Instrumentos digitais: a tecnologia na rádio (I) …

31 03 2006

Instrumentos digitais: a tecnologia na rádio (I)

Na rádio, a revolução digital está ainda por completar, mas já se perspectiva que esta nova modalidade de radiodifusão, represente o maior salto técnico dado pela rádio, não só pelo aumento de qualidade na recepção, mas também pelas possibilidades que a tecnologia digital oferece à produção radiofónica e pelo aumento da qualidade da cobertura do sinal das estações emissoras.
A radiodifusão resulta de um processo histórico de desenvolvimento tecnológico de sistemas de transmissão da informação, cada vez mais rápidos. As inovações tecnológicas renovam os suportes de transmissão da informação, ao mesmo tempo que reduzem o tempo e o custo de transmissão pelos diversos canais, mantendo a sua qualidade. Depois da generalização do FM, seguiram-se novos percursos, com a aplicação da informática à radiodifusão, a transmissão por satélite e o cabo de fibra óptica. As transformações dos suportes e sistemas de gravação, reprodução, edição e transmissão chegaram a uma nova fase. A reconceptualização da rádio acrescenta estímulos visuais à percepção auditiva e reflecte uma nova atitude por parte do ouvinte, que faz usos dos sistemas interactivos que a rádio coloca ao seu dispor. A rádio na Internet comporta igualmente profundas alterações ao que temos vindo a entender por «rádio». A digitalização permite o desenvolvimento de novas técnicas, que vêm modificar os procedimentos de produção e transmissão da mensagem radiofónica, ao mesmo tempo que resulta num novo esquema organizacional para o meio.
O esquema de recepção tradicional não serve para as potencialidades que a convergência digital permite e já está a obrigar à adaptação dos receptores de rádio [exemplo1; exemplo 2]. Mesmo que não seja uma mudança radical e o sistema digital conviva com o FM e o AM durante mais algum tempo, a sua massificação vai gerar um fenómeno de maior competição entre as rádio. A implantação da rádio digital permite que todos os difusores estejam no mesmo sistema, tenham o mesmo alcance e o mesmo nível de qualidade de sinal, colocando as estações emissoras em pé de igualdade em termos técnicos. A batalha das audiências vai passar para o nível dos conteúdos, construindo rádios quase personalizadas, num esquema de especialização que irá multiplicar os canais em função da variedade de géneros musicais e do tipo de informação que se deseje ouvir.
Estamos neste momento numa fase em que se verifica a diversificação dos sistemas de difusão. Enquanto plataforma, a Net amplia a capacidade de difusão da rádio, porque não há limite de canais e a rádio consegue chegar a todos os pontos do globo, desde que exista um computador ligado à rede.
Tal como a própria Internet, também a rádio na Net precisa de uma definição e uma identidade. Ainda não está concretamente definida a identidade da world wide web e já se fala numa nova Internet, contudo, este contexto comunicativo tem uma linguagem própria, caracterizada pela integração de elementos multimédia. A web pode ser considerado um sistema que abre inúmeras possibilidades e através do qual o conceito de rádio pode mesmo ser re-escrito.
O potencial extraordinário da web permite a experimentação de modalidades diferentes de informação e programação, bem como novos conteúdos e formas de emissão, que favorecem novas relações com o meio e o consumo. Por estar na Net, a rádio não deixa de ser rádio, mas permite que se aproveitem as características da web para fornecer elementos diferentes ao áudio, em termos de frequências, programação e publicidade. Não podemos encarar a Internet enquanto ameaça para a rádio, mas como complementaridade e, num futuro próximo, como concorrência em termos de suporte de difusão pelas possibilidades que oferece uma emissão interactiva e pelas diferenças que existem na audiência on-line. Nesta altura, há essencialmente três modelos que carcaterizam a rádio na Internet. O mais recente, telemático, encontra-se exclusivamente on-line, com serviços próprios e vulgarmente designado webradio. Outro, correspondente aos operadores que exploram a Net paralelamente à emissão regular, assumindo a sua presença na rede como mais um canal de difusão que transforma a rádio num modelo de comunicação multimédia; e, finalmente, um modelo testimonial, correspondendo à emissoras que têm uma presença mínima na rede, inicialmente apresentando os seus dados e programação. Actualmente, há alguns exemplos de estações que se limitam a apresentar o nome da estação, contactos e ligação para escuta online. No caso português, estes exemplos decorrem em grande parte do projecto lançado pela Associação Portuguesa de Radiodifusão, o ROLI, cujo principal e primeiro objectivo foi colocar as estações de rádio locais com emissão online e, na sua segunda fase, irá construir e enriquecer as páginas web para estas estações.




E.U.A.: Where do people get news? De acordo com o …

29 03 2006

E.U.A.: Where do people get news?

De acordo com o relatório recentemente publicado pela PIP (PEW INTERNET & AMERICAN LIFE PROJECT), para a maior parte dos utilizadores de Internet de banda larga, esta é a sua principal e primeira fonte de informação noticiosa. «Some 50 million Americans turn to the internet for news on a typical day, a new highwater mark for online news-gathering that coincides with rapid growth of broadband adoption in American homes». A pesquisa decorreu em Dezembro do ano passado e apontou para seis possíveis fontes de informação, nomeadamente, televisão local, televisão nacional, rádio, jornal local, Internet, jornal nacional. Os resultados do estudo Online News indicam que os utilizadores de banda larga recorrem mais à Internet, um hábito que se vem desenvolvendo e que coloca este meio a par da televisão nacional e da rádio.
A amostra incluiu utilizadores e não utilizadores de Internet. No caso dos que não utilizam a Internet, a televisão e os jornais locais são a fonte principal de notícias, ao passo que para os utilizadores de Internet, o peso dos diferentes meios está mais diversificado. Facto curioso respeita aos que, depois da televisão, recorrem à rádio para se manterem informados. Talvez escutem rádio via FM enquanto navegam na Internet ao longo do seu dia. Já os utilizadores de banda larga revelam uma ligação maior à Internet, apesar da televisão e rádio serem apontados como os principais meios para acesso às notícias. Há ainda uma minoria de utilizadores que corresponde a 44% da população norte americana com acesso à Internet, e que corresponde à percentagem de utilizadores com maior envolvimento online, ou seja, os que, para além de acesso banda larga, optam ligações de alta velocidade com margens de tráfego bastante elevadas. destes, 71% acedem às notícias pela Internet, enquanto 53% escolhe a rádio. O resumo do relatório indica claramente que a Internet é a fonte principal de acesso às notícias, mas não indica os websites que os utilizadores consultam. Estarão a procurar notícias na página de uma rádio ou irão directamente à CNN?…

Uma ideia interessante que se poderia igualmente desenvolver em Portugal para perceber não só qual o meio que os portugueses mais utilizam e, dos que utilizam diariamente a Internet, conhecer os websites que são utilizados como fontes de notícias.




Congresso em Madrid Congreso Internacional de Blo…

28 03 2006

Congresso em Madrid


Congreso Internacional de Blogs y Periodismo en la Red Madrid

26 e 27 de Abril de 2006
Facultad de Ciencias de la Información - Universidad Complutense de Madrid

Programa




News radio nos E.U.A. O Obercom apresenta os dados…

25 03 2006

News radio nos E.U.A.

O Obercom apresenta os dados do relatório «The State of the News Media», publicado pelo Jornalism.org, indicando que as notícias na rádio tendem a privilegiar os assuntos locais em detrimento do nacional, que coupa 4% do tempo total de emissão [ler].




Rádio online para ouvir longe do computador A not…

25 03 2006

Rádio online para ouvir longe do computador

A notícia foi avançada pelo Washington Post e está disponível para leitura na Radio and Internet Newsletter, sobre o novo aparelho para escutar rádio online. Considerando os cerca de 30 milhões de ouvintes que a rádio online, apenas nos E.U.A., tem e o facto deste número ser já significativamente interessante para o investimento publicitário, o novo receptor de rádio através da Internet tem uma particularidade mais interessante do que os seus antecessores que é o facto de integrar colunas. Este aparelho aumenta a capacidade de difusão das webradios, eliminando a dependência do computador. Utiliza o sistema wifi para se conectar directamente à ligação de banda larga doméstica. O Soundbridge Radio chegará às lojas dentro de poucas semanas e custará aproximadamente 400 dólares. Trata-se de um receptor de rádio com sistema áudio incluido, controlo remoto, despertador e receptor de frequências AM e FM, como complemento à Internet. Pode também reproduzir música através de um cartão de memória, permite programar cerca de 100 estações de rádio e reconhece as playlists da rede wireless, sem necessitar de instalar qualquer tipo de software.

Internet radio no sofá da sala, uma novidade que amplia a escolha dos ouvintes, torna maior a concorrência entre sistemas de difusão e, acima de tudo, entre estações de rádio, colocando a webradio em pé de igualdade com a rádio online (estações de rádio FM com emissão na Internet). Com uma variedade mundial, quem precisa do FM?




Satélite nos E.U.A.: A Rede Sirius já ultrapasso…

25 03 2006
Satélite nos E.U.A.:

A Rede Sirius já ultrapassou os 4 milhões de subscritores.
A XM tem cerca de 6 milhões de subscritores, o que, no conjunto, perfaz cerca de 10 milhões de ouvintes para a rádio por satélite, o que é, mais coisa, menos coisa, a população portuguesa…




BBC atenta à evolução De acordo com a notícia «BBC…

23 03 2006

BBC atenta à evolução

De acordo com a notícia «BBC vows to reinvent web services» da BBC News, já estão em marcha os planos para redesenhar a sua presença online, de acordo com a tendência de serviços on demand de rádio e televisão. Seguem atentamente o facto de que «audience needs are changing. They want to consume media on their own terms, anytime, anyplace, anyhow», e acompanham o desenvolvimento e a penetração da Internet de banda larga, com novas oportunidades para fomentar a interacção com os utilizadores.

Fonte: BBC News




Música online cresce Dados recentes lançados pela…

23 03 2006

Música online cresce

Dados recentes lançados pela In-Stat, empresa transnacional pesquisa e consultoria na área da comunicação, revelam que o mercadoonline de música vai continuar a crescer durante esta década. As projecções aponta, para um crescimento de 1.5 bilhões de dólares para 10.7 bilhões em 2010. «Buying music in digital form over the Internet is set to become the key purchasing pattern for many consumers. This shift will be given more impetus by the continued evolution of Apple’s iPod and iTunes offerings, along with other MP3 players and related online music stores, as well as the ongoing transformation of the mobile phone into an Internet-connected portable music device».

Fonte: eMarketeer




A eterna voz… Faleceu na Segunda-feira à…

22 03 2006

A eterna voz…

Faleceu na Segunda-feira à noite uma das vozes mais melódicas que a rádio e a televisão conheceram em Portugal. Unanimemente aclamada, a voz de José Ramos tornou-se conhecida e reconhecida do público português através da publicidade e, particularmente, como voz off da SIC, marcando de forma inequívoca, a personalidade do canal.
De volta à rádio, José Ramos era co-autor do programa os Reis da Rádio, na Antena1, em parceria com Júlio Isidro, Jaime Fernandes, João Paulo Guerra e José Nuno Martins, este último, actualmente indigitado para provedor da estação pública de rádio, aguardando o parecer do conselho de opinião da RDP.
A voz, elemento peso substancial na comunicação radiofónica, tem, como muitos autores indicam, uma cor própria que caracteriza a personagem que lhe dá corpo. Na rádio, a plasticidade das vozes e dos sons permite a diversificação das imagens produzidas no ouvinte, a multiplicação das identidades definidas e a criação de personagens possíveis, pela ausência da sua materialidade. Explica Rodrigues que “o radiouvinte «vê» o jogo relatado na rádio, sente a vibração do estádio, participa das emoções que «o grão da voz» do locutor corporiza”1, pelo que podemos considerar a voz como o elemento mais harmonioso da comunicação na rádio. As qualificações da «cor» da palavra oscilam muitas vezes entre o grave e o agudo e podem ser decisivas para a relação que se estabelece, no sentido em que “o grão da voz é tanto mais importante na medida em que se considere as diversas funções semióticas que desempenha na comunicação radiofónica. No radiojornalismo, a voz do locutor informa não apenas o conteúdo das notícias, mas funciona igualmente como signo indexical que informa o programa e a emissora em que o ouvinte está sintonizado. A presença humana inerente à vocalização torna-se desta forma inseparável da presença institucional, ao mesmo tempo em que a presença institucional se manifesta apenas através da mediação humana”2. Assim era a voz de José Ramos.
Há inevitavelmente toda uma identificação visual que habitualmente se faz da pessoa a quem pertence a voz. Esse levantamento de características é também influenciado por outro elemento diferenciador da palavra radiofónica: a melodia da palavra. Como não há recurso à linguagem gestual, a melodia é um elemento básico da polissemia da palavra radiofónica, para expressar as distintas «formas» da conotação semântica e da afectividade estética. Com base na perspectiva semiológica de Charles Peirce, o teórico inglês Andrew Crisell explica que as palavras são símbolos daquilo que representam, enquanto a voz que as articula é um índice da pessoa, ou da personagem que está a falar.
“Voice can be so powerful an expression of personality that merely by virtue of some well-delivered links a presenter or disc-jockey can impose a unifying and congenial presence on the most miscellaneous of magazine or record programmes. Moreover the voice of a continuity announcer is an index not only of herself, whom she may identify by name from time to time, but of the whole station or network”3. Na realidade, é o contacto entre a voz e a palavra que consegue estabelecer a reprodução da parte pelo todo. Assim que a voz é projectada, o ouvinte procura de imediato visualizar aquilo que está a ser dito, criando uma representação mental da descrição, ao mesmo tempo que inventa uma imagem de quem lhe está a narrar os factos.
Neste poder da imaginação individual, vai fundar-se uma espécie de relação entre o locutor da estação e o ouvinte, na qual a voz, enquanto referente do enunciado, coloca a rádio num patamar dominado pela imaginação onde vozes correspondem a figuras aparentes, criadas por cada ouvinte da rádio.
“(…)The listener can fashion him as she wants him, free from all those blemishes and shortcomings that would be declared in his appearance; and this companionship is nourished not simply by the blindness of the medium but its secondariness – by the fact that he is often able to accompany her in many more areas of her existence and for longer stretches of time than a television presenter could, and to that extent provides a mores constant and intimate presence”4.
Partindo de experiências diversas, Balsebre concluiu que uma voz pode ter «cores» diferentes, influenciando a percepção do ouvinte. Essa «cor» é fruto da percepção da relação que se estabelece entre as dimensões que definem acusticamente o som da palavra. Explica Rodrigues que, “a Voz da Rádio é assim uma voz originária em que prevalece à significação das palavras o fluxo modalizador do som, a força enunciadora do corpo. (…) Há de facto uma mais-valia emotiva da voz, uma precipitação do prazer musical da língua, do seu tecido sonoro, a partir do momento em que nela se concentra a totalidade poética do mundo.”
5
Uma voz grave orienta-nos no sentido de proximidade, num contacto psicológico mais estreito entre locutor e ouvinte, ao passo que as vozes mais agudas, mesmo tendo um efeito de «presença» menor, conseguem denotar mais clareza e inteligibilidade, atenuando a distracção ou menor nível de atenção da audiência. Como elemento de identificação entre ouvinte e locutor, as vozes graves são normalmente associadas à segurança e credibilidade, favorencendo a comunicação – num sentido de proximidade – com a audiência. Que voz, para substituir Jose Ramos?

1 RODRIGUES, s/d: 126.

2 MEDITISCH, 1997: 4.

3 CRISELL, 1994: 43.

4 CRISELL, 1994: 69.

5 RODRIGUES, s/d: 127.




Lei da Rádio Detalhe das recentes alterações à lei…

21 03 2006

Lei da Rádio

Detalhe das recentes alterações à lei da Rádio, na página do ICS.

Lei n.º 7/2006
de 3 de MarçoSegunda alteração à Lei n.º 4/2001, de 23 de Fevereiro
Aprova a Lei da Rádio