RadioRatingz: Uma iniciativa original Nos Estados…

31 01 2006
RadioRatingz: Uma iniciativa original
Nos Estados Unidos é agora possível aos ouvintes avaliar os programas de rádio através de votações num website criado para o efeito. O RadioRatingz foi desenvolvido por um ouvinte frustado que é também CEO da empresa Ratingz Inc., dedicada ao desenvolvimento de websites para avaliação e comentário de todo o tipo de negócio e serviços, por parte dos consumidores. Em Setembro, a empresa havia lançado um website semelhante, para os telespectadores poderem avaliar os programas de televisão, o TVratingz.com.
John Swapceinski, CEO da Ratingz, explica as razões da criação deste website: “As an avid radio listener, I was frustrated with the new morning show thatLive 105 in San Francisco chose to replace Howard Stern (…) I wanted to express my displeasure with the station’s decision, but couldn’t find a way to share my feedback with others, so we decided to start RadioRatingz to serve this unmet need.”
Uma ideia interessante, seguramente útil para a indústria, que poderia ser igualmente aplicada no nosso país, para complementar as informações que os dados estatísticos do Bareme Rádio da Marktest não conseguem fornecer, por razões que se prendem com a sua própria natureza.
A avaliação diária do público, de forma simples e acessível, paralela à possibilidade de comentar a programação das estações é um instrumento ímpar para a gestão dos programas e desenvolvimento de novos tipos relações com a audiência, atribuindo aos ouvintes maior responsabilidade sobre aquela que poderá ser a orientação da programação da estação.



Ainda as quotas de música portuguesa (31.I.06) No …

31 01 2006
Ainda as quotas de música portuguesa (31.I.06)
No jornal Público, a defesa e explicação da Lei e das quotas de música portuguesa.
«Música portuguesa: uma lei excepcional mas necessária», pelos deputados do PS,
Manuela de Melo e Alberto Arons de Carvalho.
«É verdade que a imposição de mecanismos de protecção administrativa representa uma medida excepcional e indesejável. Eles existem todavia em alguns países europeus com idênticos objectivos e bons resultados. E as quotas de programação constituem, desde há mais de uma década e meia, uma das traves mestras da legislação europeia de televisão, com profundos reflexos nas legislações nacionais». Texto disponível no Clube de Jornalistas [ler]

Ainda as quotas de música portuguesa II (01.II.06)
No Meios & Publicidade, a defesa da liberdade das emissoras e a crítica à Lei da Rádio.
«Ouvir música à força, não obrigado», por Emídio Rangel.
«Esta atitude proteccionista tão exagerada vai fazer muito mal à música portuguesa. A preguiça vai assentar arraiais porque já não vai ser preciso agradar aos públicos. É óbvio que o consumo da rádio via diminuir. As vendas de iPOd e ealkmans e outras novidades tecnológicas vão aumentar e cada um vai ouvir a música que quer ouvir». Texto disponível no
M&P




MCR: rádio de informação, mas não para já… A not…

31 01 2006
MCR: rádio de informação, mas não para já…
A notícia chegou-me via Diário Económico e reflecte aquilo que há muito se vem falando e que, seguramente, agitaria e dinamizaria o panorama radiofónico nacional: a possibilidade do grupo MCR lançar uma rádio de informação.
Diz a notícia que tal não será uma realidade, pelo menos para já, mas que o RCP vai assumir uma postura com mais informação própria, notícias de hora a hora que fogem ao esquema de repetição ou citação de outras fontes. A ver vamos a evolução desta situação.



Qu(a)ero suplantar o Google Novo motor de busca em…

31 01 2006

Qu(a)ero suplantar o Google
Novo motor de busca em desenvolvimento na Europa tem estreia marcada para o próximo mês.
Fonte: El Pais [ler]




Convergência multimédia: ouvir o jornal e ver na r…

27 01 2006
Convergência multimédia: ouvir o jornal e ver na rádio…
A convergência é um realidade incontornável e cada vez mais ampla, pois novos formatos estão a surgir, resultado da evolução tecnológica que permite à rádio ter imagem, gráficos e texto e, ao jornal, adicional vídeo e som aos seus textos. De facto, existe já um novo sistema que permite a sincronização das emissões de rádio em FM com a apresentação de conteúdos multimédia nos visores do telemóveis. A Visual Radio já está disponível na Finlândia, Singapura e Tailândia e tem já estações de rádio interessadas no sistema na Alemanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos, faltando apenas o operador de telecomunicações para disponibilizar o serviço. Na Turquia, está previsto que o serviço comece a funcionar ainda este ano.
Este sistema resulta de uma parceria entre a Hewlet Packard e a Nokia para disponibilizar um serviço complementar às emissões em FM, com conteúdos no telefone, sincronizados com os que estão a ser transmitidos pelas ondas hertzianas, possibilitando consultas várias sobre o artista que se está a ouvir, acesso a notícias, trânsito e estado do tempo, a par com a apresentação de conteúdos promocionais e publicitários, bem como a possibilidade de fazer compras. Esta aplicação de recepção de conteúdos interactivos visuais é transmitida via GPRS pelos operadores de telecomunicações para os telemóveis. A Nokia tem já um conjunto interessante de modelos que permitem o acesso a este serviço, como os N70; N90; N91; 3230; 3250;6111; 6230i; 6270; 6280; 7370; 7710, alguns dos quais já disponíveis em Portugal.
É um sistema inovador que pode substituir a versão online das rádios FM quando os indivíduos estão em movimento. Vários estudos indicam que um dos elementos audio mais utilizados nos telemóveis é a rádio FM pelo que, juntar conteúdos à emissão é enriquecer a experiência para o ouvinte, sem contudo, alterar o conceito da rádio. Melhora o formato habitual das páginas deste tipo de estações na web que, independentemente da actualização e conteúdos que possam ter, a única informação em tempo real que disponibilizam é o nome da música e do artista que está a tocar.
Neste panorama de convergência é recente a disponibilização de ficheiros audio nas páginas web dos jornais, prestando um serviço diferenciado e complementar aos seus leitores. Há já vários jornais norte-americanos a disponibilizar podcasts para os seus leitores, atraindo novos leitores, interessados nos conteúdos sonoros que o jornal tem para oferecer.
A última novidade chega-nos de Espanha. O diário el Mundo disponibiliza um serviço de leitura do jornal para escuta online ou para download do ficheiro audio e escuta posterior em podcast (Dica Periodistas 21, via Ponto Media). O serviço constante e disponibilizado por uma máquina. Rosa é a locutora do El Mundo que está disponível 24 horas por dia para ler a notícia seleccionada ou a primeira página do jornal. Trata-se de um projecto de voz sintetizada que converte o texto em ficheiro de voz que representa não só a convergência de conteúdos possível na rede, como a convergência multimédia, até aqui pouco explorada e que, com o aumento do acesso banda larga pode agora encontrar novas formas para se desenvolver, transformando a realidade virtual dos websites, baseada essencialmente no texto, em plataformas de comunicação multimedia em estreita ligação com os serviços disponibilizados para os telemóveis. O artigo Say Goodbye to the Web Page, de Pete Stein, publicado pela iMediaConnection é uma leitura interessante sobre esta questão.



Audiências: Escuta de Rádio em queda Dados do 4º T…

27 01 2006
Audiências: Escuta de Rádio em queda
Dados do 4º Trimestre de 2005, publicados pela Marktest e divulgados pelo Meios e Publicidade.
Em relação ao mesmo período de 2004, as rádios com crescimento ao nível das audiências foram a RFM (3,1%), Cidade FM (31%), Antena 2 (25%).
Antena 1 e Mega FM mantiveram os valores relativos à última avaliação de 2004 e todas as outras estações incluídas no Bareme Rádio registaram uma quebra nas audiências face ao ano anterior, destacando-se, para o caso, a Renascença, Comercial, RCP e Antena 3.

Ranking das 5 estações mais ouvidas:

  • RFM ( AVV de 13,5%);
  • Renascença (AVV de 10,8%);
  • Comercial (AVV de 6,3%);
  • TSF (AVV de 5,7%);
  • Cidade FM (AVV de 5,5%).




A Ocidente, tudo de novo Depois da aprovação da A…

27 01 2006
A Ocidente, tudo de novo
Depois da aprovação da AACS para aquisição da Rádio Ocidente pela Rádio Renascença, o grupo está agora a analisar o modelo de estação a desenvolver. Fonte: Diário Digital



Plus new media and less old media = #1 HIT O esq…

26 01 2006
Plus new media and less old media = #1 HIT
O esquema de promoção da música está a mudar, a favor de novos suportes e formatos digitais.
Os toques de telemóvel, paralelamente a outros produtos digitais de música estão a ganhar importância e a introduzir mudanças na forma como as editoras se relacionam com novos artistas, bem como nas estratégias de marketing desenvolvidas. Para a Warner Music, por exemplo, os toques de telemóvel estão a tornar-se numa peça fundamental para a estratégia de marketing quer dos singles, quer dos álbuns.
Paradigmático o facto de ser cada vez menos importante o airplay de um artista na rádio, para lhe garantir o sucesso e atingir o número um das tabelas de vendas. Tal facto tornou-se claro com o recente exemplo do hit single de Madonna «Hung Up» que dependeu mais do download de toques do tema do que do airplay na rádio para chegar a número um das tabelas em 29 países simultaneamente, com menos 40% de airplay na rádio do que a média para qualquer tema que já tenha chegado a número um.
Os dados são revelados pela própria Warner Music e divulgados pelo Wall Street Journal (disponível via RAIN) e indicam que a editora procedeu a uma comparação do airplay deste tema nos Estados Unidos com o de 18 ou 19 discos anteriores a atingirem o número um das tabelas, tendo concluído que há uma mudança na forma como as pessoas consomem música e consequentemente, na forma como esta deve ser promovida.



Rádio em quarto lugar do investimento publicitário…

26 01 2006
Rádio em quarto lugar do investimento publicitário
A notícia é avançada pelo Diário Económico, com base nos dados divulgados pela Marktest, e indica que o investimento publicitário cresceu 21,6% em 2005, face ao ano anterior.
A rádio ocupa a quarta posição no total do investimento, continuando a televisão como meio principal, seguida da imprensa (jornais) e da publicidade exterior.
Na divisão dos gastos por empresa, a Vodafone a ssume a liderança do investimento em publicidade, seguida dos hipermercados Modelo e Continente, Procter and Gamble e Optimus.



Breve apontamento sobre teatro radiofónico em Port…

25 01 2006
Breve apontamento sobre teatro radiofónico em Portugal
Os chamados anos de ouro da rádio, que oscilam entre 1930 e 1950, traduziram-se num fenómeno de radiodifusão que procurava reconstruir a realidade dentro do estúdio, com dramatizações e espectáculos produzidos na própria estação emissora.
O teatro radiofónico nasceu no pós-guerra e tal como os primórdios da actividade radiofónica, também aqui se viveu durante algum tempo, da boa vontade e do amadorismo de quem se dedicava a fazer rir e chorar. A importância do teatro radiofónico reside no facto de ser um espaço para a formação cultural salientando a palavra e ajudando ao desenvolvimento do discurso, através da adaptação de textos literários. Em Portugal, muitos «sketches» faziam piadas disfarçadas ao regime, à semelhança do que se fazia no teatro de revista no Parque Mayer. Os programas humorísticos estavam sob vigilância da censura, obrigando a manobras linguísticas para que os textos passassem.
Em 1950, os folhetins na rádio começaram a ganhar contornos menos literários, com o aparecimento do famoso «Tide». Sem grandes ambições de qualidade e com textos comprados à América Latina, contou histórias que ainda hoje são recordadas. Em 1952 surgiu o «Rádio-Comédias», um programa semanal que subsistiu até 1974. Foi a partir deste programa que o teatro radiofónico se evidenciou, com alguns dos melhores autores nacionais e vozes dos grandes actores da época.
Os grandes êxitos na rádio eram os programas humorísticos, os folhetins, os discos pedidos e os programas de desporto. No humor, destacaram-se a «Voz dos Ridículos» e os «Parodiantes de Lisboa» que, com a «Parada da Paródia», animaram os ouvintes da rádio Peninsular a partir de 1947. Mais tarde, e com o apoio publicitário, os Parodiantes começaram a lançar novos programas e a trabalhar também em publicidade marcando assim, uma nova fase para os anunciantes que fez a diferença no panorama nacional. A publicidade dos Parodiantes inovou por usar humor, numa altura em que os spots de publicidade eram ainda demasiado sérios e formais. Ficaram no ouvido os anúncios das Chaves do Areeiro, rebuçados Dr. Bayar ou ainda, da marca Polylon. Ficou também famoso o programa «Graça com Todos», transmitido diariamente no RCP com figuras ainda hoje conhecidas como Jack Taxas e o cavalo cara linda ou Patilhas e Ventoinha . O programa manteve-se no ar durante 50 anos tendo sido transmitido em Lisboa, Porto, Madeira, Angola, Moçambique e em muitas estações estrangeiras destinadas aos emigrantes. Morreu ontem Rui Andrade, o último dos Parodiantes.

- Menina, que pólos conhece?
- Conheço o pólo norte, o pólo sul e o Polylon.
- Poly… Lon?
- Ai, que o senhor professor não sabe! Polylon são os fechos de correr que a mamã usa. A mamã e as outras senhoras…