Internet Radio

27 04 2007

Nos Estados Unidos, a problemática em torno do aumento dos royalties a pagar pelas rádios online continua a gerar a discussão pública. Está gradualmente a transformar-se numa causa que mobiliza ouvintes, músicos, utilizadores de Internet e pretende pressionar o Congresso norte-americano para baixar os valores e torná-los equivalentes aos da rádio por satélite. Para o efeito, foi criada a plataforma Savenetradio.org, composta por artistas, editoras, ouvintes e webcasters, que procura mostrar a relevância deste sistema de difusão e a arbitrariedade da aplicação desta medida de aumento dos royalties.

De acordo com a Savenetradio.org:

  • The Copyright Royalty Board (CRB) decision increases the royalties that Internet webcasters pay to play music by nearly 300% for the biggest webcasters and up to 1200% for small webcasters.
  • The CRB rates are retroactive to January 1, 2006 and payable on May 15, 2007. This decision could bankrupt many Internet radio services immediately on that date, even if it is effective for only one day.
  • Past due royalties alone will be enough to bankrupt virtually all small and mid-sized webcasters, many of whom are the hallmarks of programming diversity.
  • The American Association of Independent Music (A2IM) reports that less than 10% of terrestrial radio performances are independent music but more than 37% of non-terrestrial radio is independent music.
  • According to Arbitron and Bridge Ratings, between 50 and 70 million Americans listen to internet radio a month.
  • Bridge Ratings & Research estimates that the Internet radio audience will double by 2010 and grow to nearly 200 million monthly listeners by 2020.
  • Internet radio listeners are 20% more likely to have purchased downloadable music than the average American. (Arbitron)

 Fonte: Spin (Internet Radio Equality Act). Dica: Pedro Esteves (Lado B)




Livro

26 04 2007

Media and Public Spheres, Richard Butsch

Um livro sobre a esfera pública e os media, com textos sobre rádio.




Dias em que a rádio não seduz

26 04 2007

Nem sempre a rádio consegue seduzir o ouvinte.

Nem sempre a rádio transmite aquilo que nos apetece ouvir.

As memórias do receptor percorrem-se à velocidade do zapping televisivo,  e  o botão de busca é premido em contínuo, procurando uma sintonia confortável que, naquele momento, traduza as expectativas do ouvinte e vá ao encontro dos seus desejos, mesmo aqueles que o próprio ouvinte não esperava ver satisfeitos e que, por isso, nem pensou neles enquanto carregava insestentemente no botão. Assim, a rádio surpreende, Assim, a rádio seduz.

Hoje, enquanto circulava de carro em Lisboa (passei o dia em plena circulação), isso não aconteceu. Não aconteceu nas minhas rádios preferidas, não aconteceu nas rádios que escuto por defeito, nas que escuto por curiosidade, nas que sintonizo por obrigação e, menos ainda, naquelas sintonias que não conheço e que espero, em oportunidades como esta, ficar a conhecer.

Nas rádios de informação, as notícias não cativaram. Nas rádios de palavra, a conversa não interessava e, nas rádios musicais, recordo apenas duas músicas que, ao longo de todo o dia, marcaram pela diferença, embora sejam êxitos sobejamente conhecidos. Mas supreenderam, seduziram e mantiveram a sintonia por alguns momentos. De resto, pouca sedução. Pouca surpresa… Pouca… Rádio…




Dia Mundial do Livro

23 04 2007

No Dia Mundial do Livro, uma lista inacabada, com algumas sugestões do NetFM para leituras radiofónicas…

Alguns Clássicos:

ALBERT, P., TUDESQ, A. J. (1981). História da Rádio e Televisão. Lisboa: Ed. Notícias.

ARNHEIM, Rudolph (1980). Estética Radiofónica. Barcelona: Gustavo Gili.

BELAU, Angel Faus (1981). La Radio: introduccion a un medio desconocido. (2ª Ed.). Madrid: Latina Universitaria.

LAZARSFELD, Paul F. (1940). Radio and the Printed Page – an introduction to the study of radio and its role in the communication of ideas. (2nd printing). New York: Duell, Sloan and Pearce.

LAZARSFELD, P. e STANTON, F. (1944). Radio Research, 1942-43. New York: Duel, Sloan & Pearce.

MAIA, M. (1996). A Invasão dos Marcianos + 3 Fantasias Radiofónicas. Lisboa: SPA/D. Quixote.

BASSETS, Llouis. (1981). De las Ondas Rojas a las Radios Libres. Barcelona. Gustavo Gili.

HERZOG, Herta (1954). Motivations and Gratifications of Daily Serial Listeners. In SCHRAMM, Wilbur [ed.] (1954). The Process and Effects of Mass Communication. Urbana: University of Illinois Press.

Teóricos, utilitários e sempre actuais:

BALSEBRE, Armand (1996). El Lenguage Radiofónico. 2ª Ed.. Madrid: Ed. Cátedra.

CRISEL, Andrew (1994). Understanding Radio. London: Routledge.

MEDITSCH, Eduardo (1998). Rádio e Pânico: a Guerra dos Mundos, 60 anos depois. Florianópolis, Insular.

MARTÍ, Josep Mª Martí i. (1990). Modelos de Programacion Radiofonica. Barcelona: Feed Back Ediciones.

MARTÍM BARBERO, Jesús. (1987). De los medios a las mediaciones. México: Editorial G. Gilli.

PEASE; E. C. e DENNIS, E. E. [eds.] (1995). Radio: The Forgotten Medium. New Brunswick: Transaction Publishers.

HERREROS, Mariano Cebrián (1995). Información Radiofónica. Mediación Técnica, Tratamiento y programación. Segunda Edición. Madrid: Síntesis.

Históricos:

BROWNE, Donald R. (1982) International Radio Broadcasting. New York: Praeger Publishers.

HALLE, Julian. (1975). La radio como arma política. Barcelona: Gustavo Gili.

CALDAS, A. Pereira. (1999). Para a história da Rádio Renascença (1974-1975) Um barómetro da revolução. Lisboa: Radio Renascença/ Grifo Editores e Livreiros.

SANTOS, Rogério (2005). As Vozes da Rádio 1924-1939. (1ª Ed.). Lisboa: Caminho.

SCANNELL, P. e CARDIFF, D. (1991). A social history of British broadcasting. Oxford: Blackwell.

RIBEIRO, Nelson. (2002). A Rádio Renascença e o 25 de Abril. Lisboa: Universidade Católica Editora.

MIGUEL, Aura. (1982). Rádio Renascença: os trabalhos e os dias (1933 – 194 8) . Lisboa: Imprensa Nacional- Casa da Moeda.

Actuais ou muito actuais:

BARNARD, Stephen. (2000). Studying Radio. London: Arnold.

HENDY, David. (2000). Radio in the global age. Cambridge: Polity Press.

HERREROS, Mariano Cebrián (2001). La Radio en la Convergencia Multimedia. Barcelona: Gedisa.

HOLLINGSWORTH, Mike (2003). How to get into Television, Radio and New Media. London: Continuum.

PRIESTMAN, Chris. (2002). Web radio. Radio production for Internet streaming. Oxford: Focal Press.

WARREN, Steve. (2005). Radio: the book. Fourth Edition. Burlington (MA): Focal Press.

SIUNE, K. e HULTEN, O. (1998). Does Public Broadcasting have a Future? In SIUNE, K. e MCQUAIL, D. [eds.] (1998). Media Policy: Convergence, Concentration and Commerce. London: Sage.

SMULYAN, Susan. (1994). Selling Radio: The Commercialization of American Broadcasting, 1920-1934. Washington: Smithsonian Institution Press.

CRISELL, Andrew (2004). More than a music box: radio cultures and communities in a multimedia world. New York: Berghahn Books.

ENGELMAN, Ralph. (1996). Public radio and television in America. Thousand Oaks (CA): Sage.

FLEMMING, Carole. (2002). The Radio Handbook. 2nd Edition. London: Routledge.




Vendas de música em “depressão”

20 04 2007

Relata o Digital Music News que as vendas na indústria musical continuam em baixa, verificando-se que, “for the latest weekly period, sales dropped 32 percent compared to the same period last year, according to figures published by Nielsen Soundscan. Cumulative yearly album sales now total 135.8 million units, down 17 percent from a tally of 163.3 million at the same point last year”, situação que implica uma reorganização e o total reaquacionar do modelo de negócio do sector. Este é um aspecto em desenvolvimento, através da criação de produtos musicais análogos e complementares ao disco, sistemas de distribuição alternativos e, acima de tudo, investimento na Internet enquanto plataforma de distribuição e comercialização, assumindo o formato digital como o futuro desta indústria. [Ler Notícia]




Rádios Piratas

20 04 2007

No Reino Unido, a OFCOM publicou um relatório de pesquisa (Illegal Broadcasting) sobre as emissões ilegais de rádio, analisando especialmente a escuta de estações ilegais em Londres e arredores, e debruçando-se sobre a percepção dos ouvintes relativa à interferência destas estações ilegais nas emissões e na estabilidade dos operadores de rádio licenciados.

Alguns destaques:

- Illegal broadcasters cause interference to safety-of-life radio systems, such as those used by air traffic control and the fire service. Because illegal broadcasters use unauthorised frequencies at transmitted powers which have not been cleared internationally, and because their transmitter equipment may not comply with the appropriate technical standards, their signals may interfere with services using adjacent frequencies or those frequencies which have a technical relationship to the ones being used by the illegal broadcaster. This will not necessarily be apparent to the illegal broadcaster, or to those listening to their service, but may completely wipe out coverage of legitimate radio services used by public authorities (P.1).

- Illegal broadcasters can interfere with legitimate, licensed broadcasts from commercial, community or BBC radio stations. In fact, illegal broadcasters with more powerful transmitters can sometimes entirely obscure signals from smaller (legal) radio stations with lower transmitter power. For commercial stations, this can result in a loss of measured audience which, in turn, can lead to falls in advertising revenue. Potentially, this can put the whole economic viability of the station – including the jobs of the staff it employs – into jeopardy (P.3).

- In recent years, illegal broadcasters have employed more elaborate methods of securing transmission apparatus, in an attempt to counter Ofcom enforcement action. Field officers face a number of dangerous obstacles (P.10).

Algumas conclusões:

- 16% of adults said they listen to illegal broadcasts – 6% referred specifically to a named illegal broadcaster;

- When prompted, six in 10 Londoners said they were concerned about interference to the emergency services caused by illegal broadcasters, with the significant remainder not expressing concern. Among those who listen to licensed broadcasters, the proportion who said they were concerned drops to less than half;

- Listeners to illegal broadcasters are made up of all age and social groups, with 15-24-year-olds and those in the C1/C2 socio-economic groups most likely to listen;

- Unique music content appears to be the main reason for listening to illegal broadcasters (P.12).

[Ler Relatório]




Escutar a rádio

19 04 2007
Leitura interessante, via “O 2º Choque (digital)“:

«(…) a gradual change in who listens to the radio. People don’t listen to a type of music because they like a particular station; they listen to a particular station because they like the type of music being played.

Fonte: «Ipod, changing demographics changing future of radio», 01/04/07, Midland Reporter-Telegram, Via O 2º Choque (digital) [ler]




Revista de Imprensa

19 04 2007
Na Antena 1, a revista de imprensa feita por João Paulo Guerra, no programa da manhã, surpreende o ouvinte, pela forma como os títulos das notícias dos diários e, à Quinta-feira, das revistas semanais, ganham conteúdo, se interligam entre si e com os acontecimentos do quotidiano.
Mais do que fazer uma leitura simples e linear dos títulos de capa dos jornais, apresentando o lead da notícia em destaque, o veterano João Paulo Guerra acrescenta o comentário e relaciona factos e publicações diferentes, oferecendo ao ouvinte um momento de rádio relevante, que corresponde ao que a rádio ainda tem de melhor: a comunicação, no sentido da partilha e adição de informação à pré-existente nos media, e estabelecimento de uma relação com o ouvinte que se traduz num espaço que marca a diferença em relação às habituais revistas de imprensa.
A escutar, diariamente, pelas 8h30, na Antena 1.



Química FM

16 04 2007
Setembro viu nascer um novo projecto de rádio com emissão na região de Lisboa. Sediada em Cascais, na frequência da antiga CSB Rádio, a Química FM (105.4 FM) anuncia-se como financeira e esteticamente independente e, acima de tudo, diferente.” [Ler]


Recordam-se?
A Química FM já não existe… Contactado um dos colaboradores, este explicou ao Net FM que “a Química acabou a 31 de Janeiro deste ano (…). Um grupo ligado a uma multinacional comprou o espaço e correu literalmente com todos na rádio. Iam avançar com um ‘projecto ambicioso’”…

Desse projecto, pouco se sabe. Também pouco se nota a dita ambição… Música de tops, num rodopio incessante de artistas estafados que tocam em tantas outras estações….




Open Source Radio

16 04 2007
De acordo com a notícia do Obercom, elaborada a partir da BBC, “uma nova geração de emissores está prestes a juntar-se às emissões de rádio do mundo depois do lançamento de um software de sistema aberto que permite às pessoas comandar uma estação de rádio a partir de apenas um computador gratuitamente”. [Ler notícia Obercom] [Ler notícia BBC]