Química FM (Cascais)/ Revista MediaXXI O mais re…

17 10 2006

Química FM (Cascais)/ Revista MediaXXI

O mais recente número da Revista MediaXXI já está em banca. Destaco o artigo que escrevi sobre a Química FM, para a secção Actualidade Rádio.

Uma certa Química no ar…

Laboratório de FM

Em Cascais, um apaixonado projecto assume o prazer de comunicar, a independência e o experimentalismo, numa espécie de laboratório radiofónico

Por Paula dos Santos Cordeiro

Setembro viu nascer um novo projecto de rádio com emissão na região de Lisboa. Sediada em Cascais, na frequência da antiga CSB Rádio, a Química FM (105.4 FM) anuncia-se como financeira e esteticamente independente e, acima de tudo, diferente.

De acordo com a informação disponibilizada pelo director de programas, Carlos Simões, a Química FM é uma estação que foge à regra de formatação que predomina no panorama nacional da rádio. A Química não tem playlist e assume uma vocação musical que decorre da experiência e conhecimento de um amplo conjunto de profissionais há muito ligados ao meio, que se juntaram para “devolver à área da Grande Lisboa o amor pela rádio”, com um alinhamento de programas de carácter generalista e “uma considerável dose de programas e autor”. É um projecto financeiramente independente, vocacionado para a divulgação do que é “produzido dentro de um universo que se convencionou chamar de alternativo”.

A programação consagra espaço à informação, com uma “importante componente de informação cultural”. O pop, a electrónica, a música do mundo, o jazz, reggae e a produção portuguesa estão em destaque, a par com o espaço para “experiências sónicas”.

Um dos programas de autor, “Triângulo Escaleno”, já tem um blogue e os podcasts estão igualmente disponíveis em sítio próprio. Da responsabilidade de João Gonçalves e Vítor Junqueira, o programa vai para o ar aos Domingos à noite, numa espécie de reunião de amigos em que um deles, o convidado da semana, fala de si e da música que o rodeia. Outro programa, nas tardes de Domingo, revela uma tendência há muito abandonada pela rádio, a da produção externa. A “Terra Pura”, um programa dedicado às músicas do mundo, ocupa também as emissões da Rádio Zero, projecto online do Instituto Superior Técnico, da Rádio Universitária do Minho e da Antena Miróbriga (Santiago do Cacém). Há ainda um programa semanal da responsabilidade da netlabel portuguesa Test Tube que integra a grande variedade de programas de autor da grelha da Química FM.

Originalidade dos autores

Composta essencialmente por programas de autor, a grelha da Química inclui programas como: “Eclética” com Lucinda Sebastião (XFM, Marginal), “77”, um espaço para entrevistas, numa sessão dedicada às raízes e novidades do movimento punk, acompanhado pelo blogue de Billy, o autor, “h2 Jazz” com o músico Pedro Madeleno, “Pastor de Abelhas” de Mário Borges, “Ballet Mecânico” com os Dj’s Yari e Nuno, ou “Cobertor Eléctrico” de João Paulo Almeida e Pedro Vieira.





Podcast II Podcast em destaque no jornal Público …

16 10 2006

Podcast II

Podcast em destaque no jornal Público (15.10.06)

Os podcasts são um fenómeno que está a crescer: já apanharam os blogues. Fazem concorrência às rádios, jornais e televisões, mas não só. Já servem de arma a políticos. Segredo? Dão de graça aquilo que outros cobram.

“Vamos aprender mandarim com um Podcast?” por Joana Gorjão Henriques





Podcast Um olhar sobre o podcasting português, Lui…

16 10 2006

Podcast

Um olhar sobre o podcasting português, Luis Bonixe

Luis Bonixe levou a cabo um inquérito aos podcasters portugueses registados nos directórios Lusocast e Cotonete entre os dias 1 e 14 de Março de 2006 e que nessa altura tivessem sido actualizados pelo menos uma vez nos últimos dois meses.

O trabalho revela que:

  1. O autor é homem (73%), tem menos de 30 anos (76,19%), tem formação superior (78%), iniciou-se nesta actividade pelo “Gosto pelas novas tecnologias” e pelo “Gosto pela rádio”

  2. Os podcasts nacionais são maioritariamente produzidos por uma única pessoa (52%). O cenário do podcasting nacional inclui ainda podcasts de instituições religiosas, culturais e comerciais e podcasts colectivos, ou seja produzidos por duas ou mais pessoas.

  3. Os podcasters nacionais consideram que o podcasting representa uma nova forma de expressão (76,47%) e uma oportunidade para a rádio.

Para ler mais conclusões no blogue Rádio e Jornalismo





Rádio: automóveis lideram e donas de casa não têm …

13 10 2006

Rádio: automóveis lideram e donas de casa não têm companhia…

De acordo com os dados da Marktest, é no carro que os portugueses mais ouvem rádio (referência: ouviram na véspera).
A notícia em si não é nova, uma vez que o prime time radiofónico há muito que é denominado drive time. O que talvez muitos tenham esquecido, é que de facto, as pessoas ainda ouvem rádio em casa. Por curiosidade, aqui ficam apenas os valores do número de ouvintes nos principais locais de escuta:

  • 29.4% do universo em análise escuta rádio no carro;
  • 28,4% do universo em análise escuta rádio em casa;
  • 10,4% do universo em análise escuta rádio no local de trabalho;
  • 1,2% do universo em análise escuta rádio em outro local.

Acrescento a estes dados, a informação da Marktest sobre os alvos da rádio, que se caracterizam pelos jovens e adultos das classes mais altas, ou seja:

  • O grupo dos 25-34 anos lidera as audiências (75.6% de audiência acumulada de véspera);
  • Os indivíduos da classe alta lideram (73.0% de audiência acumulada de véspera);
  • Os quadros médios e superiores lideram (74.8% de audiência acumulada de véspera).

Falta portanto: uma rádio especialmente vocacionada para as mulheres, outra para os mais idosos (que entretanto a Renascença começou a equacionar a hipótese de desenvolver [ler]), outra para reformados e uma para as donas de casa.

Neste último caso, porque não recuperar e modernizar o velho modelo da rádio em Onda Média, cheia de programas de palavra, conselhos e ideias para o quotidiano, fazendo voltar à rádio os programas que inspiraram a programação das manhãs da televisão, adaptando-os aos cenários do consumo actual e à postura da mulher moderna, tornando-os apetecíveis para um universo que provavelmente não se revê na rádio que hoje se faz. E se a rádio é encarada como um negócio, então não tem de satisfazer o gosto ou a ambição musico-cultural de quem e gere, mas encontrar público que a oiça. Tal como qualquer outro produto, a rádio pode ser bem, ou mal feita. O seu maior ou menor interesse/ percepção de qualidade vai apenas depender do público a quem se dirige. Entre domésticas e donas de casa, a audiência acumulada de véspera em 2005 rondou os 70%. E se os idosos não são públicos comercialmente apetecíveis, já as donas de casa poderiam fazer regressar à rádio o velhinho Tide…





Hoje no Público: Detalhes sobre a Renascença O …

11 10 2006

Hoje no Público:

Detalhes sobre a Renascença


O grupo Renascença está a estudar a criação de uma nova marca de rádio dirigida aos ouvintes da faixa etária acima dos 54 anos (…) A empresa está a estudar o desenvolvimento do projecto Renascença Regiões, uma área que engloba actualmente oito estúdios regionais com programação própria, que emitem em cadeia de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 18h00, música, reportagens e um grande noticiário de informação regional.

Notícias sobre a Mega


A Rádio Ocidente, estação de Sintra que foi comprada no início do ano pela Renascença, é a nova rádio do projecto da estação jovem Mega FM (…) “A rádio terá um público-alvo jovem [dos 15 aos 25 anos], dentro das características do projecto da Mega FM”, referiu o responsável, salientando que a estação também irá ter uma vertente local, através da informação e de conteúdos próprios relacionados com a realidade do concelho de Sintra.





You Tube A compra do You Tube pelo Google e a pr…

11 10 2006

You Tube

A compra do You Tube pelo Google e a previsão de maior investimento publicitário em vídeos online:


O mercado publicitário no sector da difusão de vídeos online deverá multiplicar-se por seis até 2010, chegando aos 1,8 mil milhões de euros, representando 10% da publicidade total na Internet.

Para ler no DN de hoje “Publicidade na Net motiva compra do You Tube





Mupi com rádio: Para promover junto do público a…

9 10 2006
Mupi com rádio:

Para promover junto do público as mudanças operadas na Rádio Renascença, a campanha de publicidade inclui o som em directo da estação. De acordo com o Meios e Publicidade, a «espaço OMD criou um mupi interactivo que permite aos transeuntes ouvir rádio em directo durante três minutos». [ler notícia]






O "melhor dos tempos e pior dos tempos". Um especi…

8 10 2006
O “melhor dos tempos e pior dos tempos”.
Um especial sobre o futuro do jornalismo no Público
(Ana Machado)


Os especialistas estão de acordo: o jornalismo está a sofrer a maior transformação desde a industrialização da imprensa escrita no século XIX. Os desafios são muitos. Há uma avalanche de novas tecnologias que colocam novos desafios à profissão. Os media buscam a estratégia certa para responder a esses desafios. “Convergência” é a palavra-chave.

[ler]

“backpack journalism”


«Dentro de poucos anos, quem estiver familiarizado com este jornalismo de mochila hi-tech às costas não só vai ser dominante como vai dominar. As empresas de media vão ter de fazer a transição para a convergência com o on-line, como fizeram da máquina de escrever para o computador há 20 anos».

(Jane Stevens in Público) [ler]

A “primeira plataforma multimédia gratuita do mundo”


Esta convergência de meios que inspira a nova maneira de pensar uma redacção hoje. (…) Com uma nova arrumação física concêntrica da redacção, em que todas as editorias estão em sintonia, o desafio é retirar de cada trabalho o máximo partido em imagem, com vídeos na Net, e som, com podcasts de análises, ou entrevistas, por exemplo. (…) O lado negro desta mudança é a redução de pessoal (…) Para além disso há ainda o inevitável choque de culturas.

[ler]

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Arquivo online da BBC: A BBC vai testar um arqui…

6 10 2006
Arquivo online da BBC:

A BBC vai testar um arquivo online a partir da próxima Primavera que irá incluir conteúdos pagos e gratuitos. O director de new media e technology, Ashley Highfield, adiantou que «there will be a thin slice of a few programmes across all different genres, aimed at all different ages to see where the audience interest and demand will be. There will also be one small subgenre, for example fashion, which will see how deeply people are prepared to use it». A BBC está também a desenvolver uma parceria com a Microsoft e o mesmo responsável levanta também a hipótes da BBC disponibilizar conteúdos em serviços online como o MySpace ou YouTube.

Fonte: Broadcastnow, via Radio Studies





RDP bastante ‘poupadinha’, em relação às congénere…

5 10 2006
RDP bastante ‘poupadinha’, em relação às congéneres europeias:

Indica a notícia do Público que «o serviço público de televisão e rádio nacional custou, em 2004, 26,3 euros a cada português. Este valor representa menos de um terço do custo médio dos operadores congéneres europeus, que foi, nesse ano, de 81,4 euros, e torna o grupo RTP (que engloba a RDP) no segundo operador mais barato da Europa na relação custo por habitante. Em 2001, a RTP e a RDP custavam 47,2 euros por habitante». [ler notícia]



Por outro lado, no weblogue A Nossa Rádio está publicada a carta que Álvaro José Ferreira fez chagar ao Provedor do Ouvinte, chamando à atenção para o arquivo de “Os Sons Férteis”, programa que caracteriza com «com toda a propriedade serviço público (…) é das melhores coisas que a rádio nos proporciona, e que sabe bem ouvir quando nos apetece saborear um bom naco de poesia temperada com música» e que, tanto quanto parece, não está a «merecer a devida e merecida atenção de quem de direito no que respeita a actualizações no arquivo online». [ler texto]