GRER - Conférence Internationale de Paris - IAMCR-AIECS-AIERI - Juillet 2007

29 06 2007

IAMCR 23-25 July, 2007, Paris
Media, Communication, Information: Celebrating 50 Years of Theories and Practices

Within the framework of the international conference of Paris celebrating the fiftieth anniversary of the world association of the researchers in Sciences of the Information and the Communication IAMCR-AIECS-AIERI, the French association, (the GRER, Group of Researches and Studies on the Radio) will organize two meetings centred around research on radio, an workshop entitled “Radio and Cultural Diversity” and a Round Table concerning the state and the perspectives of research on or around this media. The meetings will be held on Tuesday, July 24, 2007

WORKSHOP: “RADIO AND CULTURAL DIVERSITY”
On Tuesday, July 24, 11 h.

ROUND TABLE: “RESEARCHES ON RADIO BROADCASTING”
On Tuesday, July 24, 14 h.

Room 15, UNESCO, 7 place Fontenoy, 75007 Paris

Detalhes em: http://www.iamcrparis2007.org/




“We’re in the radio business,” or, “We’re in the relationship business”

28 06 2007

No weblog Hear 2.0, uma conversa com o guro do marketing Seth Godin que fala sobre o seu novo livro e o futuro da indústria da radiodifusão.

Em algumas passagens, Steth Godin assume uma postura negativa relativa à rádio em FM

“I think the answer to all of those questions has to be “no,” that traditional, terrestrial radio is a zero-sum game. In fact, it’s worse than a zero-sum game. It is clearly headed towards a dead end. There’s no dip ahead. There’s no breakthrough that’s going to occur”.

“But when I look at a typical radio station website, what I see is every radio station trying to do a slightly above-average job of building a radio station website.”

E sugere a transformação da relação com os ouvintes

“The other strategy is to have content that’s so compelling that large numbers of people tune in because it’s a hit.”

“Well, every time I turn off a radio station, because I get out of the car, because I’m done with something, it may very well be the very last time I listen to that station, because we know that every day, some people decide never to listen to the radio again because they’re going to replace it with something else. And the question I would ask someone who runs a radio station is, how are you going to get me back? Because if I turn you off, you don’t know who I am. You can’t come back and get me. I’m invisible.”

“And so, what I would do if I ran a radio station? I’d focus on one thing, say RSS feeds or email subscribers, and I’d say, “Tell me where you live. Every morning the traffic report will be waiting for you when you wake up.” Now, it’s easy for an old-time radio person to say, “That has nothing to do with radio,” and I would say that’s exactly right. What it has to do with is building relationships for the long haul with people who want to hear from you, and that’s the opportunity that every radio station has today that’s an advantage over every entrepreneur that doesn’t. “

Afirmando que a rádio é eminentemente local

“he advertises on radio on a local station because it pays for itself. And geography is what radio stations have going for them; they are local.”

E decretando o fim do negócio tradicional da música

“The business of it, the business of fairly anonymous labels, labels that have no brand, labels that have no connection directly with listeners, extracting 80, 90, 100 percent of the profit from the musician, that is clearly going away. (…) But when the cost of delivering music is zero, there’s not a lot of room left for anybody to extract money from selling the song itself.”

[Ler entrevista]

Destaco a parte 2 e a parte 7 onde se fala sobre a indústria da rádio e a indústria musical, respectivamente.

No capítulo 2, “Seth says radio is headed for a “dead end” - but he has a solution, if we’re bold enough to follow it.” [Ler] [Ouvir]

No capítulo 7, “Seth talks about the crisis in the music business, and what you need to sell when consumers aren’t buying what you’re trying to sell”. [Ler]




Quando a imprensa fala da rádio… parte II

26 06 2007

Alguns comentários que reiteram as minhas ideias! Obrigada por comentarem!

Costumo dizer aos meus alunos…

“A rádio, como o rock, já teve tantas vezes a morte anunciada… Mas o rock ainda não morreu, pois não?!”

Comentários em destaque:

“O que a rádio tem de fazer é aproximar-se dos ouvintes. Arte que poucas rádios em Portugal, até agora, conseguiram fazer, num molde profissional”. Joaquim

“A rádio adapta-se, e tem uma capacidade de o fazer, que supera a de outros meios. (…) O descarado dumping das televisões sente-se particularmente num mercado pequeno como o nosso, uma lei da rádio anacrónica, confusa e criadora de obstáculos ao desenvolvimento do producto e do negócio são facores que não ajudam…Mas a Rádio está no ar. E não vai morrer tão cedo”. Pedro Ribeiro

“Acredite ou não, há cada vez menos gente a ouvir rádio em casa (as vezes oiço pela net). Isso deve-se a que, cada vez mais, as rádios são idênticas, o que leva a que, se uma pessoa quer mudar de estilo, tem de o fazer por conta própria”.  Vitoscano




Quando a imprensa fala da rádio…

25 06 2007

… A mensagem é sempre negativa… Ou a rádio vai morrer (ver DN, edição de 22.06.07), ou o número de ouvintes não pára de decrescer (ver qualquer notícia referente ao Bareme Rádio da Marktest/audiências de rádio), ou o investimento publicitário está a diminuir (ver também notícias sobre esta temática)…

O curioso é verificar o dinamismo dos projectos radiofónicos em Portugal e a adopção essencialmente de formatos musicais especializados, fazer as contas aos últimos 10 anos da Audiência Acumulada de Véspera no Bareme Rádio ou avaliar a reinvenção dos formatos de publicidade nas rádios de maior audiência.

De acordo com a notícia publicada hoje no Diário de Notícias “A Rádio Vai Morrer Muito em Breve“, a previsão da maior parte dos participantes no seminário realizado na passada Quarta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores é bastante negativa para a rádio. Assim, Luis Filipe Costa, e Luis Osório decretam o fim da rádio, António Sala vislumbra a possíbilidade da sua reinvenção e, finalmente, Luis Montez encontra nas novas tecnologias o futuro do meio, assumindo algum optimismo em relação à rádio.

A partir da leitura deste artigo, pensei que, se são os próprios profissionais a não ter optimismo em relação ao meio, então de facto, a rádio terá os seus dias contados… Efectivamente, e considerando aquilo que é destacado na notícia (o que não quer dizer que corresponda exactamente à perspectiva dos participantes no seminário….) é estranho a referência à descida das receitas publicitárias, quando a rádio se mantém assumidamente como um meio que responde às necessidades específicas de comunicação de marcas importantes no panorama nacional, relativas a instituições bancárias, telecomunicações e sector automóvel. Tempos turbulentos na MCR, quando Luis Osório referiu a descida do investimento
e a Rádio Comercial tem o seu espaço publicitário em antena completamente preenchido… Paralelamente, uma escuta atenta da rádio em Portugal pode verificar uma mudança na comunicação publicitária em rádio, cujo investimento cresce paralelamente aos spots que são contabilizados pelos instrumentos de medida do MediaMonitor da Marktest. Ou seja, a rádio está a saber reinventar-se e o investimento publicitário ultrapassa largamente os spots nos blocos de publicidade, cujas limitações legais, desinteresse do público conduzem e necessidades de comunicação das marcas conduzemao recurso a live copy’s, acções especiais (passatempos, por exemplo), marketing de eventos, marketing de eventos associado a promoção de conteúdos em antena ou passatempos, ou, ainda, comunicação publicitária online, na qual se incluem formas tradicionais (banner, por exemplo) e não tradicionais de comunicação (conteúdos editorais promovidos por uma marca, por exemplo).

Sobre a encruzilhada que também Luis Osório referiu, efectivamente a mimetização de estações é um facto notório e historicamente recorrente na gestão de marketing, uma vez que, apesar da pequena dimensão, um mercado como o nosso ainda suporta um líder e co-líder. A imitação existe e a rádio arrisca pouco. É inegável. Da mesma forma, avançou Luis Montez, existe um maior número de rádios especializadas num género musical. Pena é que sejam rádios locais, cuja emissão não consegue ultrapassar os limites das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Sobre esta questão, o mercado se encarregará de fazer a selecção natural e os profissionais encontrarão formas de reinventar as suas estações: recuperando velhor modelos, criando novos formatos ou recorrendo a novas tecnologias para criar conceitos novos de programação radiofónica.

No que respeita à televisão e à concorrência ou à sombra que faz à rádio, note-se que a Internet é já o 4ª meio ao nível do investimento publicitário em termos mundiais e que há uma transferência do público da TV para este meio, pelo que a rádio só terá a ganhar deslocando-se para a Internet. Como em FM, a rádio pode manter-se em segundo plano, enquanto o ouvnte/utilizador desempenha outras tarefas - de trabalho ou entretenimento. A escuta de rádio ocupa menos largura de banda do que a imagem, pelo que ouvir rádio será sempre mais rápido e com melhor qualidade. Pelo menos num futuro próximo…

A ligação entre a rádio e as novas tecnologias é inegável, não só ao nível do estreitamento das relações entre ouvintes, meio e seus profissionais, como pela extensão do meio a uma audiência global. Pena é que a maior parte dos projectos desenvolvidos onlice continue a assumir-se como uma extensão da rádio em FM ou um canal de difusão alternativo, para ouvintes no país de origem da estação e, apesar da maior já começar a enveredar pelo desenvolvimento de uma lógica de comunidade online, muito ainda está por fazer…




A cobertura radiofónica da campanha presidencial de 2006

25 06 2007

Luis Bonixe, do weblogue  Rádio e Jornalismo assina um artigo “A cobertura radiofónica da campanha presidencial de 2006“, sobre a rádio e as últimas presidenciais, integrado no tema de capa, Política e Jornalismo, e publicado na última edição da Jornalismo e Jornalistas (pp.14 - 16).

 ”A interpretação sonora que a rádio faz da realidade condiciona o enquadramento que os jornalistas dão aos eventos. A cobertura radiofónica feita pelas rádios portuguesas à campanha eleitoral para a eleição do Presidente da República em 2006 caracterizou-se pela difusão de sons emotivos potenciando os discursos inflamados dos candidatos e as criticas entre adversários políticos. Os temas de interesse público quase estiveram ausentes”. [ler]




Ensino do Jornalismo - Jornalismo e Jornalistas

25 06 2007

No Indústrias Culturais, um resumo das principais ideias dos temas centrais do último número da Jornalismo e Jornalistas.

[ver sumário do N.º30]

“(…) sobre o jornalismo e o seu ensino, Nobre-Correia entende ser urgente proceder à separação de águas entre o jornalismo e outras áreas que têm os media como núcleo central da aprendizagem”. [ler postagem completa]





Um exemplo do novo modelo da música digital

21 06 2007

No weblog Periodistas 21, é-nos relatada um exemplo do novo modelo da criação, distribuição e comercialização da música em contexto digital, que tende a desenvolver-se à margem das editoras discográficas.

De acordo com este exemplo, factores como a criatividade e a dinâmica das redes sociais, a par com programas gratuitos e licenças flexíveis estimulam este processo de desenvolvimento de um modelo convergente que relaciona directamente artistas e público.

Musica abierta, in Periodistas 21 [Ler]




DAB na Irlanda

21 06 2007

O sucesso do DAB  no Reino Unido está a impulsionar o desenvolvimento do DAB na Irlanda. De acordo com a Radio Magazine, baseada na informação disponível no site da rádio digital, há um novo grupo económico disponível para promover e explorar a rede digital de rádio na Irlanda. Desta forma, “a trial digital radio service carrying the signals of six existing national stations and five Dublin-area stations has been on air in the Greater Dublin and North East areas, with service available to about 36 percent of the national population”. [Ler]




Qual a rádio que dá música ao Second Life?

20 06 2007

Com um PIB em franco crescimento e uma transposição de instituições de natureza diversa para o Second Life, a notícia (M&P, 19/06/07) de que o Expresso tem um correspondente em permanência no Second Life levou-me a questionar: para quando uma rádio portuguesa a dar música e notícias no second Life, ou eventualmente, a fazer reportagens dos acontecimentos nesteplano paralelo que se desenvolve na Internet?…

A notícia, publicada no Meios e Publicidade, explica que “José Antunes, um jornalista do Expresso, especializado em internet, jogos e realidade virtuais, é o enviado especial do título no Second Life, garantindo a cobertura de acontecimentos que ocorrem neste mundo virtual”. [Ler]




A relação entre a rádio e a indústria musical

19 06 2007

Leitura: “Don’t Play it Again Sam: Radio Play, Record Sales and Property Rights“, Stan J. Liebowitz, Universidade do Texas, Janeiro de 2007 (Via Hear 2.0)