Curtas

21 01 2008

Financiamento da BBC

De acordo com o M&P, que cita o Times, a BBC poderá ter de partilhar parte do seu financiamento com os canais concorrentes, desde que estas se comprometam com a qualidade e o serviço público. Uma ideia que está a gerar controvérsia e que prova, acima de tudo que a noção de serviço público deverá ser extensível aos media privados, numa lógica de cumprimento das funções dos media.

Mudanças na direcção da TSF

A notícia já é da semana passada, fica apenas o registo: Paulo Baldaia, com currículo na imprensa escrita (JN, DE, DN) na rádio (TSF, RR) e assessoria política, foi nomeado Director da TSF e José Fragoso assumiu a direcção de programas da RTP.

UPDATE: Arsénio Reis, anterior chefe de Redacção da Rádio REnascença fará equipa com Paulo Baldaia, ocupando o cargo de director-dajunto da TSF.

Antena Livre

Há 27 anos em Abrantes, a estação local apresentou uma nova grelha e um novo posicionamento, voltado para o jornalismo e conteúdos de proximidade.

http://www.antenalivre.pt/

Fonte: Meios e Publicidade





Congressos

21 01 2008

III Congreso Internacional de Periodismo en la Red
Foro Web 2.0: Blogs, Wikis, Redes sociales y e-Participación
23 e 24 de Abril, 2008 - Madrid

8ª Conferência de Economia e Gestão dos Media

18 a 22 de Maio, Universidade Católica de Lisboa
ECREA: 2nd EUROPEAN COMMUNICATION CONFERENCE
Barcelona, 25-28 November 2008
Universitat Autonoma de Barcelona (UAB)

Detalhes





Ligação da rádio à audiência

16 01 2008

“Even when the entire media industry is at the top of its game it has become impossible now to break through the clutter. Without conversation between your brand and your audience, without viral or word-of-mouth efforts, you can’t stand out from the crowd, break through that noise, and ultimately deliver a return on investment to shareholders and specifically build your brand”.

Passagem do livro de Joseph Jaffe, “Join the Conversation”, em entrevista no Hear 2.0 [ler]





RFM actualiza imagem

16 01 2008

De acordo com a notícia do M&P de 14.01.08, “a RFM vai a partir do próximo dia 21 surgir no ar com uma nova identidade sonora. A informação foi avançada ao M&P por António Mendes, director da estação. “O logotipo sonoro vai mudar, o que se vai reflectir nos indicativos dos noticiários e da própria rádio”, esclarece o responsável da rádio do grupo Renascença. “Queremos manter a RFM actualizada, fresca e pronta para ter mais ouvintes”, justifica. “Estamos a fazer esta mudança num ciclo positivo “, acrescenta António Mendes”.

Fonte: Meios e Publicidade [ler notícia]





Audiências

16 01 2008

Informação sobre as audiências do 4º trimestre está disponível através da Marktest [ler].

Poucas ou nenhumas novidades. O ranking do último trimestre de 2007 manteve-se inalterado:

A RFM mantém a liderança, seguida da Renascença, Comercial, Antena 1 e, muito perto, a Cidade FM, seguida da Antena 3. Segue-se a TSF e, com valores inferiores, a Mega FM, RC - Rádio Clube e M80 (equivalentes). Finalmente, a Antena2.

Embora nesta ordenação estejam misturadas rádios públicas e privadas, formatos e targets diferentes, para o público em geral, estas definições são irrelevantes, pelo que verificamos que a rádio de palavra tem alguma dificuldade em impôr-se no nosso país, com a maior parte dos ouvintes a fixar-se nas rádios musicais. Podemos inclusivamente pensar que a reformulação do modelo da RR, embora não lhe tenha trazido uma efectiva mais-valia em termos de um aumento exponencial do número de ouvintes, permitiu, pelo contrário, não os perder. A mudança na estação deu-se em Setembro de 2006 [ler] , com 13,9% de share e, cerca de um ano depois, a terceira vaga do Bareme 2007, apresentava 14,5% de share, finalizando 2007 com 14,7%, o que poderá indicar, novamente, a preferência dos ouvintes pela rádio musical.

Considerando o panorama e a preponderância destas estações, não seria de esperar que um projecto como o do Rádio Clube se impusesse no seu primeiro ano. Em Janeiro de 2007, o Rádio Clube apresentou 3,0% de share, terminando o ano com um share bastante inferior, de 1,8%. Tal poderá dever-se a inúmeros factores, inerentes ao próprio formato e à forma como é desenvolvido, bem como ao público de rádio em Portugal. Se atentarmos à quebra semelhante da TSF e, menos notória, da Antena 1, verificamos que, de facto, poderá ser mais um problema de formato de rádio do que propriamente da sua execução. Conteúdos, temas e programações à parte, a forma como as rádios de maior audiência conduzem as suas emissões em torno da música e do entretenimento, com menor preponderância de outros géneros e do jornalismo também contribui para afastar os ouvintes das estações que apostam na palavra e na informação, fazendo retomar a discussão em torno do papel e das funções dos media, em geral, e da rádio em particular.

Deverá a rádio dar ao público aquilo que este gosta, entretendo-o, ou deverá contribuir activamente para informar e educar, mantendo-o igualmente entretido?

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Música Digital

14 01 2008

Mais uma catálogo disponível na Internet, através da Amazon: Sony

Sony has announced a deal to put its entire catalogue of tracks on the Amazon MP3 store by the end of January.

All of the songs on Amazon’s store will be free of controversial Digital Rights Management (DRM) controls”. [ler]

Fonte: BBC News 

Paralelamente, diminuem as limitações aos ficheiros digitais de música

“Purchasing music on the Internet just became a lot less complicated as most labels now are offering downloads of MP3 music files without DRM based copy protection”. [ler]

Fonte: Suite101





Rádio e novas plataformas

8 01 2008

Um vídeo sobre o potencial da relação entre a rádio e as novas plataformas [ver]
Via Hear 2.0





Boca-a-boca continua a funcionar

7 01 2008

Diz o estudo da Jupiter Research: Music and Community, low cost, authentic promotion

“Consumer surveys show that recommendations from friends are one of the most powerful ways people discover music, ranking below only radio and music videos”. [Ler]





Museu da Rádio

3 01 2008

Sobre o encerramento do Museu da Rádio, pouco haverá a dizer, visto ser uma medida irreversível. Acabe-se com ele e com o próprio edifício. Assim, será mais difícil podermos dizer que “Aqui funcionou, durante cerca de 16 anos, o Museu da Rádio”, ou aqui esteve instalada a Emissora Nacional desde a sua fundação até à década de 1990.

Rídiculo. Ultrajante. Como o fim de qualquer Museu, também o fim do Museu da Rádio representa um atentado à cultura portuguesa e, se considerarmos a limitação bibliográfica sobre a rádio em Portugal, facilmente se conclui que esta era uma excelente forma de dar a conhecer a rádio às gerações mais novas. Visitei-o, com turmas e alunos diferentes ao longo de cinco anos, trazendo inclusivamente alunos do Algarve a Lisboa propositadamente para o efeito. Conhecer e compreender a rádio hoje, implica conhecer, ainda que superficialmente, a sua história, modos de produção, vozes, instrumentos e aparelhos receptores que passaram, assim, a estar confinados a uma arrecadação, serendo, provavelmente, destruídos…

O Museu da Rádio era um livro ilustrado e sonoro, pois as visitas guiadas acompanhavam pacientemente os visitantes, contando a história da rádio e explicando a evolução dos contextos técnico-sociais que compunham o seu percurso. Valerá a pena eliminar a história, numa altura em que esta se torna cada vez mas rica, por força da digitalização? Não estaremos a investir demasiado no futuro, ignorando os alicerces históricos do caminho que foi traçado até aqui?

Que espécie de país é este que tende a olhar o futuro ignorando continuamente a sua história e o seu passado, investindo em tecnologias de ponta cuja aplicação tem uma utilidade relativa, como, por exemplo, a rádio digital (T-DAB) ou a televisão digital (TDT)? Não sou contra a mudança, mas estas  especificamente a total reorganização do ponto de vista técnico, tecnológico e financeiro dos operadores e a substituição dos aparelhos receptores, num país cujas principais necessidades não são necessariamente estas…





Weblogs vizinhos

3 01 2008

No Rádio e Jornalismo:

A recordação da extinta XFM [ler]

No A Rádio em Portugal:

O encerramento do Museu da Rádio [ler]

A mesma notícia, com grande destaque no Indústrias Culturais [ler]

A reportagem na Renascença: As últimas imagens do Museu da Rádio