Rádio cada vez mais jovemSe, por um lado, o segmen…

22 04 2005
Rádio cada vez mais jovem
Se, por um lado, o segmento de ouvintes com mais de 40 anos, é interessante do ponto de vista comercial para promoção de produtos, por outro, não só os jovens têm cada vez mais dinheiros e cada vez mais cedo, como são, para todos os efeitos, o segmento etário que mais consome rádio. os dados são revelados no último Bareme Rádio da Marktest e revelados no Anuário de Media e Publicidade 2004.
“O grupo dos 15 aos 17 anos é o que apresenta maior audiência acumulada de véspera, de 74.6% - superior aos 58.0% da média do universo (…) os jovens dos 15 aos 17 anos são os que apresentam um comportamento mais diferente da média, pois se ao longo do dia registam quase sempre audiência acumulada de véspera inferior ao universo, destacam-se a partir das 17:30, quando registam valores bastante superiores a esta média. Entre os 18 e os 24 anos o consumo tardio de rádio é também bastante superior à média, mas este grupo apresenta sempre valores acima do universo ao longo de todo o dia. Os indivíduos com idades entre os 25 e os 34 anos destacam-se, pelo seu lado, por apresentarem os valores mais elevados no período que medeia as 8:30 e as 9:30, registando também ao longo de todo o dia maior audiência acumulada de véspera do que a média do universo. Entre os 35 e os 44 anos o consumo é menor, descrevendo um padrão semelhante ao grupo etário anterior, com valores abaixo dele mas acima da média do universo. A partir deste grupo etário, registamos quase sempre valores abaixo da média do universo, sendo o grupo dos que têm mais de 64 anos o que apresenta valores mais baixos nas audiências de rádio”.



Rádio espectáculoE, a propósito do post relativo a…

21 04 2005
Rádio espectáculo
E, a propósito do post relativo ao documentário sobre o teatro radiofónico, aqui ficam algumas considerações sobre o passado da rádio, naqueles que foram os seus «anos de ouro».
Este é um estilo muito definido, cujo ciclo ocupou um largo período da história da rádio e que supõe uma nova forma de expressão radiofónica. Situa-se entre 1930 e 1950, tendo-se desenvolvido ao longo de 3 fases: até ao início da 2ª Guerra Mundial (fase mais característica), durante a guerra e logo após ter terminado o conflito. Nesta altura a rádio procurava reconstruír a realidade dentro do estúdio, para que o ouvinte pudesse «ver» através da rádio. Surgiram assim obras dramáticas escritas para a rádio, adaptações e espectáculos construídos dentro da estação emissora. Para conseguir-se o tal «efeito de realidade», os programas recorreram à criação de fórmulas expressivas próprias. A música e os efeitos sonoros serviam para ajudar a determinar o cenário da acção e definiam o ambiente emocional do relato. A evolução técnica do meio veio permitir o enriquecimento dos efeitos que facilitavam a reconstrução da realidade através das «imagens acústicas». Nascia assim outro princípio de acção psicológica no universo radiofónico, que permitia a reconstrução do enunciado sem a presença directa no acontecimento. Surgiu então uma forma muito própria de expressão na rádio que se distinguiu de qualquer outra utilizada em qualquer tipo de narração radiofónica. Trata-se da dramatização radiofónica, cujo melhor exemplo é a Guerra dos Mundos. A comunicação centra-se em torno das possibilidades que se abrem com o conceito de «imagem acústica» (1) como elemento de representação, fundamental para a actividade intelectual de decifração da comunicação radiofónica. É nesta altura que a rádio assumiu a sua grande vocação: comunicar. A rádio libertou-se da tirania instrumental, mostrando as suas capacidades expressivas. Libertou-se do seu papel de mero difusor para assumir a sua vocação de comunicação.
(1) Imagem Acústica é um conceito com fortes ligações à linguística, podendo ser traduzido como a representação puramente psiquica que construímos com os nossos sentidos a partir de um determinado som (Saussure) ou seja, trata-se de uma imagem do pensamento, uma representação subjectiva de uma determinada percepção baseada nos nossos sentidos.



Para uma imensa minoriaA ideia para o título deste…

21 04 2005
Para uma imensa minoria
A ideia para o título deste post foi-me sugerida por um colega de profissão durante uma conversa online sobre a nova rádio online do PCP. Desenvolvida a partir de um projecto pioneiro que se desenrolou durante as últimas eleições para a Assembleia da República, a Comunic é um projecto de webradio do Partido Comunista Portguês que se estreou ontem e que irá, semalmente, fazer uma emissão de três horas com conteúdos variados. entrevistas, notícias e um fórum marcaram presença na primeira emissão desta webradio que se pode ouvir em www.comunic.pcp.pt
Contudo, será mesmo para uma imensa minoria, ou será que a aposta web não levará a mensagem do Partido Comunista Português além fronteiras? Quais serão os verdadeiros objectivos dest projecto? Provar que o PCP é um partido moderno e que sabe acompanhar a evolução técnica e social? Provar que é um partido de ideias originias, ou simplesmente, ter mais uma forma para fazer passar a sua mensagem? Há falta das rádios político-ideologicas de outrora, com emissões em altifalantes para as praças e as fábricas, esta porta aberta para o mundo que é a Internet, pode muito bem voltar a fazer cumprir esse papel que a rádio já teve…



Teatro Radiofónico em Vídeo Surge finalmente, um d…

21 04 2005
Teatro Radiofónico em Vídeo
Surge finalmente, um documentário sobre uma das épocas de maior brilhantismo da rádio portuguesa!
Marta Rosa é a realizadora do documentário “MEMÓRIAS DO TEATRO NA RÁDIO” que é hoje apresentado no
Café das Imagens às 21h30.
Produzido em colaboração com a Videoteca Municipal de Lisboa, no âmbito do plano de apoio às primeiras obras e projectos apresentados por jovens realizadores, este documentário explora as memórias do teatro radiofónico “desde o seu início, na década de 40, após a II Guerra Mundial, até aos nossos dias, dando especial enfoque ao seu período áureo, nos anos 50 e 60″. É um trabalho sobre o início da rádio em Portugal, que aborda o teatro radiofónico, os folhetins, a produção de uma peça de teatro, a relação da rádio e da literatura, a relação com o público e o apelo ao imaginário individual, com base em quatro entrevistas a quatro figuram que marcaram e ainda marcam, esta faceta da rádio: Eduardo Street, Carmen Dolores, Canto e Castro e Pedro Pinheiro.



Martha Steward no SiriusDepois de Eminem e Howard …

19 04 2005
Martha Steward no Sirius
Depois de Eminem e Howard Stern, mais uma cara conhecida sobe aos satélites.
A notícia foiavançada pelo Diário Digital e refere que Martha Stewart vai ter um programa especialmente dedicado às mulheres no satélite de rádio Sirius. Esta é a segunda cadeia de rádio por satélite nos EUA e conta com 120 estações distribuídas por todo o país, de acesso pago e sem publicidade. Martha Stewart é uma carinha laroca da televisão norte americana, conhecida não só pelos programas ao estilo «Oprah» (SIC Mulher), ou melhor exemplo, «Mais Você» (GNT), programas femininos de conselhos, entrevistas, culinária, beleza e outras coisas que agradam ao conceito de público «dona de casa». também ficou conhecida por ter sido presa (seis meses)por utilizar informação privilegiada na venda deacções da empresa de biotecnologia ImClone, em Dezembro de 2001.



DABOutro dos destaques da newsletter do OBERCOM di…

17 04 2005
DAB
Outro dos destaques da newsletter do OBERCOM diz respeito ao aumento de vendas de receptores DAB.
Segundo um artigo da WorldDab as vendas de receptores de DAB (Digital Audio Broadcasting) aumentaram ao longo de 2004, sendo o Reino Unido com um aumento da ordem dos 178%, entre 2003 e 2004. [ler] E Portugal? Pra quando o DAB, ou outro sistema de difusão que agite o mercado da rádio???



Peer-to-peerA newsletter do OBERCOM revela um estu…

17 04 2005
Peer-to-peer
A newsletter do OBERCOM revela um estudo [estudo completo] interessante sobre a relação entre as redes Peer-to-Peer e as indústrias de conteúdos que revela as potencialidades das redes de comunicação Peer-to-Peer, que se afirmam cada vez mais como uma forma de comunicação e de distribuição via Internet. [ler]



Rádios Universitárias, um mundo à parteNa rádio, c…

14 04 2005
Rádios Universitárias, um mundo à parte
Na rádio, como em todos os domínios da comunicação, os jovens são um segmento ao qual se devem dirigir formas e conteúdos específicos. No sector privado, a rádio está a ser encarada como entretenimento, deixando as outras funções para sistemas alternativos de comunicação radiofónica, como o Serviço Público e as rádios universitárias. Em Portugal, existem quatro rádios universitárias com emissão em FM, a Rádio Universidade do Marão (Universidade FM); a Rádio Universitária do Minho; Rádio Universidade de Coimbra e a Rádio Universitária do Algarve e alguns projectos universitários de rádios na web, a RIIST no Técnico, a 351 no Instituto Piaget e a Esec Rádio Online, na ESE de Coimbra. Existem outros projectos, mas contudo, ainda não têm emissão online.
Em Portugal, o universo radiofónico assume características próprias, sendo difícil catalogar de forma linear os diferentes projectos de rádio. Na generalidade, as estações organizam-se mais pela sua especialização musical ao nível do conteúdo dos programas e público-alvo, do que propriamente pela tematização. Os jovens em Portugal são alvos de estratégias de comunicação radiofónica específicas, quer da parte de estações públicas e privadas, bem como por parte das rádios universitárias. Dado o facto da rádio privada ter fortes preocupações com a rentabilidade e optar por oferecer um produto de entretenimento puro, numa perspectiva mais comercial do meio, sem grandes preocupações artísticas ou ao nível da informação de actualidade, são os sistemas alternativos de comunicação radiofónica, como o Serviço Público e as rádios universitárias que têm vindo a desenvolver programações que fogem ao ritmo da comunicação radiofónica comercial, apresentando elementos na sua programação de carácter experimental e de formação de novos valores, contribuindo para o debate de ideias e fomento da aproximação entre a rádio e os ouvintes.
A história das rádios universitárias em Portugal começa na década de 50, em Coimbra, com as primeiras iniciativas deste género. Os projectos mais recentes têm objectivos semelhantes mas um carácter e estrutura diferenciados, apresentando uma evolução que acompanha o pulsar académico e própria sociedade nacional. A contribuição e influência das rádios universitárias no desenvolvimento da formação de futuros profissionais, aliada à importância no contexto da comunicação radiofónica em geral são inegáveis e, num contexto em que a principal preocupação é a rentabilidade da estação, as rádios universitárias apresentam-se como elementos que oferecem alternativas de programação e formação. A salvaguarda de alguns interesses, nomeadamente a promoção da língua e cultura portuguesas, contribuindo para a informação e recreação do público em geral, atendendo à sua diversidade de idades e interesses, particularmente o público universitário e as minorias culturais, permitem que estas rádios fomentem de forma independente e pluralista, o esclarecimento, a formação e a participação cívica e política da população. Dada a existência de vários cursos universitários na área da comunicação, aliados à existência de apenas um curso técnico-profissional na área da rádio em todo o país, estas rádios assumem-se como ponte entre o meio académico e o meio profissional e, acima de tudo, como verdadeiras escolas de rádio, permitindo aos alunos das universidades em questão, a prática da rádio e a formação de futuros profissionais da área.



X Congresso Nacional de Radiodifusão Dias 29 de Ab…

14 04 2005

X Congresso Nacional de Radiodifusão
Dias 29 de Abril e 1 de Maio no Centro de Congressos do Tagus Park irá decorrer o Congresso organizado pela Associação Portuguesa de Radiodifusão. Temas:
. O Papel das Rádios de Proximidade no Desenvolvimento Regional e do País
. A Necessidade de Alteração da Lei da Rádio
. Regulação, Auto-Regulação e Co-Regulação
. Profissionais de Rádio ou Profissionais na Rádio?




George W. Bush em directoFiliações ou simpatias pa…

13 04 2005
George W. Bush em directo
Filiações ou simpatias partidárias à parte, aqui fica a curiosidade meramente académica, para quem queira ouvir George Bush de viva voz e em directo: The White House Radio