Portugal não está entre os 15 países com mais util…

9 05 2006

Portugal não está entre os 15 países com mais utilizadores de Internet

A notícia é do El País e baseia-se num estudo recentemente desenvolvido pela ComScore Networks sobre o universo online a nível mundial. No total, a Internet conta com 694 milhões de utilizadores com mais de 15 anos em todo o mundo, representanto 14% do total da população mundial para esta faixa etária.
Os países da Ásia, nomeadamente a China, o Japão, Índia e Coreia representam cerca de 25% da população online, ultrapassando em 11% a hegemonia norte-americana, cuja população online corresponde actualmente a um quarto do total mundial.
No que respeita ao tempo passado a navegar, Israel está no topo da lista, com uma média de 57,5 horas online ao longo do mês, valor que corresponde ao dobro do tempo que os norte-americanos passam online. No top 5 da navegabilidade estão países como a Filândia e, entre outros, a Coreia do Sul, sendo também estes os países com maior penetração de banda larga. Portugal está no 9º lugar desta tabela, com 39.8 horas de navegação na Internet.

Para Portugal, os os dados do estudo Netpanel da Marktest, indicam que o tempo despendido na Internet a partir de casa no primeiro trimestre de 2006 esteve 31% acima do registado no mesmo período do ano anterior. Os dados da Marktest indicam ainda que o número de horas de navegação no trimestre cresceu, sendo que o tempo despendido neste meio se situou nas 29 horas e 33 minutos por utilizador, mais 6 horas e 11 minutos do que trimestre homólogo.
Importante reter é o número de utilizadores que temos em Portugal e aquilo que fazem quando estão online. Nesse sentido, o mesmo estudo da Marktest indica que 1 531 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram em suas casas na Internet, número que, pelo que me é dado a entender, exclui a navegação online a partir do emprego, que poderia aumentar um pouco a dimensão da amostra aqui representada. Ainda assim, os dados disponíveis indicam que no primeiro trimestre de 2006, o sapo.pt foi o domínio com mais utilizadores únicos, seguido do google.pt e do msn.com. Quanto a páginas visitadas, a liderança foi do hi5.com, à frente do google.pt, e do msn.com. Estas são os domínios e as páginas que são mais visitados. E o que fazem os portugueses ao visitar estas páginas? E quanto tempo permanecem nestas páginas?

Sabe-se que relativamente a 2005, foram 1 584 mil os portugueses que acederam à Internet a partir de casa, 97.1% do universo em estudo, e passaram mais de 150 milhões de horas online. Este valor corresponde a um crescimento de 24.5% face a 2004, tendo registado um crescimento de 88.0% em relação a 2002. Ainda assim, mais interessante do que hábitos de navegação, é conhecer o percurso tomado pelos utilizadores em cada página e quanto tempo permanecem em cada domínio ou página, respectivas sub-páginas e cliques efectuados em hiperligações. Os dados disponíveis na notícia online relativa a este estudo não indicam esta informação. Contudo, se alguém tiver conhecimento destes dados, agradeço a partilha…

Top 15 Online Populations by Country, Among Visitors Age 15+*
March 2006
Total Worldwide – All Locations
Unique Visitors (000)
Source: comScore World Metrix
Unique Visitors (000)
Worldwide Total: 694,260
United States: 152,046
China: 74,727
Japan: 52,100
Germany: 31,813
United Kingdom: 30,190
South Korea: 24,645
France: 23,884
Canada: 18,996
Italy: 16,834
India: 16,713
Brazil: 13,186
Spain: 12,452
Netherlands: 10,969
Russia: 10,833
Australia: 9,735
* Excludes traffic from public computers such as Internet cafe and, access from mobile phones or PDAs.





Leituras: A «doce mania de rádio» Imperdível, para…

8 05 2006

Leituras: A «doce mania de rádio»

Imperdível, para quem gosta de rádio, o texto a «doce mania de rádio», escrito por Francisco Mateus no Blog Rádio Crítica. Uma viagem pelas doces recordações dos anos 80 da rádio Comercial.





Posto de escuta: «Mel com fel», Emídio Rangel (08….

8 05 2006

Posto de escuta: «Mel com fel», Emídio Rangel (08.05.06)

Emídio Rangel dedicou hoje a primeira parte do seu ‘Fel’ à última manchete do jornal Expresso reflectindo, essencialmente, sobre questões como a credibilidade da primeira página, postura editorial e direcção deste jornal. Uma crítica que me recordou uma ‘estória’ curiosa do nosso jornalismo, que aqui publiquei em Março.

O arquivo sonoro ainda não está disponível para escuta na página da TSF. Uma falha grave da estação que tem o arquivo do «Mel com fel» com uma semana de atraso, para os ouvintes que gostam de recordar, ouvir por recomendação, ou fazer uma segunda escuta para novas interpretações e reflexões!

Dia 12.05.06: Já está disponível o áudio do Mel com fel referenciado nesta postagem [ouvir]





NetFM de volta à rede (continuação) O podcast re…

4 05 2006

NetFM de volta à rede (continuação)

O podcast representa um bom exemplo deste sistema que se estreou recentemente e que revela indubitavelmente o fim da era em que o tempo e o espaço determinavam o consumo de informação e comunicação. As mudanças anunciadas aos conceitos de tempo e espaço são efectivamente uma realidade e o próximo passo será o do anúncio do fim dos conceitos, na concretização das tendências deste novo milénio. Ainda vivemos de acordo com rotinas de tempo e espaço estabelecidas, que continuam a determinar os modelos de programação da rádio, como por exemplo, o drive time, espaço de tempo primordial para a rádio, em que os ouvintes se deslocam de casa para o trabalho.
A breve trecho, deixará de ser importante o sítio e a hora a que se escutam as emissões de rádio, aspecto que condicionará igualmente a forma como se trabalha na, e para a rádio. Ou seja, com a massificação do acesso à Internet e, particularmente, a massificação do acesso de banda larga, a par com a transformação da difusão para um modelo digital que terá não só, mas também, como sistema de difusão a Internet, a rádio deixará de ter horas de escuta que correspondem a momentos do dia e da actividade dos ouvintes. Veja-se o exemplo da Rádio Clube de Monsanto e de outras locais que têm, na Internet, um leque maior de ouvintes do que na difusão terrestre, resultado da escuta que é feita fora do nosso país pelos emigrantes portugueses. Para estes, é a noite da telefonia o momento mais importante de ligação à sua terra, de contacto com aquilo que lhes é tão próximo e contudo, distante, ainda que virtualmente presente. O programa de discos pedidos desta estação é um dos mais escutados pelos ouvintes, particularmente os que estão fora do país.
Tem emissão às 21h de Portugal, ou seja, 16h no estado de Nova Iorque (E.U.A.) e no Canadá, ou 10h em Zurique, na Suíça, para utilizar apenas alguns exemplos. A solução mais simples seria a repetição do programa considerando o fuso horário do destino com mais ouvintes online, mas, no futuro, a solução pode passar pelo podcast do programa para escuta em diferido no momento mais adequado.
Talvez o futuro traga também emissões nocturnas semelhantes às diurnas, para estações com um leque de ouvintes online que represente um atractivo comercial suficientemente interessante para o seu desenvolvimento. Ou será que, para os ouvintes se ligarem, têm de existir emissões nocturnas interessantes?
A música continua a ser um elemento interessante e fundamental para a rádio, contudo, deixou, há bastante tempo, de ser necessário escutar rádio para conhecer e ouvir música. Os serviços online de música e os canais online de música (muitas vezes designados por rádios) cumprem essa função na perfeição e deixam à rádio a tarefa árdua de acrescentar algo mais. Oferecer ao ouvinte o extra que a música, isolada, não consegue, apesar do significado que esta comporta em si mesma (continua).





Correcção ao post de Terça-feira Lidos os comentá…

4 05 2006

Correcção ao post de Terça-feira

Lidos os comentários aqui deixados sobre a questão do provedor da rádio pública, cabe-me tentar explicar a ideia, dado que efectivamente, me expressei mal.

Escrevi que «saí a 19 de Abril, dia em que foi noticiado inicío de funções do provedor dos ouvintes da rádio pública. Dada a ausência, não pude ainda perceber se há já diferenças na programação. O facto da maior parte dos blogues não falar sobre esta questão, à excepção do Rádio e Jornalismo e, obviamente, a Nossa Rádio, deixa-me preocupada. Devem, como eu vou estar, a aguardar novidades e a escutar atentamente as estações da rádio pública… »

Referia-me ao espaço que o provedor irá ter na programação, pois como um anónimo comentou «o provedor terá direito a 15m por semana de antena para responder a questões de ouvintes». O que queria dizer é que ainda não tive tempo de perceber se esse espaço já está no ar, mas pelo que percebi pelos comentários, o provedor ainda não iniciou funções, donde, não está ainda no ar o espaço do provedor.

As «diferenças na programação» eram tão somente o espaço que naturalmente o provedor terá de ter na grelha de programas para responder aos ouvintes. A «preocupação» prende-se apenas com o horário que este espaço irá ocupar e, dado que mais ninguém falou do assunto, obviamente não está ainda definido, ou, pelo menos, anunciado. Irão remeter o provedor para um horário com audiências residuais?… Sendo o provedor da rádio pública, terá um espaço em cada uma das estações ou terá apenas um espaço na programação de uma delas, provavelmente o canal generalista e com maior índices de audiência, a Antena 1?

Penso ter conseguido explicar a ideia inicial, que assumo, facilmente conduzia a vários tipos de dúvidas.

De resto, e no que respeita à outra ideia presente nos comentários, nomeadamente a que foi enunciada por JP Menezes, afirmando que «sinceramente não vejo em que é que a presença de um provedor (qualquer que ele seja) pode melhorar a programação», resta-me dizer que, na minha opinião, cabe ao provedor, com base na sua visão imparcial do meio e na interacção que desenvolve com a audiência, contribuir para melhorar a programação, ou seja, e contribuir para a construção e condução da filosofia da estação, quer ao nível da grelha de programas, linha editorial e musical da estação. Assumida com profissionalismo e integridade, esta função permite que, finalmente, exista de facto, uma ligação entre o serviço público de rádio e os seus destinatários, permitindo, desta forma, que este serviço público possa revelar os interesses e necessidades destes (ainda que tal possa, nem sempre, ser assim tão benéfico quanto em teoria parece…). É natural que comecem a ocorrer pequenos ajustes que, no final do mandato possam, do seu conjunto, revelar mudanças. Interferência directa? Não. Nem concordo que assim fosse.





Dixit "Me gusta la tecnología pero entendiéndola …

3 05 2006

Dixit

“Me gusta la tecnología pero entendiéndola como medio, no como fin. Para mí la tecnología es una herramienta, pero no confundo el medio con el fin”.

Carmen Caffarel, directora geral da Radio Televisión Española (El Pais)





NetFM: de volta à rede De regresso após vários …

2 05 2006

NetFM: de volta à rede

De regresso após vários dias sem escutar o éter nacional, confesso não ter sentido saudades.
Ou talvez tenha, das estações que algumas vezes sintonizo e que me dão sempre qualquer coisa diferente. Seja a música com menor grau de repetição, seja a conversa que acrescenta algo à música que se ouve ou que nos fala ao ouvido e, muito embora esteja longe de ser perfeita ou ideal, demarca-se do restante panorama radiofónico. Não senti falta das notícias, mas senti falta de saber o que se passava nos media nacionais. As notícias do mundo chegam-nos a qualquer lado via CNN e o que aconteceu em Portugal não teve, aparentemente, relevância «mundial». Espreitei os blogs vizinhos e percebi que o panorama dos media se mantém inalterado, sem grandes novidades. Excepto, talvez, a notícia do regresso do Lobo à Comercial…
Saí a 19 de Abril, dia em que foi noticiado inicío de funções do provedor dos ouvintes da rádio pública. Dada a ausência, não pude ainda perceber se há já diferenças na programação. O facto da maior parte dos blogues não falar sobre esta questão, à excepção do Rádio e Jornalismo e, obviamente, a Nossa Rádio, deixa-me preocupada. Devem, como eu vou estar, a aguardar novidades e a escutar atentamente as estações da rádio pública…
De resto, chego à conclusão que temos cada vez mais uma espécie de rádio mundial, onde, o que muda é a língua em que se fala e a música que se ouve. À primeira vista não há grandes semelhanças entre o panorama português e espanhol, contudo, se observarmos atentamente, a lógica comercial domina cada um este cenário radiofónico, muito embora neste país, a rádio de proximidade seja de facto, uma realidade e não uma cópia da rádio nacional, ou um retransmissor de emissões de outras estações. Também aqui se questiona o futuro da rádio. Tal como em Portugal, a questão passa tanto pelos seus conteúdos como pelo sistema de difusão. Os conteúdos querem-se, em toda a parte, relevantes para o ouvinte, com maior participação e envolvimento entre jornalistas, animadores e ouvintes. Também em Espanha se discute o fenómeno repetição e excesso musical, muito embora tenham mais exemplos do que em Portugal, de estações de rádio onde impera a palavra. No que respeita ao sistema de difusão, o digital assume-se como o futuro da rádio, muito embora não existam ainda definições quanto à plataforma de difusão. Tal como entre nós, também o podcasting é um fenómeno interessante e um desafio para a rádio, muito embora exista quem continue a considerar que a rádio nunca vai deixar de ser rádio, isto é, que a rádio, para continuar a existir, terá de se adaptar e renovar os seus conteúdos, reaproximar-se da audiência e voltar a ser útil, pois este continua a ser o meio que nos diz para levar o chapéu de chuva ou evitar a estrada X, devido a um acidente de trânsito. E isso, não se faz através do download de um podcast. (continua)