NetFM na rádio
30 01 2007
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O NetFM “esteve” no lado B da rádio….
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lado B #114, de Pedro Esteves: emissão na estação alentejana AMR [102.7]
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Para ouvir, a última edição do lado B, em http://programaladob.com/
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O NetFM “esteve” no lado B da rádio….
lado B #114, de Pedro Esteves: emissão na estação alentejana AMR [102.7]
Para ouvir, a última edição do lado B, em http://programaladob.com/
Algumas passagens:
Sobre a Antena 1, considerou-se que, apesar da geração mais velha ser a mais fiel, o canal de rádio quer-se reposicionar para abranger um segmento mais juvenil, entre os 35 e 55 anos.
Sobre a Antena 2 (…) novos programas de autor e estabilização de segmentos, abandonando o estilo tradicional e implantando um discurso aligeirado e com improvisação.
Sobre uma crítica à falta de programas de debate, Rui Pêgo lembrou os que já existem - e realçou a sua qualidade.
O Obercom lançou uma revista digital que terá uma edição anual, em papel, que corresponderá a uma selecção dos artigos ai publicados. Como é referido no editorial da Newsletter Obercom desta semana, “a revista OBS-Observatorio optou por uma plataforma Open Journal Systems do projecto Public Knowledge da Universidade da British Columbia e ao fazê-lo está a inscrever-se num vasto movimento internacional em torno do chamado Open Access”.
A revista digital terá um “carácter fundamentalmente académico, que se pauta por critérios de peer-review, sendo a avaliação das submissões realizada por investigadores e professores universitários de diferentes países”. É centrada na Comunicação, mas com uma vertente interdisciplinar “aberta a contribuições das muitas disciplinas que se reclamam das áreas dos estudos da comunicação e que abordem diferentes vias teóricas e metodológicas e de proveniências diversas, da academia ao mundo empresarial”. [ler]
É confrangedora a forma como as notícias são produzidas em Portugal. Se a fonte efectiva é a Marktest, ou se a informação que a mesma envia para a Lusa é posteriormente redigida não sei, mas o que está à vista é a forma como os jornais reproduzem o press release que lhes chegou à redacção sem analisarem ou interpretarem os dados.
É mais honesto e credível uma simples reprodução da tabela das audiências produzida pela Marktest com uma descrição breve da mesma, do que a reprodução de uma pseudo-notícia que trata, de forma pouco correcta a informação. As notícias indicam explicitamente a fonte: Lusa.
Caso a notícia resulte directamente do press release da Marktest, então “algo” vai mal no departamento de comunicação desta empresa. O que talvez não seja necessariamente verdade, a avaliar pela nota de imprensa que a empresa distribui…
A Marktest deveria, de uma vez por todas, fazer uma acção de formação para jornalistas, para explicar a natureza e as características dos seus produtos de informação sobre audiências. É que ao ritmo a que a rádio “perde ouvintes”, admira-me que ainda tanta gente a esteja a ouvir….
Relativamente às audiências, e com base no que foi apresentado nos jornais, poderia apenas dizer-se que a RFM continua a liderar, a Comercial subiu ligeiramente e tem agora metade dos ouvintes da sua directa concorrente; Renascença, Cidade e RCP desceram; Best e Mega subiram e o grupo RDP mantém as audiências relativamente estáveis.
Vejamos então, como difere a análise, quando comparamos o ano de 2006 com o de 2005:
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Audiência Acumulada de Véspera |
||||
|
Estações/ Ano |
2005 |
2006 |
Diferença |
|
|
RFM |
13.2% |
13% |
- 0.2% |
|
|
RR |
10.4% |
9.8% |
- 0.6% |
|
|
Comercial |
6.6% |
7.3% |
0.7% |
|
|
Total Rádio |
58.9% |
56.2% |
-2,7/- 0.8% |
|
(*) Nota no final do texto
Nestas condições, poder-se-à afirmar que, em relação ao ano anterior, a rádio perdeu 2.7% de AVV, o que quer dizer que menos 2.7% ouviram rádio na véspera. Para as rádios enunciadas, corresponde a uma descida na RFM e RR e uma subida na RC. Contas feitas, os números não correspondem aos anunciados 300 mil ouvintes que deixaram de ouvir rádio. Corresponde aproximadamente a 224 mil ouvintes, o que é uma diferença substancial e que, ainda assim, não pode ser interpretada isoladamente, pois um ano não é um período significativamente longo para fazer uma análise deste género. Ao longo dos últimos cinco anos, por exemplo, existiram oscilações entre trimestres e anos, sem que isso, tenha significado exactamente uma diminuição do número de ouvintes de rádio, recuperados no período ou ano seguinte:
2000: 56,3%
2001: 56,3%
2002: 54,7%
2003: 58,4%
2004: 58%
2005: 58,9%
2006: 56,2%
Conclusão: o título “Rádio perdeu 300 mil ouvintes”, parece-me relativamente estafado e recorrente, uma vez que sempre que a Marktest apresenta os resultados para um novo trimestre, as notícias começam com os verbos “perdeu” ou “recuperou”… Que meio tão volátil, a rádio…
Clipping:
JN
http://www.marktest.com/wap/clip/521f.pdf
DN
http://www.marktest.com/wap/clip/5208.pdf
http://www.marktest.com/wap/clip/5207.pdf
Público
http://www.marktest.com/wap/clip/5221.pdf
(*) NOTA: no decurso do e-mail enviado por um dos leitores deste weblogue, procedi a correcções na tabela uma vez que, por lapso, um dos valores estava errado. Ou seja, considerei a diferença de AAV da Comercial para a contagem da diminuição total de ouvintes. Contudo, se neste período a Comercial ganhou ouvintes, tal não poderia ser contabilizado para a diferença da descida. Esta correcção reforça a perspectiva inicialmente enunciada, de que afinal, a rádio não perdeu assim tanto ouvintes…
Obrigada, João de Sousa.
Audience tastes shift, and it is the stations that know best what their audiences want.
Hendy, David (2000). Radio in the Global Age. Oxford: Polity
No Midem discute-se o futuro do negócio da música
O Mercado Internacional de Discos e Edição Musical (Midem) começou em Cannes, França. Na edição deste ano, a atenção centra-se nas novas tendências da música e do negócio tradicional, cujas vendas têm baixado.
El sector se rompe la cabeza para tratar de aumentar las ventas por Internet, el canal de distribución por excelencia. Todo frente a la competencia que supone una temida palabra: ‘gratis’.Fonte: El Mundo “La industria de la música, dividida por el futuro digital“
Musica digital continua a crescer
De acordo com a notícia do El País, que cita o Digital Music Report 2007 da IFPI, divulgado em Londres, “durante el año 2006 se descargaron de Internet 795 millones de canciones, lo que supone un 89% más que los 420 millones alcanzados en 2005, al tiempo que los sencillos puestos a disposición por las discográficas se situaron en cuatro millones, el doble que el año anterior”.
John Kennedy, presidente da IFPI prevê que 2010 a percentagem das vendas mundiais de música digital alcance os 25%.
A notícia acrescenta que de acordo com a IFPI, “la proporción de usuarios europeos que regularmente “bajan” música de forma ilegal por Internet ha descendido del 18% al 14% entre 2004 y 2006, mientras que la penetración de la banda ancha se ha doblado hasta un 40% en este periodo”.
Fonte: El País “Las ventas legales de música digital se duplicaron durante 2006“
iPod ou não iPod… A rádio é a questão?
Every so often someone in the radio industry trots out a study which says iPods really aren’t that threatening to the radio industry’s long-term health and welfare. “Folks get tired of maintaining them,” they will say. “They’re just a new form of Walkman,” say others.
Para ler, “iPods don’t matter to radio?” no Hear 2.0
Concertos com nova gestão:
“Cisão na Música no Coração dá origem a nova promotora” (DN 17.01.07)
A notícia indica que a saída de Álvaro Covões da sociedade Música no Coração levou ao aparecimento de uma nova promotora, a Everything Is New. Adianta o DN que a Everything Is New aposta numa política de espectáculos “de qualidade e com interesse para o público”. Quanto a festivais, “para já não há nada”, até porque a promotora “está ainda no começo da sua vida”.
Perguntas para 2007
Francisco Mateus, do weblog Rádio Crítica, procura respostas para 20 acutilantes perguntas sobre o panorama radiofónico. Interessante…
Para consultar em: 20 Perguntas para 2007