Bons momentos de rádio É, normalmente, em sítuaçõe…

13 06 2005

Bons momentos de rádio

É, normalmente, em sítuações de tragédia que a rádio tem os seus melhores momentos. Não se tratando de um momento de tragédia, é, sem dúvida, um momento marcante da história nacional. Na mesma manhã, morrem dois ícones do país: a política perdeu Álvaro Cunhal e a literatura, Eugénio de Campos. No éter nacional, quer a Antena 1 quer a TSF dedicaram parte da manhã informativa a cada uma das figuras. No geral, as restantes estações limitaram-se a fazer pequenos apontamentos nos noticiários à hora certa. A RFM usando partes do trabalho desenvolvido por jornalistas da Renascença, a Antena3 utilizando parte da produção da Antena 1 e, nas rádios do grupo MCR (Comercial, RCP e Cidade), o facto foi abordado apenas com breves notícias.
Começando mais cedo, a TSF abriu a manhã com um longo especial sobre Cunhal, juntando vários depoimentos sobre o líder do PCP, sem contudo, fazer grande destaque ao seu falecimento. Por esta altura, nas duas estações misturavam-se os apontamentos sobre Cunhal e Eugénio de Andrade, tendo-se destacado o depoimento de Eduardo Prado Coelho e do Presidente da Fundação Eugénio de Andrade. Com menor capacidade de reacção, mas ainda assim, com um produto final que se saldou mais completo e interessante, a Antena 1 esperou pelo comunicado do partido e apresentou, depois das nove horas, um longo trabalho biográfico sobre Álvaro Cunhal enriquecido com sons de arquivo da antiga Emissora Nacional e excertos de entrevistas ou programas nos quais Álvaro Cunhal participou na RTP. Os meus parabéns à equipa que produziu este especial. Foi um trabalho que não só ilustrou a história da vida do histórico líder como nos ofereceu um excelente momento de rádio.




The radio festival 2005 The Radio Festival continu…

11 06 2005

The radio festival 2005

The Radio Festival continues to be the only forum where all the issues affecting today’s radio are aired and addressed by the UK’s leading decision and programme makers.
4-6 July,International Conference Centre, Edinburgh




A definição mais esperada Finalmente foi assumido …

10 06 2005

A definição mais esperada

Finalmente foi assumido o que era lógico: a Cidade FM vai ocupar a frequência da Voxx e esta abandona o gira discos alternativo para se transformar num novo produto MCR.
Demorou… Ninguém o queria assumir antes do tempo, mas era tão lógico e óbvio que a notícia nem merece destaque.
Em Março, quando a AACS deliberou sobre o pedido de alteração do serviço de programas da Côco (detentora da Voxx), já se previa que a Cidade ocupasse a frequência [ver post anterior].
O que não se sabia era o que iria acontecer à frequência dos 107.2 da Cidade FM. E finalmente, a MCR apresenta um novo projecto. Muito na linha da MTV, consequência das tendências de gosto das gerações mais novas, a Voxx dá lugar a um conceito de música negra urbana. Ainda não se ouve no éter, mas confesso estar curiosa. À semelhança do que se faz lá fora, particlarmente nos E.U.A, nação que claramente influencia as orientações da programação das rádios do grupo, é provavel - e arrisco a dizer - que esta será uma estação de formato «urban» (de acordo com as habituais classificações das webradios e portais de busca de estações norte americanas) e com artistas que actualmente tocam na Cidade FM, sendo esses, para esta nova estação, os mais mainstream e outros, novos ou menos conhecidos, adoptando uma postura new groove, new sounds and new rhythms. Digo eu…
Ouçam-se os vários projectos de webradio, começando pelo Soul City, Hip Hop 101 e New Scholl, disponíveis na Radio Free Virgin, para concluir que a ideia só pode ser mesmo essa…




Rádio no 10 de Junho A rádio e televisão públicas …

9 06 2005

Rádio no 10 de Junho
A rádio e televisão públicas vão ter emissões especiais na sexta-feira para assinalar o Dia de Portugal. A ver (e ouvir) vamos…





Não é rádio, mas é Internet A Marktest apresentou …

8 06 2005

Não é rádio, mas é Internet

A Marktest apresentou as suas soluções para o medição de tráfego da Internet.
A juntar ao Netscope, um estudo centrado no site, que permite a medição aprofundada e total dos acessos a um site e ao Netpanel, um estudo de análise do comportamento do indíviudo na Internet, a Marktest tem agora o projecto Sim.net - Sistema Integrado de Medição Internet, um projecto que integra o Netpanel e o Netscope e que surge como uma solução que integra as tecnologias user-centric e site-centric. dados mais precisos para planear mais e melhores campanhas online, potenciando o crescimento no investimento publicitário de diversos projectos online.




Ainda a música portuguesa na rádio Recebi ontem ma…

7 06 2005

Ainda a música portuguesa na rádio

Recebi ontem mais um trabalho de avaliação para a disciplina de Teoria e Prática da Rádio, que lecciono na Universidade do Algarve. Este, sobre a música portuguesa na rádio, revela uma reflexão bastante interessante sobre a questão e faz uma resenha do processo ao longo dos últimos tempos. em breve, irei disponibilizá-lo aqui no blog. Cláudia Silva baseou-se no “Manifesto sobre o estado da Música Portuguesa” [ler] que analisa à luz da legislação, disseca e critica, juntando outras opiniões de jornalistas e críticos portugueses.




Trocas e Baixas na MCR Maria João Simões saiu da r…

6 06 2005

Trocas e Baixas na MCR
Maria João Simões saiu da rádio Comercial. A nova voz feminina nas manhãs desta estação é Ana Moreira.
Fonte: Meios e Publicidade [ler]





Liquid LoungeLiquid Lounge é o nome da webradio qu…

6 06 2005
Liquid Lounge
Liquid Lounge é o nome da webradio que ando a ouvir. Já a coloquei nas hiperligações e recomendo a escuta para quem passa o dia ligado à net e a trabalhar no computador. A escuta é fiável, mantém-se em contínuo. Faz parte do grupo de webradios da Virgin e apresenta uma excelente mistura de sons calmos que vão do Chill Out ao Nu-Jazz, passando pelo Trip Hop, sem contudo, nos massacrar com os temas mais conhecidos e (re)conhecidos. Soa a música de bar e é isso mesmo que a torna agradável. Fazer-nos pensar, através da música e simplesmente música, que afinal são seis da tarde e não estamos enfiados numa sala. Estamos num qualquer bar, perto do mar, rodeados de outras pessoas que, connosco, partilham uma agradável bebida…




Música nacional na rádio A nova lei da música port…

3 06 2005
Música nacional na rádio
A nova lei da música portuguesa na rádio está hoje em discussão na AR.
Uma lei que existe e que não é cumprida. Uma discussão que já começou há bastante tempo e que sofre constantes adiamentos. As tabelas são claras: há cada vez mais música portuguesa nas rádios. Contudo, impõem-se as questões: Música em Português? Ou Música feita por Portugueses? Todos os géneros da música nacional, ou só alguns? Há crise na músical nacional, mas alguns artistas vendem bastante. Tudo depende daquilo que o público deseja consumir. E espaço nas rádios para a música nacional? Há? Enquadram-se todos os géneros no conceito que algumas estações estão a desenvolver?
Será que ainda alguém acredita que será possível transformar o panorama radiofónico nacional e torná-lo semelhante ao panorama espanhol, francês ou italiano? Se não dobramos as séries e filmes na televisão, porque haveriamos de consumir mais música portuguesa do que estrangeira? Temos uma tradição semelhante à das rádios alemãs, onde a música nacional não tem, também, grande expressão. É uma questão cultural, equivalente a outras questões (igualmente negativas) que nos diferenciam de outros países europeus e que dificilmente se mudará com quotas e obrigações. E para os incumpridores? Coimas? Sanções? E a lei vai de facto, ser aplicada? Hum…
O mais interessante é avaliar a disparidade de conceitos no que respeita à definição de música nacional. Música produzida por português; música cantada em português (porque teremos de promover artistas brasileiros?!); música que represente a cultura e tradições nacionais (como é que se avalia isso?)… Enfim, um conjunto de opções de definição que, aainda que seja coerente, representa bem a dificuldade em legislar a música que toca na rádio. A verdade é que é, efectivamente, uma questão cultural. Da mesma meneira que durante anos assistimos a novelas brasileiras e continuamos a preferir os filmes made in hollywood. Nada há a fazer? Há… Claro. Esperar que mudem as gerações e dinamizar a produção cultural em português. Na música, no cinema, nas artes e em todos os domínios daquilo que é a cultura. Não temos quotas para a exibição de filmes nacionais nas salas de cinema, pois não? Além disso, temos três estações de serviço público com emissão nacional. São organizadas segundo objectivos próprios e dão espaço à música nacional, mas poderiam dar ainda mais. A rádio privada, como é de calcular, tem objectivos comerciais. Ora, se o público quisesse ouvir mais música nacional, a Antena 1 teria ainda mais ouvintes, as quintas feiras da Antena 3 atingiriam picos de audiência e a rádio Nacional (uma rádio privada do grupo MCR) já estaria a emitir em FM, com mais melhores resultados. Mas… será que é isso que o público quer? Ou será que teremos de entrar na célebre e desgastada discussão: dar o público o que ele quer, ou dar ao público o que ele deve querer?




As cadeiras continuam a dançar Notícia Meios e Pu…

2 06 2005

As cadeiras continuam a dançar
Notícia Meios e Publicidade
Rui Pego vai para a direcção de programas da RDP. [Ler]
Entrevista n’ A Capital
“Em entrevista a A Capital, Rui Pêgo falou da rádio que deixa para trás e daquelas que tem, a partir de segunda-feira, pela frente”. [secção media]
Notícia no Correio da Manhã
“Parto para a RDP, como para todas as coisas, com muito optimismo”, afirmou ontem ao CM. [ler]