Antena 2 ganhou novas cores Em rádio, a cor não s…

30 01 2005

Antena 2 ganhou novas cores

Em rádio, a cor não se vê. Pode imaginar-se, mas não é isso o mais importante. Contudo, e porque também a rádio precisa de imagens - reais, não aquelas que a imaginação de cada um pode construir - a identidade das estações tem vindo a tornar-se um dos elementos mais importantes para a construção da sua imagem de marca. Hoje, a imagem de marca de uma estação de rádio constrói-se não por aquilo que cada ouvinte possa ouvir e desenvolver para si, mas pela identidade estudada, criada e desenvolvida em função de objectivos muito específicos. O trabalho fica facilitado para os ouvintes que, mais facilmente podem escolher as estações sem terem de passar pela fase que anteriormente durava no mínimo um dia, razoavelmente uma semana e, com mais cuidado, quase um mês, para descobrirem por si, a estação que estavam a escutar. O logótipo, as cores, o slogan, a campanha de publicidade e os websites fazem-no na perfeição, substituindo esse lapso temporala que dava à estação, a oportunidade de fidelizar mais um ouvinte. Hoje, o simples facto de não se gostar da cor escolhida para uma estação de rádio pode ser uma excelente razão para nunca a chegarmos a sintonizar. Por outro lado, uma estratégia de comunicação promocional e publicitária muito bem concebida pode mesmo fazer-nos gostar de algo que efectivamente, até não gostamos. Mas como gostamos de sentir que fazemos parte de um grupo, aprendemos a gostar. Não há bela sem senão, já ontem aqui falei disso…
A mudança na Antena 2 pareceu-me, ao início, muito interessante.
Qualquer estratégia que não alterasse o conceito, mas que procurasse aproximar esta estação do público em geral teria obrigatoriamente que me parecer bem. A «nova» Antena 2, a rádio Clássica, com intenções de renovação e fuga ao hermetismo e elitismo natural neste tipo de programação pode estar melhor, de escuta mais «fácil», para assim conquistar novos e mais jovens ouvintes. A equipa que a produz é das mais novas de sempre. A nova grelha, apresenta de facto, inovação. Só por isso, os meus parabéns, porque quanto à fidelização de ouvintes e continuidade na inovação, só o futuro o dirá… A minha dúvida prende-se apenas com uma questão: a cor. O novo logótipo, traduz o espírito institucional da Rádio e Televisão de Portugal, mas a cor, ao invés de nos fazer pensar em renovação, modernidade e inovação, mantém o espírito, do qual a Antena 2 afirma querer afastar-se, de elitismo, pela associação normal do violeta à nobreza, à realeza ou mesmo aos dignatários da Igreja, sendo por essa razão uma tonalidade muito associada a um certo misticismo. Se esta estação pretende renovar, porque razão utiliza uma cor cuja associação negativa é o mistério, a opressão e de certa forma, a decadência?…



E enquanto a rádio for só música… Um dos aspect…

30 01 2005
E enquanto a rádio for só música…
Um dos aspectos mais interessante das novas tecnologias é a forma como se adaptam às necessidades dos indivídos. Fascinante, é a forma como são criadas e desenvolvidas para satisfazer as necessidades que anteriormente não tínhamos. Ou se já as tínhamos, também vivíamos sem as satisfazer. Mas a mudança instalou-se e é irreversível. Para o bem… e para o mal. Vivemos uma era de comunicação. Instantânea. Simultânea. Ouvimos rádio e lemos o jornal na Internet, ao mesmo tempo que falamos ao telefone ou teclamos no MSN. Ou deixamos a televisão ao fundo, a debitar coisas que não ouvimos, pesquisamos na internet coisas que antes não precisavámos saber, o telefone toca, o download das músicas em MP3 continua… e por ai fora. Tornámo-nos quase dependentes dos gadgets que aparentemente vêm facilitar a nossa vida, ou pelo menos contribuir para nos mantermos entretidos. E onde fica a rádio no meio disto tudo?… Nos telefones, muito embora ainda não tenha visto ninguém utilizar este suporte para ouvir rádio. Nos leitores de MP3… Mesmo que não tenham uma captação excelente. Na internet… Onde todas as estações já estão, e onde muitas outras poderão e, seguramente vão estar. A questão não passa tanto por onde podemos encontrar a rádio, mas sim por aquilo que ela tem para nos oferecer. Neste panorama de comunicação, o que se verifica é que a rádio quase não comunica. Se o suceso dos gadgets passa pela personalização, pela forma como mecanicamente conseguem esteleber uma relação com o indíviduo, uma fidelidade entre a coisa e o seu utilizador, a ponto de ser difícil a separação, qual o lugar da rádio na vida das pessoas?…
Será seguramente este, o ponto de viragem para a rádio. Pedir aos ouvintes que liguem, que participem de qualquer forma já não chega. As solicitações são demais e, em muitos casos, superiores. Estar lá, ser útil e de acesso gratuito, já não chegam para manter a rádio enquanto elemento que integre activamente a vida dos indivíduos. A televisão também está. A Internet também, as notícias via sms, também…
As escolhas multiplicaram-se, potenciadas pela portabilidade dos instrumentos de comunicação e pela mudança no comportamento dos indivíduos. A ver vamos o que irá acontecer à rádio. Em boa verdade, as palavras de ordem são a interactividade e a utilização à medida dos interesses e necessidades de cada um, pelo que adaptar estas características à rádio, fará deste, um meio de comunicação (ainda mais) incontornável na comunicação moderna. O FM resiste e mantém a sua importância, mas o facto do crescimento de escuta de rádio pela internet (ainda que sejam estações FM) deveria, só por si, ser um elemento que fizesse despertar a letargia da rádio portuguesa.
Só a título de curiosidade, a RAJAR (Radio Joint Audience Research Limited), uma organização de estudos de audiência da Grá-Bretanha divulgou recentemente que a escuta de rádio pela internet está a crescer na Grã-Bretanha, apesar do maior crescimento se verificar ao nível da escuta das estações britânicas que emitem em FM e também na Internet, é mais um dado que prova o crescimento da importância deste suporte.




O «terceiro rumor»….Depois da notícia das conver…

27 01 2005
O «terceiro rumor»….
Depois da notícia das conversações entre as duas empresas de rádio digital nos EUA publicada no NYPost, parece que tudo não passa de um rumor «Mel Karmazin characterized a New York Post report of a potential XM-Sirius merger as the “third rumor” he has had to deal with in his first eight weeks as Sirius CEO. “I have not met with the [XM] chair or the CEO, so I have no idea where this has come from,” he said during his firm’s Wednesday morning (1/26) earnings conference call», explicou o CEO da Sirius Satellite Radio à Billboard. FONTE: Billboard



Rádio digital nos E.U.A. Os dois maiores operador…

27 01 2005
Rádio digital nos E.U.A.
Os dois maiores operadores da rádio por satélite nos Estados Unidos podem vir a fundir-se numa só empresa. Muito embora tal fusão possa criar uma situação de monopólio na indústria de transmissões radiofónicas por satélite, o New York Post avança a informação de que a Sirius Satellite Radio e a XM Satellite Radio iniciaram conversações nesse sentido. É que ao que parece, os resultados comerciais e os shares de audiência das rádios do satélite Sirius não foram tão interessantes quanto as previsões indicavam. FONTE: New York Post



Música Digital A realidade da música digital não …

27 01 2005
Música Digital
A realidade da música digital não deve ser ignorada pela rádio. O preço será demasiado alto, dado o já visível afastamento das audiências em função de sistemas que lhes permitam ter e escutar a música que desejam, quando e onde querem, sem interferências comerciais, comentários pouco – ou nada – interessantes e, acima de tudo, sem precisarem de ouvir nove músicas que não gostam, para então, escutar a sua música – ou uma das – preferida. A prová-lo está o milhão e 250 mil downloads diários no iTunes da Apple e as batalhas constantemente ganhas pela tecnologia P2P em tribunal. Se por um lado, os downloads pagos registam subidas muito interessantes para a indústria da música, por outro o download ilegal continua em boa forma, enchendo pastas de «a minha música» e leitores de MP3, que é um mercado também em franco crescimento. O preço dos aparelhos tem vindo a baixar e as constantes promoções nas lojas apelam à compra. A multiplicidade da oferta destes gadgets não pára e o seu tamanho reduzido permite-lhes fazer parte do dia-a-dia de qualquer pessoa. O mais recente de que tive conhecimento é da marca Virgin (Richard Branson), tem uma capacidade de 256 Mb, custa cerca de 100 euros e tem o tamanho aproximado de uma moeda… E muito embora muitos destes aparelhos ofereçam a possibilidade de escutarmos rádio, nem sempre a captação do sinal merece o esforço e, acima de tudo, o apelo de escutar a música que cada um seleccionou só para si, é, a meu ver, um desafio que a rádio deverá aprender a vencer.



Rádio solidária Um mês após a tragédia do Tsunami…

25 01 2005
Rádio solidária
Um mês após a tragédia do Tsunami, as Rádios em Portugal juntam-se para ajudar as vítimas do Sudeste Asiático. Estações como a RFM, Rádio Renascença, TSF, Antena 1, Mega FM e centenas de outras rádios terão amanhã um dia de emissão especial, dedicada às vítimas do maremoto. Figuras públicas e músicos da sociedade portuguesa unem-se numa só voz para apoiar esta acção. As receitas comerciais de amanhã vão reverter para esta causa, sendo depositadas na conta “Cáritas Ajuda Vítimas do Sudeste Asiático”, da Caixa Geral de Depósitos.



Um Triunfo… pouco reconhecido! Em França, a emi…

22 01 2005

Um Triunfo… pouco reconhecido!

Em França, a emissora Rádio Triunfo corre o risco de perder a sua frequência, por decisão do Conselho Superior Francês do Audiovisual (CSA). A notícia, avançada no portal da imprensa (imprensa.net), indica que o CSA abriu candidatura para atribuição da actual frequência da Rádio Triunfo, estando a rede nacional de rádios RMC pré-seleccionada para ocupar a frequência 103,3 FM . O Pelouro da Comunicação Social do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) está a desenvolver todos os esforços para reverter esta situação, envolvendo a população (manifestação marcada para esta tarde) e solicitando a intervenção política dos membros do Governo português e da Embaixada de Portugal em França.
A rádio Triunfo emite há cerca de 20 anos para mais de 30 mil pessoas (região norte ), sendo uma das cinco estações de rádio portuguesas de França que representam uma ponte e um reforço da identidade nacional, facilitando o contacto os emigrantes portugueses com o país e com a sua realidade quotidiana. FONTE: imprensa.net (ler notícia)



Rádio partidáriasAs formas das campanhas políticas…

22 01 2005
Rádio partidárias
As formas das campanhas políticas são cada vez mais estruturadas e interessantes de analisar do ponto de vista da comunicação e sobretudo, da sua eficácia. Websites, download de toques e imagens, visualização de clips vídeo e blogs já são elementos comuns. A inovação veio do partido comunista, com a criação de uma webradio. Através de uma breve no DN de hoje, descobri que a Rádio CDU online arrancou esta semana. A Rádio CDU online teve a sua primeira emissão na sexta-feira, às 17:30h com uma entrevista ao Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa. De acordo com a informação disponível na página, a Rádio CDU online vai ser emitida na página da CDU na Internet, diariamente à mesma hora, fornecendo informações sobre a campanha em curso, entrevistas e depoimentos de candidatos e apoiantes da CDU e temas de actualidade política.



TSF é o site de rádios mais visitado O NetPanel d…

20 01 2005

TSF é o site de rádios mais visitado

O NetPanel da Marktest indica que metade dos internautas que consultaram a internet a partir de casa entre Janeiro e Setembro de 2004 visitaram sites de rádios, nacionais ou estrangeiras.
Em termos de páginas vistas, os domínios iol.pt, sapo.pt e tsf.pt ocupam os três primeiros lugares, com 20 milhões para o iol.pt, 6 milhões para o sapo.pt e 3,3 milhões para o tsf.pt. Quanto ao tempo dedicado a cada domínio, os internautas passaram 290 mil horas no iol.pt, 116 mil no sapo.pt e, em terceiro lugar, no domínio rfm.pt, com 112 mil. FONTE: Marktest (ver gráfico)



Novidades nas medidas de audiênciasJuntamente com …

20 01 2005
Novidades nas medidas de audiências
Juntamente com os resultados das audiências de rádio, a Marktest anunciou um novo indicador para o estudo das audiências de rádio em Portugal: “o reach semanal, que permite saber quantos Portugueses ouvem rádio pelo menos uma vez por semana. O valor deste indicador para o terceiro trimestre deste ano é de 79.4% para o total rádio. As rádios do Grupo Renascença apresentam um reach semanal de 46.3%, as do Grupo Media Capital Rádio um valor de 32.5%, as do Grupo RDP, 17% e a TSF/Press, 9.8%”. FONTE: Marktest