Grupos de media aproximam-se da indústria musical …

22 11 2006

Grupos de media aproximam-se da indústria musical

Depois da criação da Farol Música no seio do grupo Media Capital, a Impresa prepara-se para também investir no sector através da aquisição da Som Livre. Explica o DE que “a empresa liderada por Pinto Balsemão informou hoje o mercado que foi notificada da decisão de não-oposição por parte da Autoridade da Concorrência (AdC) relativa à totalidade do capital social da sociedade Som Livre - Som e Imagens, Lda. (…) detém por seu turno a totalidade do capital social da Som Livre - Gestão de direitos autorais”. [ler]





Rádio em Espanha: descredibilização dos media O m…

20 11 2006
Rádio em Espanha: descredibilização dos media

O meio historicamente mais credível, fonte de informação para a maior parte da população e capaz de condicionar mentes e comportamentos pode estar em declínio….

Avança o El Mundo que a rádio em Espanha desperta cada vez menos confiança entre a audiência, revelando os resultados de um inquérito sobre a credibilidade dos meios (Informe Anual de la Profesión Periodística 2006), editado pela Asociación de la Prensa de Madrid (APM).

El avance de este informe facilitado por la APM señala que “la politización de los contenidos y la crispación mediática que se ha apoderado del medio” contribuyen a este “paulatino descrédito”.

O descrédito ataca todos os meios de comunicação e, no website da APM, é referido que o “alineamiento político y la mezcla de información, opinión y espectáculo que ofrecen los medios de comunicación”, explicou Fernando González Urbaneja, presidente da Asociación de la Prensa de Madrid. Nas soluções, são apontadas “mayor autocrítica por parte de los periodistas y de las empresas editoriales; una mayor formación de los profesionales de la comunicación y la diferenciación entre información y opinión”.





Digitalização da comunicação Está no weblogue Ind…

20 11 2006

Digitalização da comunicação

Está no weblogue Indústrias Culturais, de Rogério Santos, uma síntese sobre o projecto de investigação “A Digitalização no Sector da Comunicação”, que concluiu a sua primeira fase de investigação (o projecto termina em Setembro de 2007).

O projecto envolve vários países europeus, para analisar os processos e as consequências da digitalização nos media e identificar novas necessidades de formação.

A coordenação da investigação em Portugal é coordenada por Fernando Cascais (Cenjor) e José Luiz Fernandes (SJ).

A digitalização traria maior poder aos jornalistas, alargando as suas funções. (…) No caso da rádio, os jornalistas passaram a editar sons, através de software instalado. (…) As alterações trouxeram o desaparecimento de profissões e o surgimento de outras, com novas oportunidades e novas necessidades de formação. [ler]





Bruxelas: a rádio em análise II RADIOS ET RECHE…

17 11 2006

Bruxelas: a rádio em análise II

RADIOS ET RECHERCHES : QUELLES VOIES / VOIX POUR LE FUTUR DE LA RADIO ?

Colóquio IREN dias 8 e 10 de Novembro (Louvain-la-Neuve/Bruxelas)

O último colóquio do consórcio IREN, International Radio Research Network, decorreu com o entusiasmo habitual, de um encontro que reúne investigadores e interessados sobre a pesquisa em rádio. Na sua criação, foram objectivos do IREN aumentar a notoriedade das pesquisas feitas sobre o meio rádio ao nível europeu e encorajar a investigação no campo da radiodifusão.

Fundado numa reunião em 2003, o primeiro colóquio realizou-se em 2004, para o lançamento do programa do IREN. No mesmo ano, foi organizada uma universidade de verão sobre rádio e, no ano seguinte, o grupo participou em inúmeros encontros e foi realizada a terceira manifestação pública do IREN, num novo colóquio internacional. Este ano, não só os membros participaram em diferentes colóquios, como foram organizado vários encontros e este colóquio final, para fechar a actividade deste consórcio internacional.

A primeira conclusão é a de que a ideia de grupo ou associação de investigação composto apenas por membros europeus deve ser alargada a outras comunidades, pelo interesse e relevância de participações que durantes estes três anos chegaram ao grupo de África e América Latina. Contudo, ainda que formalmente europeu, este grupo de universitários e investigadores demonstra uma grande abertura à pesquisa que é feita em todo o mundo, pelo que mesmo de forma informal, tais participações continuarão a manter-se.

Os laços foram criados e agora resta criar um novo grupo de trabalho, com objectivos que, embora mais amplos, possam traçar as linhas futuras da investigação em rádio na Europa.

Do ponto de vista teórico, as maiores discussões centraram-se na semiologia da rádio e no futuro do meio, em termos de conteúdos, sistema de difusão e exploração comercial

A teoria da rádio revela-se hoje inadequada para caracterizar a dinâmica comunicacional do meio e a generalidade dos investigadores concorda com o desenvolvimento de perspectivas que tracem uma nova abordagem semiológica à rádio, a partir das perspectivas estéticas e artísticas que Ahrneim e mais recentemente Balsebre desenvolveram. Por outro lado, os novos modos de utilização e o comportamento dos ouvintes foram também temas em destaque, com análises sobre as plataformas digitais que mais podem afectar a rádio, como o podcasting. A Internet foi outro elemento analisado, especialmente no que concerne à transposição do meio para esta plataforma e as mudanças que comporta em termos de abordagem ao meio na perspectiva da produção, emissão e recepção.





“é um assunto interno da rádio”: RUM em crise A n…

15 11 2006

“é um assunto interno da rádio”: RUM em crise

A notícia é do Público e indica que a direcção da estação foi contestada por suspensão de programas e orientação do projecto.

A Rádio Universitária do Minho (RUM) está a viver momentos conturbados na sequência da suspensão há duas semanas dos programas de Sofia Saldanha, uma das vozes históricas de uma das mais emblemáticas estações de rádio universitária do país. Esta situação levou já à criação de uma petição na Internet, onde está a ser contestado o caminho traçado para a emissora pela actual direcção da instituição. [ler notícia]





França: comportamento de escuta em mudança A Medi…

13 11 2006

França: comportamento de escuta em mudança

A Mediametrie, oraganização francesa de medição e estudo das audiências, lançou “L’ánnée Radio 2005-2006”, um relatório sobre as tendências da rádio em França, onde se revela que os ouvintes adoptaram novos comportamentos de escuta [documento de apresentação do relatório]





Bruxelas: a rádio em análise RADIOS ET RECHERCHES …

7 11 2006

Bruxelas: a rádio em análise

RADIOS ET RECHERCHES : QUELLES VOIES / VOIX POUR LE FUTUR DE LA RADIO ?

Colóquio IREN dias 8 e 10 de Novembro (Louvain-la-Neuve/Bruxelas)

Principais oradores

“Por una nueva semiologia de la radio”

André BRETON (Universidad de Québec- Montréal)

“Las políticas de las radios comunitarias en Europa, una perspectiva comparativa”

Bart CAMMAERTS (LSI, Escuela de Economía de Londres)

“Radio y futuro en América Latina”

Manuel CHAPARRO (Universidad de Málaga /EMA-RTV)

“Radio : teorizar sobre el futuro”

Guy STARKEY (Universidad de Sunderland-Inglaterra)

Principais temas

Les fonctions sociales de la radio

Nouveaux usages et nouveaux auditeurs de la radio

Nouvelles approches sémiologiques qualitatives, ethnographiques pour l’étude des publics

Le langage de la radio

La radiodiffusion locale, régionale et communautaire

Repenser la radio, repenser les théories sur la radio

Une économie politique de la radio au futur

L’évolution de la production radiophonique

La radio au-delà de l’Europe

Communautaires, associatives, les radios du troisième secteur

Radio et nouvelles technologies





Programa recuperado Depois de “As Noites Longas…

4 11 2006

Programa recuperado

Depois de “As Noites Longas do FM Estéreo” [ler], há mais um programa de rádio, entretanto descontinuado no éter, que volta a ganhar vida, ainda que virtual. Na ronda habitual pelos weblogues vizinhos, constatei que Francisco Mateus, do Rádio Crítica, colocou na web a série de programas, “Como no Cinema”, que realizou na TSF entre 2000 e 2001.
Explica Francisco Mateus que “a série «Como no Cinema» teve 57 edições temáticas, e entendi disponibilizar – à razão de uma por semana – um conjunto de 39 por serem emissões completamente intemporais, com excepção de uma ou outra”. Para além de permitir escutar o programa no computador ou em podcast, no weblog criado para o efeito, o realizador apresenta a contextualização e um guião resumido do programa da semana em questão. Disponível em: http://comonocinema.blogspot.com/





Posto de Escuta: Podcasts nacionais a) Sena Santo…

4 11 2006

Posto de Escuta: Podcasts nacionais

a) Sena Santos versão podcast

A informação está disponível no weblogue Jornalismo e Comunicação, sobre o espaço diário “Assim vai o mundo”. Episódios diários ao estilo inconfundível de Sena Santos, agora em formato digital, disponíveis para download em http://senasantos.podcasts.sapo.pt/

b) O lado B

Pedro Esteves apresenta a edição #103 do “Lado B”, disponível para download em http://programaladob.blogspot.com





Audiências: And the winner is… o meio rádio (*) …

3 11 2006

Audiências: And the winner is… o meio rádio (*)

As audiências de rádio mantém as habituais oscilações e, no geral, o meio recuperou ouvintes, facto que nos leva a concluir a tão anunciada perda de 300 mil ouvintes poderá apenas ter sido não um efectivo abandono de ouvintes, mas uma variação trimestral fruto factores conjunturais, metodológicos ou de recolha de informação.

As notícias publicadas hoje (Público, Meios e Publicidade e Jornal de Negócios) resultam de informação divulgada pela Lusa e revelam que a RFM mantém a liderança e o Grupo Renascença reforçou a liderança.

Detalhadamente, verificamos que entre os dois principais grupos de rádio e de acordo com a informação da Marktest, a RFM começou o ano como a estação com maior índice de audiência (12,4% de AVV). A Renascença começou o ano na segunda posição (9,8% de AVV). A Comercial manteve a terceira posição no conjunto as estações mais ouvidas no país (7,8 de AVV). A Cidade FM situou-se na quarta posição (4,7 de AVV).
Por grupos de rádio, o grupo RR manteve o primeiro lugar, com 36% de share e o grupo MCR registou 25.3% de share.
Globalmente 79.4% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante um período de sete dias e 56.9% ouviram rádio na véspera.

No segundo trimestre há ligeiras oscilações que, isoladamente não representam uma tendência. A RFM (12,7% de AVV) e a Cidade FM (5,2% de AVV)cresceram, ao passo que a Renascença (9,6% de AVV) e a Comercial (7,6% de AVV) diminuíram ligeiramente.
Por grupos de rádio, 36,8% de share para o grupo Renascença e 24,8% de share para o grupo MCR.
Globalmente 80.7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante um período de sete dias e 55.6% ouviram rádio na véspera.

Relativamente ao terceiro trimestre, dispomos apenas da informação veiculada pelos media que nos indica que a AVV da RFM é de 13,7%, mantendo a rota de subida. A Renascença registou 10,1% de AVV. A Comercial apresenta 6,9% de AVV e a Cidade FM 4,8% de AVV.
O Grupo Renascença mantém a liderança com um share de audiência de 38,7% contra 21% do Grupo Media Capital Rádios.
Globalmente, 81,2% dos residentes no Continente com 15 e mais anos contactaram com este meio pelo menos uma vez durante um período de sete dias.

Conclusões: A RFM continua a crescer e a Comercial a diminuir os índices de audiência. A Renascença revela a indefinição da sua programação, desde que em 2001 deixou de ser a rádio mais ouvida no país. A ver vamos a evolução face à reformulação, dentro de vários meses.

A liderança da RFM remonta a 2001, altura em que a Comercial iniciou a tendência de queda e a RR diminuiu drasticamente o share de audiência. Em relação aos últimos anos, o share da RFM, apesar de naturalmente oscilar entre 1 a 2 pontos percentuais, tem-se mantido entre os 22 e os 25%, face ao da Comercial que, desde 2001 foi diminuindo, de um máximo de 12% para os 7,5% em 2005. A prestação da estação está a melhorar, pois na 1ª vaga deste ano obteve 13,5% de share, face a 21% da RFM. Na 2ª vaga, o share da Comercial foi de 12,4%, contra os 21,7% da RFM, oscilações que merecem análise detalhada face aos resultados globais do ano que ainda não acabou.

(*) Este texto foi escrito com o objectivo de analisar as audiências das estações mais ouvidas no país, sem qualquer intenção de favorecimento de grupos ou estações.