Férias

27 07 2007

O NetFM vai tirar umas longas férias…

Notícias, comentários e reflexões de regresso em Setembro.

Boa praia e boas sintonias!




“Já não se ouve rádio no banho?” Os comentários…

25 07 2007

12.jpgA propósito do texto anteriormente publicado [ler], baseado na informação da Marktest, de que as horas a que se assiste televisão têm vindo a mudar ao longo dos últimos dez anos e, acima de tudo, da provocação sobre o significado desta mudança para a rádio, reproduzo alguns comentários que foram aqui deixados no NetFm, alguns dos quais representam a minha opinião, ou dão novas ideias para debater a questão.

13.jpg

Efectivamente, não só os hábitos de escolha dos meios estão a mudar, como a rádio se está novamente a adaptar, em função da concorrência da televisão. Embora as manhãs televisivas nãoa companhem os indíviduos no carro, podem contudo, substituir a rádio enquanto se está em casa. Estes programas televisivos são estruturados numa lógica radiofónica, apesar de, inúmeras vezes, remeterem imediatamente para a imagem e implicarem a visualização para compreensão da informação. Podem perfeitamente acompanhar os indíviduos durante o pequeno almoço, embora “roubem” mais tempo e atenção do que a rádio, que nos acompanha sem dispersar da actividade principal que estejamos a desenvolver. desta forma, a ideia de um programa que comece na televisão e se estenda para a rádio parece-me bastante interessante, representando não só uma companhamento do comportamento da audiência, como uma sinergia de conteúdos e a convergência entre meios que fará o futuro dos media.

Paralelamente, a rádio tem vindo a crescer em outros horários, tendo actualmente três períodos fortes, juntando à manhã e final de tarde, o período entre as 10 e as 17h (com intervalo ao almoço). verifica-se igualmente um grande crescimento das audiências online neste horário, provando que a rádio está cada vez mais a ser usada como uma espécie de ruído de fundo que acompanha os indíviduos quando estes estão a trabalhar.

 Sobre a relação entre os programas da manhã na televisão e na rádio, parece-me igualmente que será de refenciar o modelo adoptado pela maior parte das estações que, poderá eventualmente estar a entrar em desgaste: um par (masculino/feminino) que conduz as emissões e pincela as horas de emissão com animação, humor, entretenimento, jogos e passatempos. A oferta, nas rádios musicais é muito idêntica, fazendo-se a diferenciação entre programas com base na identificação entre o ouvinte e as personagens criadas pelos locutores. Outro modelo baseia-se no locutor que, sozinho, conduz a emissão, intercalando a música com algumas informações úteis (trânsito, tempo, cultura e 1ª página dos diários). Não me parece que nenhum destes modelos represente uma verdadeira inovação, sendo que não se tornaram ainda obsoletos, pela forma como, neste período, o ouuvinte não pode optar por outro tipo de meio ou seleccionar outro tipo de conteúdos. Neste donínio a rádio está imutável e o que se faz aqui é muito semelhante ao que se faz no resto da Europa e Estados Unidos. Não é que tenha uma ideia melhor, mas parece-me que, em alguns casos há entretenimento a mais e informação a menos, ou música a mais e conversa a menos. Resta ainda, algum humor pouco humorado… No campo das rádios de palavra, há uma certa tendência para a repetição o que, em boa verdade, faz sentido, pela rotação dos ouvintes. Também neste campo, parece-me que falta inovar, talvez um pouco por falta de concorrência apertada entre estações com o mesmo formato.

 




A caminho do “Fundão”, Cap. III (capítulo final)

24 07 2007

dsc06033.jpg O NetFM retoma a viagem ao Fundão, para se debruçar sobre as características que podem fazer de algumas estações de rádio, projectos “a caminho do Fundão”…

A tendência em termos de programação é a adopção de formatos, contudo, pelo que se pode perceber pela programação das estações escutadas, a programação é de carácter generalista, procurando servir diferentes interesses. Considerando a abrangência de sinal, faz sentido a adopção de um modelo de programação que marque a diferença em relação às estações formatadas com emissão nacional. Resta contudo, melhorar esse modelo, tornando-o efectivamente diferente. E essa diferença não poderá fazer-se pela música, mas pela aproximação dos conteúdos aos interesses da região que cada estação sirva. Basicamente, criar modelos como o do Rádio Clube, adequados a cada região, ou, em alternativa, modelos como o da rádio Orbital, sem locução ou notícias, com música diferente daquela que as nacionais transmitem. O país é pequeno e parece-me que não serão só o espartilho da Lei da Rádio ou as dificuldades de financiamento e profissionalização dos seus recursos humanos que geram dificuldades às rádios locais. Acima de tudo, será a demasiada proximidade geográfica entre estações que gera fenómenos de demasiada equivalência na oferta ao ouvinte, fazendo com que seja quase impossível cada uma destas estações se assumir como a rádio de eleição do ouvinte. Sabemos que o ouvinte já não se fixa apenas numa estação, e que procura cada estação de acordo com as suas necessidades e interesses ao longo do dia e dos dias da semana. Por esta razão, se todas as estações num determinado âmbito regional tiverem o mesmo tipo de oferta, então o ouvinte tende a procurar alternativas, acabando por sintonizar estações nacionais.

Se acrescentarmos o facto de que, na sua maioria, estas estações têm equipas profissionais compostas maioritariamente por colaboradores e que, não dispõem dos mesmos recursos financeiros que as estações nacionais, verificamos que terá de existir uma criatividade muito grande para gerir estas estações e desenvolver um produto que possam competir directamente com as estações nacionais, cujos profissionais se dedicam apenas a esta actividade e, embora possam fazer incursões pela publicidade e locução, os criativos, sonoplastas e produtores têm naturalmente uma margem de manobra superior e recursos técnicos e sonoros superiores, que marcam a diferença quando se sintoniza cada uma destas estações…

dsc06015.jpg Não se trata aqui de vaticinar o fim das rádios locais, mas de repensar a Lei da Rádio, de reequacionar o modelo de gestão destas estações e de levantar a possibilidade de criar um novo estatuto para algumas destas estações que, à semelhança do que acontece em variados países da Europa, estão mais próximo do conceito de rádio comunitária do que propriamente do de rádio comercial…




Beszélesz Európa? . Falas Europa? . Ãîâîðèø Åâðîïó? . Parlez-vous Europe? . Kas te räägite Euroopa? . Mluví. Evropa? . ÌßëÜôå Åõñþðç? . Do you speak Europe?

23 07 2007

EuropaRadio-Day at Radio CORAX

Radio CORAX is hosting a European radio project which will take place on Friday, October 5th, in Halle. EuropaRadio consists of a 24 hours-radio programme which has a focus on European issues and European networking. This can mean: Live shows edited by other European community radios, streams, on air-conferences, programme sharing …  possibly including each radio format and technical constellation. We would like to offer:

. Information on Europe, Talks and features on European issues,

. Multilingual programme with and without translation,

. Common live shows of several radios together, Live programme coming from other European community radio, telephone interviews, programme sharing,

. Discussions and talks with guests in the studio,

. Music mixes and live sets of European artists,

. Europe-Lounge ind the CORAX-club starting at 22:00 at night.

The general objectives of the project are:

  • Tto start and continue the political debate with European and regional politicians on the potential and the role of community radios in a European context;
  • To make sure to the listeners and to the editors of noncommercial local radios, that there is a European context which has a potential for cultural exchange and collaboration, co-production, multilingualism and media policy,
  • To encourage European networking of European community radios,
  • To work on a potentially sustainable forum for the European debate and exchange,
  • To work on a documentation of the variety of noncommercial, participatory radio activities in the European context as basis for a longer transnational and interregional cooperation.

 

We invite radio activists from whole Europe to contribute short productions or to participate in the live programme. Please send material on CD to:

 Radio CORAX

Udo Israel

Unterberg 11

06108 Halle

Germany

 

or mention URL with material, proposals to europaradio@interaudio.org.

 

Radio CORAX

www.radiocorax.de

 




Os amigos também se conquistam na net”.

20 07 2007

Outra notícia da newsletter da Marktest, “2,3 milhões fazem amigos na net” revela o potencial das redes e sites sociais, indicando que “no primeiro semestre de 2007, foram visitadas mais de mil milhões de páginas de comunidades virtuais, uma média de 465 páginas por utilizador. Neste período, os portugueses dedicaram a estes sites mais de 7,5 milhões de horas, uma média de 3 horas e 14 minutos por utilizador“.

Hi5.com, Spaces.msn.com , MySpace.com, Pt.netlog.com são os espaços mais maior número de visitas e de utilizadores. A música já está presente, embora não representada directamente pelas editoras discográficas. E a rádio? porque não está onde boa parte dos seus ouvintes podem estar?




Já não se ouve rádio no banho?

20 07 2007

De acordo com a notícia da Marktest, “Audiências de Tv: um novo padrão está a emergir?“, oas horas a que se assiste televisão em Portugal estão a mudar, acrescentando aos picos do almoço e do jantar, um novo horário: as manhãs. Assim, “o período da manhã tem assim ganho peso nestes últimos anos. A audiência média das 7 às 9 da manhã mais do que triplicou face a 1999, passando de 1.2% para 4.0%. Este período horário foi mesmo o que protagonizou maior aumento face ao primeiro semestre de 1999“.

O que quererá isto dizer, em relação à rádio?…




Campanhas online de sucesso

18 07 2007

Na AdvertisingAge, um artigo interessante, When Web Branding Works, sobre campanhas online de sucesso, referindo-se a marcas que exploram com sucesso a comunicação online.

Se pensarmos no caso da rádio, e independentemente das estações estarem a usar a web para promover a sua marca, as páginas de cada estação podem ser não apenas como extensão da frequência e complemento à emissão, mas acima de tudo, como uma porta de entrada para o universo da marca que representam. Assim, seguindo a lógica enunciada no artigo, relativa às marcas, as páginas das estações de rádio deverão ser visualmente simples, com pouco texto e destacando a marca (o nome da estação); integrar o contexto FM, complementando a comunicação e reforçando os seus elementos, ao nível, por exemplo, das notícias e passatempos; desenvolver a vertente multimédia e assumir a interactividade como elementos principais da estrutura da página. Há já bons exemplos nacionais, contudo, a maior parte ainda não encontrou uma identidade para a estrutura da comunicação online, assumindo-a como extensão do FM e atribuindo ao online, o papel de complemento à emissão analógica.




A caminho do “Fundão”, Cap. II

16 07 2007

dsc06005.jpgdsc06005.jpgO NetFM retoma a segunda parte da viagem ao Fundão, com a companhia de rádios locais e nacionais. Já fora de Lisboa, a sintonia automática tendia a seleccionar maioritariamente rádios nacionais, em bdsc06005.jpgdsc06005.jpgoa medidaRádio IIRádio II pela força do sinal. De entre Rádio IIo grupo de viajantes, a maioria reconhecia imediatamente tratar-se de estaçõRádio IIIRádio IIIes não locais… Regra geral, a observação mais comum, dizia respeito à qualidade do som, reconhecidamente digital, como frequentemente aconteceu para a Renascença, e pelo número de frequências nas quais se captam esta estação.

Depois de oficialmente abandonarmos o perímetro de Lisboa,  a música mudou. Certo é, que a rádio está toda muito igual, contudo, por esse país acima, encontrámos algumas diferenças que se prendem não tanto com a música em si, mas com a abordagem, a selecção e mistura e, acima de tudo com a comunicação entre a estação e o ouvinte. Da música de dança ao folclore, passando pela música popular portuguesa, os êxitos e recordações anglo-saxónicas, seleccionámos de tudo um pouco e concluímos que, no momento em que sintonizamos estas estações, não encontramos grandes diferenças em relação às rádios com emissão nacional. Então, o que faz destas, rádios locais? O que as impede de se dirigirem para um grande “Fundão”?

Rádio III Não acredito que o público seja muito diferente do público da grandes cidades e áreas urbanas. Terá certamente outro tipo de objectivos e interesses, prioridades diferentes. Certamente deseja, como qualquer ouvinte, que aquela seja a “sua” rádio. Desta forma, algumas das estações que ouvimos apresentavam programas de conversa ou quase interactivos. Conduto, não foram suficientemente cativantes para fixar o grupo de viajantes. Por outro lado, a locução e a artística destas estações revelaram-se como os elementos menos atraentes. Ou seja, embora a música possa ser copiada das estações de grandes audiências e o estilo da programação, é efectivamente quem está ao microfone que faz a rádio…

 Mais, sobre esta questão, no III capítulo desta viagem…




Uma nova rádio no Centro

16 07 2007

Chama-se Vinyl FM e é uma nova estação de rádio, na frequência de 103.9. De acordo com o DN de ontem, está orientada para a geração Net da zona Centro (Coimbra, Aveiro, Leiria e Viseu), a estação assume-se como uma alternativa às estações nacionais localizadas em Lisboa, que centram a sua comunicação na população aí residente. Assim, ao que parece, a música será mais ou menos a mesma, mas a Vinyl procurará estabelecer uma relação de identificação e proximidade com o seu público-alvo destas zonas do país. A nova estação resulta de um acordo entre as discotecas Vinyl (Coimbra e Figueira da Foz).




Internet Radio’s Imminent Death

13 07 2007

Large royalty increases will be implemented this Sunday. Bloggers react to Internet radio’s potential demise.

http://www.spin.com/features/everybodystalkingabout/2007/07/070712_internetradio/

(Dica: Pedro Esteves, Lado B)