A paixão da rádio

30 11 2007

O NetFM irá lentamente retomar a sua actividade normal.

Ao longo deste período de ausência, aproveitei para reflectir bastante sobre rádio, embora quase sempre me tivesse faltado a energia necessária para passar as ideias para o papel. Neste caso, para o weblogue. Assaltou-me essencialmente uma ideia, que associei ao facto de estar doente: a falta de vontade em ouvir rádio. De facto, passei muitas tardes em que pouco ou nada fiz e poderia ter estado acompanhada pela rádio. Poderia ter-me deixado embalar pelo ritmo ligeiro de uma conversa na rádio, ou por uma música quase escolhida a pensar em mim. Tal não aconteceu. Não escutei as manhãs da rádio e, sempre que estive online, optei por abrir a pasta de música que guardo na memória do computador, em detrimento da busca de rádios com emissão na Internet.

Se a rádio é, para mim, um interesse pessoal e profissional, porque razão não senti saudades ou necessidade de ouvir rádio durante este período de doença/convalescença?

Inicialmente pensei que o facto seria mesmo esse: a doença. Contudo, reflecti bastante e senti que, tal como para a maioria das pessoas, a rádio não estava a dar-me nada em especial. Reconheci contudo, que há projectos que estão bastante bem feitos e atraentes, independentemente de me enquadrar, ou não, no públioc-alvo. Adoptei uma postura de ouvinte comum, sem necessariamente ter uma atitude crítica ou reflexiva perante o que fui escutando. Limitei-me a ouvir apenas o que me apetecia num determinado momento e descobri que a maior parte das estações não são suficientemente atractivas para nos fixarmos, suficientemente cativantes para motivarem o regresso ou suficientemente interessantes para escutarmos com atenção.

O que falta então, à rádio? Onde está a paixão da rádio que motivava os profissionais? O que se perdeu?

Não só a rádio está formatada em função do gosto da maioria, como a criatividade se centra essencialmente na rentabilização da estação. A rádio, enquanto negócio, está cada vez mais bem estruturada e explorada. Contudo, meio de comunicação, perde para outros meios, essencialmente digitais, que vão ganhando terreno. Enquanto meio artístico, a rádio praticamente não existe, tendo abandonado essa função a favor de uma ideia de comercialização do meio. Quanto a isto, não poderemos desenvolver uma perspectiva redutora que encara este, ou qualquer outro meio, não como um suporte de comunicação, mas como um veículo de comunicação artística. Efectivamente, a rádio arte há muito que se perdeu, ganhando-se contudo, na criatividade através da qual o meio é explorado enquanto suporte de comunicação comercial, promocional e publicitária.

Haveria espaço para uma rádio mais artística? Estariam os ouvintes disponíveis para uma abordagem diferente? Não será esta a rádio que, de facto, os que ouvem rádio desejam escutar?





Avaliação

29 11 2007

 Caros alunos,

Na sequência da conversa desta manhã com a delegada de turma, aproveito para deixar aqui no weblogue algumas informações importantes:

1. Continuo em recuperação, pelo que só retomaremos as aulas em Janeiro.

2. Trabalhos: Relativamente aos  trabalhos, espero que todos estejam a desenvolver os projectos. Estou a estranhar o facto de, até à data, apenas um grupo ter apresentado dúvidas. Recordo que já deveriam ter entregue um relatório de progresso. Contudo, dadas as circunstâncias e dado o facto de nenhum grupo o ter feito, esse facto não será considerado para avaliação. Assim, sugiro que tenham em atenção as dadas previamente definidas e preparem um relatório de progresso para entregar no dia 13 de Dezembro. Deixem por favor, no meu cacifo. NÃO ENTREGUEM POR E_MAIL.

Os trabalhos têm como data de entrega o dia 8 de Janeiro.

As apresentações e discussão decorrem nas aulas dos dias 15 e 17 de Janeiro.

A aula de dia 22 de Janeiro fica reservada para esclarecimento de dúvidas e não para apresentação de trabalhos.

Qualquer dúvida que tenham relativa aos trabalhos, não hesitem em contactar-me.

3.  Frequência: a frequência e exames serão marcados em data a combinar com a delegada de turma.

4. Matéria e método de estudo: a matéria para a frequência será a constante nos textos que foram distribuídos, e nas leituras que deverão entretanto fazer dos capítulos dos livros abaixo indicados. Na aula de dia 8 de Janeiro farei uma abordagem geral aos vários textos e espero esclarecer dúvidas, pelo que convém que leiam e estudem os textos e capítulos em questão. Na aula de dia 22 de Janeiro farei uma revisão da matéria. Caso sintam necessidade, marcaremos uma ou duas aulas extra, para compensar e esclarecer dúvidas. Até Janeiro, podem comunicar comigo por e-mail, para esclarecer dúvidas.

A avaliação baseat-se-à na frequência e nos trabalhos de grupo.

Os livros que vos indico estão disponíveis na biblioteca do ISCSP, pelo que sugiro que se organizem por forma a que todos os colegas possam ter acesso aos mesmos.

Leituras

CASTELLS, Manuel, 2000, The Information Age: economy, society and culture, vol. 1 (The Rise of the Network Society), Oxford, Blackwell. (Capítulo 2, páginas 101 a 130; Capítulo 5)

THOMPSON, John B. (2004). The Media and Modernity. 7ª Edição (1ª Ed. 1995). Oxford: Polity. (Capítulo 5)

WEBSTER, Frank (1995). Theories of the Information Society. London: Routledge. (Capítulo 1, 2 e 10)





António Sérgio na Radar

20 11 2007

Chegou-me à caixa de correio electrónico uma notícia que não posso deixar de partilhar:

A partir de 3 de Dezembro, António Sérgio irá apresentar o programa Viriato 25 de Segunda a Sexta-feira, entre as 23h00 e as 01h00, na Radar FM (97.8 em Lisboa e http://www.radarlisboa.fm).





Actualização II

15 11 2007

O NetFM continua sem actualizações diárias, até total recuperação da autora.

Desculpas blogueiras aos habituais leitores.

Até breve.