A redefinição do conceito em 2006 O relatório For…

13 02 2006
A redefinição do conceito em 2006

O relatório Forecast 2006 apresenta uma análise do geral da evolução do panorama mediático ao longo deste ano, traçando o caminho a seguir para a total implementação de media interactivos.

Na rádio, os analistas indicam que o maior desafio para este ano será a redefinição, pela expansão do conceito, daquilo que é a rádio. «As far as media buyers and advertisers are concerned, and for that matter the consumer, radio is no longer just AM and FM». Tanto a Internet, como, nos Estados Unidos, a rádio por satélite, são sistemas de difusão cujo impacto junto do consumidor não pode ser ignorado. Muito embora a audiência de rádio terrestre seja de 230 milhões de ouvintes semanais, face aos 20 milhões de ouvintes semanais da Internet e aos 9 milhões de subscritores do serviço de rádio satélite, é importante ressaltar o comportamento dos ouvintes mais jovens em relação a este meio. De acordo com vários estudos já desenvolvidos, os jovens revelam não encontrar na rádio tradicional algo que os estimule. Afirmam igualmente não ter qualquer interesse em pagar pelos conteúdos e preferir tomar as suas próprias decisões em relação às escolha da música que estão a ouvir, utilizando, para isso, os seus leitores digitais: «According to a focus group study conducted last fall by Jacobs Media, consumers aged 18-34 consider radio as “anything with a DJ.” Young listeners say they find traditional radio stale. On the flip side, they don’t think they ought to pay for radio».

Uma das principais conclusões da previsão desenvolvida pela Mediaweek para este ano, é o facto de ser reconhecido que a rádio não está a ser correctamente compreendida, particularmente por parte daqueles que tomam as decisões mais importantes em relação a este meio. No geral, a rádio tradicional está a seguir atentamente a mudança de comportamento e do tipo de escolhas dos consumidores, enveredando por um modelo de convergência de plataformas de difusão. Nos E.U.A., «Clear Channel and CBS Radio (formerly Infinity Broadcasting), took critical steps in 2005 to leverage their content onto the Internet, whether through streaming or offering content for downloading».

Também nos Estados Unidos, a difusão digital, através do sistema HD recebeu um valente empurrão em 2005, com a criação de um consórcio entre os oito maiores operadores para acelerar a tecnologia para a rádio digital e desenvolver canais paralelos no que chamaram HD2. A vantagem da utilização do sistema High Definition (HD) para a difusão das emissões radiofónicas prende-se com a melhoria significativa na qualidade do som, introduzindo a rádio terrestre na era digital, apesar de existirem ainda vozes que afirmam que a tecnologia digital está ainda em fase de definição, prevendo-se cerca de cinco anos até que atinja a sua maturidade, massificação e consequente vantagem comercial para a rádio.

Dados certos para este ano dizem respeito à fragmentação que se irá observar, num meio que tem já as audiências fragmentadas. Este aspecto vai obrigar a melhorias na forma de medir as audiências e a pesquisas mais aprofundadas, com os consequentes custos para os operadores. O relatório indica ainda que a «Arbitron was forced to delay until summer 2006 reporting satellite radio and Internet radio in its su rveys, leaving the advertising industry with a lot of questions about consumers’ shifting listening habits. Arbitron is ready to go with portable people meters, but broadcasters, wary of lower ratings, balk at the cost». Em Portugal, também a Marktest está pronta para introduzir este novo sistema de medição de audiências, esperando apenas a decisão dos operadores.

Dados do estudo FORECAST 2006, desenvolvido pela MediaWeek (Janeiro, 2006)


Ainda sobre previsões, no Rádio e Jornalismo encontra-se um apontamento sobre o seminário de Quinta-feira passada, organizado pela Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), dedicado à Rádio Digital. Luis Bonixe reflecte essencialmente dois aspectos desde encontro, nomeadamente a implementação e utilização do DAB no nosso país e a tendência para utilização, no futuro, do DRM.


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