Geração iPOD: o que os jovens esperam da rádio Fo…

25 02 2006

Geração iPOD: o que os jovens esperam da rádio

Fonte: The iPOD Generation: devices and desires of the next generation of radio listeners, The Knowledge Agency, 2004

O estudo produzido pela The Kwoledge Agency para o OFCOM, levado a cabo em 2004 na Grã-Bretanha, sobre tendências de comportamento e desejos da nova geração em relação à rádio, relaciona o iPOD, suas características e modos de utilização, com a rádio, para definir não só o que falta à programação actual das estações e que leva a geração entre os 18 e os 24 anos a preferir ouvir música a partir do seu leitor portátil de MP3, como os desafios para a rádio num futuro próximo, assumidamente digital.
A metodologia cruzou dados qualitativos com dados quantitativos para avaliar as seguintes questões: comportamento actual de escuta de rádio e atitude face à oferta das estações disponíveis; atitude perante a adopção de novas tecnologias; mudança no padrão de consumo de música e desejos para o futuro da rádio, em termos de conteúdo e tecnologia.
De acordo com os resultados desta investigação, a utilização do iPOD prende-se essencialmente com três factores: desejo de maior controlo no que respeita aos conteúdos musicais, tendência geral no sentido de utilização de tecnologias móveis e pessoais e uma última que diz respeito directamente ao interesse despertado pelo próprio produto. O estudo revela também que o iPOD é já um ícone em termos de status e tecnologia, sendo considerado um produto tecnologicamente brilhante, uma maravilha da técnica que permite guardar colecções pessoais na íntegra, numa caixa de reduzidas dimensões. O seu design é igualmente bastante admirado, pela fusão que foi conseguida entre forma e função.
O estudo destaca a questão da mobilidade dos aparatos tecnológicos de utilização individual, especialmente pelo grande envolvimento com a música (rádio incluída) e a sua portabilidade, no carro, a pé, de bicicleta e nos transportes públicos, permitindo, por um lado, reduzir a solidão e, por outro, a introspecção e o retorno da sensação de cocooning, fechando o indivíduo para o mundo exterior, dado que a escuta se faz através de headphones.
Quando escutam rádio, os jovens inquiridos demonstram pouca ou nenhuma tolerância em relação aos conteúdos transmitidos na rádio. Assim, assumem o zapping como parte integrante da cultura moderna, face à publicidade e aos apresentadores que lhes desagradam, às playlists demasiado repetitivas e aos temas que não gostam. Não são particularmente fiéis às estações, revelando, contudo, uma espécie de compromisso com alguns apresentadores, figuras que consideram revelar verdadeira paixão pela música, destacando, por exemplo, o falecido John Peel pela sua paixão e integridade musical. Chamam à atenção para o reduzido número de apresentadores com liberdade para escolherem os temas musicais dos seus programas e percebe-se uma relutância em relação ao sistema de playlist e à falta de espontaneidade , pelo que assumem como alternativa a escuta de playlists geradas pelo seu próprio computador que, através de listagens aleatórias consegue gerar alguma surpresa. Neste caso, vence a escolha pessoal da música em detrimento dos aspectos tidos como negativos, ou seja, a publicidade, a conversa desinteressante e a menor repetição. A música nova, chega-lhes via downloads e partilha de ficheiros nas redes peer-to-peer.
A mudança é clara: a ênfase passa do programador para o ouvinte, que toma todas as decisões.
Contudo, esta geração continua a querer ouvir rádio, dado que a rádio continua a oferecer uma companhia única, que a música, só por si, não consegue. Os inquiridos explicaram que a voz humana consegue dar-lhes não só entretenimento, como algum conforto e a sensação de segurança, e usam-na, habitualmente, para os acompanhar enquanto desenvolvem outras actividades, como por exemplo,para actividades domésticas ou em viagem. Avançam igualmente a ideia de que a voz humana, através da rádio, consegue preencher o silêncio, revelando-se particularmente importante para uma geração que cresceu tendo como os media como companhia, além de que revelaram grande apetência para ouvir rádio nas suas deslocações diárias através do seu telemóvel.
De acordo com os dados deste estudo, os jovens entendem que a rádio lhes dá a possibilidade de se manterem actualizados no que respeita às novidades musicais, ao mesmo tempo que apresenta outros conteúdos igualmente estimulantes, como a actualização dos temas mais populares, a descoberta de novos artistas, (re)descoberta de temas antigos, especialmente dos anos 80, e momentos de conversa, quer no género comédia, quer no género documentário. Destacam ainda funções específicas para a rádio, no que respeita à boa disposição e informação, pois admitem que a rádio é útil de manhã, ajudando ao ritmo diário e, no oposto, para descontrair e libertar o stress, ao mesmo tempo que o conteúdos informativo ao nível da actualidade, trânsito, passatempos, concertos de música, estreias de cinema e outros eventos se revela igualmente importante.
Assim sendo, esta geração espera que a rádio lhes forneça algo mais do que o seu iPOD, nomeadamente, apresentadores com grande valor e capacidade para os entreter, música nova e constante efeito surpresa no que à música diz respeito e momentos de palavra com conteúdos interessantes e informativos. Por outro lado, desejam poder controlar mais as suas escolhas, através de uma maior variedade e apoio para encontrar conteúdos verdadeiramente interessantes, conteúdos de qualidade on-demand, possibilidade para filtrar o que não lhes interessa, playlists personalizáveis e a possibilidade de oscilar entre essas playlists e a programação que a estação tem para oferecer, ao mesmo tempo que desejam que o serviço se mantenha gratuito e ausente de publicidade, ou, pelo menos, com fórmulas capazes de evitar a publicidade. Em termos mais específicos, destaca-se a vontade de ter na rádio a promoção de novos talentos (nacionais e internacionais) e informação relevante que vá ao encontro dos seus gostos e estilo de vida, sobre concertos, cinema, clubes e discotecas.
O download de música da Internet é já uma actividade frequente entre os indivíduos deste grupo etário, não só pela facilidade de acesso à música, como pela questão financeira inerente a esta indústria e ao preço dos discos. Paralelamente, esta é uma forma de experimentar novos géneros e de partilhar as escolhas com os outros indivíduos. No que toca ao pagamento deste tipo de serviço, o interesse prende-se especialmente com o aumento da qualidade dos ficheiros e de uma utilização mais intuitiva do serviço em questão. Há igualmente grande interesse no download de música das estações de rádio, transformando a estação numa espécie de montra musical e abolindo os intermediários. A confiança depositada no nome da estação assegura a qualidade e a conveniência deste tipo de serviço, e o download instantâneo assume-se como muito interessante, colocando as estações de rádio como distribuidores de música.
Em suma, há, de facto um grande desafio para a rádio de formato massificado, quer em termos de conteúdos e formatos, quer em termos de suportes de difusão.




O estado do HD nos E.U.A. A Billboard Radio Moni…

24 02 2006

O estado do HD nos E.U.A.

A Billboard Radio Monitor, a partir dos dados disponíveis no site da iBiquity (a empresa que comercializa a tecnologia HD), desenhou o panorama do HD nos vários estados: «HD Radio’s Multicast Tally: 183 HD2s On Air»
São 721 estações com emissão HD, das quais, 183 têm canais adicionais (HD2).
Os dois mercados com maior número de canais HD2 são Chicago e Detroit, seguidos de Filadélfia, São Francisco e Seattle. Na lista seguem-se Cincinnati, Miami, L.A., Nova Iorque e Washington D.C.

O que é o HD




FM para mulheres Por e para mulheres é o mote da…

24 02 2006
FM para mulheres

Por e para mulheres é o mote da nova estação em FM nos Estados Unidos.
Uma talk radio dirigida ao público feminino com uma postura e abordagem contemporânea e relevante, onde se falará dos assuntos e eventos «that real women talk about every day. It’s a fresh approach – smart, engaging, funny hosts delivering entertainment and information in a `lecture free,’ inclusive way that respects our callers and listeners», diz o press release que a Billboard Radio Monitor reproduz na notícia «GreenStone Launching FM Talk For Women».

O formato da cadeia GreenStone Media segue a tendência de formatação de conteúdos para o público feminino (veja-se a imprensa e a televisão, por exemplo) que em Portugal também começa, ainda que timidamente, a notar-se. Temos já uma denominada «imprensa feminina», um canal de sinal pago dirigido às mulheres, e um programa diário de antena aberta dirigido especificamente às mulheres, na rádio. A notícia em questão reflecte também este aspecto, referindo que a escuta de rádio entre as mulheres continua a diminuir e que, se as estações em FM nada fizerem, os anunciantes poderão deslocar-se para outros suportes, como a televisão e a rádio por satélite.
Recordo, para o efeito, o programa de Martha Stewart na Sirius [ler post anterior] e a rádio online de mulheres para mulheres, Sister Space [ler post anterior].




Leituras: Snow White and the Future of Radio A N…

23 02 2006

Leituras:

Snow White and the Future of Radio
A No-Nonsense Marketing Smart Tip
by Mark Ramsey

«Like the movie business in 1948, the radio industry is in the midst of dramatic change. Audiences are in motion, alternative channels for audio entertainment and information abound, and acceptance for these channels is growing. Our industry has responded by creating a new channel of distribution which we own exclusively, HD radio, but while this will be part of the tapestry of audio options in tomorrow’s entertainment firmament, it is still one channel among many. You can’t keep movie fans from leaving the theaters by building a new set of theaters». [ler]




40 anos de Jazz na rádio O programa 5 Minutos de J…

21 02 2006

40 anos de Jazz na rádio

O programa 5 Minutos de Jazz completa hoje 40 anos.

A notícia «‘Cinco Minutos de Jazz’, 40 anos de ritmo na rádio», no DN.




Finalmente… Radares ligados para fora da capita…

21 02 2006

Finalmente…

Radares ligados para fora da capital.

A Radar (97.8 Lisboa) tem finalmente, emissão online (dica via Blogouve-se).

http://radarlisboa.fm/




Porque a é pressa é sempre inimiga da perfeição……

21 02 2006
Porque a é pressa é sempre inimiga da perfeição…

Correcção

No título do último texto de ontem escrevi «Mais publicidade na rádio francesa». Um atento leitor deixou um correcto reparo ao título do texto. Reconheço a falha e passo a corrigir o título: «Maior investimento publicitário na rádio francesa». Obrigada.




Maior investimento publicitário na rádio francesa …

20 02 2006

Maior investimento publicitário na rádio francesa

(Mais publicidade na rádio francesa)

A informação é avançada pelo Obercom e indica um aumento de 5,6% nas receitas publicitárias da rádio, correspondendo a 2,7 milhões de euros em 2005. As informações disponíveis no Obercom baseiam-se no estudo «Bilan Publicitaire Radio – Année 2005» publicado pelo Yacast. O crescimento no investimento deu-se sobretudo nas rádios generalistas, muito embora as especializadas também tenham obtido melhores resultados, em relação a 2004.Registou-se igualmente um aumento no total dos investimentos publicitários com a rádio a conseguir uma quota de mercado de 23,4%, face aos 22,7% de 2004.




E.U.A.: telemóveis na amostra da Arbitron Tal com…

20 02 2006

E.U.A.: telemóveis na amostra da Arbitron

Tal como em Portugal, no contexto americano há já uma larga percentagem de pessoas que utiliza apenas telemóveis e, pela primeira vez, os estudos de audiência de rádio vão incluir na amostra indivíduos que utilizam apenas telemóveis. A notícia «Arbitron To Add Cell Phone-Only Sample In ‘08» é avançada pela Billboard Radio Monitor que indica que estes aparelhos passarão a ser incluídos na amostra a partir de 2008. A decisão tem em consideração padrões de comportamento diferentes entre os que usam linhas de telefone convencionais e os que se limitam aos telemóveis, nomeadamente pelo facto de «cell phone-only respondents tend to spend more hours listening to the radio, are more likely to be in the 18-24 and 25-34 demos and listen to radio formats that appeal to these age groups, such as modern rock, rock, top 40 and country».




Leituras: Podcast Your Guide to Podcast D…

20 02 2006
Leituras: Podcast
Your Guide to Podcast Directories, by Mark Glaser
«Even though podcasts didn’t exist until mid-2004, there are now so many of them that it’s easy to get overwhelmed by the sheer number. Yahoo recently listed more than 23,000 podcasts in its News category of podcasts. So what’s a listener to do?» [ler]