Bareme 2007

31 01 2008

A propósito da notícia da Marktest [ler] e, como já uma vez aqui escrevi, falta em Portugal “uma rádio especialmente vocacionada para as mulheres, outra para os mais idosos, outra para reformados e uma para as donas de casa” [ler].

Os resultados do Bareme 2007 são claros e demonstram que, embora a rádio não perca aouvintes a cada trimestre como tantas vezes se anuncia no cabeçalho das notícias, no geral, a rádio vem apresentando oscilações no número total de ouvintes que, não sendo preocupante, deve chamar a atenção dos gestores para a adaptação dos vários produtos de rádio ao público existente e, acima de tudo, á vasta audiência que não está fidelizada nem ao meio e, muito menos, a uma estação.

Repare-se que, de acordo com a Marktest, “os quadros médios e superiores e os jovens dos 25 aos 34 anos são os targets com maior afinidade com o meio, ao registar audiências superiores, respectivamente 71.9% e 70.9%. Os homens, os residentes no Grande Porto e no Litoral Norte, bem como os indivíduos da classe social alta registam audiências superiores à média do universo, enquanto a menor afinidade com o meio se encontra junto dos idosos, das domésticas e dos indivíduos da classe social baixa”, resultados que já em 2006 aqui havia feito notar.




Sites sociais

31 01 2008

No Online Journalism Review a pergunta da semana é:

Which social networking sites are you using?

A ideia é perceber How are you using social media websites to keep in touch with colleagues and friends? Are you using them to promote your work? And is your employer or publication using these sites to promote itself?

As perguntas são:

a) On which of the following sites do you have an account?

  • Facebook
    77%
  • Flickr
    42%
  • LinkedIn
    52%
  • MySpace
    50%
  • YouTube
    60%
  • None of these
    1%

Total Votes: 102

b) On which of the following sites does your publication or organization have a page or group?

LinkedIn
9%

Facebook
50%

Flickr
18%

MySpace
20%

YouTube
47%

None of these
23%

Total Votes: 55




Revista de Imprensa

31 01 2008

El mayor proyecto de descargas gratis resulta un fiasco

La promesa eran 30 millones de canciones gratis compatibles con todos los reproductores de música digital y procedentes de los catálogos de las cuatro grandes: Sony BMG, Warner Music, Universal y EMI. Pero, de momento, el lanzamiento de la web Qtrax, en la que desde ayer se iban a ofrecer los catálogos de dichas discográficas con el único peaje para el usuario de aguantar la publicidad previa a la bajada de cada canción y con código antipiratería DRM (digital right management), ha quedado en el limbo. Fonte: El País [ler]

Researchers make tiny radio from nanotubes

“Our goal is not to make tiny radios per se, but really to develop nanotubes as a higher-performing semiconductor,” said John Rogers, a professor of materials science and engineering at the University of Illinois. Fonte: Reuters [ler]

Mobile social networking firms fight for pocket space

The social networking phenomenon, given credence by Web giants MySpace and Facebook, has taken hold of the mobile market, and every company wants a piece of the action. As heavily funded startups begin to crowd the space already occupied by PC veterans and software makers, the need to both define and refine the market is becoming clearer. Fonte: TelephonyOnline [ler]

Internet radio hits the mainstream

More than 8 million people in the UK listen to web-based radio services every week and nearly 2 million download podcasts on a weekly basis, according to a survey that suggests internet radio has hit the mainstream. Fonte: Guardian [ler]




Música disponível nos Sony-Ericsson

28 01 2008

De acordo com a Reuters, “Mobile phone maker Sony Ericsson said it had signed deals with 10 music labels to add content to its PlayNow service, which lets users download music via their mobile phones. (…) The venture said in a statement late on Sunday it had signed deals with Sony BMG, Warner Music Group, EMI, The Orchard, IODA, The PocketGroup, Hungama, X5Music, Bonnier Amigo and VidZone.(…) The company introduced PlayNow in February 2004 as a way to listen to and then purchase ringtones for mobile phones.” [ler notícia]




“Rádios tambem criam redes sociais”

28 01 2008

Via O 2º Choque, a reafirmação de ideias lançadas no NetFM há alguns dias:

«Radio jumps on the social networking craze».
Forget Facebook and MySpace - more stations are launching a social networking component and some predict it could eventually become a solid revenue source. Clear Channel’s social networking beta test has more than 150,000 registered users since its launch last April with two million page views each week» Inside Radio, 22/01/08.

Fonte: O 2º Choque




You Tube numa versão intelectual

28 01 2008

“Big Think (www.bigthink.com) mezcla entrevistas con intelectuales conocidos de diversos campos, desde la política al derecho pasando por los negocios, y permite a los usuarios participar en debates sobre cuestiones como el calentamiento global o el sistema bipartidista. La página tiene previsto añadir nuevas prestaciones sobre la marcha, entre ellas una aplicación para establecer contactos sociales al estilo de Facebook y, según Hopkins, le gustaría que se convirtiera en un lugar popular entre los estudiantes universitarios que busquen fuentes originales”. [ler notícia]

Fonte: El País




Midem 27 a 31.01.08

28 01 2008

No Midem, este ano a aposta forte são as tecnologias digitais, nomeadamente a Internet e tecnologias móveis, como plataformas de futuro da indústria musical. De acordo com a notícia do ElPaís, os profissionais no Midem são unânimes no que respeita à mudança  na indústria musical e ao momento de transição que o sector está a viver, reconhecendo grandes oportunidades de negócio que implicam o desenvolvimento de um novo modelo de negócio. [ler notícia]

A notícia avança ainda exemplos de iniciativas empresariais neste sentido, como o iTunes ou sistemas financiados pela publicidade que, como apontou a ministra francesa da Cultura ao El País,  o objetivo é “detener la hemorragia de las obras musicales y culturales en general en Internet”. Estes sistemas, procuram contrariar a pirataria e dinamizar o mercado digital, perante a queda contínua das vendas de Cd’s e, em França, está em preparação um projecto de lei que contempla a instalação de radares para vigiar os dados em circulação na rede, advertendo e punindo os infractores, cortando-lhes o acesso à Internet.




MP3 killed the video, the radio and the record star

25 01 2008

O processo não tem retorno possível e afecta duas indústrias inter-dependentes: a da música e da rádio. Efectivamente, o negócio da música está a mudar rapidamente e as empresas destes sectores têm necessariamente de se adaptar ao novo contexto digital.

A produção, promoção e distribuição da música podem agora fazer-se de forma independente dos sistemas de mercado instituídos e surgiram já inúmeros exemplos que provam que o processo de mudança é irreversível, com as naturais consequências para o sector da rádio. A notícia recente, publicada pela BBC News [ler] sobre a Last FM, revela que o site lançou o maior serviço mundial de música gratuita, promovendo artistas sem editora e remunerando-os cada vez que os utilizadores escutem as suas músicas.

O Last FM enquadra-se nos sites sociais de música e representa o desenvolvimento da web 2.0, uma segunda fase no desenvolvimento da web caracterizado essencialmente pela preponderância do utilizador, partilha de conteúdos e sua participação na organização do conteúdo online. Foi criado em 2002 e, entretanto, comprado pela CBS. É um espaço para escutar música, baseando-se num motor de pesquisa que gera recomendações musicais comparando as escolhas do utilizador com as dos restantes membros da comunidade Last.fm, fórmula diferente da de outros sites, que comparam analogias e atributos das músicas.

A notícia revela que “the website has done deals with the four major record companies as well as more than 150,000 independent labels to offer access to their catalogues. Users will be able to listen to any track - streamed rather than downloaded - up to three times. (…) After that period Last.fm members will be encouraged to buy the track via links to iTunes and Amazon and other download services. A share of any resulting sales, coupled with advertising, will fund the service”. [ler]

A ideia revela claramente uma nova abordagem ao mercado e uma tentativa de recuperar a indústria musical, ameaçada com um modelo de negócio em declínio, novos hábitos de consumo e de promoção dos artistas. Efectivamente, “global digital sales grew by around 40 percent in 2007, the IFPI group said, but this was not enough to offset the sharp fall in CD sales, meaning the overall market is expected to be down around 10 percent for 2007″ [ler], de acordo com a notícia da Reuters. A solução não passa necessariamente pelo controlo da pirataria, embora esta seja de facto, preocupante. “Global digital music sales were estimated to be approximately $2.9 billion in 2007, a roughly 40 percent increase on 2006, and single track downloads, the most popular digital music format, grew by 53 percent” [ler], acrescenta a Reuters.

Se as vendas de discos caem, se os consumidores estão na web, se partilham conteúdos entre si, se constroem redes e comunidades em torno dos seus interesses pessoais e musicais, não faz sentido continuar a insistir no desgastado modelo offline. De facto, a notoriedade da web para promover novos artistas tem crescido à medida que cresce também o número de novos artistas a promoverem-se sem editora, através de sites sociais dos quais, o MySpace será o maior e melhor exemplo.

De acordo com a Wired, “according to MySpace, more than 240,000 artists of every kind — from unsigned amateurs to international rock stars — are using MySpace as a way to market themselves and build a fan base. Artists are using the site to build massive social networks and spread the word about upcoming shows and CD releases” [ler]. Estes artistas, sem exposição na rádio, encontram na web um meio de divulgarem o seu trabalho, criando grupos de admiradores que assistem aos seus concertos e levam a que os mesmos passem a ter a atenção da indústria. No mesmo artigo, escreve-se que “‘being MySpace buddies with a band is a way to stay in contact, check out new stuff and pledge your allegiance,’ said David Berezin, a college student in Oakland, California. And band members often respond to fans, creating a real dialogue between artists and their followers. Even established artists like Billy Corgan use the service as a way to interact with fans” [ler].

Em Inglaterra, a BBC já se deu conta da importância destes sites e anunciou uma parceria com o MySpace, onde irá disponibilizar alguns dos seus conteúdos.De acordo com o New York Times, “’This partnership continues our strategy of putting BBC content right at the heart of where audiences spend their time and watch video online,’ Simon Danker, the director of digital media at BBC Worldwide” [ler]. A iniciativa pretende colocar no MySpace vídeos da BBC, visto o MySpaceTV ser o segundo site de vídeos mais popular, logo atrás do YouTube. A mesma lógica poderá usar-se para a rádio, colocando podcasts de programas, excertos de emissões, retransmissões ou, simplesmente, dando espaço a locutores e programas, ligando-os aos utilizadores e às bandas que estão nesta rede.

E que importância tem isto para a rádio? Toda. A rádio tem de se relacionar mais com os ouvintes e seguir a mesma lógica destes sites sociais, enveredando inevitavelmente por uma lógica de web 2.0, ainda que mantenha imutável a sua presença em FM. Trata-se de olhar para a rádio sob dois prismas diferentes, uma vez que se verifica a existência de duas realidades paralelas, embora uma delas esteja claramente em desenvolvimento. Assim, entre a rádio terrestre e a rádio na Internet só poderão existir diferenças na abordagem, mantendo e desenvolvendo a rádio FM de acordo com as oportunidades de negócio, as tendências de mercado e o comportamento dos ouvintes. Esta, que está também na Internet, manterá as emissões transmitindo-as online, mas faz todo o sentido que acrescente uma nova lógica e estrutura aos seus sites, tornando-os numa porta de entrada dos seus ouvintes na Internet. Criando uma estrutura que se assemelhe aos sites sociais, a rádio só tem a ganhar, fidelizando os seus ouvintes que são também internautas, ligando-os entre si para fomentar o sentido de comunidade, num ambiente online.

Os ouvintes de uma estação de rádio, directa ou indirectamente, identificam-se entre si, uma vez que a estação representa também parte da sua identidade. Naturalmente - e particularmente junto do público jovem - que essa identificação se pode transpor para a web, criando espaços para que os ouvintes possam interagir entre si e com os profissionais, partilhando interesses pessoais que transcendem o domínio da rádio e enveredam por temas mais abrangentes, à semelhança do que acontece em sites sociais como o MySpace ou Hi5.




Teatro Radiofónico

25 01 2008

Na prórxima Quinta-feira, dia 31, entre as 17h e as 18h, o teatro radiofónico estará em discussão no Instituto Alemão (Goethe Institut Portugal).

Via Indústrias Culturais [ler]




NetFM em actualização

22 01 2008

O NetFM tem estado aactualizar e reorganizar os seus conteúdos.

Para já, duas páginas novas, uma com uma lista actualizada de textos e artigos disponíveis online e outra, com hiperligações para weblogues na área da comunicação e rádio.Existe também um espaço de agenda, para o qual agradeço todas as contribuições possíveis, com informação sobre eventos, congressos ou seminários nesta área.

Alguém tem sugestões para este weblogue?

Obrigada, PCordeiro