, recolhendo informação para futuras compras. Donde, o investimento publicitário online pode ser uma forma de estimular as vendas online, especialmente nas áreas que já revelam uma forte dinâmica, como sejam a cultura e as viagens. Associar a publicidade, a promoção e os passatempos da rádio em FM à publicidade online poderá ser um caminho, da mesma forma que parcerias entre estações de rádio e outras empresas pode relacionar mais a estação e os hábitos de consumo, estimulando a escuta da estação, da mesma forma que providencia um serviço adicional aos seus ouvintes.

Globalmente, o estudo refere que 85% da população mundial com acesso à internet já a utilizou para fazer compras online, um aumento considerável em relação aos últimos dados, referentes a 2006, onde esta tendência representava 40%.




APR sintoniza a situação do sector

12 02 2008

A APR vai retomar a iniciativa “Em Sintonia”, para debater a situação do sector, realizando, a partir de dia 21 deste mês, uma série de reuniões, sendo a primeira em Lisboa. Depois, no dia 26, a reunião é no Porto, dia 6 de Marçi em Castelo Branco e no dia 13 de Março, em Faro.

Fonte: M&P [ler]





Ainda as redes sociais

8 02 2008

Rogério Santos, no Indústrias Culturais, escreveu ontem sobre as redes sociais, a partir de um artigo do Público, no qual se contabilizam 3,7 milhões ligados ao Hi5.

Como o próprio Rogério afirma, também a mim o número me parece elevado, contudo, espelha uma realidade que é já incontornável e sobre a qual nos devemos deter, não só pela forma como as pessoas se ligam entre si criando novos laços e estruturando novas formas de se relacionarem, mas também pelos interesses comerciais que podem estar associados a este contexto das redes sociais e aos quais, a rádio não poderá ficar alheia.





Bareme Rádio: afinidade

8 02 2008

Resultados do Barema Rádio 2007 indicam que é na região do Porto que se verifica maior audiência acumulada de véspera, donde, maior afinidade com o meio, sendo no distrito de Portalegre onde este indicador é mais fraco.

De acordo com a notícia da Marktest, “o Bareme Rádio 2007 contabiliza, no Continente, 4 535 mil residentes com 15 e mais anos que costumam ouvir rádio (referência: ouviram na véspera), um número que representa 54.6% do universo em análise“. No distrito do Porto,  “são 60.2% os que costumam ouvir rádio (véspera)“. Em Portalegre “as taxas de audiência acumulada de véspera mais baixas, com 43.1%. Depois do Porto, são os residentes no distrito de Braga que evidenciam valores mais elevados, com 59.7% de audiência acumulada de véspera, a que se seguem os residentes no distrito de Aveiro, com 56.5%, de Castelo Branco, com 56.2%, e de Leiria, com 55.6%. Os residentes nos distritos de Lisboa, Viana do Castelo e Coimbra apresentam também um índice superior à média do universo, com 55.2% (os dois primeiros) e 55.1% (o terceiro)“. [ler]