Viagem

26 02 2007
Durante os próximos dias, o NetFM estará ausente, a escutar a rádio de outras paragens.

Notícias e reflexões estarão de volta na próxima semana.

Até lá, boas escutas.




Rádio pouco dada a "genialidades"

23 02 2007
  • Uma leitura interessante, no DN de hoje:

José Afonso morreu em Setúbal faz hoje 20 anos e, hoje, a sua música vai ouvir-se na rádio, haverá depoimentos na televisão, alguns encontros pelo país, anunciam-se discos de homenagem. Só hoje. “E se não fossem as efemérides talvez nunca o ouvíssemos”, arrisca o crítico musical João Gobern.




Página 1 disponível para ler

22 02 2007

A Renascença estreou um novo modelo de comunicação. Ao som, a estação juntou a palavra impressa que lhe permite estar “sempre consigo”, acompanhando o ouvinte onde este não pode escutar a rádio, através da leitura das principais notícias desse dia.

O projecto foi apresentado antes da estreia do RCP e afigura-se como uma mais valia para os ouvintes da RR e da rádio em geral que podem passar do “Minuto a Minuto” para o “Mundo num Minuto” que a Renascença oferece, de forma gratuita e para impressão.

No que respeita aos conteúdos, a edição consultada (21.02.07: 2ª ed.) é extensa (7 páginas), com nove notícias, espaço de comentário, meteorologia e informação de última hora. Assemelha-se a um pequeno jornal que complementa a informação a rádio.

Li apenas uma notícia, cuja redacção me pareceu adequada ao formato, embora com duas gralhas e uma citação não identificada. Ajustes que o tempo se encarregará de operacionalizar.

No geral, parece-me uma iniciativa interessante. No contexto actual, será um esforço adicional da parte da equipa da estação, à qual os ouvintes não darão o devido valor. Calculo contdo, que irão aderir às descargas. Além disso, é algo que coloca a Renascença um passo à frente da concorrência.

Em Portugal, a concorrência nestas questões de evolução da rádio não se faz tanto em função do que os ouvintes realmente desejam, mas em função da própria evolução multimédia que está a ser definida para os media e da concorrência entre estações…




Como a Net está a mudar a indústria musical

15 02 2007

De acordo com o Yahoo, que cita a Reuters, em função dos resultados positivos das recentes experiências com artistas como Nora Jones ou Lilly Allen, a EMI pretende disponibilizar uma boa parte do seu catálogo na Internet, em formato MP3 e sem as habituais restrições de utilização e protecções anti pirataria. Esta medida permite usar os ficheiros em diferentes leitores e partilhar ficheiros entre utilizadores, embora a dúvida persista: “The question is whether sales would rise because of easier use or fall as piracy increased”… [ler]

Actualização (16.02.07)

O El Pais acrescenta os dados da Jupiter Research, informando que um inquérito levado a cabo junto dos directores da indústria revelou que, mais de metade acredita que as medidas tecnológicas, como o DRM, de protecção dos ficheiros contra a pirataria, não são a melhor solução, pelo que tenderão a desaparecer. [ler]




Música e redes sociais

14 02 2007

Um artigo interessante, que explora projectos tipicamente web 2.0: sites sociais de música
(Social Music Overview, disponível no TechCrunch, via Rain)

  • Finetune
  • Pandora
  • Last FM
  • Mog
  • RadioBlogClub
  • MyStrands
  • iLike
  • iJigg



A dúvida persiste: a rádio, com vídeo, também é rádio?

14 02 2007

Perante a tendência que os grandes grupos de rádio nos E.U.A. demonstram, de introdução do vídeo nas suas páginas, o New York Times apresenta um artigo que questiona o modelo de radiodifusão (Is Radio Still Radio if There’s Video?)
.

Across the country, radio stations are putting up video fare on their Web sites, ranging from a simple camera in the broadcast booth to exclusive coverage of events like the Super Bowl to music videos, news clips and Web-only musical performances.

Os principais objectivos, para os operadores, são:

  • Aumentar a oferta de conteúdos e a relevância do meio para os ouvintes,
  • Rentabilizar comercialmente a rádio;
  • Dar resposta aos desafios da interactividade e da convergência.

But now many of the largest radio companies are scrambling to stay relevant as their listeners’ attention is drawn in many directions — iPods, cellphones, satellite radio and various streaming and downloading musical offerings from companies like Yahoo and AOL. “A lot of our stations are starting to embrace video and generate new revenue streams,” said Joel Hollander, the chief executive of CBS Radio, the nation’s second-largest radio company, after Clear Channel Communications. “I hope video helps the radio star. Maybe radio will save the video star?”

Em Portugal, as Renascença começou a dar os primeiros passos neste domínio, com a experiência que desenvolveu o mês passado, a propósito da visita presidencial à Índia, numa primeira iniciativa de adaptação e integração de conteúdos visuais no ambiente áudio da estação. É este o caminho?…




Onda Média Digital

13 02 2007

A notícia é do portal BroadcastNow e indica que a BBC vai tornar-se no primeiro operador no Reino Unido a transmitir em formato digital em Onda Média.

Os testes serão levados a cabo no próximo mês de Abril.

A notícia completa só está disponível para assinantes.




O aborto e a neutralidade na rádio

13 02 2007

De acordo com o jornal Público de hoje, a defesa do “sim” conduziu à decisão de suspensão do programa da passada Sexta-feira de “O Amor é…” de Júlio Machado Vaz na Antena 1.

Indica a mesma notícia que “a decisão de não emitir o programa foi da direcção de programas da rádio, justificando que ‘as posições aí tomadas pelos autores sobre o referendo (…) colidem frontalmente com o princípio de neutralidade a que a rádio pública está obrigada e com o imperativo de neutralidade” daquele serviço público’”. [ler]

Compreendo a justificação da direcção de programas, contudo, de acordo com a descrição do programa, disponível na página da RTP, este é um espaço de reflexão, caracterizado pelas conversas do Prof. Júlio Machado Vaz com Ana Mesquita sobre o amor e a sexualidade. Conclusão: há conversas que não se podem ter?…




Regresso

8 02 2007

Depois de um período de menor actividade, por força de circunstâncias pessoais e académicas, o NetFM está de volta, para dar continuidade às suas reflexões na rede.

No regresso, pequenas notas sobre os últimos dias:

Público

O novo Público, ainda que sendo uma actividade não radiofónica, sofreu uma reformulação difícil de ignorar. Está mais moderno. Contudo, não sei ainda se tal corresponderá a uma “modernização” na abordagem aos temas. Veremos…

Renascença

O projecto de criação de uma versão para impressão com o principal da informação às 12h e às 17h destaca-se em relação à concorrência. A informação chegou-me via “Jornalismo e Comunicação” e parece-me, acima de tudo, mais uma iniciativa do grupo para se adaptar às exigências e condições da comunicação na rede.

E uma breve reflexão sobre o novo Radio Clube Português:

Muito já foi escrito sobre o RCP, especialmente no que respeita às “pequenas” falhas técnicas. Eu destacaria, nesse sentido, a inexperiência de alguns jornalistas e a gradual adaptação de outros. Vamos dar tempo ao tempo. De resto, nos primeiros minutos em que escutei o novo RCP, a minha tenção recaiu de imediato sobre outro aspecto: a sonoridade da estação.

A rádio, pela ausência de imagem, apela, como nenhum outro meio, aos nossos sentidos e estimula a capacidade imaginativo-visual dos ouvintes. O RCP tem uma sonoridade que, para mim, é demasiado televisiva. Talvez estivesse condicionada pela presença do jornalista João Adelino Faria, também ele ainda “preso” ao formato televisivo onde, nos últimos anos, se notabilizou. Ainda assim, os separadores, os identificativos de estação e restante artística do RCP conduz a nossa imaginação para um universo já conhecido da televisão e que, ao fim deste tempo a escutar as emissões, continua a não ser puramente rádio, e a conotar-se com espaços de informação dos canais de televisão. Da mesma forma, o principal jornalista da casa mantém a sua postura televisiva, embora se note já, alguma evolução em relação aos primeiros dias. É perfeitamente compreensível. Não só o modelo de trabalho, de produção e edição é bastante diferente, como é humanamente impossível anular as influências de prestações anteriores.

Relativamente à estação, o mais interessante é efectivamente o teste ao modelo de programação que, não sendo inovador, é uma novidade no FM nacional. Mais um caso a acompanhar e a analisar no futuro…