A partir do artigo “The Future of Radio”, publicado na Radio and Records, January 11, 2008
Audiências
No campo da medição de audiências, o futuro, do ponto de vista tecnológico poderá apresentar novidades que trarão grandes implicações para a rádio, a programação e o investimento publicitário.
Verifica-se uma mudança de paradigma relativo à medição de audências. De uma metodologia que usa a recordação dos ouvintes para medir as audiências, os novos métodos tendem a obter informação sobre as sensações, opiniões, e valores dos consumidores. Da recordação do que o ouvinte escutou na rádio, passamos para um novo estádio que analisa comportamentos e procura demonstrar a forma como os ouvintes reagem ao produto. Muda igualmente a regularidade de apresentação de resultados, pois com base nos sistemas que estão a ser desenvolvidos, a informação passa a estar disponível semanal e mensalmente.
“Lifestyle and daily routine play huge roles in radio listening”.
Há contudo, um problema que se mantém e que respeita ao desafio de encontrar respondentes qualificados e ultrapassar atendedores de chamadas, listagens dos que não aceitam fazer parte deste tipo de amostra, casas sem telefone fixo, protecções várias contra a publicidade e a proliferação de junk mail. E, embora o artigo reporte ao contexto norte-americano, é óbvio que também entre nós, é cada vez maior o número de lares indisponíveis, pelo que se começaram já a desenvolver experiências que incluem lares só com telemóveis, mesmo que estes representem segmentos da população mais jovens e etnicamente variados.
Um dos grandes desafios quer para quem investiga audiências, quer para os operadores, é relacionar os consumidores, neste caso, os ouvintes, e o produto. E como bem fez a RFM com a iniciativa “ouvinte Mais”, é importante conseguir que os consumidores entendam que a sua participação na pesquisa de mercado melhora aquilo que podem ouvir na sua rádio, explorando métodos de pesquisa baseados na web, que diminuem drasticamente os custos e fomentam a participação, visto que o ouvinte pode responder no momento em que lhe for mais conveniente.
”Tune-outmay not have been the result of a bad song”.
Consumidores de conteúdo
É inegável que o consumidor se está a orientar para a Internet em todos os domínios do seu quotidiano, particularmente no que respeita ao consumo de informação e entretenimento.
Para a rádio, a principal plataforma é a Internet, uma vez que é a fonte de informação e entretenimento para os consumidores e, como se avança no artigo, é necessário perceber qual a forma através da qual os consumidores querem receber esses dados e encontrar fórmulas para os distribuir e, sem dúvida que é o consumidor que lidera o processo. Comparando a rádio com outras indústrias e, particularmente com outros meios de comunicação, a rádio tem ainda um longo caminho a percorrer….
“A growing number of people are taking advantage of listening to us on their PC’s at work, consuming some of the interviews and other on-demand and time-shifted offerings we have on our websites”.
(Continua)

