Sobre o comentário ao post «A rádio e a música, um…

16 07 2005
Sobre o comentário ao post «A rádio e a música, uma vez mais»

Gold Member said…

«CIDADE FM? A Antena 3 concordo, continua a tentar inovar (à sua maneira), mas agora um produto formatado como a CIDADE FM? Colada a modelos que lá fora já passaram? Não me parece que o futuro da rádio em FM passe pela CIDADE.»

A este comentário, apenas outro: não é também a Comercial uma imitação barata do que se faz lá fora? Não foi o tão preciado Programa da Manhã da Comercial (quando mudou para a best Rock FM gerou inclusivamente um movimento de ouvintes e a criação de uma mailing list de apoio ao regresso do programa a uma frequência nacional) uma mera imitação do ZMorning ZOO, o programa da manhão mais conhecido nos E.U.A. e mais ouvido na cidade de Nova Iorque?
Em definitivo, temos de nos convencer de que o que tem sucesso em Portugal não é sinónimo de originalidade ou qualidade. É tão simplesmente, sinónimo de imitação, do qual, na actualidade, a Cidade FM é um óptimo exemplo… E isso, não lhe retira as audiências e notoriedade que vem conquistando. Originalidade? Originalidade é outra coisa. E há muito que deixou de existir entre nós.
Quando escrevi «Caso a rádio juntasse à música algo mais, como o têm vindo a fazer a Antena 3 e a Cidade FM - talvez mais pessoas se fixassem numa estação» referia-me a dois aspectos muito diferentes: a Antena 3 junta à música, programas de autor, conversas sobre os temas, passatempos e promoção de artistas (nacionais,em especial). A Cidade, junta à música o desenvolvimento de uma marca que durante algum tempo irá estar na moda. E como qualquer moda… Irá passar.

Ao leitor Gold Member (e a todos os que aqui deixam comentários) o meu obrigado pela observação.




Pequena correcção ao post anterior sobre a TSF Não…

14 07 2005

Pequena correcção ao post anterior sobre a TSF

Não é só durante a tarde que há música a mais… Agora, também as manhãs têm informação a menos.
É impressão minha ou a «silly season» costumava começar apenas em Agosto?




Música e Notícias, ou a TSF uma vez mais De facto…

13 07 2005
Música e Notícias, ou a TSF uma vez mais
De facto, dois comentários colocados aqui no blog levam-me a pensar que não estou sozinha, ao pensar que, na TSF, a quantidade e qualidade dos noticiários e das notícias em si diminiu, na proporção do aumento da música que toca ao longo da emissão. Contudo, ao contrário do que acontecia há algum tempo atrás, coloca-se a questão do estilo, género e ritmo da música escolhida. Não posso falar na questão qualidade, que está intimamente relacionada com critérios de gosto e, como se costuma dizer, «gostos não se discutem». Mas deviam!
A TSF não é uma estação qualquer. Actua de forma isolada num segmento de público exigente (talvez até já tenha sido mais) e que traça expectativas altas em relação à prestação da estação que, gradualmente, vai decepcionando os seus ouvintes, afastando-os das suas emissões. Ao manter os «seus» ouvintes ligados apenas durante os noticiários à hora certa, visto que depois do programa da manhã e especialmente durante a tarde, as horas não acrescentam nada àquilo que fazem as outras estações, a TSF transforma-se aos ouvidos dos ouvintes e deixa de ser a «rádio notícias» para passar a ser uma estação de rádio que tem noticiários mais extensos e, pela lógica, mais completos que as restantes estações. Será?
Manter a sintonia na TSF durante a tarde obriga a ouvir uma compilação musical nem sempre do agrado dos que, do lado da recepção, construiram esta estação. Sim.. uma estação de rádio não se faz apenas do lado da emissão. O seu valor reside na importância e relevância que os ouvintes lhe atribuem, pelo que, as opções musicais mais recentes não só afastam os ouvintes mais antigos, como tendem a aproximar da estação ouvintes que, há partida, não estão interessados nas notícias. RFM já temos uma, com uma forte concorrente, a rádio Comercial. Contudo, a Radar apenas se ouve em Lisboa, ao passo que, até há uma ano atrás, no intervalo das notícias e da informação, a TSF mantinha os radares ligados e oferecia ao país, não só uma alternativa com conteúdos notíciosos, mas também, uma alternativa com uma cuidada selecção musical.




Pequeníssimo comentário A TSF, rádio notícias, tem…

11 07 2005

Pequeníssimo comentário
A TSF, rádio notícias, tem cada vez mais música e menos… notícias. Boa parte da tarde é ocupada com música, naquela que sempre foi, a rádio… notícias! Um comentário, à dimensão das notícias, no seu todo, nesta estação.





O mundo inteiro no pulso Aos relógios que permiti…

10 07 2005
O mundo inteiro no pulso
Aos relógios que permitiam escutar rádio - novidade que rapidamente se tornou obsoleta com o walkman e, mais ainda, nos dias de hoje, com os pequenos leitores de MP3 ou os - ainda que não tão pequenos, mas com grande capacidade e estilo, iPOd -, juntou-se em Outubro passado um novo relógio da gigante Swatch.
Este novo swatch é mais um gadget de ligação ao mundo, transportando até ao pulso de cada um, a Internet e alguns conteúdos do MSn.
O swatch paparazzi está em ligação com a Internet e permite descarregar, directamente no pulso, uma grande variedade de conteúdos.

Este relógio permite escolher a partir do MSN direct, conteúdos como notícias, informação do estado do tempo ou cotações da bolsa. Permite igualmente receber mensagens via MSN da lista de contactos no messenger. Em paralelo, estes canais exclusivos dos relógios swatch apresentam dicas para a cidade de Nova Iorque, com conteúdo fornecido pela Timeout, uma das mais importantes revistas - guia de cultura e lazer. Com este relógio, são também feitos passatempos que podem dar a oportunidade de conhecer pessoalmente os artistas de eleição do utilizador deste paparazzi. Pena é, que não sirvam ainda, e também, para escutar webradios…




A rádio e a música, uma vez mais Não há rádio sem …

8 07 2005
A rádio e a música, uma vez mais
Não há rádio sem música e também podemos afirmar que não há música sem rádio.
Trata-se de uma relação de dependência recíproca que ao longo dos últimos anos tem vindo a ganhar contornos diferentes, em virtude da multiplicidade de canais e suportes para a divulgação musical. Já não é preciso esperar e escutar a rádio para conhecer as novidades. O mundo tornou-se uma aldeia demasiado pequena e o que acontece do outro lado do mundo está a acontecer também entre nós, pelo que, muitas - as principais - novidades têm lançamento mundial. Prova de que o acesso à música está facilitado são os downloads e as cópias piratas de música. Indicam os dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (via Obercom) que as vendas de discos piratas totalizaram 3,8 mil milhões de euros em 2004, correspondendo a 34% do total das vendas em todo o mundo. E tudo isto, porque simplesmente as pessoas estão a deixar de ouvir rádio. A rádio deixou de ser relevante para elas. A música está lá: disponível na Internet e daí, para um grupo de amigos; à venda nas feiras por um quinto do seu preço e dai, também para um grupo de amigos e… daí em diante.
Caso a rádio juntasse à música algo mais, como o têm vindo a fazer a Antena 3 e a Cidade FM - talvez mais pessoas se fixassem numa estação e renovassem o velho hábito de ouvir os singles na rádio, para mais tarde, e só apenas mais tarde, comprar o albúm para ter em casa. Mas esta sociedade de consumo imediato em que as músicas começam a ter uma duração inferior a três meses (tempo médio que uma música leva até se tornar familiar ao ouvinte comum - e o ouvinte comum é o que não é fã incondicional do artista ou da banda - que passa a reconhecê-la e a esperar pacientemente pela vez em que vai aparecer), justifica que as pessoas também não queiram pagar por algo que já não vão ouvir daí a poucos dias. E para isto, também a rádio muito tem contribuído.





A rádio e os blogs, ou os blogs e a rádio, ou qual…

8 07 2005
A rádio e os blogs, ou os blogs e a rádio, ou qualquer coisa do género
Parece cada vez mais comum associar um blog a um programa de rádio, especialmente na Antena 3, onde alguns espaços da programação têm um blog divulgado ao longo da emissão, como sejam o blog das manhãs, o do programa Prova Oral e aquele que é animado por Rui Estevão nas tardes da estação.
A pergunta que se coloca é simples: qual o objectivo destes blogs?
Não estão divulgados na página da Antena 3, onde naturalmente qualquer um vai procurar o link e, através do google, também não se encontram à primeira tentativa.
Pretenderão estes blogs estreitar os laços com a comunidade de ouvintes dos respectivos horários?
Pretenderão estes blogs ser uma extensão do horário em questão?
Pretenderão estes blogs contribuir para a discussão saudável de temas da actualidade?
Pretenderão fomentar a participação cívica dos mais jovens que são, em primeira análise, o público -alvo da estação?
De que se fala, afinal, nestes blogs?
De tudo e de nada ao mesmo tempo. Essencialmente, do que não é importante, do que não é relevante. Com excepção do programa Prova Oral, que utiliza de facto, o blog enquanto extensão do programa, colocando um post com a indicação e explicação do tema e fazendo alusão aos comnetários colocados no blog ao longo da emsissão do programa. Muito embora este seja um programa de entretenimento e não persiga os mesmo objectivos de espaços como o Antena Aberta, na Antena 1 ou o Fórum TSF, na TSF, o Prova Oral não está alheado da realidade, focando muitas vezes problemáticas que dizem directamente respeito aos jovens. Muito embora a discussão de faça de forma ligeira e despreocupada, o programa consegue desenvolver como que uma conversa entre amigos, tornando-se, por isso, relevante no panorama português das rádios destinadas aos jovens. Como sabemos, é nas conversas entre jovens que se desenrola boa parte da socialização e abertura ao mundo.
Nos restantes casos, os posts são irrelevantes e os comentários, muitos roçam o ofensivo, indilicado e mal educado, outros, são igualmente desinteressantes. É caso para dizer, alguém os cale… Por favor!




"I just called… to say… I love you…" lemb…

7 07 2005

“I just called… to say… I love you…” lembram-se da música?

Está no blog « Osegundo choque» um post interessante sobre telémóveis, música e rádio:

«Mais música nos telemóveis, menos na rádio?» que indica que «Segundo o último relatório da Informa Telecoms e Media, a música no telemóvel atingirá os 11,3 mil milhões de dólares, sendo 6,8 mil milhões de dólares provenientes dos toques de telemóvel.” (Obercom). O que é interessante é a forma como, actualmente, os conteúdos para telemóveis, em especial, a música e os toques, constituem 31% das receitas de conteúdos móveis. Dos E.U.A. vem um exemplo interessante, pois a tabela Billboard “Ringtone Chart” (toques para telemóveis) é dominada pelo Hip-Hop e tem vendas 3 vezes superiores à tabela “Hot Digital Tracks Chart” (downloads digitais ). O mais curioso é que um ringtone custa $2,99 e uma música inteira custa $0,99. É uma discrepância substâncial nos valores, se considerarmos que os toques são excertos de música de fraca qualidade, embora adaptada à personalidade e gostos individuais e às características e potencialidades dos seus telefones móveis. Considerando este aspecto, a MTV está a desenvolver um novo serviço de download de conteúdos para telemóveis, que vai ser lançado no Japão este verão. Trata-se de um sistema de acesso a vídeos, cartoons e programas emitidos pela MTV, cuja expansão se prevê gradual para outros países.





Notícia do Le Monde: Fechou uma estação de rádio n…

6 07 2005

Notícia do Le Monde:
Fechou uma estação de rádio na Somália e três jornalistas foram presos [ler]

«Une station de radio a été fermée et deux de ses journalistes ont été arrêtés avec un troisième confrère, dans la région somalienne auto-proclamée autonome du Puntland (nord), accusés de diffusion d’informations “mensongères”, a annoncé mercredi le Comité pour la Protection des Journalistes (CPJ). La radio indépendante STN de Bossaso a été fermée le 30 juin et son directeur, Sheekh Aduun, a été arrêté le même jour avec son rédacteur en chef, Awale Jama, selon le CPJ, organisation de défense de la presse basée à New-York (Etats-Unis). (…) Les arrestations de MM. Aduun et Jama sont liées à la couverture journalistique de la campagne électorale pour l’élection du maire de Bossaso, ville du nord-est où le président somalien Abdullahi Yusuf Ahmed réside actuellement, selon le Réseau des journalistes somaliens (Sojon).»




Televisão perde publicidade De acordo com a Newsle…

6 07 2005

Televisão perde publicidade

De acordo com a Newsletter teletipo e com base na notícia avançada pelo Wall Street Journal, um dos maiores anunciantes do mundo - a Procter & Gamble - vai diminuir o seu investimento publicitário na televisão, em especial nos E.U.A.
Em Fevereiro último, o director global da marca já tinha anunciado que há muito para fazer além dos spots Tv de 30 segundos e a marca estaria interessada em investir noutros meios e adoptar outras técnicas para fazer publicidade. O product placement é uma dessas técnicas, dirigido, segundo o próprio, às donas de casa. Por outro lado, para comunicar com os jovens, a televisão não é a melhor forma, pois este grupo prefere as recomendações do velho boca-a-boca ou de uma conversa num chat da Internet. Esqueceram-se apenas de que este é também o target que consome mais rádio… especialmente online!