Um estudo recente da Forrester Research – Youth Tune In For Online Video - demonstra um aumento do consumo de vídeos (entretenimento) na Internet. Este consumo é complementar aos conteúdos dos media tradicionais, sendo particularmente relevantes os vídeos e trailers de filmes. De acordo com a apresentação do estudo, “in 2005, 45% of online youth age 13 to 21 said they had viewed a streaming or downloadable video in the past month”.
O estudo aborda ainda a oportunidade de marketing que esta tendência representa, pela associação das marcas aos vídeo, potenciando igualmente a promoção da música e do cinema. Para a rádio, esta pode ser também uma oportunidade de fidelizar os ouvintes, especialmente no caso de rádios jovens. Ou seja, parece-me que a tendência será a do desenvolvimento de páginas de rádio que cruzam o FM com o mundo virtual, oferecendo uma mais valia ao ouvinte que encontra na web, um complemento às emissões, numa página que deverá assumir-se como a sua página de entrada para a navegação online. Ou seja, informação sempre actualizada sobre as emissões e a equipa, elementos adicionais à emissão que potenciem a interactividade e participação, acesso aos passatempos e elementos promocionais da estação e das marcas a ela associadas, bem como outros aspectos que não estejam directamente relacionados com a emissão, mas que compõem o universo dos ouvintes e dos conteúdos das emissões de rádio: vídeos das músicas mais recentes, ligação para a página web dos artistas, ligação para o myspace ou outras redes sociais, bem como uma estrutura semelhante para o cinema, no que respeita aos filmes apoiados pela estação. Da mesma forma, a página web da rádio deve estimular a ligação entre esta página e as páginas pessoais dos ouvintes, mesmo que estas sejam em formato de weblog ou estejam inseridas numa rede como o MySpace, Hi5 ou Wayn. Ou seja, a Internet é ainda, para a rádio, um mundo a descobrir….

