Now: a palavra não morreu A nova campanha da Vodaf…

31 10 2005

Now: a palavra não morreu
A nova campanha da Vodafone «Now: viva o momento» é, sem dúvida alguma, um bom momento de rádio. Prova, acima de tudo, que a palavra não morreu e que uma mensagem interessante consegue cativar o mais distraído dos ouvintes.
Para um spot publicitário de rádio vai contra todas as regras e modelos habitualmente usados. Por essa razão, funciona. Tal como uma pedra no charco.
Quando está temporalmente distante dos noticiários, o anúncio da Vodafone interrompe a programação e marca a diferença em relação ao excesso de jingles, efeitos sonoros e acima de tudo, música, provando que, efectivamente, a palavra não morreu.
Música; notícias; sinal horário; publicidade; informações de trânsito; informações meteorológicas… Aspectos que identificamos a partir de um rico pontilhado de palavras, sons, música e silêncio, os signos e os códigos que a rádio utiliza para construir a sua mensagem.
A rádio é música. Efeitos sonoros. Mas também palavra e silêncio, os dois ingredientes deste anúncio, uma história verdadeiramente bem contada. Há várias histórias, narradas de forma hábil, criando a expectativa do final. Ainda que os momentos iniciais passem despercebidos, a sua extensão desperta a atenção. E, acima de tudo, cria um momento agradável, de regresso ao melhor da rádio: aqueles breves instantes em que a rádio nos fala ao ouvido.

“Todo o poder da rádio reside na imaginação”

(J. Reuter, in BABIN, 1993: 89)




Prémios de Música O MTV Europe Music Awards tem vi…

30 10 2005

Prémios de Música

O MTV Europe Music Awards tem vindo a ser falado em todos os meios e será, com toda a certeza, um dos grandes (talvez o mais importante evento musical do ano. Na rádio, a Antena 3 vai fazer o acompanhamento do evento e tem inclusivamente um blogue criado para o efeito (http://www.antena3mtv.blogspot.com/)
Esta é a estação oficial e a emissão das 10h00 às 24h00 será dedicada exclusivamente ao espectáculo que premeia a música. Para quando, nos media portugueses, uma atenção equivalente aos prémios Blitz, ou cerimónia equivalente, por exemplo?



Emissões conjuntas na Galiza As Emisoras Muni…

27 10 2005

Emissões conjuntas na Galiza

As Emisoras Municipais Galegas deram início este mês a uma programação conjunta a partir das sete da tarde. A RADIOFUSION junta as emissões da Radio Allariz, Radio Redondela, Radio Tui, Radio Negreira, Radio Arzúa, Radio Eume (As Pontes), Radio Fene e Radio Foz, com o objectivo de juntar mais estações até superar o número de 25 aderentes.
A programação conjunta destina-se essencialmente a uma audiência jovem, ainda que não despreze as restantes faixas etárias. A partir das sete, a programação inclui um espaço de música, agenda e entrevistas, seguido de um programa de actualidade informativa.
Na Galiza, as emissora municipais esforçam-se para aproveitar novos recursos e ofecerer programas de qualidade, sem renunciar à sua vertente local. Esta é uma experiência inovadora, algo que em Portugal tem equivalente com a emissão em cadeia da Universidade FM e algumas estações locais. Desde há seis anos que esta estação integra um projecto que engloba mais uma rádio do distrito de Vila Real, sete do distrito de Bragança e que consiste no maior projecto de informação de rádio em Trás-os-Montes e Alto Douro - Cadeia de Informação Regional (CIR). São nove rádios que colaboram diariamente num noticiário regional com cerca de 30 minutos que vai para o ar às 12:30 e às 18:30.




Mudanças confirmadas na direcção da RDP Confirma-s…

27 10 2005

Mudanças confirmadas na direcção da RDP

Confirma-se a proposta de nova direcção efectuada por Rui Pêgo à administração da RDP.
A estrutura comporta agora três directores-adjuntos para cada um dos canais. A notícia avançada pelo Meios e Publicidade indica que João Almeida se mantém como director-adjunto da Antena 2. A Antena 1 passa a contar com dois directores adjuntos, Ricardo Soares em Lisboa e Tiago Alves no Porto. A Antena 3, conta com José Mariño como director-adjunto e Jorge Alexandre Lopes vai manter-se no grupo como director-adjunto de novas plataformas, cargo que não existia na estrutura. o MP indica ainda que foi constituído um núcleo central de coordenação, transversal às três antenas, com três grandes áreas: conteúdos e acções especiais, promoção de antena e sonorização, e trânsito. [ler]



Proactividade procura-se Li no DN que numa das c…

27 10 2005
Proactividade procura-se

Li no DN que numa das conferências que decorreram na FIL; no âmbito da Musicália, defendeu-se a proactividade, a luta contra a dependência das editoras e o cuidado na elaboração das playlists.
É seguramente a questão das editoras a mais interessante e menos falada, como se a relação entre as estações de rádio e as editoras se assemelhasse à obscura relação entre os laboratórios farmacêuticos e os médicos e farmacêuticos, tantas vezes discutida, outras tantas camuflada, mas acima de tudo, de contornos difíceis de compreender sem uma observação minuciosa. Nunca ninguém pensou na razão pela qual se recomenda um e não outro medicamento exactamente com a mesma composição? Não sejamos ingénuos e pensar que é o mecanismo da notoriedade topo of mind a funcionar…
Na rádio acontece algo semelhante… Em conversa recente, a reflexão foi muito simples e o exemplo também: o Californication dos Red Hot Chilli Peppers conseguiu fornecer à rádio uma boa meia dúzia de singles que rodaram insistentemente em todas as estações, uns seguidos dos outros. O mais recente dos U2 passou um pouco ao lado e o novo dos Rolling Stones quase não se ouve. Será apenas pela magnificência das composições musicais? Exemplos como estes não faltam e dão que pensar…




Rádios Comunitárias em discussão na Irlanda «Les r…

26 10 2005
Rádios Comunitárias em discussão na Irlanda
«Les radios Communautaires : acteurs, lieux et processus» é o tema do colóquio que terá lugar em Limerick, na Irlanda no rpóximo dia 3 de Novembro .
Organizado pelo Centre de Recherche sur la Radio (CRR) do Mary Immaculate College de l’Université de Limerick (MIC,UL) e com o apoio do IREN (International Radio Research Network), o colóquio procurará debater o papel das rádios comunitárias na Irlanda e na Europa.



Mariño na Antena 3As chamadas mudanças visíveis vã…

26 10 2005
Mariño na Antena 3
As chamadas mudanças visíveis vão começar a fazer-se notar. Rui Pego assumiu há pouco tempo a direcção de programas da RDP e, muito embora ainda não se tenham ouvido mudanças de fundo na programação, há agora mexidas que podem, no futuro, alterar bastante o panorama das estações, em particular da Antena 3.
José Mariño, que recentemente tinha abandonado a Comercial, prepara-se para assumir a direcção da Antena 3, estação que ajudou a criar, em 1994. Até Novembro, a estação continuará a ser dirigida por Jorge Alexandre Lopes que, na altura irá também assumir um novo cargo.
Ao DN, Mariño afirmou estar cansado e desencantado com o panorama da rádio em Portugal, particularmente pela falta de interesse na programação, resultado da formatação e consequente dificuldade em gerir a criatividade e originalidade na comunicação radiofónica. Esta questão da playlist e do papel do locutor/animador não é suficientemente desenvolvida nesta notícia, que versa essencialmente a mudança na direcção da estação pública mais jovem. O que é facto é que, na generalidade, os (bons) locutores de rádio têm efectivamente uma palavra a dizer e um papel a desempenhar na selecção da música que toca na rádio. A ditadura das playlists, procura, por um lado, limitar os ímpetos e excessos do passado, assegurar ao ouvinte a identificação imediata e o reconhecimento da «sua» estação, ao mesmo tempo que procura auxiliar e conduzir os que começam a dar os primeiros passos neste rico, viciante e exigente meio de comunicação. O que acontece é que pelo meio são tolhidos alguns dos melhores locutores da actualidade, que fizeram escola na rádio e aprenderam com a geração anterior, aqueles que, em definitivo, mudaram, modernizaram e profissionalizarama rádio em Portugal. Não serão so gestores e directores de programas capazes de reconhecer estes valores? Estarão embebidos numa lógica de linearidade e equivalência de funções, procurando pautar a conduta profissional dos vários locutores pela inércia, puxando a si, o mérito da escolha musical? Não esqueçamos, para o efeito, uma nova função que surgiu com a playlist, os programadores, indivíduos que habilmente controlam a máquina e decidem qual a equação que determina a o tipo e a frequência da música que ouvimos. Haverá algum receio em classificar o trabalho dos diferentes locutores de uma estação, dividindo-os em profissionais e aprendizes? Porque estão estes dois estágios em igualdade de funções? Tanta liberdade tem um profissional com cerca de quinze anos de carreira como alguém que dá os primeiros passos e sim, precisa de uma playlist e de produção para orientar e preencher as suas horas de emissão. Qual a razão para evitar que se desenvolvam programas de autor? Porque razão teve a rádio de se transformar num contínuum musical, intercalado por noticias e utilidades semi inúteis, como o estado do tempo ou o trânsito? Nas grandes cidades, trânsito há sempre, pelo que a utilidade está apenas em notíciar um acidente e apontar as vias alternativas (que enchem tão rapidamente quanto a enunciação da própria alternativa). Fora delas, fica a cargo das rádios locais, o que também não é apanágio de grande utilidade.Continuo a acreditar que programas de autor fazem sentido, ainda que sejam musicais. A audiência encarrega-se de os avaliar e permitir a sua continuidade na grelha de programação. E porque não há nada pior para alguém da rádio do que abrir o microfone e não ter nada que dizer, os autores destes programas esforçam-se diariamente para fazer aquilo que a generalidade das estações deixou de fazer através da programação, passando a definir uma estratégia e a desenvolver acções de marketing e publicidade para pura e simplesmente, seduzir o ouvinte. Algo que facilmente se faz, falando-lhe ao ouvindo, dizendo-lhe o que quer saber e mostrando-lhe aquilo que ainda não conhece. Mas isso.. dá mais trabalho. Para quem produz e, acima de tudo, para quem consome.



Podcasting Para quem gostaria de ter um programa s…

20 10 2005
Podcasting
Para quem gostaria de ter um programa só seu, numa rádio disponível para todo o mundo…



Pedro Tojal no DN e alguns posts do netFM O DN pub…

20 10 2005
Pedro Tojal no DN e alguns posts do netFM

O DN publica hoje uma entrevista com o administrador da Media Capital Rádios, Pedro Tojal, que vem a propósito dos posts «O regresso (I,II e III) ».
Da entrevista, destacam-se as questões relativas à orientação para o mercado das estações do grupo, aspecto que começa (e um pouco por iniciativa do grupo MCR que em 1998 abalou o meio rádio com a notória profissionalização, orientação para o mercado e estratégia de marketing da Comercial) a desenvolver-se nas estações de rádio em Portugal.
Durante anos imperou a intuição e a ideia de que a rádio não era um negócio. Muito embora acredite que a rádio tem uma componente estética extraordinariamente importante, contribuindo activamente para a formação dos indivíduos e que, todos os aspectos artísticos e eruditos da rádio tenham sido relegados para segundo plano, também compreendo o facto da rádio ser um negócio e se incluir na indústria dos media, procurando a rentabilização dos seus projectos. Assim, impõe-se à rádio a mesma questão que aos restantes media, e que passa pelo facilitismo da informação, pelo imitação de fórmulas de sucesso e pelo nivelamento por baixo, na procura das audiências que, por sua vez, fazem aumentar a venda de publicidade e, consequentemente, a rentabilidade da estação.
Somos um país pequeno, culturalmente atrasado, com muita gente ignóbil e ignorante. Mas também somos um país criativo, com espasmos culturais interessantes e alguns exemplos de sucesso, reconhecidos internacionalmente. A rádio reflecte isto mesmo. Temos uma varieadade de conteúdos que reflecte o estado das coisas e, acima de tudo tende a apostar nos que são menos exigentes. A esses é mais fácil impigir música de fraca qualidade cuja vivência se esfuma no espaço de dias. Um bom disco, prevalece no tempo e a sua substituição só se justifica por uma novidade igualmente extratordinária, ou por um novo e brilhante trabalho do mesmo artista… Vende-se menos vezes, mas fazem-se vendas de qualidade em projectos que duram muitos (e bons) anos. Será comercialmente mais efectivo e estrategicamente mais rentável criar, produzir e dar a conhecer artistas em catadupa que fazem esquecer o anterior ou será melhor o inverso? O mercado musical aposta na primeira hipótese, será talvez, aquela que é financeiramente mais eficaz. A rádio segue-lhe a tendência e para provar isso, estão os rotundos falhanços de projectos como a XFM ou a Voxx, e a sobrevivência relativamente desafogada de projectos como a Radar, a Oxigénio ou a Marginal que, ainda que não seja eruditos, conseguem criar uma lista musical eclética, curiosa e acessível, sem contudo, serem demasiado comerciais.
Pedro Tojal fala também do sucesso da Cidade FM, explicando que «uma rádio para ter sucesso tem de [...] acima de tudo, estar à frente. Se estiver no presente, já está no passado». Não estavam a XFM e a Voxx suficientemente «à frente»? Talvez lhes tenha faltado o merchadising dos artistas, a MTV a promover as bandas, ou os filmes, as novelas, as revistas e o quotidiano em geral, para falar dos seus artistas…



O regresso (III) Contiuação dos comentários: Ano…

20 10 2005

O regresso (III)

Contiuação dos comentários:

Anonymous said…
Concordando genericamente com o CarlosL, apenas uma informaçao que nao é de excluir. A contrataçao do Luis Osorio é precisamente para que a MCR passe a ter um formato de radio de not´cias. Alias a entrevista de hoje do Tojal ao DN, é totalmente estrategica nesse sentido. No momento em que a RDP se prepara para avançar para as plataformas digitais, já vai dizendo para marcar terreno que privatizava já a Antena 1 e Antena 2 e depois faz uma grande disertação sobre uma radio concorrente da TSF. Ele sabe qual é a estrategia da MCR e da Prisa em particular. Esperem até perceber o que a Radio Comercial vai ser, na mudança de cadeiras, desculpem-me, de formatos do grupo.
1:09 AM


Anonymous said…
ERRATA: Leia-se, “…privatizava já a Antena 2 e Antena 3, não a Antena 1…”