II Encontro Nacional de Rádios Universitárias: O …

26 05 2006

II Encontro Nacional de Rádios Universitárias:
O curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve, em parceria com a RUAFM (Rádio Universitária do Algarve) está a organizar um novo encontro de rádios para discutir o panorama, características e desafios das rádios universitárias no nosso país. A organização avança como principal objectivo, «traçar o perfil das rádios universitárias do país, a partir de uma análise comparativa de conteúdos e formatos de cada uma e debater pontos como o estatuto actual das rádios universitárias no panorama radiofónico nacional e a sua especificidade enquanto meios de comunicação laboratório».
O II Encontro terá lugar na Escola Superior de Tecnologia da UALG, no próximo dia 31 de Maio.
Estão confirmadas as presenças de representantes da Universidade FM, Rádio Universidade de Coimbra, Rádio Universitária do Minho e Rádio Zero, do Instituto Superior Técnico.



A participação do público na construção da comunic…

25 05 2006

A participação do público na construção da comunicação mediática


Membros do público participaram em várias discussões online com repórteres e editores para debater e discutir a cobertura de importantes eventos”. (John Pavlik)

Finalmente, parece que estamos no caminho das ideias de Bertold Brecht que, nos anos 30, desenvolveu uma perspectiva geral para a comunicação actual, tendo por base a operacionalização política da rádio.

Brecht adoptou uma postura que enquadrava a rádio no campo da política, por esta se apresentar com enormes capacidades de comunicação e intervenção na vida pública. A apropriação que o nazismo e o fascismo fizeram da rádio, levaram Brecht a encarará-la como um meio com amplas possibilidades de utilização no campo ideológico, um instrumento capaz de operar transformações sociais a partir da operacionalização das suas mensagens. Salientou que a discursividade do aparelho comunicacional da rádio, resultou, em diferentes períodos da História, num sistema propagandístico com implicações que merecem ser estudadas, tanto pela forma da sua construção, como pelos efeitos que provocou e as respostas da audiência.

Transformar a rádio num meio de comunicação, alterando a sua natureza original de meio de distribuição, foi a principal ideia que Brech avançou na sua «Teoria da Rádio».

Esta proposta visava conferir aos assuntos públicos o carácter de coisa pública, organizando o meio por forma a transmitir e receber, envolvendo os ouvintes e ligando-os entre si, num esquema de comunicação mais aberto em que o ouvinte se tornava também num produtor de comunicação.

Assim, “la radio sería el más fabuloso aparato de comunicación imaginable de la vida pública, um sistema de canalización fantástico, es decir, lo sería si supiera no solamente transmitir, sino también recibir, por tanto, no solamente hacer oír al radio-escucha, sino tambiém hacerle hablar, y no aislarle, sino ponerse en comunicación con él. La radiodifusión debería en consecuencia apartarse de quienes la abastecen y constituir a los radioyentes en abastecedores”1. De acordo com Brecht, a rádio deveria fazer uso das suas possibilidades de interactividade, fomentando uma comunicação bilateral, que tomasse em consideração a contribuição dos ouvintes, num processo de intercâmbio comunicativo.

Hoje, a comunicação mediática desenvolve-se a outro nível e desenha um novo paradigma, dado que, na web, os media tradionais encontram um novo esquema de comunicação que transforma a relação que estebelecem com a audiência, ou seja, do esquema de recepção passiva, passamos para outro de trocas interactivas e actualização permanente dos dados, no qual as audiências passam também a ser produtoras de comunicação. E, neste sentido, as mudanças ocorrem não apenas na rádio… No contexto online, os meios concorrem entre si e recorrem às diferentes linguagens de cada meio para produzir páginas multimédia ricas em conteúdo e informação. A rádio deixa de ser só som, a imprensa passa a recorrer ao som e imagens em movimento e à televisão, podemos retirar a imagem…. No caso da imprensa, está está sob a ameaça da emergência de um novo medium. Face à emergência de um modelo de distribuição gratuita, teme-se que o jornal em papel se torne cada vez mais um produto de consumo para uma maioria que procurará comunicação, emoção e divertimento. Vários autores reflectem as suas preocupações neste sentido, face à vocação dos media em acompanhar as tendências de gosto do público ou as tendências que os meios com maiores níveis de audiência foram impondo, nivelando por baixo a oferta de conteúdos e programas, com maior destaque para o entretenimento e a distracção, aspecto que a maior parte dos elementos da audiência privilegia. Em paralelo, estão as edições online dos jornais em papel e outros, criados especialmente para a rede, pelo que o papel será apenas para aqueles que não têm possibilidade de o consultar na Internet (que está também cada vez mais disponível, pelo que alguns autores fazem depender a “morte” do impresso das condições de acessibilidade à rede e velocidade de utilização). Neste cenário, a par com a informação gratuita, de massas, estarão outro tipo de jornais, destinados a uma minoria que procurará uma informação de qualidade, que se manterá paga, tendencialmente cada vez mais cara.

A televisão, tal como a imprensa, tem sido o meio que mais tem perdido terreno em relação à Internet, por obrigar a um maior grau de atenção à sua mensagem. A rádio é, dos três, o único meio que pode acompanhar as nossas actividades. A rádio na Net prefigura-se como um sistema de transmissão e acesso à informação, que se sobrepõe às suas funcionalidades enquanto sistema de comunicação, mas não substitui a sua existência tradicional. Dos meios de comunicação ditos «clássicos», a rádio é o que apresenta maiores potencialidades para produzir e receber comunicação. No entanto, uma observação sobre a evolução da comunicação do meio demonstra que este teve sempre uma estrutura unidireccional, construída pela estação emissora em função do que se pensavam ser os interesses dos ouvintes. Pelas suas características técnicas e discursivas, a rádio é o meio de comunicação social com maiores potencialidades de interacção. Contudo, a univocidade da comunicação radiofónica tem sido uma das características mais criticadas ao longo da sua história, face às possibilidades de interactividade que o meio oferece. Somos obrigados a concordar com esta afirmação, pelo menos no que respeita à rádio em FM, que nunca explorou em absoluto as possibilidades de comunicação recíproca que a rádio pode desenvolver.

A interactividade na rádio tem estado muito associada à ideia de interacção, partilha e comunhão, revelada pela participação do ouvinte na construção da narrativa radiofónica. O efeito de proximidade do ouvinte à rádio, tem sido conseguido através do correio dos leitores, dos programas de discos pedidos que deixam à audiência o poder de decisão sobre a música de um determinado espaço da programação, dos passatempos e dos programas de antena aberta, expoente máximo desta ideia de interacção, pela forma como os ouvintes chegam ao ponto de interagir uns com os outros, ainda que de forma muito indirecta, respondendo e comentando as participações anteriores.

No campo da informática, a interactividade diz respeito ao grau de intervenção do utilizador no sistema informático através da introdução de dados e comandos. Se a interacção já era possível na rádio tal como a conhecíamos até aqui, através da Internet, a rádio desenvolve esta capacidade sustentada pelos sistemas multimédia de natureza interactiva, que permitem que o utilizador abandone uma postura passiva e passe a controlar a forma como recebe a informação, decidindo o que vai explorar e como o vai fazer. A não linearidade no acesso aos conteúdos altera o esquema de recepção, que antes era previamente determinado pelo emissor. O produtor deixa de monopolizar o consumo dos dados, deixando nas mãos do ouvinte/utilizador as definições do consumo da comunicação.

Autores que analisam a relação do jornalismo com a tecnologia são unânimes no que respeita à concepção da interactividade enquanto aspecto diferenciador entre os media online dos media tradicionais, no sentido em que permite a comunicação bi-direccional, através do correio electrónico e fóruns de discussão, meios que favorecem a ligação entre a comunicação de massas e a comunicação interpessoal. Actualmente, a participação do público para a construção da mensagem mediática revela-se ao nível da construção da notícia, em sites de natureza informativa ainda que não rigorosamente noticiosos, websites temáticos, muitas vezes com informação útil e actualizada, fóruns de discussão, weblogs de natureza diversa e podcasts de natureza igualmente diversa. E o que fazem os grandes media para aproveitar este interesse e capacidade de produção dos cibernautas? Muito pouco. As razões que se prendem com a complexa problemática do controlo da informação tem gerado variadas discussões em torno da liberdade de expressão face aos excessos e atentados à ordem e moral que, muitas vezes, têm ultrapassado os limites do bom senso. No entanto, as predições de vários autores começam a figurar-se cada vez mais realistas, no sentido em que o jornalismo irá, ou está, a confrontar-se com a possibilidade de cada um actuar como jornalista, pela facilidade de acesso às fontes e de disponibilização de conteúdos na Internet.

A Internet é um medium veiculador de vários media – organizações com objectivos especiais – e simultaneamente de conteúdos produzidos por utilizadores individuais”2. Os novos media, em especial os que são criados especificamente para a rede, e própria rede enquanto media, fazem desequilibrar o poder do emissor, por tornarem as fontes acessíveis a qualquer utilizador, de forma não mediada e independente do controlo da comunicação de massas. Se, por um lado, a Internet se apresenta com grande potencial para acesso à comunicação e informação, por outro, a falta de limites levanta questões pertinentes relativamente à autenticidade das informações encontradas, ao excesso de publicidade, pornografia e ao jogo, entre outros aspectos igualmente importantes. A decisão de integrar a produção individual no conteúdo dos media pode parecer revolucionária, pelos riscos inerentes, do ponto de vista da qualidade, usurpação das funções do jornalista e, em parte, pela possível substituição da sua figura. Contudo, no mundo online, a actividade de selecção, hierarquização, descodificação, contextualização, contrastação e interpretação de informação, está à partida diluída entre os jornalistas e todos os que têm capacidade desenvolver a sua própria interpretação, configurando cenários de carácter individual, a partir de fontes de informação partilhadas.

Sabe-se que os conceitos de qualidade e quantidade não são, naturalmente, sinónimos. Mais do que oferecer conteúdos em excesso, na web, os media deverão manter uma estratégia no sentido da procura de qualidade em detrimento da quantidade, mantendo-se a relação de dependência entre a empatia e a fiabilidade da informação para a fidelização dos cibernautas. Contudo, dado que na sua generalidade, os media portugueses na rede não fazem uso das potencialidades do hipermedia e do hipertexto, a apresentação de outro tipo de conteúdos, de produção paralela à equipa desse órgão de comunicação, poderia ser uma forma de dinamizar a oferta de conteúdos do órgão em questão, ampliando e diversificando os recursos da sua página online, com conteúdos seleccionados e editados pelos responsáveis do órgão e, portanto, mediada. Contudo, tal iniciativa pode significar um aumento da concorrência, desta feita, dentro do próprio meio de comunicação…

1 BRECHT «Teoria de la Radio», In BASSETS, 1981: 56.

2 BASTOS, 2000: 57.

Bibliografia:

BASSETS, Lluis, 1981, De Las Ondas Rojas a Las Radios Libres, Barcelona, Gustavo Gili

BASTOS, Helder, 2000, Jornalismo Electrónico, Coimbra, Minerva

PAVLIK, John, 2000, «The Impact of Technology on Journalism», Journalism Studies, vol. 1, n.º2




Asociación de Periodistas Bloggers Já está …

23 05 2006

Asociación de Periodistas Bloggers

Já está online o website (em formato blog) da Asociación de Periodistas Bloggers, recentemente criada a propósito do I Congresso Internacional de Blogs e Periodismo en la Red, que decorreu na Universidade Complutense de Madrid no passado mês de Abril.
No decurso da organização do Congresso, a ideia de criação de uma associação desta natureza foi tomando forma, tendo-se concretizado esta semana, depois das primeiras inscrições por parte de quem participou e assistiu às sessões do congresso.
Criada com o objectivo de desenvolver a actividade jornalística através dos blogs, a APBloggers assume como objectivos específicos, «fomentar el adecuado desarrollo ético y de calidad del periodismo a través de los blogs (weblogs o bitácoras) y a difundir y promover la capacitación profesional de los periodistas bloggers; representar dentro de su ámbito a la profesión periodística asociada, en todos los órdenes legales, sociales, administrativos, judiciales, etc., y Vigilar y promover activamente el derecho a las libertades de información y expresión garantizadas por la Constitución española para todos los ciudadanos».
Para os interessados, mais detalhes sobre a associação e ficha de inscrição no blog da APBloggers.



RDP mais multimédia Cumprindo objectivos proposto…

17 05 2006
RDP mais multimédia

Cumprindo objectivos propostos, a rádio pública deu início ontem a um conjunto de projectos e actividades que irão transformar a vertente online das estações do grupo. Com o objectivo de modernizar a oferta de conteúdos na Internet, estão a ser desenvolvidos vários projectos que incluem o lançamento de estações e canais de música online, a par com a oferta de podcasts de programas e outros conteúdos, criados exclusivamente para esse efeito.
Desenvolvida para celebrar o aniversário do compositor austríaco, a rádio Mozart estará online até ao final do ano, sendo a primeira de várias iniciativas do grupo, que, de acordo com o comunicado de imprensa, delineou um «ambicioso projecto de investimentos, com o objectivo de ajustar toda a cadeia de produção, emissão e arquivo à tecnologia digital» e procura «colocar a Rádio e a Televisão públicas na vanguarda da tecnologia digital». No caso da rádio, esta acompanha o desafio tecnológico que está a ser colocado à rádio e aproxima-a do que está a ser feito ao nível das estações privadas nacionais e da generalidade das estações internacionais.
Esta expansão para o online vem tarde em relação ao panorama geral, contudo, coloca, finalmente, a rádio pública num patamar tecnológico com uma oferta variada de conteúdos, em plataformas diferentes, que ultrapassa a emissão terrestre, e possibilita o desenvolvimento de novas afinidades entre os ouvintes e as estações, bem como novas experiências de escuta.
A página multimédia apresenta uma oferta que, para já, compreende emissão em directo das várias estações, um arquivo de programas do canal, arquivo áudio com entrevistas, reportagens, dossiers especiais e outros momentos de rádio, bem como um conjunto de podcasts de programas e rubricas das várias estações.




Rádio futebol: TSF, MCR e RDP «O campeonato do Mun…

16 05 2006

Rádio futebol: TSF, MCR e RDP

«O campeonato do Mundo é sempre um dos maiores eventos de informação que se colocam aos meios de comunicação social», disse ao DN José Fragoso para explicar as alterações na grelha de programação para os próximos tempos. O acompanhamento do Mundial de futebol é um dos grandes investimentos da estação, com uma cobertura detalhada do evento e programas especiais. De acordo com o DN, saem de antena alguns programas, nomeadamente o Forum Mulher e os espaços diários de desporto. O jornal adianta ainda que, no final de Maio, terminam o Directo ao Assunto, Contas de Cabeça, Mel com Fel e Cromos TSF, sendo que, depois do Verão, alguns destes espaços ainda não têm regresso definido. A ocupar o espaço destes programas, haverá «informação diária em cinco edições do Diário do Mundial, transmissões de todos os jogos da Selecção e da final do campeonato, emissões especiais em todos os dias de jogo», acompanhada do programa Especial Selecção, de segunda a sexta-feira, entre as 15h e as 17h. Os Sinais, de Fernando Alves, entram em campo como Sinais do Mundial, com reflexões sobre o que vai acontecendo na Alemanha. A Bancada Central, de Fernando Correia, passa a Bancada Central do Mundial. Para além destas alterações, a equipa TSF vai ser reforçada com jornalistas e comentadores, destacando-se a colaboração de um jornalista angolano e um brasileiro.

A concorrência apresenta igualmente uma estratégia de ataque ao mundial, com a estreia da rádio Portugal, uma iniciativa da MCR que se assume como uma rádio da seleccção e está disponível online. Trata-se de um projecto semelhante ao que a empresa lançou anteriormente para acompanhamento das presidenciais e que terá uma duração temporal limitada ao campeonato mundial de futebol. A rádio Portugal, com emissão em onda média, nas frequências de 1035 AM (centro e sul) ou 738 (norte do país) e on-line, irá, durante os próximos 56 dias, cobrir o Campeonato da Europa de sub-21 e o Mundial de Futebol.

A rádio pública prepara-se igualmente para avançar com a sua rádio do Mundial que irá estar disponível online durante o campeonato do mundo da Alemanha. A par com esta novidade, está o lançamento de novos conteúdos rádio, nomeadamente rádios temáticas e podcasts, acompanhando a tendência geral do sector. Neste sentido, está em preparação a Rádio Mozart, para celebrar o aniversário do nascimento do compositor, bem como a disponibilização de entrevistas, rubricas ou programas das rádios do grupo, a par com outros conteúdos, disponíveis apenas para download.




Rádio futebol: TSF, MCR e RDP«O campeonato do Mund…

16 05 2006

Rádio futebol: TSF, MCR e RDP

«O campeonato do Mundo é sempre um dos maiores eventos de informação que se colocam aos meios de comunicação social», disse ao DN José Fragoso para explicar as alterações na grelha de programação para os próximos tempos. O acompanhamento do Mundial de futebol é um dos grandes investimentos da estação, com uma cobertura detalhada do evento e programas especiais. De acordo com o DN, saem de antena alguns programas, nomeadamente o Forum Mulher e os espaços diários de desporto. O jornal adianta ainda que, no final de Maio, terminam o Directo ao Assunto, Contas de Cabeça, Mel com Fel e Cromos TSF, sendo que, depois do Verão, alguns destes espaços ainda não têm regresso definido. A ocupar o espaço destes programas, haverá «informação diária em cinco edições do Diário do Mundial, transmissões de todos os jogos da Selecção e da final do campeonato, emissões especiais em todos os dias de jogo», acompanhada do programa Especial Selecção, de segunda a sexta-feira, entre as 15h e as 17h. Os Sinais, de Fernando Alves, entram em campo como Sinais do Mundial, com reflexões sobre o que vai acontecendo na Alemanha. A Bancada Central, de Fernando Correia, passa a Bancada Central do Mundial. Para além destas alterações, a equipa TSF vai ser reforçada com jornalistas e comentadores, destacando-se a colaboração de um jornalista angolano e um brasileiro.

A concorrência apresenta igualmente uma estratégia de ataque ao mundial, com a estreia da rádio Portugal, uma iniciativa da MCR que se assume como uma rádio da seleccção e está disponível online. Trata-se de um projecto semelhante ao que a empresa lançou anteriormente para acompanhamento das presidenciais e que terá uma duração temporal limitada ao campeonato mundial de futebol. A rádio Portugal, com emissão em onda média, nas frequências de 1035 AM (centro e sul) ou 738 (norte do país) e on-line, irá, durante os próximos 56 dias, cobrir o Campeonato da Europa de sub-21 e o Mundial de Futebol.

A rádio pública prepara-se igualmente para avançar com a sua rádio do Mundial que irá estar disponível online durante o campeonato do mundo da Alemanha. A par com esta novidade, está o lançamento de novos conteúdos rádio, nomeadamente rádios temáticas e podcasts, acompanhando a tendência geral do sector. Neste sentido, está em preparação a Rádio Mozart, para celebrar o aniversário do nascimento do compositor, bem como a disponibilização de entrevistas, rubricas ou programas das rádios do grupo, a par com outros conteúdos, disponíveis apenas para download.




TSF: rádio do ano nos Prémios M&P 2005 A TSF foi…

13 05 2006

TSF: rádio do ano nos Prémios M&P 2005

A TSF foi distinguida prémios Meios e Publicidade como a melhor rádio do ano.




Hoje no DN: "Acabar com os fóruns por medo seria …

12 05 2006

Hoje no DN: “Acabar com os fóruns por medo seria negativo”

O artigo, escrito a propósito de um a intervenção obscena no programa «Opinião Pública» da Sic Notícias, levou o DN a avaliar a participação dos ouvintes nos programas de antena aberta. O texto, no geral, reflecte a opinião dos vários responsáveis por programas desta natureza sobre o sucedido e sobre a generalidade das participações dos ouvintes.

O que me levou a ler o artigo foi exactamente o título, pois associei de imediato a questão do medo e da negatividade a pressões internas ou externas de outra natureza, e não com o facto do directo dar a oportunidade aos ouvintes de, efectivamente, dizerem aquilo que querem. Mesmo quando o que dizem é absolutamente inaceitável sob todos os pontos de vista. Assim, e para concluir, o título do artigo baseia-se numa frase proferida pelo director de informação da Antena 1, João Barreiros que afirmou que «acabar com eles por medo do imprevisto seria profundamente negativo»…

Sobre a antena aberta, retomo afirmações que já aqui deixei em postagens anteriores: considero muito importantes os programas de antena aberta pois, para além de se apresentarem como um «ponto de encontro» onde o público pode trocar ideias, estes debates mediatizados fornecem uma excelente base de representação social. São espaços de discussão nos quais as pessoas podem defender as suas ideias em voz própria, factor vital para a construção de uma identidade cultural. Mais do que providenciar um espaço, participam na construção da esfera pública, através de um estilo comunicativo baseado na interactividade, aproximando públicos diferentes, mesmo que não se desenvolva uma opinião comum. Na actualidade, estes são dos programas interactivos com maior audiência na rádio e que dão voz ao cidadão anónimo, permitindo-lhe, ainda que por breves momentos, opinar sobre as temáticas em debate, num processo de amplificação da voz que exalta a liberdade de expressão.

Situações como a que aconteceu recentemente à jornalista Marta Atalaya no programa «Opinião Pública» são absolutamente pontuais e, apesar da sua gravidade do ponto de vista da total falta de educação e bom senso, a par com uma espécie de ‘atentado’ pessoal à jornalista que conduz o programa, não são, a meu ver, suficientes para mudar a dinâmica destes programas, muito menos para os eliminar de qualquer grelha de programas. Tal como afirmou ao DN José Fragoso, director da TSF, “se o ouvinte viola o espaço que lhe é dado, tiramo-lo do ar e arrumamos a questão. Tão simples como isso.”

Mais sobre antena aberta aqui.





Apostar no online A norte-americana Clear Channel …

11 05 2006
Apostar no online
A norte-americana Clear Channel admite não ser apenas uma empresa de rádio, antes uma produtora de conteúdos. A afirmação é o CEO da empresa, Mark Mays que, em declarações ao webiste Paid Content, reproduzidas pela RAIN, indicou que «…We have moved beyond just being in the radio business.
(…) we are in the content creation business…». Os resultados da Clear Channel desde o início do ano em termos streaming e visitas às páginas do grupo encorajam a empresa a apostar no online para rentabilizar o seu negócio.
De facto, as páginas online das rádios do grupo apresentam uma interessante variedade de conteúdos resultado da estratégia de investimento nesta área que irá continuar a desenvolver-se com a afectação de mais recursos para a «Clear Channel online music and radio group, which consists of 900-plus sites that are high quality and content rich», afirmou também Mark Mays. Ao nível do podcast, a Clear Channel aposta forte neste tipo de conteúdo e anunciou recentemente a expansão do portfolio de podcasts, sendo que «Clear Channel Radio’s accelerated roll-out of its podcasting initiative will provide nearly 20 new feeds of popular on-air content from 12 more stations, with an additional 10 expected to launch».



NetFM de volta à rede (última parte) A ligação d…

10 05 2006

NetFM de volta à rede (última parte)

A ligação do ouvinte à rádio é um fenómeno em tudo semelhante à ligação do consumidor à marca, no sentido da relação de fidelidade que estabelece e da ligação emocional que desenvolve ao longo do tempo. A compreensão dos factores que determinam essa relação é fundamental para o desenvolvimento de um serviço, no caso da rádio, uma programação que satisfaça as necessidades do ouvintes e mantenha consistentes as suas expectativas do ponto de vista emocional. Note-se que podemos estar efectivamente satisfeitos com a qualidade dos serviços informativos prestados por uma estação e contudo, não conseguirmos desenvolver qualquer empatia com o indíviduo que conduz um determinado programa ou espaço horário. Assim, entender o nome da estação de rádio e o serviço que presta como uma marca é entendê-lo como um símbolo de consistência face à variedade e qualidade duvidosa da generalidade da oferta. Mais do que em qualquer área de negócio, no mercado da rádio, o envolvimento e associação são fundamentais para o desenvolvimento de uma afiliação privada e pessoal, conseguindo-se esta, através da programação, ao nível do tipo da sua construção e do género de conteúdos apresentados, ao que se junta uma estratégia de marketing para seduzir os ouvintes menos atentos ou sintonizados noutras frequências, levando-os à escuta da estação através da criação e projecção de conceitos atractivos mas simples, de forma clara e repetida. Aqueles que nos fazem gostar da rádio. Aqueles que fazem com que o nome da rádio ganhe significado. No fundo, que se assuma como uma marca.

Tal como em todos os domínios da comunicação, quando entendida como uma área de negócio, também a rádio depende da concretização de um projecto comercial que se deseja de elevada rentabilidade. Como tal, o desenvolvimento do mercado da rádio tem vindo a ser conduzido numa lógica de negócio, de procura de audiências e níveis de facturação, com naturais consequências ao nível da programação e programas da rádio, cada vez mais orientados para as audiências, sendo que esta preocupação implica que se vá ao encontro dos gostos e expectativas do público, correndo o risco de nivelar por baixo, negligenciando a «educação» em função da «distracção».
A história da comunicação social corresponde à dinâmica do confronto entre critérios jornalísticos e critérios financeiros para a construção do sistema mediático. Nesse sentido, e em traços muito gerais, assistimos, ao longo da última década, assistimos a uma passagem de um carácter político na estrutura dos media para um carácter económico. Os meios de comunicação social passaram a depender e a obedecer a regras de mercado que condicionam a orientação editorial, quer pela especialização dos media, quer pela introdução de um novo tipo de abordagem, mais generalista no sentido da sua superficialidade, espectacularização e, em inúmeros exemplos, sensacionalismo, acompanhado de programas de má qualidade ou programações formatadas e demasiado homogéneas.
Conceptualmente, o cenário apresenta-se esgotado para a rádio, como se o sistema de difusão analógico não tivesse mais nada a explorar, transferindo para o digital, a fonte de oportunidades para este meio. Em parte, a perspectiva que encerra o analógico em prol do digital resulta da própria evolução dos media, no sentido da sua total digitalização, ou seja, daquilo que para a rádio, pode ser o futuro, através da combinação do modelo actual com a diversidade de plataformas digitais que podem assumir dierentes combinações: difusão em frequência modelada e difusão online, telemóveis e podcasts. Por cá, não há ainda exemplos deste tipo de combinação, contudo, nos Estados Unidos as empresas de radiodifusão estão a promover novos canais digitais para que a concorrência passe do analógico para o digital, onde os ouvintes podem encontrar mais canais, maior variedade e melhor qualidade sonora. Da mesma forma, redes de difusão wireless, serviços que providenciam a escuta de rádio online estão a invadir o mercado norte americano, oferecendo aos consumidores uma nova variedade de conteúdos ao nível do entretenimento e de opções de escuta, que se quer mais atractiva que as existentes.
No contexto moderno da comunicação, em que os sistemas multimédia se assumem como uma via paralela de acesso à comunicação e informação e tendem, em algumas circunstâncias, a substituir os media ditos tradicionais, a rádio tem de recuperar a sua importância ao nível da programação de entretenimento, substituindo sequências infindáveis de música por esquemas relevantes para o ouvinte. Ou seja, antes de mais, é necessário compreender de que conteúdos é feita a programação da rádio e que objectvos se definem para cada um dos seus elementos. A habitual associação que se faz da música enquanto única fonte de entretenimento é absolutamente incompleta, fazendo apenas sentido pela utilização que hoje em dia dela se faz. Donde, a rádio utiliza a música não apenas como um dos elementos da sua linguagem, mas em substituição de alguns dos seus elementos, sendo o mais óbvio, a palavra. A música no seu aspecto instrumental tem significado em si e, quando combinada com outros sons e/ou palavras, funciona como um auxiliar para significar qualquer coisa para além do seu próprio significado. Sendo a música o elemento da linguagem rádiofónica que tem significado em si próprio para além do que ganha na associação dos restantes, esta tem vindo a ser utilizada apenas por esta sua característica, facilitando, mas empobrecendo, a construção da programação e a animação dos espaços horários.
A música, se associada à palavra, pode também ser informação, no sentido em que contribui para a formação do indivíduo.
Nos anos 60, Umberto Eco debruçou-se sobre as características da rádio, distinguindo-a a par com a televisão, como um meio técnico (transmissão de sons imagens à distância) e artístico. No seu entender, a rádio seria promotora de uma linguagem autónoma e criadora de novas possibilidades estéticas. Do ponto de vista da recepção, ao oferecer novas modalidades de audição, a rádio estaria a oferecer novos estímulos à sensibilidade, explorados pelos ouvintes de acordo com a sua maior ou menor preparação musical. Na verdade, a rádio tem construído a sua programação através da música, assumindo que assim, apresenta uma programação voltada para o entretenimento. Assim, se entretenimento é uma mera distracção, não será uma forma redutora de usar a música e demasiado pobre para o ouvinte, que, gradualmente se veio habituando a ter aquele ruído de fundo que até toca umas músicas «engraçadas»? Mais do que apenas isto, para sobreviver no contexto comunicacional que se avizinha, a rádio tem de ser mais do recreação musical e notícias à hora certa. A rádio tem de manter a sua utilidade e incrementá-la, ao mesmo tempo que nos faz ter de novo vontade de passar a tarde, ou a noite de ouvido colado à rádio…