NetFM na rádio

30 01 2007

  • O NetFM “esteve” no lado B da rádio….

  • lado B #114, de Pedro Esteves: emissão na estação alentejana AMR [102.7]

  • Para ouvir, a última edição do lado B, em http://programaladob.com/




Quem ouve a RDP

29 01 2007
Texto de Rogério Santos, no Indústrias Culturais, sobre o balanço da rádio Pública em 2006, feito por Rui Pêgo a José Nuno Martins, no programa “Em Nome do Ouvinte” .

Algumas passagens:


Sobre a Antena 1, considerou-se que, apesar da geração mais velha ser a mais fiel, o canal de rádio quer-se reposicionar para abranger um segmento mais juvenil, entre os 35 e 55 anos.


Sobre a Antena 2 (…) novos programas de autor e estabilização de segmentos, abandonando o estilo tradicional e implantando um discurso aligeirado e com improvisação.


Sobre uma crítica à falta de programas de debate, Rui Pêgo lembrou os que já existem - e realçou a sua qualidade.

Texto completo




OBS: revista digital do Obercom

27 01 2007

O Obercom lançou uma revista digital que terá uma edição anual, em papel, que corresponderá a uma selecção dos artigos ai publicados. Como é referido no editorial da Newsletter Obercom desta semana, “a revista OBS-Observatorio optou por uma plataforma Open Journal Systems do projecto Public Knowledge da Universidade da British Columbia e ao fazê-lo está a inscrever-se num vasto movimento internacional em torno do chamado Open Access”.

A revista digital terá um “carácter fundamentalmente académico, que se pauta por critérios de peer-review, sendo a avaliação das submissões realizada por investigadores e professores universitários de diferentes países”. É centrada na Comunicação, mas com uma vertente interdisciplinar “aberta a contribuições das muitas disciplinas que se reclamam das áreas dos estudos da comunicação e que abordem diferentes vias teóricas e metodológicas e de proveniências diversas, da academia ao mundo empresarial”. [ler]




Clipping Marktest: Audiências de Rádio

26 01 2007

É confrangedora a forma como as notícias são produzidas em Portugal. Se a fonte efectiva é a Marktest, ou se a informação que a mesma envia para a Lusa é posteriormente redigida não sei, mas o que está à vista é a forma como os jornais reproduzem o press release que lhes chegou à redacção sem analisarem ou interpretarem os dados.

  • Quando é o que jornalismo passou a ser equivalente a reprodução?
  • Quando é que o jornalismo passou a reger-se pela lei do menor esforço?

É mais honesto e credível uma simples reprodução da tabela das audiências produzida pela Marktest com uma descrição breve da mesma, do que a reprodução de uma pseudo-notícia que trata, de forma pouco correcta a informação. As notícias indicam explicitamente a fonte: Lusa.

  • Será que alguém é capaz de explicar ao jornalista que escreve estas notícias na Lusa, as características de um estudo como o Bareme Rádio?
  • Será que alguém é capaz de lhe explicar que esta comparação do “período homólogo” não quer dizer absolutamente nada, e que comparações desta natureza só deverão fazer-se em “períodos homólogos” substancialmente mais longos?


  • Será que alguém se importa de lhe explicar que um estudo de audiências que recorre à metodologia do Bareme Rádio apenas traduz tendências do comportamento de escuta, e que esses não devem ser comparados entre “períodos homólogos” trimestrais, por força de um variado conjunto de circunstâncias, nas quais se inclui a rotatividade da amostra?


  • Será que alguém se importa de lhe explicar que os resultados do Bareme não devem ser apresentados e descritos de forma semelhante aos resultados da audimetria de televisão?

Caso a notícia resulte directamente do press release da Marktest, então “algo” vai mal no departamento de comunicação desta empresa. O que talvez não seja necessariamente verdade, a avaliar pela nota de imprensa que a empresa distribui…

A Marktest deveria, de uma vez por todas, fazer uma acção de formação para jornalistas, para explicar a natureza e as características dos seus produtos de informação sobre audiências. É que ao ritmo a que a rádio “perde ouvintes”, admira-me que ainda tanta gente a esteja a ouvir….

Relativamente às audiências, e com base no que foi apresentado nos jornais, poderia apenas dizer-se que a RFM continua a liderar, a Comercial subiu ligeiramente e tem agora metade dos ouvintes da sua directa concorrente; Renascença, Cidade e RCP desceram; Best e Mega subiram e o grupo RDP mantém as audiências relativamente estáveis.

Vejamos então, como difere a análise, quando comparamos o ano de 2006 com o de 2005:


Audiência Acumulada de Véspera

Estações/ Ano

2005

2006

Diferença

RFM

13.2%

13%

- 0.2%

RR

10.4%

9.8%

- 0.6%

Comercial

6.6%

7.3%

0.7%

Total Rádio

58.9%

56.2%

-2,7/- 0.8%

(*) Nota no final do texto

Nestas condições, poder-se-à afirmar que, em relação ao ano anterior, a rádio perdeu 2.7% de AVV, o que quer dizer que menos 2.7% ouviram rádio na véspera. Para as rádios enunciadas, corresponde a uma descida na RFM e RR e uma subida na RC. Contas feitas, os números não correspondem aos anunciados 300 mil ouvintes que deixaram de ouvir rádio. Corresponde aproximadamente a 224 mil ouvintes, o que é uma diferença substancial e que, ainda assim, não pode ser interpretada isoladamente, pois um ano não é um período significativamente longo para fazer uma análise deste género. Ao longo dos últimos cinco anos, por exemplo, existiram oscilações entre trimestres e anos, sem que isso, tenha significado exactamente uma diminuição do número de ouvintes de rádio, recuperados no período ou ano seguinte:

2000: 56,3%

2001: 56,3%

2002: 54,7%

2003: 58,4%

2004: 58%

2005: 58,9%


2006: 56,2%

Conclusão: o título “Rádio perdeu 300 mil ouvintes”, parece-me relativamente estafado e recorrente, uma vez que sempre que a Marktest apresenta os resultados para um novo trimestre, as notícias começam com os verbos “perdeu” ou “recuperou”… Que meio tão volátil, a rádio…

Clipping:

JN

http://www.marktest.com/wap/clip/521f.pdf

DN

http://www.marktest.com/wap/clip/5208.pdf

http://www.marktest.com/wap/clip/5207.pdf

Público

http://www.marktest.com/wap/clip/5221.pdf

(*) NOTA: no decurso do e-mail enviado por um dos leitores deste weblogue, procedi a correcções na tabela uma vez que, por lapso, um dos valores estava errado. Ou seja, considerei a diferença de AAV da Comercial para a contagem da diminuição total de ouvintes. Contudo, se neste período a Comercial ganhou ouvintes, tal não poderia ser contabilizado para a diferença da descida. Esta correcção reforça a perspectiva inicialmente enunciada, de que afinal, a rádio não perdeu assim tanto ouvintes…

Obrigada, João de Sousa.




Rádio e audiências

23 01 2007

Audience tastes shift, and it is the stations that know best what their audiences want.

(Bernard, 1998. In Hendy, 2000: 43)

Hendy, David (2000). Radio in the Global Age. Oxford: Polity




No Midem discute-se o futuro do negócio da música …

23 01 2007

No Midem discute-se o futuro do negócio da música

O Mercado Internacional de Discos e Edição Musical (Midem) começou em Cannes, França. Na edição deste ano, a atenção centra-se nas novas tendências da música e do negócio tradicional, cujas vendas têm baixado.

El sector se rompe la cabeza para tratar de aumentar las ventas por Internet, el canal de distribución por excelencia. Todo frente a la competencia que supone una temida palabra: ‘gratis’.

Fonte: El MundoLa industria de la música, dividida por el futuro digital




Musica digital continua a crescer De acordo com …

19 01 2007

Musica digital continua a crescer

De acordo com a notícia do El País, que cita o Digital Music Report 2007 da IFPI, divulgado em Londres, “durante el año 2006 se descargaron de Internet 795 millones de canciones, lo que supone un 89% más que los 420 millones alcanzados en 2005, al tiempo que los sencillos puestos a disposición por las discográficas se situaron en cuatro millones, el doble que el año anterior”.

John Kennedy, presidente da IFPI prevê que 2010 a percentagem das vendas mundiais de música digital alcance os 25%.

A notícia acrescenta que de acordo com a IFPI, “la proporción de usuarios europeos que regularmente “bajan” música de forma ilegal por Internet ha descendido del 18% al 14% entre 2004 y 2006, mientras que la penetración de la banda ancha se ha doblado hasta un 40% en este periodo”.

Fonte: El PaísLas ventas legales de música digital se duplicaron durante 2006




iPod ou não iPod… A rádio é a questão? Every s…

18 01 2007

iPod ou não iPod… A rádio é a questão?

Every so often someone in the radio industry trots out a study which says iPods really aren’t that threatening to the radio industry’s long-term health and welfare. “Folks get tired of maintaining them,” they will say. “They’re just a new form of Walkman,” say others.

Para ler, “iPods don’t matter to radio?” no Hear 2.0




Concertos com nova gestão: “Cisão na Música no…

18 01 2007

Concertos com nova gestão:

Cisão na Música no Coração dá origem a nova promotora” (DN 17.01.07)

A notícia indica que a saída de Álvaro Covões da sociedade Música no Coração levou ao aparecimento de uma nova promotora, a Everything Is New. Adianta o DN que a Everything Is New aposta numa política de espectáculos “de qualidade e com interesse para o público”. Quanto a festivais, “para já não há nada”, até porque a promotora “está ainda no começo da sua vida”.




Perguntas para 2007 Francisco Mateus, do weblog …

12 01 2007

Perguntas para 2007

Francisco Mateus, do weblog Rádio Crítica, procura respostas para 20 acutilantes perguntas sobre o panorama radiofónico. Interessante…


Para consultar em: 20 Perguntas para 2007