Melhores de 2007, IV parte
30 12 2007Categorias : Rádio FM, Uncategorized
Em época de festas, no fim do ano, as habituais listas… O NetFM faz também um rescaldo e, até ao fim do ano, re-publica as mais interessantes postagens, ou as notícias que marcaram 2007.
Janeiro a Março
Votação RCP - figuras da rádio
Rádio muito popular na Holanda
(continua)
O NetFM deseja a todos um Natal muito radiofónico…
Diz a notícia da BBC News que os sites sociais são destinos cada vez mais populares na rede.
“Bebo, Facebook, Meebo and Friendster have unveiled plans to help them become more than places to keep in touch.
The add-ons will allow users to add extras, such as video and music clips, to the personal profiles they maintain.
The alliances behind the technologies also reveal the fierce competition between social sites for users”. [ler]
Atenção às oportunidades publicitárias e radiofónicas que daqui advêm …
Fica o aviso…
“Not necessarily talk. But not particularly music.”
De acordo com Sean Hannity, a rádio vai ter de se adaptar novamente. E mudar os seus conteúdos essencialmente musicais para outro tipo de conteúdos. E não necessariamente baseados na palavra. Mas também, não exactamente musicais. Previsões destas são fáceis de fazer. Qual será, então, o caminho a apontar para a rádio? Regressa o teatro e a ficção? Enfim, são géneros que misturam a palavra e a música, com efeitos sonoros e silêncio. É um facto. Não é só música e palavra. Apostarão as rádios musicais mais em entrevistas, reportagem e outros elementos que, embora estejam relacionados com a música, utilizam outros recursos estilísticos e sonoros?
Sean Hannity pergunta:
“In five years when every car has an iPod connection and you can listen to anything you want, what is music radio going to do?”
Pessoalmente, parece-me que a rádio até pode continuar a apostar apenas em conteúdos musicais. Mas o que a rádio tem de fazer é tornar-se relevante. Para o ouvinte e, acima de tudo, para os músicos. Para divulgar o seu trabalho. Para lhes dar tempo de antena não musical ou promocional. Para falar com eles e dar a conhecer a pessoa e o artista. Para falar com os produtores, para falar com os músicos que acompanham muitos artistas. Para conversar com os mentores de novos projectos. Para envolver os ouvintes neste processo e dar-lhes espaço para interagirem com os artistas e a música. Para fazer de cada estação, a “minha” estação. Com ou sem playlist, com ou sem programas de autor. Isso depende, naturalmente, de cada projecto que se construa, dos seus objectivos e particularidades. Para criar um sistema integrado entre a rádio e as novas tecnologias, criando uma linha de continuidade entre aquilo que ainda se ouve em FM e o que se faz na rede. Para gerar uma sinergia entre o FM e o telemóvel. Para tornar a rádio indispensável outra vez e ultrapassar a sua funcionalidade noticiosa. Para evitar que o ouvinte tenha de procurar na Internet o que não encontra na rádio.
João Paulo Menezes postou, no Segundo Choque, uma notícia interessante, publicada no LA Times:
O site de música das varias majors (Imeem.com)
“the world’s largest record label has agreed to let users of a fast-growing website listen to its entire catalog of digitized music files. ” [ler notícia] Visitar site
A Emap aceitou vender os seus negócios de revistas e de rádio à editora alemã Bauer. [Ler]
Meios&Publicidade
10 de Dezembro de 2007
“Audiences come to expect to see as well as hear their favourite audio and radio brands to the extent that if you’re using the device and there’s nothing on the screen, it can feel and look like it’s broken”. Spencer Kelly, BBC News
De acordo com a notícia da BBC News, “Radio has picture perfect future“, os ouvintes, especialmente os mais novos e os mais “tech friendly” desejam imagem para a rádio. A diferença em relação aos primeiros tempos da rádio na Internet, é a diversificação das imagens utilizadas e dos aparelhos receptores. Da fotografia dos animadores e do vídeo em tempo real dos estúdios de emissão, a rádio começa a oferecer outro tipo de relação para o ouvinte que envereda por uma experiência multimédia ao ouvir rádio. por exemplo, “as a station for the UK’s fashion conscious, up-to-the-minute, MySpace-ing youth, Radio 1 is already trying to fulfil its audience’s visual expectations by providing pictures for the digital TV screen, even filming the concerts they broadcast“. De facto, os novos gadgets e a recepção de rádio online permitem que este meio amplie a experiência par o ouvinte, transformando inclusivamente a página da rádio numa página de entrada para o universo da rede. Assim, parece-me sensato que a rádio comece a experimentar novos modelos de comunicação na Internet, juntando à sua emissão em FM um conjunto variado de elementos escritos, visuais e gráficos que relacionam a informação com o entretenimento, e o entrenimento com o branding. Da estação e das marcas a ela associadas. Segredo do sucesso? Uma correcta gestão entre as expectativas dos ouvintes de cada estação, os anunciantes e a equipa reduzida que poderá está por detrás… do ecrã.
Não entrar em grande detalhes sobre modelos possíveis que estão, efectivamente a ser estudados pelas equipas comerciais, multimédia, de produção e gestão das estações de rádio em todo o mundo, incluindo Portugal. pelo menos assim espero… Contudo, a ligação entre o anúncio e a página online do anunciante está já ultrapassada, mesmo antes de se ter tornado um clássico da publicidade online. Da mesma forma, a informação da música que está a tocar pode ser acompanhada de imagens de vários tipos, como vídeo do artista, fotos do artista que, juntamente com hiperligações para a sua página, fórum de discussão, myspace ou elementos de outra natureza (que dependem do artista em questão) criam uma estrutura paralela, embora integrada na estação e que, tecnicamente, só depende da capacidade de alojamento e da largura de banda da rede.
Inútil? Talvez, se continuarmos a pensar que a rádio é apenas o som que sai pelas colunas. Uma tendência? É mais provável, se atendermos ao crescimento e sucesso da web social e das páginas que multimédia que permitem ao visitante interagir em diferentes contextos. Como se explica na notícia, “the content we’re looking at streaming alongside the radio broadcast are these glanceable nuggets of visual information that enhance your enjoyment of the radio station and give you information that is perhaps too inefficient to be delivered by the radio station, like the 10 tracks that are on the album. You couldn’t do that easily, it would be boring for most listeners“. Sem dúvida que, no presente, o sucesso de qualquer projecto mediático depende da satisfação do público e, se o público procura enriquecer a sua experiência mediática, então a rádio não pode afastar-se desse caminho.